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domingo, 4 de maio de 2014

XII Encontro de Velejadores da ABVC

Neste feriado prolongado participei, de 01 à 03 de maio, do XII Encontro Nacional de Velejadores da ABVC (Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro), na Porto Marina Bracuhy, em Angra dos Reis. O encontro deste ano voltou a ser realizado na Marina Bracuhy após ter ocorrido em Florianópolis no ano passado. E dali não deve sair. Ali respira-se vela de cruzeiro e está dentro da região com o maior número de veleiros do país.

 Paraty, sempre especial.

Fui de avião para o Rio e dali para Paraty na terça feira (29/04) onde embarquei no veleiro Kyriri-ete, do Comte. Giovani Dal'Grande. Na quinta (01/05) zarpamos para o Bracuhy, fazendo uma parada em Tarituba, para comermos peixe.

Barcos dos pescadores em Tarituba

A grade de palestras e workshops estava cheia e com excelente nível, mesclando eventos técnicos (elétrica em veleiros, mastreação, manutenção de veleiros, motor de popa elétrico) e sobre segurança com relatos de velejadores, como o casal de associados Philippe Gouffon e Frédérique Grassi (veleirokilimandjaro.wordpress.com). que foram e voltaram à África do Sul no seu Velamar32 e incluiu as participações de Aleixo Belov e Beto Pandiani. Este último em uma palestra de mais de hora e meia que encantou a todos. Paralelamente, presença dos catamarans CatFlash35 e Lagoon39 para visitação, stand da Livraria Moana.

Um dos workshops Toninho Lopes mostra como dar manutenção num Mercury 3.3

A palestra de encerramento com Betão Pandiani

Junte-se as trocas de experiências, as confraternizações, o reencontro com muitos amigos e tivemos um ótimo feriadão.

Catamarans CatFlasn35 e Lagoon39 lado a lado



sábado, 27 de outubro de 2012

Cruzeiro Floripa - Angra - A Volta 1

Chegada a hora de retornar para casa para os dois últimos participantes do Cruzeiro Floripa - Angra que ainda estavam na região da Baía da Ilha Grande. No dia 18/10 na companhia de Jorge Silveira (Comte. do Vento Solar) e Elberto Larsen (Comte. do Parangolé) tomamos o avião para o Rio e de lá o ônibus até a Porto Marina Bracuhy, em Angra dos Reis, para encontrar o Tinguá.

Beto nas "lidas domésticas"

Na sexta (19/10) preparamos o barco, demos baixa na marina e quando ligamos o motor notamos um som diferente do habitual e verificamos que não estava jorrando a água de refrigeração. Pensamos logo no rotor da bomba d'água, mas constatamos que era a correia que estava laceada, quase rompendo. Falha minha, que na revisão das 1000 horas substitui a correia do alternador e acabei por esquecer desta, ainda original. Menos mal que o problema se manifestou ainda na marina e não no meio de um mar revolto...

Deixando o Bracuhy rumo a Floripa
Correia substituida zarpamos rumo a Paraty às 13:50h, após completar o diesel no posto. A travessia foi com tempo chuvoso e ventos médios do quadrante sul. Chegamos a Marina Refúgio das Caravelas por volta das 17:20h, ocupando uma vaga no pier ao lado do Kyriri Ete, do Comte. Giovane Dal Grande. Depois do banho fomos para a cidade jantar e fazer o mercado. Giovane que ficou boa parte destes últimos meses em Paraty, nos levou num lugar bem legal, a Esfiharia e Cervejaria Camello.
 
 
Muitos golfinhos no caminho para Paraty
No sábado com Jorge e Giovane dei uma caminhada até a Marina Farol de Paraty para vermos os veleiros clássicos que estavam participando da 1 Regata de Veleiros Clássicos - etapa Paraty, naquele final de semana. Mais tarde fomos, com oTinguá, assistir a regata nas proximidades das Ilhas do Bexiga e Mantimento. Colocamos uma picanha para assar no forno que saboreamos ancorados na Enseada de Jurumirim. 

