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domingo, 1 de dezembro de 2013

Regata In Port na Transat Jacques Vabre

Esta é a 11ª edição da Regata Transat Jacques Vabre, que existe há 20 anos, e pela primeira vez se fez uma regata no porto de chegada. Nem todos chegaram, os participantes da Classe 40, a mais numerosa, começaram a chegar somente na noite desta sexta feira (29/11) e por isso não estiveram presentes. Foi mais uma atração do evento Aventura pelos Mares do Mundo que acontece no Centreeventos Itajaí, junto a Vila da Regata e ao Pier Esportivo onde os veleiros chegam, que encerra neste domingo.
 


Os veleiros da Jacques Vabre, que também participam de outras regatas como Vendée Globe e Route du Rhum, são projetados para grandes travessias e volta ao mundo em solitário ou em duplas. Suas características técnicas dificultam regatas curtas, com manobras rápidas e proximidade de terra. Mas, assim que como uma homenagem a excelente recepção de Itajaí e região aos velejadores a organização inovou com esta regata in port de ontem (30/11).

Multi50 Actual (Foto Tarcísio Mattos)

Antes da largada os barcos foram apresentados ao público desfilando em frente a Vila da Regata. A largada aconteceu às 14 horas, com ventos Sul forte, ondas, frio, chuva e visibilidade baixíssima. Participaram 12 veleiros das classes MOD70 e Multi50 (trimarans de 70 e 50 pés)  e IMOCA (monocascos de 60 pés). Mesmo assim, muita gente foi até os molhes para ver a montagem da boia colocada bem junto a entrada do canal de acesso ao porto.  Na água, muitos botes infláveis, lanchas, veleiros pequenos, médios e grandes.

IMOCA 60 com lotação completa (Foto Tarcísio Mattos)

O percurso foi curto, apenas 30 milhas (50 km), com boias e manobras em direção a Praia de Piçarras. Todos largaram juntos e a vitória ficou com o trimaran de 70 pés Oman Air-Musandam,comandado pelo francês Sidney Gavignet e o irlandês Demien Foxall. O Actual venceu na Multi50 e o Cheminées Poujoulet na IMOCA. Mas, quem venceu não importa muito. Os barcos acostumados a um ou dois tripulantes pareciam  lotação. A bordo, além dos melhores velejadores e marinheiros esportivos do mundo, um monte de gente. E não eram convidados VIPs. Estavam a bordo das máquinas alguns dos 480 alunos que se formaram nos cursos de vela, remo, arte e construção naval organizados pela ANI este ano, seus monitores, jornalistas, velejadores que pediram carona, patrocinadores, pessoal da organização de terra. Não era uma regata para ser vencida, mas uma regata de agradecimento dos velejadores à cidade de Itajai.

Com informações de Tarcísio Mattos.
Mais imagens aqui

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Os IMOCA na Transat Jacques Vabre

Os veleiros da classe IMOCA (Internacional Monohull Open Class Association) não são mais rápidos que os trimarans, mas são tecnicamente os tope da Regata Transat Jacques Vabre. A classe foi criada em 1991 por um punhado de apaixonados que queriam estabelecer regras para os monocascos envolvidos na Vendée Globe (a famosa regata de volta ao mundo em solitário). Estes veleiros de 60 pés se tornaram máquinas rápidas e sofisticadas.

Os IMOCA no Pier Esportivo de Itajaí

Os IMOCA são monocascos de 18,28m atendendo a arqueação “open” deixando certa liberdade arquitetônica a seus idealizadores. Poucos limites são definidos para esta arqueação, fora do comprimento, do calado de água e do calado de ar. Ao contrário, as regras são duras em matéria de segurança: os barcos devem passar testes de virada e de estabilidade (a 180 e 90°). Aos poucos, estes barcos se tornaram verdadeiros laboratórios tecnológicos que encontram suas aplicações na área da navegação de passeio: materiais compósitos, formas de vela, eletrônica embarcada, pilotos automáticos, etc.

