segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Tingua2 - A Primeira Regata

No sábado 11 de novembro o Tinguá2 disputou a 16ª edição da Regata Mormaii, válida pela penúltima etapa da Copa Veleiros da Ilha de Veleiros de Oceano 2017 do ICSC - Veleiros da Ilha. Com a única pretensão de testar e conhecer o barco não nos preocupamos com tanques cheios, lazy bag, retirada dos paióis móveis, etc. Disputamos na classe Bico de Proa a qual vencemos, não fazendo mais do que a obrigação diante da disparidade de tamanho e projeto para nossos quatro concorrentes.


Subindo o gennaker pela primeira vez antes da largada (Foto Luciano Pacheco)

Largamos atrasados devido ao pouco vento e até a marca do mangrulho, o percurso foi da Av. Beira Mar Norte a sede Oceânica de Jurerê, quando o vento NE começou a aumentar sofremos um pouco. Mas só fomos andar legal a partir das proximidades das Ilhas de Ratones, já com rajadas na casa dos 20 nós, quando aprendemos a regulagem da vela mestra. Aí deslanchamos nos desgrudando dos barcos da Cruzeiro e ultrapassando os da RGS.


Largada (Fotos ICSC)

Jorge, Eu e Rafael (Foto Marco A.D. Rodrigues)

Na tripulação o sócio Jorge Calliari, meu filho Rafael e amigos de longa data: Luiz Carlos Poyer, Marco Antonio Duarte Rodrigues, Leone Carlos Martins Jr., Dionísio Durieux, Carlos Augusto Kindlein e, seu pai, Wilson Kindlein.

O Tinguá2 esta à venda. Veja detalhes em www.vendoveleironeomarine38.blogspot.com

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Vendo Neomarine 38

Oportunidade de comprar um veleiro moderno, flexível, rápido, seguro e confortável. O nosso novíssimo veleiro Neomarine HS38 encontra-se à venda. Veja todos os detalhes em 










domingo, 8 de outubro de 2017

Tingua2 nos Ajustes Finais

O Tinguá2 foi lançado à água no último dia 06 de setembro (veja aqui) mas isto não significou que estava totalmente pronto. Na verdade um veleiro nunca está totalmente pronto, quem é velejador sabe que sempre estamos consertando, reformulando, acrescentando algo. Bem, o Tinguá2 foi pronto para a água sim, no sentido em que estava em totais condições de navegar e velejar, mas agora vem os ajustes finais: lazy jack, pintura anti-incrustante do fundo, dog house, regulagens, bolsas para cabo aqui, sistema de trava no mastro para os carrinhos da vela ali, configuração dos instrumentos, mais regulagens, etc., etc. Parece que não acaba mesmo.




Neste meio tempo fizemos uma velejada de test drive (a vinda do estaleiro para o Veleiros da Ilha foi, digamos assim, um shakedown), no domingo dia 01/10 com respeitável nordestão (acima de 20 nós). O barco se comportou muito bem, mostrando-se rápido e seguro. Daí tiramos mais algumas tarefas, como o ajuste da fixação do punho da buja no tambor do enrolador que é embutido.




Infelizmente, o atraso em algumas tarefas (incluída a  vistoria do seguro) e uma boa dose de cautela nos fizeram desistir da participação na Regata Marejada, neste último sábado,

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ajude a Resgatar o Catamaran Cascalho

Conheci o casal Mauriane e Luiz do catamaran Cascalho no Veleiros da Ilha, em Florianópolis, creio que em Fevereiro de 2013, e a empatia entre nós foi imediata de modo que nos tornamos eles e a minha família muito amigos. Velejei no Cascalho do Rio a Ilhéus e depois de Fortaleza a São Luiz naquele mesmo ano. Em Dezembro, com minha esposa e os dois filhos, fomos os primeiros clientes de charter no Cascalho, em Grenada e nas Grenadines. Foram vários outros encontros como no Encontro da ABVC daquele ano em que deram uma palestra contando sua linda história, quando eles retornavam ao Brasil para visitar os familiares, na Florida em 2015 quando lá estavam com o Cascalho e até em Nassau, Janeiro de 2016, quando retornávamos no TinguaCat de Exumas e eles retornavam ao Caribe.