Marinas Farol e Engenho, em Paraty

Regata de veleiros clássicos

 
Escuna Dália, na regata de clássicos
 
No domingo (21/10) deixamos a marina, o Tinguá e o Kyriri-ete, às 04:50h rumo a Ilhabela, onde chegamos exatas 12 horas depois. O mar estava baixo mas mexido e vento tivemos só antes de dobrar a Juatinga e nas proximidades da Ilhabela. Fomos direto ao posto de abastecimento completar o tanque e mais uma bombona de 20l. O Kyriri com um problema na fixação do motor teve que manter um ritmo mais lento e chegou por volta das 19 horas.


Uma traineira de pesca, nas proximidades da Baía de Jurumirim

Ficamos em poitas do YCIlhabela, clube conveniado com nosso ICSC. Depois do banho e da janta no Manjericão, conferimos as previsões e marcamos a partida rumo a Ilha do Mel, na Baía de Paranaguá, à 200 mn, logo após a abertura do posto para o Kyriri abastecer.

O Cisne Branco, na Ilhabela


Mais fotos e imagens AQUI.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Novamente na Ilha Grande

Depois de um mês retornei para uma curta temporada de uma semana no Tinguá, no último dia 26 de agosto, na companhia dos amigos Jorge "Gico" Calliari e Luiz Carlos "Polaco" Poyer. Chegamos na Marina Porto Bracuhy no meio da tarde e já começamos a preparar o Tinguá. Período tão curto não dá para ficar na marina.

 Abastecendo a dispensa de bordo

Na segunda cedo trocamos o óleo e filtros do motor. Uma "bobeada" minha permitiu a entrada de ar no sistema de alimentação do motor e então levamos quase uma hora para solucionar o problema. Abastecemos de diesel no posto da marina, que (boa notícia) a partir de setembro estará com a bandeira Petrobrás e terá o Diesel Verana. Dali direto para o Piratas para novo abastecimento, agora da dispensa. Dispensa abastecida rumamos para a Tapera do Sitio Forte, na Ilha Grande, onde chegamos ao final da tarde.

 Praia da Tapera, no Sitio Forte, um encanto só

Gico e Polaco vão muito bem na cozinha. Então esta parte ficou ao encargo deles que no domingo à noite discutiram o cardápio e fizeram a lista dos mantimentos a serem adquiridos. E foi só ancorar na Tapera que o Polaco já começou a se preocupar em preparar um Bifum (macarrão oriental de arroz) de frango. Que ficou delicioso e foi consumido com um bom vinho como convinha a temperatura amena. E assim tivemos vários pratos deliciosos preparados por um ou outro. Eu só entrei na brincadeira quando foi para assar a picanha, na Lagoa Azul.

Os barcos dos pescadores no Saco do Céu

O mês de Agosto foi especialmente quente e seco neste ano, mas justo nesta semana entrou uma frente fria. Pegamos a segunda e a terça nubladas e com alguma chuva, felizmente mais na madrugada, e temperatura mais baixa. De quarta (29/08) em diante foram dias ensolarados com temperatura acima dos 25º C durante o dia. A água do mar é que foi a mais fria que já peguei na região, na casa dos 21º C. Os ventos (tivemos ventos quase sempre) foram de S e SW até a quinta feira, mudando para E e NE na sexta.

 Depois da trilha ainda tinha que remar até o Tinguá...

Na terça o Giovani Dal Grande e seu Kyriri-ete chegaram de Paraty para nos acompanhar nas andanças pela Ilha Grande. Giovani que também não é fraco na cozinha teve seu dia de chef preparando uma excelente moqueca de camarão.

A Lua cheia se pondo no amanhecer da Ilha de Itanhangá

Foi uma ótima semanada na companhia de grandes e velhos (nos dois sentidos, ahahah) amigos. Nos dividimos entre a Enseada do Sitio Forte, Abraão, Palmas com Lopes Mendes, Saco do Céu e Lagoa Azul. Mais uma vez as condições meteorológicas não permitiram conhecer mais do "lado de fora" da Ilha Grande. Na próxima vez deve dar...


Lavando o convés
Na última noite (31/08) fomos no final da tarde dormir em Itanhangá, próximo a marina, para chegar cedo no sábado e preparar o Tinguá para mais um período de hibernação.

 Com as malas prontas esperando o transporte para pegar o avião no Rio

Mais imagens aqui.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Olha Nós no Almanáutica

Por solicitação do Ricardo Amatucci - empresário, velejador, blogueiro, Diretor de Comunicação da ABVC, e não sei mais quantas outras atividades - enviei algumas notícias da nossa região para o primeiro número do novo jornal náutico Almanáutica. E não é que a "manezada" do Veleiros da Ilha no primeiro Cruzeiro Floripa - Angra emplacou com foto e tudo, na edição de estréia.


