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domingo, 4 de maio de 2014

XII Encontro de Velejadores da ABVC

Neste feriado prolongado participei, de 01 à 03 de maio, do XII Encontro Nacional de Velejadores da ABVC (Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro), na Porto Marina Bracuhy, em Angra dos Reis. O encontro deste ano voltou a ser realizado na Marina Bracuhy após ter ocorrido em Florianópolis no ano passado. E dali não deve sair. Ali respira-se vela de cruzeiro e está dentro da região com o maior número de veleiros do país.

 Paraty, sempre especial.

Fui de avião para o Rio e dali para Paraty na terça feira (29/04) onde embarquei no veleiro Kyriri-ete, do Comte. Giovani Dal'Grande. Na quinta (01/05) zarpamos para o Bracuhy, fazendo uma parada em Tarituba, para comermos peixe.

Barcos dos pescadores em Tarituba

A grade de palestras e workshops estava cheia e com excelente nível, mesclando eventos técnicos (elétrica em veleiros, mastreação, manutenção de veleiros, motor de popa elétrico) e sobre segurança com relatos de velejadores, como o casal de associados Philippe Gouffon e Frédérique Grassi (veleirokilimandjaro.wordpress.com). que foram e voltaram à África do Sul no seu Velamar32 e incluiu as participações de Aleixo Belov e Beto Pandiani. Este último em uma palestra de mais de hora e meia que encantou a todos. Paralelamente, presença dos catamarans CatFlash35 e Lagoon39 para visitação, stand da Livraria Moana.

Um dos workshops Toninho Lopes mostra como dar manutenção num Mercury 3.3

A palestra de encerramento com Betão Pandiani

Junte-se as trocas de experiências, as confraternizações, o reencontro com muitos amigos e tivemos um ótimo feriadão.

Catamarans CatFlasn35 e Lagoon39 lado a lado



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Alguns Dias no Kyriri-ete

No último dia 17/10 embarquei no Kyriri-ete (Multichine28), do amigo Giovani Dal Grande, que estava na bela sede do ICRJ, na Praia Grande em Angra dos Reis. Enquanto eu chegava nosso amigo Saul Capella Neto estava desembarcando. Foram nove dias pela Ilha Grande e Paraty.


 O Kyriri-ete na ancoragem do Abraão

A primeira parada foi na Tapera do Sitio Forte para entregar a Telma (do Restaurante Recanto dos Maias) a encomenda que trouxe de Floripa: duas dúzias de ovos de Faisão, de quatro espécimes diferentes, enviados pelo pai do Giovani, para incrementar sua criação. A caminho do Abraão estivemos na Lagoa Azul, onde nadamos e almoçamos. No Abraão pegamos 2,5 horas de forte Sudoeste, na madrugada de terça-feira (22/10). As rajadas chegaram na casa dos 40 nós. Jogamos mais de 40 m de corrente e uma segunda âncora e o Kyriri segurou bem. Já um BB36 ancorado próximo a nós, com tripulação de argentinos, garrou feio e teve a genoa de enrolar esfarrapada. Pelas 8h da manhã entrou outra pauleira que durou só uns 20 minutos. Suspendemos âncora e velejamos num contra vento até Jurumirim, com vento SW variando de 8 a 14 nós. Deu até para experimentar a nova trinqueta, que havíamos acabado de instalar na parada do Sitio Forte.


Nas ruínas do Aqueduto, na Ilha Grande

Em Paraty aproveitei para ver um Lagoon380 à venda e o CatFlash35 Synapse, recentemente testado pela Revista Náutica, sobre o qual quero fazer um post. Enfim, deu para curtir um pouco da região (já que este ano não levamos o Tinguá para lá) e a hospitalidade do Giovani.

Traineira Bruguilu III de quem compramos camarões

Mais imagens aqui.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rio Boat Show 2011

Após alguns anos ausente fui ao Rio Boat Show na última segunda-feira (02/05). Mesmo sendo mais um motor boat show. E como tinha motor boats. Mas a edição do Rio sempre tem alguns veleiros na água, principalmente importados. E tem o clima náutico, bem como encontramos muitos amigos do meio. Enfim mesmo não entrando em nenhuma lancha preenchi o tempo todo "ao natural".

Para nós velejadores a grande sensação é o preço dos veleiros franceses. Com o dólar baixo um Beneteau Oceanis 43' bem equipado (ar, gerador, etc.) custa 690 mil reais "emplacado" no Brasil. Não se faz um Delta36 com estes equipamentos por este preço...

Adorei o Dufour 375GL. O veleiro que é colocado em sua versão básica por 499 mil reais no Brasil tem três cabines, é lindo, acabamento primoroso, com inúmeras soluções muito engenhosas, um sonho que esta ficando quase possível.

Uma das engenhosas sacadas do Dufour 375

Outra agradável surpresa foi o CatFlash35 um catamaran de 35' que a fabricante dos pequenos veleiros Flash está construindo no interior de São Paulo. É um projeto maravilhoso de Roger Hill que colocou três cabines de casal, sendo uma suite, mais um enorme BWC em 35 pés e optou por "canoas" mais estreitas para obter melhor performance. O acabamento é bom, mas longe do padrão dos franceses, como o Lagoon 400, também exposto no salão. Custo de 530 mil reais sem velas e instrumentos, mas incluidos os dois Yanmar de 21 hp.

O primeiro CatFlash35 no Rio Boat show

Mas quem vende no Brasil são as lanchas. A catarinense Schaefer Yachts lançou sua Phantom 600 de 60' e até aquele dia já tinha vendido 4 unidades ao custo básico de 5 milhões de reais, mais 8 unidades de 50'. Vendas confirmadas. Nem perguntei dos modelos menores. O pessoal estava realmente surpreso com o comportamento do mercado, super positivo para eles.