Cascalho em Salt Wistle Bay, nas Grenadines

Como muitos de vocês sabem no último dia 06 de Setembro quando da passagem do furacão Irma, que devastou as Ilhas Virgens Britânicas, eles perderam seu amado catamaran Cascalho, como bem conta este artigo do site Almanáutica (http://almanautica.com.br/2017/09/10/furacao-casal-perde-catamara/). Amigos seus tem tentado minimizar o impacto emocional e financeiro desta perda de várias formas. Doando o que for possível diretamente na sua conta bancária (Luiz Fernando da Silva, CPF 075.284.038-06, Banco do Brasil, Agencia 3257-3, Conta 11226-7) ou através de uma "vaquinha" (crownfunding) no site Arrekade neste link   http://www.arrekade.com.br/resgatedobarcocascalhodestruidopelofuracaoirma. Ajude a resgatar o Cascalho e sua história com uma pequena contribuição e divulgando o máximo possível. Se muitos ajudarem o objetivo será alcançado.



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Tingua2 (Neomarine HS38) lançado ao Mar

Ontem (06/09/2017) precisamente às 13:50h o Tingua2 foi lançado à água. Depois de 37 meses e 9 dias do inicio da construção dos cinco Neomarine HS38, lá no dia 28 de Julho de 2014, o segundo veleiro está pronto. Semana que vem vai o terceiro e os outros dois provavelmente até o verão.

O lançamento ocorreu no local da construção na Praia de Fora, em Palhoça, na Grande Florianópolis. De lá numa ótima navegada testando o motor e já usando a vela de proa trouxemos o Tingua até o Veleiros da Ilha, sua nova casa e onde receberá os ajustes finais.



Parabéns ao construtor Alexandre Meinecke pela sua dedicação, entusiasmo e competência, aos companheiros de consórcio Celso, Jair, Mílvio e Alexandre pela ousadia de assumir esta empreitada, pela parceria, o tempo dedicado e a persistência, ao Jorge meu sócio no barco e grande amigo, aos colaboradores Sandro, Lucas e Augusto pelo profissionalismo e a todos aqueles que de uma forma ou de outra nos ajudaram. A "máquina" ficou linda!







domingo, 27 de agosto de 2017

De Novo em Ábaco

No dia 20/07 último retornei a Florida para mais uma navegada até a região de Ábaco, nas Bahamas, como no final de abril passado (veja aqui e aqui). Desta vez com um pouco mais de tempo e na companhia dos amigos Marco Antonio Duarte Rodrigues, Luciano Luiz Pacheco e Leone Carlos Martins Jr. Por que Ábaco? Porque a região é muito linda e disputa com as Exumas o título de melhor destino para navegantes nas Bahamas, além de ser mais perto da marina em Fort Pierce onde estava o TinguaCat.

Jantando em Vero Beach na véspera da partida

Saímos da Harbortown Marina às 08:30h do Domingo (22/07) com vento de 4-6 nós de proa e mar baixo. Até a entrada do Little Bahamas Bank, cerca de umas 65 mn de travessia foi assim. Á noite entrou vento de até 20 nós em um ângulo de 30-40° o que nos permitiu velejar com a ajuda de um dos motores em baixa rotação, pois a corrente ainda era contra. Ao amanhecer o vento caiu para 7-10 nós mas ainda com algum ângulo para usar vela. Já conhecendo Ábaco desta vez fui direto a Green Turtle Cay, numa travessia um pouco maior de 168 mn, que é uma das melhores paradas e a primeira com boa estrutura (custons, telefônica, mercados, etc.). Ancoramos em frente a New Plymount às 13:45h de segunda feira, 28h15' depois da saída. Com ventos Leste e Sudeste (que são os dominantes) pela proa a ida não rende muito bem. Desta vez só pescamos um Atum pequeno e perdemos várias iscas. Chegamos a conclusão que o problema eram os empates muito fracos que eram rompidos na mordida dos peixes. Mas, ao menos salvamos o sashimi da viagem.




