domingo, 4 de julho de 2010

Bs.As., Regata, Passeio

No final de semana de 18-20 de junho aproveitamos que a almiranta não tinha aulas na sua pós-graduação e fomos dar um passeio em Buenos Aires. Foi como eu gosto de Bs.As. com frio e dias secos e ensolarados. Uma delícia! Aproveitei e fui a San Izidro comprar um novo piloto automático ST2000+, por 40% do custo daqui. Nosso piloto está com problema há um ano e nem a assistência da Raymarine deu jeito...bem, este assunto merece um post especial futuramente.

Neste sábado, na companhia do Polaco e do Daniel Zohar, disputamos a 5 etapa do Ranking Catarinense de Minioceano Avelisc/Fevesc, sempre na Lagoa da Conceição. Num dia lindo com ventos NNE de 7-11 nós, depois de ter saído na frente do nosso rival Imagine, ser ultrapassado, retornar a liderança duas vezes, velejar lado a lado na última perna de popa, eles montaram a bóia por dentro e garantiram a vitória. Tá muito difícil vence-los. Fábio e Cristian velejam muito bem, não cometem erros. A cada regata o Fábio, que é dono da capotaria e veleria Katavento e recentemente fez cursos de sailmaker no Canadá e Argentina, vem melhorando as velas do Imagine. Desta vez apareceu com uma mestra feita de um Prolam bem leve, quase translúcido, para fazer par com a genoa do mesmo material que já havia estreado. Para mim faltou a malandragem do monotipo na última perna de popa em que éramos mais rápidos, mas eles matavam nosso vento e conseguiram se manter na preferência para a bóia. Nossa vantagem seria utilizar a vela balão (por isto estávamos em três), mas no inicio do primeiro popa quebrou uma das ponteiras do pau de spy...

O Imagine e suas velas, ideais para os ventos desta regata

Hoje, aproveitamos mais um lindo dia para dar uma molhada no Tinguá. Velejamos até Santo Antônio de Lisboa, com vento NE que de uns 6 nós foi crescendo até 16-17, onde fundeamos abrigados e fizemos um churrasco. Na tripulação Jorge, a filha Stefani e o namorado Glauco, Claci minha esposa, Gabriel, Rafael e Eu. Dois problemas, mais um instrumento Raymarine parou de funcionar, agora a sonda, e rompeu a conexão plástica da mangueira do chuveirinho de popa. Quase molhamos o Tinguá por dentro também...

Foto de Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Velejadinha na 2ª Feira

Pois é o Jorge nunca tem tempo para curtir o Tinguá. Sabe como é vida de empresário...Mas nesta 2ª feira (07/06) aproveitando que o Tinguá estava no pier do ICSC-VI ele conseguiu dar uma escapulida, à tarde, e demos uma gostosa velejada na Baía Norte. Trouxe junto o LC, um engenheiro de produção da empresa. O dia estava lindo e o vento pouco e rondado, mas na sequência fixou-se em SE na faixa dos 8-10 nós.

O Aram Iaé deixando a marina do ICSC-VI

Quem chegou na segunda foi o Aram Iaé (Delta36) com o casal amigo Ivan Perdigão e Egle Setti (do veleiro Taai-Fung II) à bordo. Eles estão auxiliando o amigo e proprietário Miguel a levar o barco, zero bala, de Porto Alegre ao Bracuhy. Soltaram as amarras da marina do clube agora no final da tarde. Provável que pernoitem numa poita na sub-sede de Jurerê, protegida do S que sopra por aqui, e amanhã cedo seguem para o Caixa D'Aço.

