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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Sonhos Desfeitos?

A grave crise econômica e de governabilidade porque passa o Brasil, resultado de governos populistas, incompetentes e corruptos, também atinge o sonho de muitos cruzeiristas brasileiros. Muitos de nós (Eu inclusive) se planejaram e se prepararam por muito tempo, muitas vezes uma vida toda, para poder, em geral na aposentadoria, realizar o grande sonho de sair por este mundo (mesmo que perto) velejando, curtindo uma vida junto a natureza, conhecendo e relacionando-se com outras pessoas, povos, lugares. 

A inflação e a recessão, com novos impostos e achatamento de rendimentos como os de aposentadorias e de aluguéis, em geral os dois principais pilares econômicos da maioria dos cruzeiristas. Mais a enorme e rápida desvalorização do Real diante do Dólar Americano e do Euro, as duas moedas para quem sai do Brasil, mas que também balizam muitos preços internos. Tudo isto somado tem dificultado a realização do sonho.



Não é diferente para aqueles que já estão "dentro do seu sonho". Como tudo lá fora gira em torno do Dólar ou do Euro ficou muito apertado para quem não tem renda nestas moedas. Os cruzeiristas nacionais que reforçavam o caixa com a realização de passeios e charters também foram duramente atingidos. Como seu público é basicamente de brasileiros eles desapareceram. Os potenciais clientes que ainda podem arcar com os custos estão receosos com a instabilidade econômica e política e estão preferindo aguardar.

Sonhos desfeitos? De jeito nenhum minha gente. Vamos encarar apenas como mais um obstáculo no caminho. Quando o tempo esta ruim devemos aguardar no porto e ter fé que a tempestade vai passar. E depois dela, dizem, vem a bonanza. Será?

domingo, 2 de junho de 2013

Encontro Nacional de Velejadores 2013

Neste feriadão de Corpus Christi, nos dias 30 e 31/05 e 01/06, realizamos o 11º Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro, organizado pela ABVC, nas instalações do ICSC-Veleiros da Ilha, em Jurerê. O tempo ajudou e tivemos um bom evento com palestras, workshops e integração entre os velejadores que participaram.


O local das palestras

Tivemos palestras muito boas, mesclando uma volta ao mundo de jovens surfistas, com Flávio Jardim do Projeto Destino Azul; as expedições da Família Schurmann, com Vilfredo Schurmann falando por duas horas; a epopéia do casal Luiz e Mauriane, do catamaran Cascalho, que trabalhou na Itália por cinco anos para realizar seu sonho; os conhecimentos de meteorologia do velejador e meteorologista Clóvis Levien Côrrea do Ciram/Epagri; as férias na Antártica das filhas do Amyr Klink; a beleza das hidrovias do interior paulista com Paulo Fax e os conhecimentos de Eduardo Moura

Vilfredo Schurmann na sua palestra

Como organizador local tinha duas preocupações: a capacidade limitada das instalações que dispunhamos e a qualidade da alimentação no restaurante da sub-sede. Não houve problemas. Tivemos um número de participações adequado, 90 participantes na média, e a cozinha do restaurante, pelo depoimento de muitos, melhorou e satisfez.

O wokshop Comidas Embarcadas

Na minha avaliação foi um bom evento, principalmente pela qualidade das palestras, mas se fosse começar a organizá-lo agora melhoria uma série de detalhes. Meu agradecimento aos palestrantes Flávio Jardim, Luiz Fernando Silva e Mauriane Conte e Clóvis Levien Côrrea que prontamente atenderam meu convite, aos funcionários do Veleiros da Ilha da  Sede Jurerê e da Gerência de Eventos (Lucas e Fogaça) e a loja náutica Armazém Naval.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Encontro Chegando

Estamos há poucos dias do inicio do nosso Encontro Nacional de Velejadores de Cruzeiro, organizado pela nossa ABVC, na sede oceânica do Veleiros da Ilha, em Jurerê. A coisa começa a apertar e as atividades vão aumentando. Sou o representante da Associação aqui em Floripa e os demais diretores chegam só na quinta-feira, inicio do evento. Então é comigo.