Pois é, Ricardo somou mais uma atividade, estando a frente do Almanáutica um jornal "para quem tem o mar na alma", isto é voltado para o mundo náutico. O primeiro número foi distribuido no início de julho passado. Sim, o jornal é de distribuição gratuita nos pontos náuticos, como marinas, lojas e clubes náuticos. O segundo número está saindo nos próximos dias. Desejamos sucesso e vida longa ao Almanáutica.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Férias de Inverno na Ilha Grande

No ano passado nas férias escolares de inverno optamos por velejar na região de Paraty que conhecíamos pouco. Neste ano, na terceira temporada do Tinguá na região da Baía da Ilha Grande, escolhemos a Ilha Grande com a perspectiva de conhecermos o lado de fora da ilha. Não deu para conhecer lugares como Parnaióca e Dois Rios pois o mar esteve com ondas de S durante todo o tempo, do dia 18 ao 27 de julho. Não eram altas na maioria dos dias, mas o Guilherme Moraes (do Vivere Aude) e Eu achamos melhor não arriscar, já que as "comandantas" não gostam muito de balanço e adernadas.

 Ancoragem da Praia da Tapera ao amanhecer

Em compensação a partir do dia 20 os dias foram maravilhosos com temperaturas próximas dos 30ºC, ensolarados, com poucas nuvens e água limpa, a excessão do dia 25 quando ventou forte no Abraão e a tarde chegou a chover um pouco.

 Os meninos pescando na Praia da Tapera

Ficamos entre a Praia da Tapera no Sitio Forte, Saco do Céu e Abraão. Aliás, na Tapera aconteceu no sábado (21/07) o Festival Sitio Forte organizado por Jorge "Paragon", com churrasco vegetariano, de carne e fondue de chocolate com banana e marshmallow. Estavam lá nesta primeira edição os veleiros MaraCatu (com Hélio e Mara), Desgarrado (com Guilherme Estrela e Josefina), Vivere Aude (Guilherme, Solange, Erik e Isadora), Martina (Mauro e Márcia) mais o Bubi (Viviane, Rúbia e Sérginho de Itacaré) e Livre (Rosana e Rogério D'Ávila), do Veleiros do Ilha, que vieram especialmente de Paraty.

 Tapera vista da trilha para Ubatubinha 

Aproveitamos também em terra explorando as trilhas próximas a Tapera e na terça feira (24/07) indo conhecer a bela Cachoeira da Feiticeira, fazendo 01:45h de trilha desde o Saco do Céu pela trilha Saco do Céu - Abraão. No caminho conhecemos as praias de Perequê e Camiranga, na Enseada das Estrelas.

A Cachoeira da Feiticeira
Clique AQUI para clip

A quarta (25/07) foi o dia "complicado". Havíamos pousado no Abraãozinho e logo de manhã com dia ainda bonito o vento NW acelerava nos morros chegando em torno dos 20 nós, mais do que nas previsões, e foi se mantendo durante toda a manhã, contrariando as previsões. Por volta das onze horas nossa ancora estranhamente garrou. Resolvi então mudar a ancoragem para a pequena enseada de Abraão Pequeno, bem mais abrigada, só que foi bem no "pico" da porranca com a intensidade do vento chegando aos 30 nós. Finalmente tranquilos numa poita no Abraão Pequeno eis que acaba o gás, menos mal que a "comandanta" havia terminado o almoço. Depois de almoçar fui trocar o botijão para fazer o café. E nada. O botijão de reserva recarregado antes de sair de Floripa estava vazio. Ficou a dúvida se foi mesmo recarregado ou se vazou o conteúdo. O lado positivo foi que em razão da ventania não fizemos o churrasco programado que assim ficou para o dia seguinte, resolvendo o problema de fazer o almoço sem gás.

A caminho da Lagoa Azul

Para o café da manhã e outras necessidades de uso do fogão resolvemos com um "fogareiro" improvisado com uma latinha de cerveja e álcool gel. Portanto, não deixe de ter cerveja em lata à bordo...


