terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Três Dias Curtindo Ganchos

Na sexta-feira (25/01) Jorge e Eu retornamos com o Tinguá para a sub-sede de Jurerê. Havia muito que não fazia este trajeto com vento favorável, um SE/E na faixa dos 14-16 nós. Uma gostosa velejada.

No sábado pela manhã, zarpei para Ganchos com a esposa e os meninos. Com pouquíssimo vento e ondulações de leste, fomos na motorada com pouca ajuda das velas. Pegamos uma poita na sub-sede do IC de Caiobá, no "gancho" de Calheiros, por volta do meio-dia. Clube conveniado com o ICSC que nos recebeu muito bem. No final da tarde chegou o veleiro Isadora, com o Cmdte. Pratts, a esposa e a filhinha Isadora.

Como o tempo permanecia com vento leste e algum mar, permanecemos em Ganchos, curtindo praia, natureza, a vida à bordo. No final da tarde de domingo fizemos um lindo passeio, com os botinhos, pelas reentrâncias de Calheiros, Gancho do Meio e Gancho de Fora, outras duas baías da região. Ficou para a próxima explorar a baía de Gancho de Dentro.

Com previsão de vários dias de chuva a partir da terça-feira resolvemos partir na terça cedo, mesmo com o persistente leste de fôrça 5 e previsão de mar agitado com ondulações de leste, que nos pegaria pelo costado, para Jurerê. Esta última noite, foi com muita chuva e vento, com direito a dois temporais na madrugada. Mesmo assim minha tripulação recusou o oferecimento do amigo Pratts para retornarem por terra com sua esposa e filha, e encararam muito bem as condições nada agradáveis. Saímos às 7:30h e por volta das 10:00h estávamos apoitando no ICSC em Jurerê, depois de enfrentarmos alguns vagalhões com tranqüilos 3 m.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Feiras Náuticas

Esta foi a semana das feiras náuticas em Santa Catarina. Na terça (15) abriu a Náutica Fair em Florianópolis e na quinta (17) o Santa Catarina Boat Show em Bal. Camboriú.

Apesar de saber que estas feiras são quase que exclusivamente voltadas as lanchas, visitei as duas. A Náutica Fair estava decepcionante, pior que a edição do ano passado. Sentiu muito a concorrência do SC Boat Show com todo o poder da revista Náutica. A destacar apenas um Skipper30, com casco azul, o Best Fellow, que está sendo entregue ao amigo Leonardo Deboni e será o quarto no ICSC.


Hoje visitei o SC Boat Show, na Marina Tedesco em Bal. Camboriú (foto), que apesar de primeira edição e relativamente pequeno tem cara de feira naútica, com trapiche, embarcações na água para test-drive e um mix melhor de expositores e atrações. De vela apenas a Delta Yachts com seu conhecido e bem construido Delta 36.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Fim-de-Semana no Magalhães

Para os que não conhecem, Magalhães é o nome do canto sul da Baía da Armação da Piedade, município de Gov. Celso Ramos (que prefiro chamar pelo nome antigo Ganchos), na região da Grande Florianópolis. Alí forma-se um istmo, sendo Magalhães o lado interno à baia (protegido dos ventos do quadrante Sul) e a Baía dos Golfinhos o lado externo. Passa-se de uma praia para a outra com uma caminhada de não mais de 500 metros. Foi alí que passamos o final de semana à bordo do Tinguá, curtindo praia, mar, uma comidinha...

Saímos da poita do ICSC em Jurerê, na manhã de sábado com vento sul em torno dos 20 nós, chegando aos 25 nas rajadas, mas com mar baixo. Voltamos no domingo, mais cedo, para escapar do Sul forte que estava previsto, já que íamos retornar à séde Centro e não seria nada agradável "descer" a Baía Norte com mais de 20 nós de Sul "na cara". Foi a conta, já próximo ao destino "êle" veio já beirando os 20 nós.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Curtindo o Tinguá

Com quase um ano de idade o Tinguá incorporou sua vocação cruzeirista. Aliás, ele foi construído com essa prioridade. Na quinta-feira (27/12) "subi" sozinho com ele para a sub-sede Jurerê, para variar com vento e marés contra (NE). Vamos ficar por lá, numa poita, por uns 10 dias.
Na sexta a tarde velejamos, em ritmo relaxado, pelas baías de Jurerê e Armação. Estávamos Jorge, seu filho Leonardo, meu irmão Dudu (Carlos Eduardo) e Eu. No final da tarde armou uma trovoada, mas conseguimos driblá-la.

