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domingo, 1 de novembro de 2009

Passeio Frustante

Com a previsão de sol e calor para o feriadão preparei o Tinguá e descemos êle para a água na sexta-feira. Como o vento seria NE em todo o período estava com planos de ir para a Praia do Tinguá, mas os amigos Antônio Moura, do Blue (Fast310), e Eduardo Zanella, do Guga Buy (Far40), convidaram para ir para a Ponta do Papagaio, situada na Praia da Pinheira, a primeira no continente ao sul da Ilha de Santa Catarina. Um local que a muito estava querendo ir com o Tinguá.

Saímos do trapiche do ICSC por volta das 09:30h, com NE de 6-8 nós, para as 17 mn da minha rota. Ao chegarmos próximo a Ilha dos Cardos na barra sul da Ilha o NE cresceu muito e abaixei a mestra também para acalmar a tripulação, pois o mar também cresceu com ondas curtas de mais de metro na alheta de BB, o que tornou a velejada de popa com muita adrenalina. É normal nesta região a conformação dos morros da ilha e do continente acelerarem o NE.

Ancoramos junto a Ponta do Papagaio, o Tinguá e o Blue, já que o Guga Buy resolveu ficar na Praia dos Náufragados e dali retornar no sábado mesmo (veja aqui nossa posição dada pelo Spot). O morro da Ponta do Papagai
o e a Ilha do mesmo nome não protegiam totalmente do NE. Não havia mar mas o vento encanava e rugia, muito mais forte do que as previsões de CPTEC e WindGuru. Apesar da maravilhosa noite de lua cheia ela foi tensa, pois os veleiros dançavam com o vento cada vez mais forte, rondado uns 30º mais para N e agora nas nossas caras. De um lado a costa de pedras da ponta de outro barcos de pesca e criadouro de ostras. Mas nossa âncora Bruce de 10 kg se portou muito bem.

Ao amanhecer, o vento continuava forte apesar de as previsões indicarem uma boa diminuida entre 7 e 11 horas. Junto com o Cmdte. Moura resolvemos partir assim mesmo, pois à tarde a coisa seria muito pior. Foram as 17 mn de NE na cara. Até a altura da localidade de Ribeirão da Ilha foi hard com mar de 1,5m e nordestão
"na cara". Depois o vento deu uma acalmada (12-14 nós) e o mar baixou permitindo uma navegada mais confortável até o Veleiros da Ilha.

(Foto de Antônio Moura).

domingo, 23 de março de 2008

Páscoa

No feriadão de Páscoa levei o Tinguá para a sede oceânica de Jurerê na tarde de quarta-feira (19/03), mais uma vez com vento contra (NE). No dia seguinte saí com a esposa e os meninos para cruzeirar na região. Pudemos observar o lindo visual das regatas do Sul Americano de Snipe. Pernoitamos na praia do Tinguá e retornamos na sexta-feira santa no final da tarde.


No sábado pela manhã levamos meu neto Pedro e Fernanda, minha filha, que moram em Aracaju e nos visitavam, para uma gostosa velejada pela Baía Sul, com vento NE fraco (5-8 nós).



segunda-feira, 10 de março de 2008

Tromba D'Água em Jurerê

No final da tarde do domingo (02/03), ocorreu um fenômeno interessante em Jurerê. Formou-se uma tromba d'água, que é um tornado sobre o mar, que veio de Ganchos em direção a Jurerê. Chegando próximo aos barcos apoitados em frente a séde oceânica do ICSC, ela desviou para NE, seguindo rumo ao mar aberto, passando por trás da Ilha do Francês. Felizmente, difícil imaginar o estrago que faria... Vejam as fotos tiradas da praia de Jurerê, próximo ao Veleiros da Ilha.





Deixamos de participar da Regata Fortalezas, realizada no último dia 8/03. A proibição de competirmos na RGS A na Copa Veleiros de Oceano ainda está "atravessada"...Por falar nisso, só tiveram 2 concorrentes na RGS A...