Maitre CoQ 3º colocado

As principais características técnicas da classe são:
Comprimento: 18,28m
Calado máximo de água: 4,50m
Calado máximo de ar: 29 m
Seis compartimentos estanques separados por paredes distantes de 5 metros no máximo
Crash box no bico de proa
Quilha lateralmente móvel
Cinco saliências no máximo (quilha, safrão, bolinas)
Tanques de lastro de água do mar para regular a estabilidade.
 

 Cocpit do Safran 2º colocado

Outro cockpit, este do Cheminées Poujoulat 4º lugar, projeto de Juan K.

O vencedor da Classe IMOCA nesta edição da Transat Jacques Vabre, que largou dia 07/11 de Le Havre (FR) e chegou em Itajaí (BR) no dia 24/11, foi o veleiro PRB tripulado pelos veteranos Vicent Riou e Jean Le Cam. Hoje chegaram os dois últimos IMOCA, faltando apenas o MACIF, de François Gabart vencedor da última Vendée Globe, que quebrou o mastro na costa baiana, quando disputava a liderança, fez uma parada em Salvador e está vindo com mastro de fortuna, mas fora da competição.

O PRB vencedor desta edição da Transat Jacques Vabre

Um vídeo de um destes veleiros em plena regata:


Mais imagens aqui.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Transat Jacques Vabre em Itajaí

A Transat Jacques Vabre é uma regata de travessia do Atlântico saindo da cidade de Le Havre, no Norte da França, até um porto nas Américas. Nesta 11ª edição pela primeira vez sua chegada está sendo na cidade catarinense de Itajaí, ela que em 2007 e 2011 chegou em Salvador. São quatro classes de veleiros tripulados em duplas. As de multicascos MOD70, os mais velozes, e Multi50. As de monocascos IMOCA, os modernos e rápidos veleiros de 60 pés projetados para grandes regatas em solitário, e a Class 40, com mais velejadores amadores.

A entrada do evento em Itajaí

Após dois adiamentos devido as difíceis condições climáticas no Canal da Mancha, os 44 veleiros participantes largaram no último dia 07/11 às 13:00h locais, da Praia de Saint Adresse em Le Havre, para percorrer as 5.450 mn (10.000 km). Mesmo assim a Classe 40 teve que fazer um weather stop em Roscoff, a 190 mn de Le Havre, para esperar passar uma grande baixa pressão na Baía de Biscaia.

O Pier Esportivo de Itajaí, junto ao Centreventos (Foto Divulgação)

Os primeiros veleiros a chegaram em Itajaí foram os dois velozes trimarans de 70 pés, da classe MOD70. Com o Edmond de Rothschild chegando em Itajaí, em primeiro, no dia 18/11 às 15:00h, no tempo de 11dias 05h 03min 54s, média 22,12 nós. O OmanAir-Musandam chegou 5 horas depois.

 Trimaran Edmond de Rothschild vencedor da classe MOD70

 Outra visão do trimaran de 70 pés

 
 O OmanAir-Musandam, por inteiro e no detalhe

 Na madrugada de sexta feira (22/11) chegou o vencedor da Multi50, o trimaran FenétréA-Cardinal que completou a regata em 14d 17h 40min 15s. Seguido pelo Actual.

 O Multi50 segundo colocado Actual

 O vencedor da Multi50 trimaran FenétréA-Cardinal

Foto exclusive que obtive para o Almanáutica dos vencedores Erwan Le Roux e Yann Eliés

Na classe IMOCA, dos fantásticos monocascos de 60 pés projetados para regatas de longo curso em solitário, como a Vendée Globe (regata de Volta ao Mundo em solitário,) o vencedor foi o PRB que chegou neste domingo (24/11) às 10:40h, em 17d 0h 41min 47s. Tripulado pelas lendas Vincent Riou e Jean Le Cam. Quatro horas depois chegou o Safran e cerca de 20 minutos mais o Maitre CoQ.