Latinha de cerveja é fundamental à bordo

Preocupado em substituir o botijão de gás, que no Tinguá só pode ser os de 2 kg, fiz vários contatos entre eles com o Assis Ribeiro, do catamaran Craca-a-toa, baseado no Bracuhy. No dia seguinte o Assis me enviou email informando que meus problemas haviam acabado pois já tinha comprado um botijão carregado para mim. Puxa, este é o espírito dos velejadores cruzeiristas. Mais uma vez muito obrigado Assis.

Mas, na quinta (26/07) tudo voltou ao normal: dia espetacularmente lindo rumamos para a Lagoa Azul. mais linda que nunca, com água muito limpa ela foi praticamente só para nós neste dia. Depois de fazer snorkel com meu filho Gabriel assei o prometido churrasco, que modéstia parte ficou muito bom.

 Churrasco na Lagoa Azul

Gostaria de elogiar os empresários dos restaurantes Recanto dos Maias, na Praia da Tapera, e Coqueiro Verde, no Saco do Céu, que disponibilizam poitas e água aos navegantes, sem se preocupar se os usuários vão consumir em seus estabelecimentos, o que acaba acontecendo.

Saindo da última ancoragem, na Ilha de Paquetá

Dormimos a última noite na Ilha de Paquetá e cedo na sexta (27/07) rumamos para a Marina Bracuhy. Manhã de muito trabalho para deixar o Tinguá em novo período de hibernação. depois do almoço seguimos para passar o final de semana no Rio de Janeiro, para os meninos conhecerem.

 Mais imagens aqui.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Meu Neto Pedro a Bordo

No inicio da noite de domingo (15/07) chegaram a Paraty minha filha Fernanda, com o marido Marcelo e o filho Pedro, meu neto mais velho (5 anos). No dia seguinte, já com chuva constante, fomos a cidade para tirar os pontos na cabeça que o Pedro arrumou em sua passagem por Floripa. Depois do almoço zarpamos no rumo do Bracuhy, sempre com chuva. Pernoitamos na Ilha Sandri.

Centro Histórico de Paraty em dia de chuva

Marcelo que além de ser Engenheiro de Pesca é pescador dos bons veio preparado e foi pegando alguns peixes. Na terça (17/07) o dia amanheceu ensolarado, contrariando a previsão. Fomos para Piraquara de Fora, onde a água é mais quente devido a descarga da água de refrigeração das Usinas Nucleares, e descemos na praia. Para o almoço Marcelo assou os peixes na churrasqueira. Antes do final da tarde fomos para a Ilha Itanhangá para pernoitar.



 
Marcelo e Pedro e um Marimba
 
De manhã cedo, com chuvas esparsas, rumamos para a Marina Bracuhy pois minha esposa e os meninos chegavam no inicio da tarde para aproveitar as férias escolares de inverno. Roupas para a lavanderia, uma passada na padaria para comprar alguns produtos básicos e uma geral no Tinguá. Almoçamos no Bowteco onde encontramos o povo da vela, Hélio e Mara, do MaraCatu, e Guilherme e família, do Vivere Aude, mais D. Lu Casagrande.


 
Pedro, Rafael e Gabriel pescando no rumo da Ilha Grande
 
Na quinta (19/07) deixamos a marina cedo, num dia nublado, navegando para mostrar algumas das atrações da região para a filha até ancorarmos na Praia da Tapera, no Sitio Forte. Marcelo com auxilio dos cunhados Gabriel e Rafael pegou mais alguns peixes. Depois de almoçarmos uma fraldinha no forno com rizoto de tomate seco que a "almiranta" Claci preparou, rumamos para o Saco do Céu, passando na Lagoa Azul no caminho. Pela primeira vez dormimos em sete no Tinguá: 2 na cabine de proa, 2 na sala e na cabine de popa que é bem larga Eu, a esposa e mais o Rafa.



Fernanda, Marcelo e Pedro no Saco do Céu
  
O dia amanheceu maravilhoso e logo cedo fomos passear na prainha junto ao mangue, onde vimos uma enorme estrela do mar laranja. Pelas dez horas seguimos para a Marina Piratas para desembarcar a filha e família, que seguiu para o Rio, e reabastecer a despensa de bordo. Dali retornamos a Praia da Tapera.