Ao invés de regata, saí para velejar com a família e almoçamos em Santo Antônio de Lisboa amadrinhados no Guga Buy, onde estavam o Eduardo Zanella e a namorada Geisse.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Três Dias Curtindo Ganchos

Na sexta-feira (25/01) Jorge e Eu retornamos com o Tinguá para a sub-sede de Jurerê. Havia muito que não fazia este trajeto com vento favorável, um SE/E na faixa dos 14-16 nós. Uma gostosa velejada.

No sábado pela manhã, zarpei para Ganchos com a esposa e os meninos. Com pouquíssimo vento e ondulações de leste, fomos na motorada com pouca ajuda das velas. Pegamos uma poita na sub-sede do IC de Caiobá, no "gancho" de Calheiros, por volta do meio-dia. Clube conveniado com o ICSC que nos recebeu muito bem. No final da tarde chegou o veleiro Isadora, com o Cmdte. Pratts, a esposa e a filhinha Isadora.

Como o tempo permanecia com vento leste e algum mar, permanecemos em Ganchos, curtindo praia, natureza, a vida à bordo. No final da tarde de domingo fizemos um lindo passeio, com os botinhos, pelas reentrâncias de Calheiros, Gancho do Meio e Gancho de Fora, outras duas baías da região. Ficou para a próxima explorar a baía de Gancho de Dentro.

Com previsão de vários dias de chuva a partir da terça-feira resolvemos partir na terça cedo, mesmo com o persistente leste de fôrça 5 e previsão de mar agitado com ondulações de leste, que nos pegaria pelo costado, para Jurerê. Esta última noite, foi com muita chuva e vento, com direito a dois temporais na madrugada. Mesmo assim minha tripulação recusou o oferecimento do amigo Pratts para retornarem por terra com sua esposa e filha, e encararam muito bem as condições nada agradáveis. Saímos às 7:30h e por volta das 10:00h estávamos apoitando no ICSC em Jurerê, depois de enfrentarmos alguns vagalhões com tranqüilos 3 m.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Fim-de-Semana no Magalhães

Para os que não conhecem, Magalhães é o nome do canto sul da Baía da Armação da Piedade, município de Gov. Celso Ramos (que prefiro chamar pelo nome antigo Ganchos), na região da Grande Florianópolis. Alí forma-se um istmo, sendo Magalhães o lado interno à baia (protegido dos ventos do quadrante Sul) e a Baía dos Golfinhos o lado externo. Passa-se de uma praia para a outra com uma caminhada de não mais de 500 metros. Foi alí que passamos o final de semana à bordo do Tinguá, curtindo praia, mar, uma comidinha...

Saímos da poita do ICSC em Jurerê, na manhã de sábado com vento sul em torno dos 20 nós, chegando aos 25 nas rajadas, mas com mar baixo. Voltamos no domingo, mais cedo, para escapar do Sul forte que estava previsto, já que íamos retornar à séde Centro e não seria nada agradável "descer" a Baía Norte com mais de 20 nós de Sul "na cara". Foi a conta, já próximo ao destino "êle" veio já beirando os 20 nós.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Curtindo o Tinguá

Com quase um ano de idade o Tinguá incorporou sua vocação cruzeirista. Aliás, ele foi construído com essa prioridade. Na quinta-feira (27/12) "subi" sozinho com ele para a sub-sede Jurerê, para variar com vento e marés contra (NE). Vamos ficar por lá, numa poita, por uns 10 dias.
Na sexta a tarde velejamos, em ritmo relaxado, pelas baías de Jurerê e Armação. Estávamos Jorge, seu filho Leonardo, meu irmão Dudu (Carlos Eduardo) e Eu. No final da tarde armou uma trovoada, mas conseguimos driblá-la.