Depois de almoçarmos descemos o dingue e fomos para a vila fazer custons e comprar crédito de celular. Atendidos por uma simpática e prestativa oficial desta vez só os três novos tripulantes pagaram 20 dólares cada. Eu e o TinguaCat não precisamos pagar nada pois ainda estávamos dentro dos 90 dias da última entrada no país. Mas não escapei de preencher os 4 ou 5 formulários, onde você repete várias vezes todos os dados, inclusive os nomes, nacionalidade, data de nascimento e passaportes de todos a bordo. A telefônica BTC estava sem expediente até a quinta feira então compramos créditos no simpático Plymount Rock Liquors & Café, pois o chip da última vez ainda estava ativo.

Plymount Rock



Dia seguinte alugamos um Go Kart e percorremos toda a bonita ilha. O ponto alto foi a parada na praia de águas transparentes da Coco Bay com direito a alimentar tartarugas e até a presença de um arisco Tubarão Lixa (Nurse Shark). Antes do final do dia rumamos para Great Guana Cay, distante 15 mn, onde não paramos na outra vez, ancorando em Fisher's Bay.


Coco Bay em Green Turtle Cay 



Nos dias seguintes estivemos novamente em Man-o-War Cay, a ilha onde é proibida a bebida alcóolica, e na bonita e simpática Hope Town, em Elbow Cay, onde ficamos mais tempo desta vez e em Marsh Harbour, a capital de Ábaco, onde abastecemos de diesel e água. Só aí depois de termos comprado duas rodadas de 6 GB a $25 que descobri que por $35 poderíamos ter internet ilimitada por 30 dias. O consumo de internet desta vez foi bem maior pois o Leone é um devorador de bytes, ou melhor gigabytes. Saímos desta última no dia 28/07 e fomos direto ancorar em Fowl Cay, já na direção da Florida, que é um parque de preservação. Neste dia tivemos várias pancadas de chuva com prenúncio de mudança do tempo. No dia seguinte sairia o tradicional vento E/SE e entraria vento Sul. 





Praias lado de fora (Norte) de Hope Town 

Sunset no porto de Hope Town, visto do deck do Cap's Jack

No sábado (29/07) pela manhã, já com vento Sul que trás algumas ondas para a até então tranquila baía de Ábaco rumamos para Nunjack Cay, uma ilha pouco habitada e de ótimas praias de águas transparentes próxima de Green Turtle na direção dos EUA, uma dica do pessoal do Plymount Rock. Como o vento era S evitamos as Coconut Tree e Nunjack Beachs e pela carta náutica escolhemos ancorar numa linda e protegida (pelas Nunjack Rocks) baía a W da ilha com uma ótima praia.

Fowl Cay 

Estava com fome 

Baía com praia no lado W de Nunjack Cay 


Último sunset em Nunjack Cay

Estava aguardando por uma vaga em seco para o TinguaCat na Riverside Marina em Fort Pierce e planejava voltar para lá na segunda feira. Na sexta à tarde soube que a vaga não se confirmou e a opção então era rumar para St. Augustine numa travessia para NW de quase 300 mn. Com a previsão da passagem da tempestade tropical Emily por Ábaco vinda da Florida na segunda feira zarpamos às 07:05h da manhã de Domingo (30/07).