No sábado de manhã saí com a esposa e os dois filhos pequenos (Gabriel e Rafael) para passar o final de semana. A idéia era ir para a Praia da Tainha, na ponta de Mariscal, mas o mar um pouco mexido e o NE já crescendo bastante, nos fizeram ir para a Praia do Tinguá novamente. Churrasquinho a bordo, praia, frescobol com a esposa, brincadeiras com bola com os meninos, pescaria no botinho...Ao meio-dia tivemos a visita da minha filha Patrícia com o genro Leonardo, na lancha do sogro, com mais umas amigas italianas.

No final da tarde foram chegando vários veleiros conhecidos (Vento Solar, Vendaval, Zeus, Noa Noa II, Talismã, Bandoleiro, Chefia...) de modo que onze pernoitaram no Tinguá. Mais alguns na baía da vila de Armação da Piedade e na Fazenda da Armação.

Retornamos no início da tarde de domingo, antes da trovoada da tarde, numa gostosa velejada de través, só de genoa, com NE de 11-14 nós e 6 nós de média.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Fim-de-Semana no Tinguá

Na sexta (21) choveu, mas no sábado de manhã zarpamos do Veleiros da Ilha para finalmente passarmos o primeiro fim-de-semana completo, com minha esposa e os meninos, a bordo, e na praia do Tinguá, origem do seu nome. O dia estava maravilhoso com vento NE crescendo dos 6-7 nós iniciais para os 17-19 no final do trajeto. Fomos de genoa e motor, fazendo em torno de 6 nós. O Tinguá em sua "versão cruzeiro" com dogger, toldo, enrolador, carregado de diesel, água, mantimentos, churrasqueira, mesa de cockpit, botinho e motor, e tudo o mais necessário para cruzeirar.
Lá chegando, almoçamos um espaguetti feito pela "chef" Kati, descansamos esperando o sol baixar e, depois das quatro, pegamos o botinho e fomos curtir a maravilhosa prainha do Tinguá. Apesar do sábado de temporada (havia umas vinte lanchas e quatro veleiros) estava bem tranquilo. A noite foi outra maravilha com águas tranquilas, temperatura amena e uma espetacular lua cheia.

No domingo mais um dia lindo de sol, fomos cedo para a praia, retornando ao barco depois das onze horas. Recebemos então a visita da lancha Nega III (Phantom 290) do amigo Ademar Nienkotter, sogro da minha filha Patrícia, com meu genro e alguns amigos a bordo. Depois do peixinho frito e camarão à milanesa e algumas biritas, eles foram embora e o comandante foi tirar uma sesta. No final de tarde, retornamos ao Veleiros da Ilha numa velejada de popa, pois o vento continuava NE, com uns 11-12 nós.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Tripulantes do Tinguá

Neste ano de 2007 o Tinguá disputou todas as oito etapas da Copa Veleiros de Oceano (as três primeiras na RGS A e as demais na ORC Club), a regata Ele e Ela da Copa Flotilha de Oceano e a 34ª Semana de Vela de Ilhabela (na classe ORC Club 670). Foi um excelente aprendizado para nós, Jorge e Eu, comandantes, acredito que também para a maioria dos tripulantes. Neste post apresentamos os amigos que tripularam o Tinguá conosco.