Mais imgens aqui.

sábado, 21 de julho de 2012

Minha Primeira Travessia em Solitário

As condições meteorológicas eram favoráveis e minha filha mais velha, genro e neto desceriam de São Paulo para Paraty, então parti da Ilhabela ainda na madrugada de domingo (15/07). Coloquei o alarme do celular para as 02:30h mas estava ansioso pois seria minha primeira travessia em solitário e pela uma e pouco já estava desperto. Minha experiência anterior em velejadas em soliotário limitava-se as inúmeras vezes que fiz o trecho entre a sede centro e a oceânica do Veleiros da Ilha e uma pequena travessia Paraty - Bracuhy, com outros veleiros.

Zarpei às 02:25h com a mestra no primeiro rizo sem vento. Algumas milhas após a Ponta das Canas o vento apareceu mas sempre muito inconstante, variando de W a SE, pelas alhetas e popa do Tinguá, nunca mais de 10-11 nós. Abri e enrolei a Genoa várias vezes. O mar tinha ondas longas de metro e pouco, mais mexido entre as pontas Negra e Juatinga.

A surpresa foi o vento mais forte e constante após dobrar a Juatinga. Pelo través de bombordo com 13-14 nós, chegou a 17-18 nas passagens pelas entradas do Mamanguá e Paraty-mirim. Pouco antes da Ilha do Mantimento passou a "dar na cara", sempre nos 13 nós.

 A Ponta Negra

Pretendia ficar na Marina Farol de Paraty mas pediram 12 reais o pé no cais com energia e 9 sem pela diária. O quedaria R$ 360,00 para o Tinguá. Nestes valores são 90 reais pela energia elétrica. Não consigo imaginar como um 30 pés vai conseguir gastar 90 reais de energia elétrica num único dia. Para efeito de comparação a diária no pier com ãgua e energia na Marina Bracuhy está 4 reais o pé. Não entendo a política comercial destas marinas que ao invés de trazerem potenciais clientes os espantam, e eles tem bastante vagas. Fui então para a já conhecida Refúgio das Caravelas pagando 3 reais o pé no pier (com energia e água), o que também nãO é barato pelas condições que oferece.

Cheguei "são e salvo" após 11:50h de uma navegada sem maiores problemas, quebrando mais um paradigma.

sábado, 7 de julho de 2012

Rumo a Ilhabela para a Semana de Vela

Voltei para o Tinguá, na Marina Bracuhy, no último dia 03/07 na companhia do meu amigo Jorge Calliari, com o objetivo de ir a Ilhabela participar da 39 Semana Internacional de Vela (a RISW2012). No dia seguinte após os ajustes necessários partimos às 09:40h para Paraty, onde iríamos pernoitar já que o Jorge não a conhecia.
  
 Tarituba, mais um paraíso
Dia maravilhoso, mas com pouco vento e contra. Paramos para almoçar e conhecer Tarituba, mais um pequeno paraíso da Baía da Ilha Grande. Tinha uma recomendação do Maurício Napoleão, nosso presidente da ABVC, para comer um tal Peixe Maluco. Ancoramos o Tinguá e logo ao lado do pier, na frente da areia da praia, encontramos o Restaurante Peixe Maluco. O tal Peixe Maluco é um prato para pelo menos duas pessoas montado em forma de pirâmide onde vem duas postas fritas de cavala e duas de robalo, um monte de camarões graúdos fritos torradinhos, aipim frito, palmito e vários legumes, acompanhado de pirão de peixe e arroz. Uma delícia!

 Onde se come o Peixe Maluco, na Tarituba
 
Dali seguimos para Paraty onde chegamos por volta das 17:15h. Antes passamos na Prainha para darmos um alô ao amigo Giovani Dal Grande, do Kyriri-ete. Giovani estava de "molho" pois sofreu um pequeno acidente no deck da praia e machucou o dedo polegar do pé. Tomamos banho e fomos para o Centro Histórico na cidade. Era véspera de abertura da FLIP (a Feira Literária Internacional de Paraty) e a cidade já estava movimentada e vivendo o clima com vários eventos. Voltamos para a marina cedo, logo após jantar, pois tínhamos que ir ao mercado que fechava às 10h. Não deu para curtir o show do Lenine com nossos amigos Ivan, Êgle, Hélio, Mara e Roberto que estavam por lá.