domingo, 6 de junho de 2010

Avelisc, Tinguá na Água e OptiFeijoada

Ontem disputamos a 4ª Etapa do Ranking Catarinense de Minioceano, sempre organizado pela AVELISC na Lagoa da Conceição, com supervisão da FEVESC, aqui em Floripa. O dia amanheceu ainda chovendo, mas logo o sol brilhou e o céu limpou, mas o SW da nova frente fria que estava chegando roncava em torno dos 20 nós, tudo conforme as previsões. Estávamos só eu e o Daniel Zohar no Mutley, pois o Polaco havia viajado e arrumar tripulante no feriadão é difícil... Saímos de G3 e com a mestra risada, mas minutos antes da largada o vento deu uma diminuída e tiramos o rizo para largar. Largamos no bolo mas atrás do Imagine (nosso maior adversário), passamos por ele próximo a primeira bóia, eles então já subiram a genoa 2 que estava preparada, pois o tormentim que estavam usando era adriçado na adriça do balão. Ainda abrimos deles mas o vento só fez por diminuir e aí, ajudados ainda por dois erros meus, nos passaram. Na penúltima perna (em popa) ainda trocamos a G3 pela G2, mas a troca foi demorada e só restava uma perna de contra vento. A briga empatou em 2x2, mas estamos na liderança.

Vento "merrecou", toca trocar de genoa (foto Kriz Sanz)

Hoje o Tinguá voltou a água após um mês e meio. Deu para ele sentir o gosto salgado, as velas esticarem e o motor girar novamente. O dia foi espetacular, mas com pouco vento, como costumavam ser os dias de outono em Florianópolis.

O Tinguá de novo com a quilha molhada

Depois fomos a família toda para a Optifeijoada, a feijoada organizada (optimamente) pelos velejadores e os pais da flotilha de Optimist do ICSC-VI, para arrecadar recursos para a disputa dos vários campeonatos. Na sequência um divertido bingo, no qual o Gabriel faturou uma bicicleta.

Gabriel contente com a bicicleta ganha n o bingo

Se o dia foi lindo, o final foi um desbunde...

Da varanda do ICSC-VI, com o Tinguá na ponta do pier

sábado, 5 de junho de 2010

Tinguá Encapado

Nunca vi chover tanto. Choveu pra caramba no inverno passado, na primavera, no verão e continua neste outono. É um ou dois dias de sol e uma semana de chuva. Enquanto isto o Tinguá permanece encapado no pátio do ICSC.

domingo, 23 de maio de 2010

Mutley Vence sem o Comandante

Ontem o Mutley venceu a Bruma19 na 3 Etapa do Ranking Catarinense de Mini-oceano, promovida pela Avelisc na Lagoa da Conceição. Tripulado apenas pelo Daniel Zohar, no timão, e o "Polaco" Poyer, na proa, já que o comandante aqui estava vetado por razões médicas, e o substituto acabou não comparecendo, na última hora, pelo mesmo motivo.

Daniel (esq.) e Polaco (dir.) recebendo a premia cão.

O Mutley correu sozinho na classe, já que o nosso principal concorrente o Imagine teve problemas no estai de popa antes da regata, o comandante do Beagle está com um braço na tipóia e os outros creio que correram da previsão de ventos SE de forca 5 a 6 e o tempo chuvoso. Mas tiveram um excelente desempenho chegando na frente de vários barcos mais rápidos. Claro que graças as importantes dicas que o comandante passou ainda no pier...
(Foto de Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Beto Pandiani

Durante a Semana de Vela de Ilhabela, em julho de 2009, encontrei Beto Pandiani na Livraria e Café Ponto das Letras. Recem havia sido lançado seu livro O Mar é Minha Terra (Ed. Grão). A livraria já possuía o livro, que comprei e ao qual o Betão colocou seu autógrafo. O livro já viajou um bocado desde então, pois por várias vezes já o levei em viagens mas nunca tive tempo para lê-lo.

Finalmente, em recuperação de uma pequena cirurgia, li-o ontem e hoje. E me surpreendi muito, positivamente, com seu conteúdo que além da Travessia do Pacífico relembra as outras expedições do navegador (veja todas aqui), bem como vários fatos de sua vida, muito bem dosados, quase que um livro de memórias. Betão revelou-se também bom escritor e a leitura flui fácil e gostosa. Recomendo!