Érico Athayde Couto Júnior, cuida das escotas da genoa e balão, auxilia na trimagem das velas e na navegação. Desde de 2006 veleja comigo no Mutley (Bruma19) nas regatas de mini-oceano. Só não participou da Regata Itajaí.
Sebastião Pratts Júnior, proeiro, também trimmer e responsável pelas escotas da genoa. É o nosso marinheiro, sempre disposto. Não participou das regatas Família Back e Itajaí, também não foi à Ilhabela.
Marco Antônio Duarte Rodrigues (Marcão) (39), segundo homem da proa. Participou de todas as regatas a partir da Semana de Vela de Ilhabela.
Luiz Carlos Poyer (Polaco) (50), amigo e conterrâneo meu e do Jorge, ingressou na tripulação após o retorno de Ilhabela. Sem experiência com vela, começou só com escora e a cada regata vai assumindo outras atividades. Raphael Barp Garcia (27), proeiro na Regata Lineares e na Semana de Vela de Ilhabela. Bruno Negri (18), timoneou nas três primeiras regatas do ano e em Ilhabela. Claci Carvalho Salles (45), minha esposa, tripulou na Regata Ele & Ela da Copa Flotilha, onde tivemos excelente desempenho. Tivemos ainda, com uma única participação, os amigos Henrique de Vasconcellos Back (17) que fez proa e timão na Regata Família Back, o francês Laurent Schmidt na Regata Bal. Camboriú, Alexandre de Carlos Back grande velejador que timoneou na Regata Itajaí e Cristiano Wuerzius na Regata Volta a Ilha. Sem esquecer da nossa querida tripulante mirim na Semana de Ilhabela Luiza Vanzetto (15).
À todos nossos agradecimentos e nossa satisfação em poder ter desfrutado de suas companhias. Ano que vem tem mais.
(Fotos de Claci Salles (grupo), Cristiano Wuerzius e Jorge Calliari).

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Volta a Ilha Volver !

A XXXIX Regata Volta a Ilha era a primeira do Tinguá e de quatro de seus seis tripulantes, mas não durou muito. Partimos muito bem às 10:05 do dia 08/12, tendo na tripulação Eu, Érico Couto Jr., Marco Antônio Duarte Rodrigues, Luiz Carlos Poyer, Sebastião Pratts Jr. e Cristiano Wuerzius, em substituição ao co-proprietário Jorge Calliari. Cristiano, vinte e poucos anos, com experiência em monotipos, foi uma indicação do Raphael Garcia, nosso proeiro em Ilhabela.



Escolhi uma rota de risco, aproveitando o calado de 1,55 m do Tinguá, detalhadamente estudada na noite anterior e plotada nas cartas digitais do programa CCD Gold, em nosso GPS. Íamos descer a Baía Sul da Ilha de Santa Catarina pela margem esquerda, região de muitos baixios, ainda mais com a maré "torrada" na largada da regata, o que deveria nos dar uma boa vantagem ao chegarmos a Barra Sul.


Como disse, largamos bem de balão, com vento N-NW na faixa dos 8-10 nós. Nesta edição fomos os únicos a optar por este trajeto. Ao chegarmos próximo a ponta da Caiacanguçu, já percoridas 9,5 mn e vencidos alguns baixios, o vento já rondado para NE começou a crescer bastante e acelerar nas encostas dos morros da região. Passamos lambendo a ponta, pegando o canalete ali existente com uma profundidade de 5-7 m. Em seguida nos deparamos com uma chata, do pessoal que está passando um cabo submarino de energia elétrica, fundeada bem no canalete. Aquela altura estava muito difícil de controlar o barco, que ameaçava atravessar o tempo todo. Optei deixar a chata por boreste a uma distância maior, por segurança. Érico que vinha acompanhando nosso progresso no GPS, precisou deixá-lo para ajudar o Júnior nas escotas do balão. Uma quase atravessada, a mais de 8 nós, para BB e...encalhamos! No canalete as margens são como degraus, a diminuição da profundidade é abrupta. Tentamos, tentamos mas só conseguimos nos safar utilizando o motor e aí foi-se a regata para nós. Meia volta volver...