No sábado de manhã saí com a esposa e os dois filhos pequenos (Gabriel e Rafael) para passar o final de semana. A idéia era ir para a Praia da Tainha, na ponta de Mariscal, mas o mar um pouco mexido e o NE já crescendo bastante, nos fizeram ir para a Praia do Tinguá novamente. Churrasquinho a bordo, praia, frescobol com a esposa, brincadeiras com bola com os meninos, pescaria no botinho...Ao meio-dia tivemos a visita da minha filha Patrícia com o genro Leonardo, na lancha do sogro, com mais umas amigas italianas.

No final da tarde foram chegando vários veleiros conhecidos (Vento Solar, Vendaval, Zeus, Noa Noa II, Talismã, Bandoleiro, Chefia...) de modo que onze pernoitaram no Tinguá. Mais alguns na baía da vila de Armação da Piedade e na Fazenda da Armação.

Retornamos no início da tarde de domingo, antes da trovoada da tarde, numa gostosa velejada de través, só de genoa, com NE de 11-14 nós e 6 nós de média.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Fim-de-Semana no Tinguá

Na sexta (21) choveu, mas no sábado de manhã zarpamos do Veleiros da Ilha para finalmente passarmos o primeiro fim-de-semana completo, com minha esposa e os meninos, a bordo, e na praia do Tinguá, origem do seu nome. O dia estava maravilhoso com vento NE crescendo dos 6-7 nós iniciais para os 17-19 no final do trajeto. Fomos de genoa e motor, fazendo em torno de 6 nós. O Tinguá em sua "versão cruzeiro" com dogger, toldo, enrolador, carregado de diesel, água, mantimentos, churrasqueira, mesa de cockpit, botinho e motor, e tudo o mais necessário para cruzeirar.
Lá chegando, almoçamos um espaguetti feito pela "chef" Kati, descansamos esperando o sol baixar e, depois das quatro, pegamos o botinho e fomos curtir a maravilhosa prainha do Tinguá. Apesar do sábado de temporada (havia umas vinte lanchas e quatro veleiros) estava bem tranquilo. A noite foi outra maravilha com águas tranquilas, temperatura amena e uma espetacular lua cheia.

No domingo mais um dia lindo de sol, fomos cedo para a praia, retornando ao barco depois das onze horas. Recebemos então a visita da lancha Nega III (Phantom 290) do amigo Ademar Nienkotter, sogro da minha filha Patrícia, com meu genro e alguns amigos a bordo. Depois do peixinho frito e camarão à milanesa e algumas biritas, eles foram embora e o comandante foi tirar uma sesta. No final de tarde, retornamos ao Veleiros da Ilha numa velejada de popa, pois o vento continuava NE, com uns 11-12 nós.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Retorno de Itajaí

Se a regata foi de contra-vento, o retorno no dia seguinte também seria. A previsão, que se confirmou, era da entrada de uma frente fria na manhã de domingo com fortes ventos do quadrante sul. Assim, programamos deixar o Tinguá numa das poitas, gentilmente cedidas pela ANI, no Saco da Fazenda. Aliás, velejando na região de Itajaí o Saco da Fazenda é uma excelente opção de ancoradouro seguro, com calado mínimo de pouco mais de 2m e todo o apoio do pessoal da ANI. Se alguém precisar dos waypoints é só me contactar.

Na sexta-feira 12, feriado do Dia das Crianças, Jorge e Eu fomos para Itajaí para buscar o Tinguá. Com previsão de vento nordeste, na faixa dos 10-12 nós, soltamos da bóia somente às 14:20h, depois de preparar o Tinguá instalando enrolador e genoa de enrolar, dog-house, toldo, etc.


Após uma calmaria logo na saída da barra de Itajaí, fizemos uma navegada tranquila com ventos favoráveis na faixa dos 6-10 nós. Somente na chegada, a menos de 5 mn de casa, já passadas as Ilhas de Ratones na Baía Norte, o NE cesceu muito, passando dos 20 nós. Chegamos às 22:00 h na séde do ICSC. Na hora certa, pois o vento continuou crescendo, chegando a rajadas próxima aos 40 nós, lá pelas 23:00h.
(Foto de Kriz Sanz do site http://www.esportesdomar.com.br)