Beto Pandiani para os que não conhecem é o maior dos "aventureiros" do mar, do Brasil, sem menosprezar Amyr Klink, André Homem de Mello a Família Schurmann, e tantos outros quase anônimos que muito admiro. Atravessar o Drake, contornar o Cabo Horn ou o Pacífico do Chile a Austrália abordo de catamarans abertos de vinte e poucos pés não é para qualquer um. Leiam o livro e vejam se não tenho razão...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Revista Velejar

Sou leitor da revista Velejar e Meio Ambiente (só não tenho o nº 1). Até já fui assinante. Torço muito pelo seu desenvolvimento, pois é nossa única publicação importante sobre vela, mas confesso que ando decepcionado, pois a Velejar não tem feito jus a seu potencial. Não consegue deixar de ser uma revista amadora e "provinciana", feita entre "compadres".

Me perdoem a sinceridade, mas querem mais prova de bairrismo que o editorial da última edição (a de n º46)? O que a vela como esporte ou lazer tem a ver? (A propósito os problemas e mazelas do Rio de Janeiro, todo mundo sabe, são culpa dos cariocas mesmo. Difícil é engolir que um estado, dito "produtor" de petróleo sem investir um tostão para tal, receba 7,5 bilhões anuais e ainda ache que a culpa é dos outros).

É ou não é "entre compadres" o fraco teste do Samoa 36, na última edição (no mesmo n º46)? E assim muitos artigos vão por esta linha do "compadrismo", dando mais ênfase a troca de elogios que ao aspecto técnico. Sem dúvida que há bons artigos, por isto, e por ser a única, continuo comprando-a, mas enquanto não adotar uma linha editorial séria e profissional não vai passar disto.

domingo, 18 de abril de 2010

Não deu!

Ontem era meu aniversário e gostaria muito de me presentear com a vitória do Mutley na 2ª etapa do Ranking Estadual de Minioceano Avelisc/Fevesc, corrida na Lagoa da Conceição. Infelizmente fiz uma manobra errada na largada que nos fez partir em último com um razoável atraso. Nos esforçamos, pela primeira vez com esta tripulação (Polaco e Daniel) subimos o balão (três vezes), ultrapassamos os outros competidores da classe, mas não conseguimos chegar no nosso principal adversário, o Imagine, que estreava jogo novo de velas em Prolam e velejou muito bem. Segundo lugar e agora eles empataram com a gente na liderança do campeonato. Mais detalhes da regata em www.esportesdomar.com.br, de onde veio a foto abaixo.

Ainda com a RECON, esperando o vento para largar

No inicio da semana (2ª feira) trouxe, em solitário, o Tinguá, que havia ficado na sub-sede de Jurerê após a Páscoa, para o Centro. A intenção era dar umas velejadas pela região, mas o período foi de chuvas, ventanias e ressacas.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Se é um Skipper30....

O Tinguá, apesar de muitos não entenderem, é um Skipper30 construído com uma configuração de cruzeiro (menor área vélica, quilha curta, "pé de galinha" na mestra, velas, mastro seguro, vários equipamentos para o conforto nos cruzeiros como boiler, armários extras, etc.), tripulado por amigos em geral com "pouca quilometragem na vela", sem aquele espírito regateiro. É claro, que se nossa prioridade fosse disputar regatas não subiríamos a retranca em 15 cm (para permitir o uso de bímini) nem a encurtaríamos em 40 cm. Vai para as regatas com todas as tralhas de cozinha, mantimentos, caixa de ferramentas (enorme), cartas, manuais, TV, equipamentos de salvatagem e por aí a fora. Ainda corremos as regatas sob as regras da BRA-RGS, um sistema de medição só existente no Brasil, onde os barcos são muito penalizados pela idade e tamanho, e os Skipper30 por serem um projeto mais recente levam uma penalização extra de 2% (só isto, representa pagar 1' 20" por hora de regata aos outros barcos). Some-se ainda a facilidade que a regra deixa para os mais "espertos" burlarem alguns itens. Aqui na FCVO (Flotilha Catarinense de Veleiros de Oceano) ainda existe uma reserva de mercado para os veleiros mais antigos, pois alguns modelos de barco como os Skippers são proibidos de disputar a Copa Veleiros de Oceano na classe RGS. Podem disputar as regatas mas não podem pontuar na copa. Deu para entender?