Só nos restou retornar decepcionados ao clube, estávamos em terceiro lugar,só atrás dos "grandões" Catuana Kim e Mano's Champ. Mas ainda tinha mais. Estávamos motorando para sair dos baixios e acabou o diesel. Abastecemos com o camburão, mas entrou ar no sistema. Enquanto eu tentava tirar o ar e fazer o motor funcionar, os tripulantes no cockpit tocavam o barco só com a mestra. Como dá para ver no log na figura acima, encalhamos novamente, e agora sem motor. Era azar demais...então lembrei-me que o Cristiano chegou no barco com uma penca de bananas. Nunca acreditei nestas superstições, mas por via das dúvidas não embarco banana. Imediatamente, joquei as bananas ao mar e, em seguida, conseguimos desencalhar o Tinguá. Voltamos numa gostosa velejada de contra-vento, com um "nordestão" que chegava aos 30 nós.
A culpa foi das bananas....
(Fotos de Kriz Sanz do http://www.esportesdomar.com.br/)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Está Chegando a Hora

Faltam só dois dias para a XXXIX Regata Volta a Ilha, oitava e última etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, a mais tradicional e desafiadora regata de Santa Catarina, realizada pelo ICSC e FCVO. De nossa parte não fizemos muito. Apenas o básico, como em todas as regatas, que é a retirada da genoa de enrolar e do "tambor" do enrolador, do dog-house, posicionamento da âncora junto ao pé do mastro (conforme certificado ORC Club), retirada de materiais diversos de cruzeirar, diminuição da água nos tanques, abastecimento do barco de alimentos e água potável.

A única dificuldade está em encontrar um tripulante para substituir o Jorge que estará viajando. Como aumenta muito o número de veleiros participantes a disponibilidade de tripulantes é escasssa.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Problema Resolvido ?

Num post anterior (07/09/07) relatei um problema de vazamento de água no interior do Tinguá. Achávamos que tínhamos resolvido o problema, com a calafetação das duas tampas de inspeção do tanque de água de proa. Na real só agora, no feriado de 15 de novembro é que testamos a calafetação do tanque de proa. Apareceu água nas cavernas novamente e numa boa quantidade. Não tinha como ser vazamento pelas tampas de inspeção tal quantidade de água. Os Skipper30 possuem dois tanques de água doce. Um em aço inox de 80 litros sob o sofá de bombordo e um segundo de 150 litros sob a cama de proa, em fibra de vidro.

No seco enchemos os tanques até a boca e verificamos que não havia nenhum vazamento junto as tampas de inspeção. Dei um soco em cima do tanque e jorrou água. Pronto, finalmente estava descoberto a origem do problema: como se vê na foto, simplesmente o estaleiro não "fibrou" a junção da parte de cima com o restante do tanque!

Povidenciamos o conserto e um reforço geral de todo o tanque, bem como a união do quebra-onda com a parte superior do tanque, visando dar-lhe maior rigidez, já que o mesmo é muito frágil.

Bem, é mais um "defeito de fabricação" resolvido. Já dá para encher um caderno com todos êles...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

NautiCapri 2007

Já está virando "sina". Todo feriadão nos preparamos e o clima não coopera. Neste não foi diferente. Pior, hoje (segunda-feira) amanheceu um dia espetacular, com mar baixo e vento na faixa dos 6-8 nós. Restou trazer o barco da sub-séde de Jurerê para o Centro. Fiz isto à tarde, na companhia de meu sobrinho Tassinho. Mesmo com o vento contra, Sul de 10-12 nós, fizemos uma velejada gostosa até o Mangrulho (cerca de 3 mn do clube). O vento já estava nos 15-16 nós mas conseguíamos uma proa quase na Ponte Hercílio Luz, coisa de uns 15º fora. Aí o vento rondou uns 30º para Oeste e aumentou para a casa dos 20 nós, nos obrigando a muitas cambadas até cruzar as pontes.