Foi uma travessia muito desconfortável com mar de 1-2 m mas muito mexido e ventos que variaram de 16 até 24 nós de SW indo cada vez mais para W o que nos deixou numa orça menos folgada. Tivemos vários temporais curtos quando o vento chegava a passar dos 30 nós. Rizamos a vela grande para o segundo rizo e no início da noite de terça feira já a umas 60 mn do destino o vento mudou para Norte, sempre em torno de 20 nós, e o mar ficou ainda mais desencontrado. Aa pedido de parte da tripulação baixei toda a mestra. Ficamos sem vela pois a orça agora era bem apertada. Deveríamos chegar por volta das 3h da madrugada mas naquelas condições não iria entrar na barra do Rio Matanzas no escuro. Não tem porto em St. Augustine então a barra não é das melhores, sem molhes de proteção e com bancos de areia dos dois lados. O jeito foi diminuir o ritmo e esperar o amanhecer. Depois de zanzar por uma hora nas proximidades da barra entramos com a primeira luz do dia às 06:45h da manhã.



Estávamos exaustos mas como a marina tinha disponibilidade de fazer o haul out do TinguaCat naquela manhã, rumamos para lá passando pela Bridge of Lions de abrir, no centro da cidade e enchendo os tanques de diesel na Marina Municipal. O TinguaCat ficou, pela terceira vez, na St. Augustine Marine Center, no Sebastian River um afluente do Matanzas. Neste dia mesmo e no final da quarta trabalhamos para deixar o barco. Na quarta de manhã tivemos que ir a Jacksonville, a 50 km, para fazer a entrada nos Estados Unidos pois o escritório do Custons and Border Protection no Aeroporto de St. Augustine fechou.



Na quinta feira 03/08 rumamos para Fort Lauderdale, nossa base até domingo, para os tripulantes irem as compras. No domingo cedo eu e Luciano deixamos o Marco e o Leone no Aeroporto de Miami para retornarem ao Brasil e rumamos de carro para New Orleans, pela Gulf Coast, fazendo 1.900 km em três dias. Mas esta é outra aventura.

Já refeitos da travessia jantando em St. Augustine 

A cerveja mais consumida na viagem 

Final de tarde de sábado em Lauderdale by The Sea

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vídeo Neomarine HS38

Vídeo institucional do novo veleiro Neomarine HS38, construído pelo Estaleiro Neomarine de Florianópolis - SC. Projeto do estúdio HS Design (www.hsdesign.com.ar). Em breve o segundo da série, o novo Tingua2,  estará na água.


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Neomarine38 Cada Vez Mais Rápido

O Argonauta4, do Cmdte. Celso Farias, por enquanto o único exemplar do moderno veleiro Neomarine HS38 na água disputou neste final de semana a 4ª etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, as Regatas Lineares, na raia de Jurerê. Mostrando constante evolução na sua performance o Argonauta4 chegou na frente do competitivo veleiro da classe C30 Zeus Team em uma das regatas.




Imagens do Neomarine HS38 Argonauta4 na raia de Jurerê

O Estaleiro Neomarine está finalizando outras quatro unidades que deverão estar na água até o final do ano, sendo uma delas o Tinguá2.



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Bate e Volta a Ábaco, Bahamas - Parte 2

(Vide a Parte 1 aqui)

Nesta época, primavera lá e já com horário de verão (eles seguem os EUA), o dia escurece após às 19:30h. Antecipamos nosso roteiro e fomos dormir numa ancoragem em frente a New Plymouth, a maior vila de Green Turtle Cay distante 14,8 mn. Colocamos o dingue na água e fomos em terra fazer um reconhecimento. No dia seguinte, depois do café, fomos explorar a ilha. Nesta e nas duas próximas ilhas que conhecemos as vilas principais ficam em baías ou sounds bem protegidos, mas é proibido ancorar nelas. Só em marinas ou poitas pagas. No entanto, as ancoragens próximas a estes locais foram muito tranquilas com os ventos de quadrante leste. Outra característica é que o meio de transporte principal são go karts (os carrinhos de golf) elétricos ou a combustão. As estradas são estreitas e automóveis só os de serviço e alguns poucos pequenos. Toda casa tem seu go kart na frente. Alugamos um com capacidade para nós quatro por $43 o dia (não faziam por períodos menores) e percorremos toda a ilha.