 O Kyriri-ete na Prainha de Paraty

A FLIP deste ano homenageia Carlos Drumond de Andrade

Dia seguinte (05/07) 05:10h largamos as amarras na Marina Refúgio das Caravelas e rumamos para a Ilhabela há 74 mn (135 km). Conforme a previsão havia ondas longas mas com mais de 2m na Ponta da Juatinga. A corrente era contra e mesmo com 2800 rpm no motor a viagem não rendia. Velejar que é bom só por uns 15 minutos e depois nas proximidades da Ilha de São Sebastião. Depois da Ponta Negra o mar melhorou e depois da Ilha Anchieta a corrente também e passamos a fazer média de 6,5 nós com a mesma rotação, quando antes não passava de 5,5 nós. Chegamos na Ilhabela às 18:10h exatas 13 horas depois, onde pegamos uma poita na sub-sede do Iate Clube de Santos.

 
Saimos de Paraty com este amanhecer...

...e chegamos em Ilhabela com este entardecer

Mais imagens aqui e acolá.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cruzeiro Costa Verde 2012 - Parte 1

Domingo (10/06) amanheceu bonito com sol após quatro dias de muita chuva. Aproveitei para colocar as coisas para secar e desde de cedo iniciei os preparativos para a largada no Cruzeiro Costa Verde 2012, organizado pela ABVC. O Giovani Dal Grande levou o Kyriri-ete para seu novo porto no Canal do Bracuhy, onde o peguei para largarmos, às 10:30h. São 17 veleiros que cumprirão um roteiro de uma semana pela Ilha Grande e Baía de Sepetiba.

Alargada na Marina Porto Bracuhy

A primeira perna que deveria ser para a Praia de Palmas, na Ilha Grande, devido a ressaca que provoca swell naquela enseada foi alterada para o Saco do Céu. Onde chegamos por volta das duas da tarde, após um forte contra vento e mar mexido. Pernoite tranquilo sem nenhum balanço.

A flotilha no Saco do Céu

Segunda às 10:00h a flotilha partiu para a Praia da Estopa, situada ao norte da Ilha de Jaguanum, já na Baía de Sepetiba. No inicio com mar de ondas baixas mas mexidas pela proa e vento rondando no quadrante norte, isto é na nossa proa, permitiu abrir a genoa por pouco tempo. Por volta de meio dia, já dentro da Baía de Sepetiba, o vento rondou para SW (popa) e cresceu  muito rápido. Começamos a rizar nossa vela grande, mas o sudoeste só crescia, então baixamos toda a vela e abrimos só um pedaço da genoa. O mar cresceu bastante em ondas muito curtas. O vento aliviou um pouco e veio a chuva. Chegando no destino mudou para NW com força 5 (Escala de Beaufort). A ancoragem estava um pouco complicada com os vários veleiros na baía pequena, o vento e as ondulações. Tivemos um pequeno "enrosco" com o veleiro Cubéria, mas ao final nós e todos outros conseguimos ancorar com segurança. Âncora segura olhei no anemômetro a velocidade máxima do vento registrada: 38,2 nós. Giovani preparou uma maminha no forno, um tinto chileno e uma sesta, tudo de acordo com o dia que continuava chuvoso, mas com o vento bem mais calmo. A noite foi sem vento e com águas tranquilas.

Sudoeste chegou a 38,2 nós

 
Dia seguinte amanheceu bonito na Praia da Estopa

A terça feira (12/06) amanheceu maravilhosa. Colocamos o bote na água e fomos passear na pequena praia. Às 10:30h partimos rumo a vila de Itacuruçá, onde fizemos uma parada técnica. Alguns abasteceram de diesel e água e a organização comprou os ingredientes para um churrasco coletivo. Ancoramos o Tinguá na baía em frente a ilha, do outro lado do canal, e fui de bote até a vila, levar o lixo e comprar umas guloseimas para a festa junina, programada na continuação do churrasco. Seguimos pelo canal para a nossa nova ancoragem na Praia de Quitiquara, do outro lado da Ilha de Itacuruçá.