 O IMOCA60 PRB cruzando a linha em Itajaí (Foto Tarcísio Mattos)

 Riou e Le Cam olham aproximação do Maitre CoQ, Guillemont e Bidégorry (Safran) comemoram segundo lugar (Foto Tarcísio Mattos)
A recepção da população de Itajaí aos velejadores (Foto Tarcísio Mattos)

Descontadas algumas desistências ainda faltam chegar a Itajaí, nos próximos dias, mais de 30 veleiros, principalmente da Classe 40, a mais numerosa. Num próximo post vou abordar a recepção de Itajaí a Transat Jacques Vabre.

Mais imagens aqui.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Amanhecer no Mar Também é Lindo

Outro dia publiquei fotos do sol se pondo no mar, mas não dá para esquecer que o amanhecer no mar é tão lindo quanto. Mais raro de vermos, porquanto em geral estamos dormindo. Eu já gosto dos turnos ao amanhecer, mesmo que mais frios e num horário em que estamos mais cansados, só para poder apreciar esta dádiva da natureza.

Para fazer justiça, algumas Auroras que cliquei nas minhas velejadas.

 Maravilhoso amanhecer em Paraty (27/07/11)

 Na Ilha de Itanhangá, Angra dos Reias (01/09/12)

 Saindo da Ilha da Cotinga, na Baía de Paranaguá com o Costa Sul (19/04/09)


No mesmo Cruzeiro Costa Sul, no Saco da Fazenda, Itajaí (28/04/09)
 Saindo da Baía da Ilha Grande para Ilhabela (21/10/12)

 Na costa da Bahia, a bordo do Cascalho (29/06/13)

 Praia da Estopa, Ilha de Jaguanum, no Cruzeiro Costa Verde (12/06/12)

No Litoral Norte de São Paulo (17/07/05)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Voltando da Escala da VOR em Itajaí

A vontade era retornar a Floripa, com o Tinguá, logo após a partida dos veleiros da Volvo Ocean Race para Miami. Deixaríamos o pessoal no pier da ANI e rumaríamos para pernoitar no Caixa D'Aço, em Porto Belo. No entanto o vento Sul de 15 nós, o mar pela proa e uma boa analisada nas previsões meteorológicas me fizeram alterar os planos.

O Tinguá na poita da ANI, no Saco da Fazenda
As previsões (principalmente BuoyWeather) apontavam para um mar mais baixo a partir da madrugada de hoje (23/04) e ventos fracos de WSW, com NE à tarde. Assim dormimos (Giovani Dal Grande, Vilmar dos Santos e Eu) na poita da ANI, no Saco da Fazenda, a qual soltamos às 05:40h para aproveitar a meia maré na saída do assoreado canal do saco. As previsões se confirmaram e velejamos as duas primeiras horas com ventos de 10-12 nós de WSW, numa orça com 50-60º de ângulo. Passamos por uma calmaria e na parte final a partir da altura de Jurerê em popa, com um NE de 11-14 nós, com o mar sempre baixo. Exatamente 6 horas depois amarramos o Tinguá no pier do Veleiros da Ilha, após 46 mn.

Foi muito bom ter acompanhado a parada da VOR em Itajaí, que foi bem superior às duas anteriores que participei no Rio de Janeiro. Itajaí mostrou grande capacidade de organização e mobilização e os comentários gerais eram de que a organização e as equipes da VOR tinham ficado muito satisfeitos. Por pouco Itajaí não bateu o recorde de público numa parada, com seus mais de 280 mil visitantes na Race Village.

O Tinguá ficou 16 dias numa poita da ANI. A qual agradecemos e a todos seus colaboradores pela acolhida e simpatia. O único senão foi o valor um tanto salgado cobrado pelo uso da mesma...nunca havíamos pago uma estadia tão cara.

Mais imagens da stopover da VOR em Itajaí aqui.

sábado, 21 de abril de 2012

Regata ProAm da VOR

Retornei ao Tinguá na quinta feira (19/04) para o último final de semana da escala da Volvo Ocean Race 2011-12 em Itajaí. Na sexta, pela manhã, chegaram os veleiros Nemo, do Cmte. Mauro Ribeiro, e Zephyros, do Cmte. Sérgio Sevilhano, do Veleiros da Ilha.