Ancoragem em frente a New Plymount, Green Turtle Cay 

Por do Sol na ancoragem de Green Turtle Cay 

No pier público 

New Plymount às margens da baía interna

Uma das praias do lado de fora (Norte)


 Black Sound onde ficam os barcos e marinas


Barco que abastece as ilhas

A primeira parada foi na BTC, a companhia telefonica das Bahamas, para comprar um chip, que não havia à venda em Spanish Cay. Já eram dois dias sem internet e o Zany que não larga do WhatsApp (até ganhou o apelido de Pica-Pau), estava quase em crise de abstinência. O chip com plano de 2 GB de dados mais voz e mensagens custou $27 e a qualidade é boa com alcance excelente, em geral melhor do que numa cidade como Florianópolis.

Por volta de meio dia zarpamos rumo ao próximo destino Great Guana Cay a 10,5 mn, enquanto Zany iniciava o preparo do almoço. Neste trecho, devido a um shifting Sand (banco de areia), saímos para o mar aberto pelo Whale Cay Channel para logo em seguida retornar. Antes de retornar para as águas internas o sensor de temperatura do motor de bombordo apitou, constatei pouca saída de água e imediatamente o desliguei. Ao invés de pararmos em Great Guana ancoramos em frente na pequena e desabitada Spoil Cay, bem próximo a uma praia com cerca de 1,4 m de profundidade. Além de resolvermos o problema do motor eu queria trocar os anodos da rabeta. O dia estava ensolarado, tomamos banho, almoçamos, descansamos e, então, trabalho. Vimos que o problema do motor era o rotor da bomba d'água, como imaginávamos. Enquanto o Júnior trocava o rotor eu montei um sistema com compressor 12 V e dois reguladores que tenho para trocar os anodos. Apesar da água transparente e da baixa profundidade foi mais difícil que da outra vez pois havia muita corrente. Trabalho feito rumamos para Man-O-War Cay a outras 10 mn de distância. Ancoramos numa baía mais aberta e tranquila a menos de uma milha da entrada do porto, já escuro.


Great Guana Cay e Spoil Cay 

Spoil Cay

Dia seguinte mudamos a ancoragem para a entrada do porto e descemos em terra. Alugamos um go kart, desta vez por $30 por 6 horas, e fomos conhecer a ilha. O diferencial desta ilha é a tradição na construção e reparo de barcos, de fibra ou madeira. São muitos pequenos estaleiros localizados a beira d'água. Outra característica é a proibição de bebidas alcoólicas. Depois de conhecermos a ilha rumamos para o próximo destino, Hope Town em Elbow Cay a somente 3,5 mn. Ancoramos bem na entrada do sound da cidade em frente ao farol. O nome do cay é significativo pois é aqui que a cadeia de ilhas vira em direção ao Sul.


Man-O-War Cay e nossas ancoragens

O porto de Man-O-War

Tradição na construção de barcos

TinguaCat ancorado junto a entrada do porto 

Bom lugar para o "descanso eterno" 

Lignum Vitae a árvore nacional das Bahamas 

Albury Sail Shop, famosa loja e fábrica de artesanato

Hope Town foi o lugar que mais gostamos nesta região. É pouco mais que uma vila com casas pequenas e coloridas agrupadas em pequenas ruelas com muitas lojinhas, bares e restaurantes, nas margens do sound cheio de barcos de um lado e com praias do outro, tudo com muito bom gosto e gente de muitos lugares. Ali também tem os go karts mas o transporte dominante é a bicicleta. A cidade também oferece dois piers públicos, o que não tinha em Man-O-War.