Voltando ao feriado. Na quinta (15/11) amanheceu com um forte vento Sul. Velejar com a família nem pensar. Então pegamos o carro e fomos até São Chico conferir a NautiCapri, no Capri Iate Clube. Fiz contato com a Weg Tintas atrás da prometida "envenenada" branca, encontramos o casal Eneida e Marçal Ceccon (minha esposa adquiriu o livro sobre cozinha à bordo da Eneida), contatos com o Gunther Weber e o Jaime da ILS, mostrei o RO400 e a Phantom500HT para minha esposa e os meninos...Pena que desta vez não sobrou tempo para uma nova visita ao Museu Nacional do Mar.

Na sexta ainda deu para dar uma velejada em Jurererê-Canasvieiras-Ponta das Canas com o Jorge. Mas, sábado e domingo foi de muita chuva.

Antes do feriado chegou mais um Skipper30 no ICSC, o novo Cobra D'Água do John.

domingo, 11 de novembro de 2007

Regata Mormaii

Ontem (10/11) disputamos a Regata Mormaii válida pela 7ª Etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano. Com largada às 11:00h entre o Mangrulho e as Ilhas de Ratones e seguindo até a Ilha do Mata Fome, na ponta sul da Praia dos Ingleses, retornando a sub-sede de Jurerê do ICSC, num total de 27,7 mn.


Pela primeira vez repetimos a tripulação, a mesma da Regata Balneário Camboriú, isto é Jorge, Eu, Érico, Marcão, Polaco e Júnior. Largamos bem, sem nenhum problema, com vento Norte fraco, abaixo dos 6 nós. Enquanto teve algum vento estávamos muito bem posicionados na regata. Só que com menos de uma hora de prova o vento acabou e aí foi "loteria" durante quase quatro horas "boiando" em frente à praia da Daniela, ainda na Baía Norte. Presenciei algo inédito para mim, enquanto o Catuana Kim, maior e mais rápido barco da flotilha, conseguia chegar a ponta de Jurerê antes do vento acabar e seguir com vento Norte, nós, os outros barcos da ORC e da RGS A, assistíamos sem vento algum os veleiros mais lentos vindo em nossa direção com vento Sul e balões em cima. Preparamos os balões e nada de o vento chegar. O pessoal nos alcançou e o vento acabou para eles também. Até que (nos pareceu uma eternidade ainda mais com o forte sol), o vento chegou, do Sul, e foi como uma nova largada. Chegamos na bóia em frente à sub-sede de Jurerê, que deveria ser contornada por bombordo, logo após às 16:00 h e desistimos de prosseguir, apesar de o vento começar a aumentar e firmar. Foram mais de cinco horas para percorrer um terço do percurso e a motivação da tripulação estava em zero.

Deixamos o barco em Jurerê com o intuito de aproveitar o feriadão de 15 de novembro na região.

Na quinta-feira, antes da regata, entrei em contacto com o Alfredo Larrondo, do Club de Cartas Digitales, da Argentina, para adquirir o software de navegação CCD Gold pois a nossa licença de teste havia expirado em outubro. Num processo super rápido, adquirimos as regiões 2 e 3 (abrangem do Chuí à Macaé) e na sexta já estávamos com a última versão instalada, pronta para utilizá-la na regata.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Chuva, chuva, chuva...

Feriadão, o Tinguá pronto e...chuva, chuva, e mais chuva. Chove desde a madrugada e a meteo rologia está prevendo tempo instável para amanhã ainda. Abre no domingo, mas à tarde chega uma frente fria com ventos fortes. Parece que velejar não vai ser o programa do feriadão...
A boa notícia dos últimos dias foi a excelente participação do Eduardo Zanella, na Regata Santos-Rio na classe Solitário. Eduardo venceu a categoria para barcos até 34 pés, sendo o único a completar a prova, com o valente Guga Buy, a bordo do qual, com o Eduardo e seu pai, participei de memoráveis navegadas (vide os primeiros posts).