Teremos muitas atividades e palestras interessantes, que podem ser conferidas no site. Ainda dá tempo de participar, bora lá?


Para quem vem de fora, a localização dos principais comércios nas imediações do ICSC

segunda-feira, 26 de março de 2012

Regata Cidade de Florianópolis

As regatas organizadas pelo ICSC vem há algum tempo minguando em numero de participantes. A recente Regata Fortalezas, 1ª etapa da Copa Veleiros de Oceano 2012, teve 15 participantes entre todas as 6 classes em disputa. O último Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, em fevereiro passado, teve 31 inscritos mas na raia os participantes não chegaram a 30 veleiros. Mesmo assim os responsáveis pela vela de competição no clube não se preocupam muito em aumentar o numero de veleiros na raia, dificultando a participação dos velejadores que possuem barcos de cruzeiro, mas gostam de "brincar" em uma regata. Na chamada Classe RGS Cruzeiro quando o veleiro consegue atender as exigências do regulamento, a Comissão Técnica não aprova o mesmo, como acontece com o Tinguá.
 
Diante deste quadro, recentemente alguns cruzeiristas se reuniram e iniciaram as tratativas para a criação de uma nova classe, quando a meu ver o ideal seria uma flexibilização nas regras da RGS Cruzeiro. Apresentada na Reunião de Comandantes  anterior a Regata Cidade de Florianópolis a "idéia" não foi muita bem aceita pela flotilha de veleiros de oceano. Bancada pelo comodoro, convocada de última hora, ainda sem regras e nome estabelecidos, a nova classe, discriminada até pela Comissão de Regatas, colocou 12 veleiros mais outros 13 veleiros de cruzeiristas ainda sem definição de participação na classe, contra os 16 "regatistas" ontem (24/03) na Regata Cidade de Florianópolis, comemorativa aos 286 anos de Florianópolis (completados no dia 23) e válida como 2ª etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano. Pelo menos agora dá para contar que venceu a regata sem esconder o número de veleiros na raia...

Não aceito na RGS Cruzeiro o Tinguá se juntou aos cruzeirista e correu a regata na Passeio como fomos chamados pela Diretoria de Vela. Não foi um passeio, sim uma verdadeira regata só que com dog-house, bimini, enrolador, água no tanque, sem usar balão, tripulação (digamos) light. O trajeto das proximidades do trapiche da Beira Mar Norte até a Sede Oceânica em Jurerê foi feito com vento S, portanto de popa até a Ponta de Jurerê e orça folgada no trecho final, de 14 nós na média, segundo a CR, que começou fraco e terminou beirando os 20 nós.

Tinguá de "asa de pombo" na Baía Norte
 
Travamos um duelo com o Maskote (Delta32), da Kriz Sanz e Artur Junqueira, que no entanto era mais rápido do que nós no vento de popa. Depois de dobrar a Ponta de Jurerê orçando com ventos de 20 nós conseguimos ultrapassá-lo e fomos o Fita Azul dos cruzeiristas. Não esperávamos, mas acabamos premiados com troféu e ainda ganhamos um dos "checões" sorteados entre os participantes da regata, o nosso de 500 reais.

No trecho final as rajadas passaram dos 20 nós
 
Foi bom ver novamente um grande número de velejadores e familiares se confraternizando na Caldeirada de frutos do mar, regada a chopp, oferecida pelo clube na sede de Jurerê.
Hoje, logo depois do almoço, junto com meu filho Gabriel, trouxe o Tinguá de volta a Sede Centro. Pegamos uma chuva de inicio com NE de até 8 nós, depois o dia foi abrindo e a brisa não nunca passou de 5 nós de ENE. Mas com a maré enchendo foi tudo a favor.


Forte de São José da Ponta Grossa (a Ponta de Jurerê) e a chuva

Mais fotos, clip, sumula em www.esportesdomar.com.br.
Vídeo e comentárioda regata pelo Kaikias aqui.