Ancorados na Paraia de Quatiquara
Com o apoio do quiosque da Marilza, iniciamos o churrasco por volta de três da tarde. Aliás, com a Marilza descobri que o nome correto do lugar é Quatiquara e não Quitiquara como vem sendo usado no cruzeiro. Nós, os  catarinas, é que ficamos encarregados da churrasqueira. Na continuação degustamos as guloseimas levadas pelas tripulações. Momentos que mastercard nenhum consegue pagar: lugar paradisíaco, dia e noite agradáveis, churrasco, cerveja, rapadura, paçoca, canjica, quentão,fogueira na praia, confraternização entre velejadores amigos.

Confraternização na praia
Mais imagens aqui.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro

Nosso primeiro objetivo na vinda para a região de Angra dos Reis era participar do Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro, organizado pela ABVC na Marina Porto Bracuhy, no feriado de Corpus Christi. O encontro é uma oportunidade única de encontrar muitos outros velejadores, trocar experiências, adquirir conhecimentos e confraternizar. Nesta sua décima edição o encontro ofereceu palestras técnicas e de relato de viagens, workshops, feirinha e curso para as crianças, com direito a carteira de velejador pela Marinha. Único ponto negativo foi a chuva que foi intensa e persistente durante todos os dias do evento.





 Palestra de Marinheiro Raimundo


Para mim foi também a oportunidade de rever alguns dos amigos que fizeram a travessia para o Caribe conosco em 2010, como Fábio Constantino, Míriam e os filhos Caio e Rafael do veleiro Flyer, Sérgio Amaro Gomes e os filhos Jonas e Carol do Travessura, mais Dorival e Catarina, do Luthier. A família Constantino comprou um Jeanneau de 45 pés nas Ilhas Canárias e se prepara para continuar a viajar pelos mares do mundo.



Choveu muito durante todos os dias
 
Durante o encontro recebi a bordo o amigo Beto Larsen, que veio sem o seu Parangolé. Do nosso grupo, o Cmte. Saul Capella, do Nina II, mudou os planos e resolveu retornar com o veleiro para Florianópolis, no domingo após o encontro. O Gosto D'Água foi para Paraty, onde ficará até o retorno de seu comandante na Marina Farol de Paraty. Giovani, do Kyriri-ete, deixou o barco no Canal do Bracuhy para participar do Cruzeiro Costa Verde comigo no Tinguá. Assim, desfez-se nosso pequeno cruzeiro.

Mais imagens aqui.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Cruzeiro Floripa-Angra - Chegamos em Bracuhy

No domingo (03/06) após comer um excelente strogonoff preparado pelo Vilmar, tripulante do Kyriri-ete, acertamos a marina e mudamos para a Marina Farol de Paraty, pois decidimos permanecer mais um dia em Paraty.

Amanhecer na Baía da Boa Vista com a cidade de Paraty ao fundo

Depois de acomodar os barcos e tomar um banho (instalações eserviço bem melhores que a Refúgio das Caravelas) pegamos um táxi para a cidade. Lá jantamos no Galeria do Engenho, na Rua da Lapa, e depois saímos em direção a Praça da Matriz, para assistirmos as atrações da última noite do Festival de Jazz. O clima na cidade está excelente com músicos (e bons) tocando em cada esquina, as mesas nas ruas dos bares e restaurantes cheias, lua cheia no céu.

 Mesas na rua, lua cheia no céu de Paraty
 
 Yael Naim dando show no Festival de Jazz de Paraty

As atrações no Festival eram realmente muito boas. Impressionante a cantora franco-israelense Yael Naim. Em seguida Leroy Jones e seus companheiros, legítimos representantes de New Orleans, também impressionaram. Por fim Zélia Duncan. Fiz um pequeno clip para dar uma idéia do clima na cidade e do festival.

 No rumo do Bracuhy

Na segunda saímos rumo a Marina Porto Bracuhy às 09:30h. Eu e o Giovani, no Kyriri-ete, em solitário pois seus tripulantes voltaram para casa de Paraty. Dia lindo, mar lisinho e um NEE fraco e variante, que de vez em quando nos propiciava uns 50-60 de angulo de velejada. Saul foi cozinhando uma feijoada, a bordo do Nina II, que comemos "amadrinhados" na Ilha de Paquetá.

 "Amadrinhados" na Ilha de Paquetá (Foto Giovani Dal Grande)

Por volta de 15:00h chegamos a marina no Bracuhy. Agora é só aguardar o inicio do X Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro da ABVC.

Mais imagens aqui e o clip de Paraty aqui.