Katana, exemplo de Skipper30 para regatas

Aí você pode perguntar por que corremos regatas e ainda nesta classe? Por diversão. E na RGS por falta de opção, já que as classes ORC exigem um enfoque mais "profissional" com barcos e tripulação afinados, velas exóticas, mastros aliviados (que quebram na primeira porranca),...

É verdade que tudo isto nos tirou a motivação inicial em fazermos regatas competitivamente com o Tinguá. Hoje participamos quando dá vontade e despreocupados. Tão despreocupados que na recente Regata Cidade de Floriaqnópolis esqueci de retirar mais de 150 litros de água dos tanques... Compenso com as regatas do campeonato de minioceano disputadas com o Mutley (Bruma19), na Lagoa da Conceição.

sábado, 3 de abril de 2010

Velejo Pré Páscoa

Não saímos na quarta-feira nem fomos para Porto Belo como eu queria, mas ontém (02/04) o Tinguá voltou para a água. Com a família zarpamos de manhã da sede centro do ICSC-VI e seguimos no rumo da Baía de São Miguel. Aí a partir da Praia da Caieira tomamos o rumo da Baía da Armacão costeando o continente. Ancoramos numa das pequenas e bucólicas baiazinhas, protegida do NE que já estava forte, para fazermos o almoço. Depois seguimos para a Praia do Tinguá onde chegamos no final da tarde para pernoitar. Com tempo ainda de jogar bola com o Rafael na praia.

A noite foi maravilhosa, calma, com muitas estrelas e lua cheia. Permanecemos na Praia do Tinguá até hoje a tarde. O movimento de lanchas já é menos da metade do da alta temporada.

Local da ancoragem para almoco, na sexta-feira
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sábado, 27 de março de 2010

Regata, Regata, Regata

Hoje disputei a terceira regata da semana. A primeira foi no sábado passado com a vitória do Mutley na 1ª Etapa do Ranking Estadual de Minioceano, na Lagoa da Conceição. Na terça-feira (23/03) houve a Regata Cidade de Florianópolis, comemorativa aos seus 284 anos, com o Tinguá. Hoje, novamente com o Tinguá, disputamos a Regata Baía Sul válida pela 2ª etapa da Copa Veleiros de Oceano, organizada pelo ICSC-VI.

Mantivemos 50% da tripulação de terça (Jorge, Danielle e Eu), mas competimos em cinco pois o Érico acabou não conseguindo participar. Os demais foram o Polaco que retornou e um estreante o Andrea Pinga Carboni, mais um sardo (italiano da Sardenha), leve e ágil escalado para a proa. A regata misturou percurso com 4 pernas de barla sota na Baía Sul, com cerca de 14 mn. Ventos S a SW variando de 9 a 15 nós.

Tinguá na disputa com o Missionário, outro Skipper30

Um sexto tripulante fez falta tanto na escora como numa das escotas do balão nos momentos de vento mais forte. Tivemos uma atuacão, digamos, acima da média do Tinguá e fomos quinto na RGS A. O Andrea apesar de não conhecer o barco mostrou ter condições de sobra de resolver em definitivo a falta de proeiro do Tinguá.

(Foto de www.esportesdomar.com.br)

terça-feira, 23 de março de 2010

Regata Cidade de Florianópolis

Depois de 34 anos, a pedido da prefeitura municipal, o ICSC-VI voltou a organizar a Regata Cidade de Florianópolis, em comemoração aos 284 anos da nossa capital, neste 23/03, feriado municipal. A novidade foi o patrocínio que propiciou uma premiação de 5 mil reais rateado entre as quatro classes disputadas.

Tinguá esperando a tripulacão.

A regata aconteceu na Baía Norte com raia em trapézio próxima a Av. Beira Mar Norte, com duas voltas, ventos fracos (forca 3) de NNE, ao contrário de todas as previsões.