Para ser proeiro na VOR não pode ter medo de altura
 
Próximo ao meio dia rumamos todos a bordo do Nemo para assistirmos as regatas ProAm, na frente da barra do Rio Itajaí. Nestas regatas promocionais velejam de 5 a 7 tripulantes oficiais dos barcos com o restante da tripulação sendo completada com velejadores amadores convidados. Nosso amigo Tarcísio Mattos, co-proprietários dos veleiros Kaikias(C30) e Zephyros (Velamar29), foi um destes "sortudos" velejadores a bordo do Telefonica.

Disputa numa das regatinhas ProAm
Foram três regatas curtas de 4 pernas de través, trocando-se os convidados a cada uma, com a participação dos 4 VO70 que chegaram velejando a Itajaí. O Abu Dhabi que chegou somente na quinta num navio estava em frenética recuperação.

Depois da ProAm os veleiros no pier da Race Village
Com relativamente poucos barcos na água foi muito tranquilo de assistir o ótimo desempenho do Camper, ficou em segundo na primeira e venceu as outras duas. O Puma, acho que escondendo o jogo, foi sempre o último. Depois foi curtir os veleirões na Race Village.

 
 Ainda não consegui entrar num barco, mas já deu para tocá-los

Mais imagens da stopover da VOR em Itajai aqui.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Segundo Final de Semana na VOR

No segundo final de semana do Tinguá em Itajaí (14-15/04) além de curtir a VOR velejamos na região. O Jorge recebeu uma amigo, Bernardo, do Rio de Janeiro, e no domingo saímos para velejar. Fomos para o Sul em direção a Balneário Camboriú.

Enquanto isto o pessoal da Groupama preparava o novo mastro que chegou na sexta
 
No início tinha somente uma brisa e fomos curtindo as praias pelo caminho: Atalaia, Cabeçudas, Brava. Ao chegarmos na altura da Praia do Buraco, antes da de Camboriú, a frente anunciada começou a entrar. Chegamos na Praia de Laranjeiras com contra vento de 12-14 nós. Retornamos numa gostosa velejada de aleta e ancoramos próximo ao Iate Clube de Cabeçudas, protegidos.

Uma panorâmica de Bal. Camboriú, do Tinguá
 
O motivo foi degustarmos a picanha que o Jorge preparou no forno. Depois de um bom papo a bordo retornamos ao Saco da Fazenda. O Bernardo pegou o avião em Navegantes e nós fomos para Florianópolis, via rodoviária.

 O Porto de Itajaí, visto do rio

Mais imagens da stopover Itajaí aqui.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Revisão 1000 Horas do Motor Yanmar

Itajaí pelo porto e a tradição náutica e pesqueira tem uma boa infra-estrutura de serviços na área náutica, melhor do que em Floripa. Assim fiz a instalação do controlador da geladeira com o Gilberto, segundo a própria Élber o melhor técnico para suas geladeiras na área náutica no estado.

Outro serviço pendente no Tinguá era a revisão de 1000 horas do seu motor Yanmar 3YM20, que já está passando das 1200 horas. Eu mesmo faço as manutenções externas, como trocas de óleo, filtros, correias, rotor da bomba d´água, liquido de arrefecimento. Mas a revisão de 1000h pede alguns serviços que requerem um conhecimento que não tenho. Assim aproveitei a estada aqui para fazer estes seviços com o Marcelo, da Agromar, a assistência técnica da Yanmar na região, muito bem recomendado por velejadores amigos.

O local onde os Yanmar YM vazam

Durante a revisão constatamos um pequeno vazamento através de trinca na peça que liga a saída do trocador de calor com o escapamento, da água salgada usada na refrigeração do motor. Problema que tem sido muito comum nestes motores. Marcelo levou a peça para soldagem, mas ao ser reinstalada ela não aguentou a vibração e voltou a vazar. Vamos trocar a peça e enquanto ela não chega colocamos cola epóxi por cima da solda para amenizar. A Yanmar está recomendando a substituição desta peça, que não é barata, anualmente. Pode? Ouvi falar que nos motores expostos no recente Miami Boat Show esta peça foi modificada. É um caso para recall.