Elbow Cay onde está Hope Town


O farol na entrada do harbour de Hope Town

 Hope Town Harbour



Veja o detalhe dos abacaxis nas janelas do sótão



No sábado (29/04) depois do café da manhã rumamos para Marsh Harbour distante 7,5 mn. Como mudamos o rumo para SW e S e o vento E era de 15-16 nós fomos velejando. O porto fica numa enseada maior, com permissão para ancorar, onde ficam quatro marinas de bom tamanho, que servem também de base para as empresas de charter (The Moorings, Sunsail e Dream Yachts). Fomos direto na Conch Marina completar os tanques de diesel antes de ancorarmos. Marsh Harbour é a principal cidade de Ábaco e a terceira maior das Bahamas, mas não passa de uns 7.000 habitantes. Uma cidade normal que tem aeroporto internacional com voos para Nassau e os Estados Unidos e um bom comércio, com mercados de bom tamanho e nível e preços um pouco melhores do que nas outras ilhas. É dela que parte o abastecimento para as demais ilhas da região. No entanto, a cidade em si é sem graça, suja e com mais pobreza. Salvam-se as praias voltadas para o outro lado da peninsula em que esta situada, na Great Abaco Island. Tem inclusive um grande resort com uma boa marina, mas pelo que vimos os turistas não costumam permanecer por ali. É apenas um lugar de chegada e saída e de abastecimento, notadamente para o pessoal que se utiliza de embarcações. Fizemos um tour pela cidade contratando um táxi por $40 a hora. Ali não tem os go karts.


 Marsh Harbour e a nossa ancoragem

TinguaCat visto do bar da Harbour View Marina 

Experimentando Conch a vinagrete, um caracol típico do Caribe

Pelo desejo da tripulação, antecipamos nosso retorno para o domingo (30/04). Zarpamos da ancoragem em Marsh Harbour às 07:15h com o vento E mais forte, na casa dos 20 nós, mas agora de popa até em casa. Foi uma ótima velejada com os ventos E e SE variando entre 18-24 nós (rajadas de até 29 nós), com um pequeno período de ventos fracos, com todas as velas em cima não precisamos usar o motor. Voltamos a pescar e logo fisgamos uma boa Barracuda que foi solta. Estávamos na região de corais e não quis arriscar, pois as Barracudas comem peixes pequenos que se alimentam nos corais e concentram a toxina Ciguatoxina em seu organismo, a qual causa a Ciguatera uma intoxicação alimentar bem complicada.  Não matamos mais nada. Ao cair da noite quando recolhemos a linha vimos que não havia mais isca, a linha estava rompida provavelmente pela mordida de algum peixe. Perdemos nossa isca matadora que brincávamos era especial por que tinha o anzol enferrujado.


A Barracuda que soltamos 

Entramos na boa barra de Fort Pierce, com vento de 24 nós e bastante corrente, e ancoramos em frente a uma praia próxima às 11:15h. Foram 28h para as 205 mn, uma boa média de 7,3 nós. Já ancorados liguei para um 0800 do Custons and Border Protector (CBP), a aduana americana. Ao adentrar os EUA a embarcação deve informar sua chegada e os seus dados e da tripulação através deste 0800. Você recebe um protocolo que deverá ser informado em um escritório do CBP em até 24h para concluir os trâmites. Depois de almoçar rumamos para a marina, distante menos de milha. E aí foi a faina, agora para deixar o barco por mais alguns meses.


Barra de Fort Pierce

Fort Pierce Inlet com a ancoragem da chegada e a Harbortown Marina

Terminamos pela metade da manhã de terça feira (02/05), pegamos o carro na locadora e saímos com a bagagem toda para Boca Ratón. Na saída passamos no aeroporto de Fort Pierce para concluir a entrada no país. Em Boca ficamos na casa do amigo John Vieira, gastando o tempo e os dolares nas compras. Retornamos do aeroporto de Miami na sexta feira de manhã.