Tinguá esperando a largada (Foto Kriz Sanz)

Depois de algum tempo o Tinguá voltou a participar de uma regata com Jorge, Érico, Carlos Kindlein, Eduardo (estreando), Eu e o Daniele Pastorino, que havia feito o Circuito de SC de 2008 com a gente, é da Sardenha e agora está morando definitivamente em Floripa. Infelizmente, tivemos problemas na primeira subida do balão, culminando com a perda da adriça do mesmo, o que nos deixou sem balão. E foram 6 das 8 pernas da regata com balão. No mais foi uma regata gostosa, tranquila, em que tivemos um bom desempenho. Mas não deu para pegar uma graninha...

(Veja mais em www.esportesdomar.com.br)

domingo, 21 de março de 2010

Mutley Vence primeira do Ranking

Iniciou ontem o Ranking Estadual de Minioceanos 2010 (V Copa Casan), organizado pela AVELISC/FEVESC, na Lagoa da Conceição, com a Regata Dia Mundial da Água. Raia em "T", dia nublado com chuvas fracas e esparsas. O vento contrariou todas as previsões mudando de NE para S antes da largada, com intensidade força 3, enfraquecendo muito durante a regata, com calmaria e rondada para NE fraco no final.


Vencemos na Bruma19 no Mutley, com a tripulação oficial para 2010, Luiz Carlos Poyer (Polaco), Daniel Zohar e eu. Diferentemente da maioria largamos na bóia logo atrás do nosso principal adversário o Imagine, que neste ano será tripulado pelo Fábio Ramos, com a esposa Ângela e o Cristian. Foi a melhor opção pois chegamos na primeira bóia em 4º geral dos 22 veleiros, na frente inclusive dos Microtonner, e do Imagine que cambou cedo demais. Mas a regata foi disputadíssima com o Imagine sempre nos perseguindo, as vezes a um par de metros de nossa popa. Depois da calmaria conseguimos abrir uma vantagem segura o suficiente para garantir a vitória no corrigido.

(Foto do www.esportesdomar.com.br)

terça-feira, 16 de março de 2010

Tinguá de Volta a Sede Centro

Ontem à tarde (15/03) trouxe o Tinguá da poita da sede oceânica de Jurerê para a sede centro do ICSC-VI. O dia estava lindo com um vento N bem fraco. No través das ilhas Ratones chegou o sul que cresceu rapidamente para força 5. Velejei só de genoa e algum motor no contra vento até a Ilha dos Noivos, quando recolhi a vela e continuei só a motor pois o vento ficou "na cara".

Veleiro turco em frente a Praia de Jurerê

As poitas em Jurerê estão esvaziando, mas tem alguns veleiros de passagem. Como um italiano, um turco e um argentino, os dois primeiros descendo e o último subindo a costa brasileira. Mais o Aysso da família Schurmann e o Soneca2 (já subiu para Itajaí no domingo) do sócio da ABVC Cmdte. Spinelli.

O italiano Fuscia que esta indo para a Argentina

domingo, 14 de março de 2010

SulAm de Laser em Jurerê

Nesta semana realizou-se em Jurerê o Campeonato Centro Sul Americano da Classe Laser, sediado pelo ICSC-VI, em sua sede oceânica. De sábado a terca-feira correu a Radial e depois de quarta a este sábado as Standard e 4.7. Presenca de muitos velejadores de fora, inclusive europeus, como o italiano Diego Romero e o espanhol Jesus Sanchez.

Os mais de 100 lasers na raia de Jurerê

Estive por lá na quinta, sexta e sábado com o Tinguá (que está numa poita da sede oceânica) curtindo o lindo visual das regatas com mais de 100 barcos. O campeonato foi muito disputado e as principais estrelas terminaram nos três prineiros lugares, na ordem o argentino Julio Alsogaray (3 ° no ranking da classe), Bruno Fontes e Robert Scheidt (retornando a classe).

A classe Standard se preparando para mais uma largada


Os 4.7 montando uma bóia na última regata do dia

No sábado (13/03), com o Jorge e vento NE com 12-16 nós a velejada foi muito gostosa pelas baias de Jurerê e Canasvieiras.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ainda o Miami Boat Show

Dos vários veleiros que conheci no recente Miami Boat Show o que mais me agradou foi o catamaran Lagoon 380 (38 pés). Gostei muito de sua praticidade e funcionalidade, do excelente aproveitamento dos espaços e do leiaute interno. Seu interior é bonito, funcional e elegante, sem aquele "estilo suite de motel" da maioria das lanchas. Na "banana" de boreste pode ter uma suite, com amplo BWC e inventivo fechamento, ou duas cabines compartilhando um BWC como na de bombordo. Não sei o preço de lá, pois era preciso prencher uma demorada ficha de cadastro para entrar neste detalhe. Como fui só sonhar...




O clip acima fiz no MBS, acolá um clip oficial e mais outro surfando a 17 nós.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Fim de Semana em Ganchos

No dia 20/02 disputamos a regata festiva "Seu Paulão" organizada pela Avelisc em homenagem ao velejador Paulo Linhares, falecido em 2008, com o Mutley, nosso Bruma19. Meu proeiro de fé não foi e a idéia inicial de fazer com a esposa e os meninos foi abortada devido a previsão de ventos NE de até 20 nós. Deste modo convidei o Daniel para fazer a proa. A regata foi de percurso desde as proximidades da Ponte da Lagoa da Conceição até a Costa da Lagoa, quase toda em contra vento, com nordestão e muito calor. Terminamos mais uma vez em segundo, pois encalhei duas vezes no canal. Mas o Mutley não tem quilha retrátil? Pois é, tem. Só que a confiança de nunca ter encalhado ali e a disputa pela ponta...

Na sexta-feira (26/02) levei o Tinguá para a sede oceânica de Jurerê do ICSC, em solitário. Foi tudo de bom, vento SEE de 11-14 nós, mar liso, maré vazante, tarde linda. Tinguá já com seu novo suporte de âncora confeccionado pelo Andrés Tor.


Cmdte. José Zanella do Guga Buy tentou organizar uma volta à ilha de SC em cruzeiro, mas os vários dias de ventos do quadrante sul deixaram o mar com ondas de mais de 2 m. Fomos então para Ganchos, a cerca de 12 mn de Jurerê. Desta vez o Jorge e Eu no Tinguá. Almoçamos uma gostosa "meia" feijoada preparada pelo chef Zanella ancorados em frente a prainha da Ilha de Ganchos. Com a chegada do Energia, com o Cmdte. Jean Castro e seu filho Gustavo, vindos de Balneário Camboriú, nos dirigimos para a enseada de Ganchos do Meio, onde ancoramos. Isto é, o Guga Buy ancorou e nós e o Energia amadrinhamos.

Tinguá amadrinhado no Guga Buy (o Energia já havia retornado), em Ganchos do Meio.

O domingo amanheceu nublado, com chuvas esparsas, mas a enseada continuava uma lagoa. Zanelinha saiu cedo no botinho (como de costume...) e voltou com camarões, mariscos e lulas recém pescados. Foi um final de semana etílico-gastronômico. Cmdtes. Zanella e Jean, mais o José Petrus, tripulante-convidado do Guga Buy, se esmeraram na cozinha. Para acompanhar bons vinhos e cachaça mineira.

Na volta pegamos um S força 4-5, portanto contra vento para retornarmos a sub-sede em Jurerê. Com Jorge no timão fizemos questão de velejar. Há tempos o Tinguá não adernava tanto...

(Foto de Jorge Calliari).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Algumas Novidades do Miami Boat Show

Falei sobre o Miami Boat Show no post anterior, mas gostaria de mostrar aqui três das várias novidades que vi por lá... ao menos para mim. A primeira foi este veleiro de 30' com dois mastros sem estais e com retranca a lá windsurf, chamado Presto30. Saiba mais em www.ryderboats.com.

O Presto30 saindo para um test-drive em Miami.

Outra novidade interessante é a nova hélice folding em composite da neozelandeza Kiwi Props apresentada por seu representante na América do Norte. Utilizamos no Tinguá, com sucesso, o modelo feathering de 3 pás da Kiwi. A propósito o modelo que utilizamos é vendido pelos mesmos US$ 1.200,00 que o Gunther Weber (gunthersailing@yahoo.com), representante no Brasil, aqui acrescidos dos impostos de importação e frete.


A terceira novidade que selecionei foi um acessório para manter o cabo/corrente da âncora na posição mais eficiente numa ancoragem, chamado de Kiwi Anchor Rider (nada a ver com a Kiwi Props).


Como já comentei anteriormente os pequenos stands dos representantes dos grandes fabricantes de equipamentos (Facnor, Wichard, Harken, Gill, ProFurl, Ronstan,...) eram o melhor da feira com a variedade de equipamentos que temos dificuldade em ter aqui e os preços. Também a destacar as pequenas e inovadoras idéias como as do fabricante da foto abaixo. Imaginem o que tinha para lanchas então...

Vejam a variedade de porta-objetos para bitaca da roda de leme.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Enfim de Volta

Depois de um longo intervalo, o maior desde a criação do blog, estamos de volta. O Tinguá voltou a ficar numa poita da sede oceânica de Jurerê entre, mais ou menos, 15 e 28 de janeiro. Foram várias boas velejadas na região norte da Ilha de Santa Catarina e costa de Ganchos (que os políticos inventaram de chamar de Gov. Celso Ramos).

No sábado 30/01, com o Polaco (Luiz Carlos Poyer) de proeiro, disputamos uma regata de mini oceano, no Mutley, na Lagoa da Conceição, dentro da programação do FloripaTem. A regata foi disputada com nordeste sempre acima dos 15 nós, com rajadas de mais de 20. Perdemos na última bóia, pois atrasamos o desmonte da "asa de pombo" e na manobra o pau de spy caiu na água. Preferi voltar para recuperar o pau a ganhar a regata...


No dia seguinte embarcamos para a Flórida para comemorar o aniversário dos meus filhos menores (Gabriel e Rafael) nos parques de Orlando, com direito a umas esticadinhas a Miami, Key West, etc. Escapamos do "calor de cão" daqui e chegamos a pegar 6º C em Orlando. Mesmo em Miami estava nos 12-15º, com ventos frios.

Um veleiro "clássico" da Hincley, no setor de vela, na Sea Isla Marina.

Nossa estada em Miami coincidiu com o Miami Boat Show e não perdi a oportunidade de conhece-lo. Como tudo dos caras é imenso, chegando a ser dividido em três locais diferentes. O principal no centro de convenções, a parte das grandes lanchas e iates nas marinas ao longo da Av. Collins (chamado The Yacht and Brokerage Show) e em outra marina a vela e lanchas pequenas e de alta performance (offshores esportivas) - chamado de Strictly Sail. Como aqui lá também os veleiros são minoria numa proporção parecida com a nossa. Dos cinco piers da marina só um era de veleiros, maioria de 40' em diante, das conhecidas Jeanneau, Beneteau, Lagoon e alguns fabricantes americanos. O que faz a gente "babar" são os stands dos fabricantes de equipamentos náuticos (ferragens, rigging, hélices, velas, roupas, etc.).

O setor das grandes, nos piers a beira da Av. Collins, em Miami Beach.

Chama a atenção a quantidade de marinas e barcos, claro, na região. São de lanchas pequenas a enormes iates, passando pelas muitas "deep sea fishing", como eles chamam as lanchas de pesca esportiva, e os veleiros e catamarans.


domingo, 10 de janeiro de 2010

Tragédia do Saco do Bananal

Se não fosse pelas imagens impactantes ainda não acreditaria no que aconteceu no Saco do Bananal, na Ilha Grande. Estivemos lá pela primeira vez em 13 de janeiro de 2009 na primeira estada do Tinguá na região (reveja aqui). Diferentemente da maioria dos deslizamentos, cada vez mais frequentes, o do Saco do Bananal ocorreu numa região preservada, sem nenhuma atuação humana na encosta do morro, como mostra a foto abaixo.

(Foto de Claci Salles)