Tempo de chuva aproveitei para ler um pouco das andanças dos amigos Júnior, a bordo de seu Gosto D'Água no Projeto Navegar é Preciso (http://www.gostodagua.com.br/) , e Marcelo "Gusmão" Reitz, a bordo do Moleque no Projeto Rota Norte (http://www.marcelogusmao.com.br/).

domingo, 21 de outubro de 2007

Encerrada Temporada de Mini-Oceano

Ontem (20/10) foram encerrados os campeonatos de mini-oceano com duas regatas na Lagoa da Conceição. A primeira valendo pela 2ª etapa do Campeonato Estadual e a segunda regata valendo como 3ª etapa do Estadual e 8ª e última etapa da II Copa CASAN/AVELISC de Mini-Oceano. Na classe Bruma19, nós do Mutley precisávamos chegar à frente do Pinduca, do Christian Frentzen, para vencermos os dois campeonatos. Mesmo em recuperação de uma forte gripe, que me derrubou por dois dias e impediu que treinássemos com o novo proeiro, fomos para a raia. Aliás, proeiro que soubesse manobrar vela balão foi nosso grande problema neste ano. Tivemos nossas chances de vitória, na 6ª e 7ª etapas, reduzidas pela falta de um na primeira e por utilizar um improvisado na outra. Para resolver o problema trouxemos o proeiro oficial do Tinguá, Júnior Pratts, que no entanto não conhecia o barco.

As regatas foram disputadas com vento, na maior parte do tempo, de NE que foi crescendo durante o dia de cerca de 11 nós até próximo aos 20 nós. Apesar do mau início, nos recuperamos e vencemos a primeira regata com boa folga para o Pinduca. Infelizmente, na segunda quebramos um dos suportes do leme do Mutley e tivemos que abandonar, facilitando a vitória do Pinduca, que assim conquistou os dois campeonatos. Neste ano tivemos que nos contentar com os dois vice.
(Foto de Kriz Sanz do site http://www.esportesdomar.com.br)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Retorno de Itajaí

Se a regata foi de contra-vento, o retorno no dia seguinte também seria. A previsão, que se confirmou, era da entrada de uma frente fria na manhã de domingo com fortes ventos do quadrante sul. Assim, programamos deixar o Tinguá numa das poitas, gentilmente cedidas pela ANI, no Saco da Fazenda. Aliás, velejando na região de Itajaí o Saco da Fazenda é uma excelente opção de ancoradouro seguro, com calado mínimo de pouco mais de 2m e todo o apoio do pessoal da ANI. Se alguém precisar dos waypoints é só me contactar.

Na sexta-feira 12, feriado do Dia das Crianças, Jorge e Eu fomos para Itajaí para buscar o Tinguá. Com previsão de vento nordeste, na faixa dos 10-12 nós, soltamos da bóia somente às 14:20h, depois de preparar o Tinguá instalando enrolador e genoa de enrolar, dog-house, toldo, etc.


Após uma calmaria logo na saída da barra de Itajaí, fizemos uma navegada tranquila com ventos favoráveis na faixa dos 6-10 nós. Somente na chegada, a menos de 5 mn de casa, já passadas as Ilhas de Ratones na Baía Norte, o NE cesceu muito, passando dos 20 nós. Chegamos às 22:00 h na séde do ICSC. Na hora certa, pois o vento continuou crescendo, chegando a rajadas próxima aos 40 nós, lá pelas 23:00h.
(Foto de Kriz Sanz do site http://www.esportesdomar.com.br)

domingo, 7 de outubro de 2007

Regata Itajaí

Ontem (06/10) disputamos a 6ª etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, a Regata Itajaí, com saída de Jurerê e chegada entre a Ponta de Cabeçudas e a Barra do Rio Itajaí, com 33,4 mn.
Estou começando a acreditar que o maior problema de um comandante de veleiro de oceano é formar uma tripulação. Mais uma vez não conseguimos repetir a mesma formação. Desta vez nosso atual proeiro Júnior Pratts não pode participar. Após muitas tentativas de substituição, na noite anterior Alexandre Back, um de nossos melhores velejadores e comandante do Mano's III, que já havia nos solicitado uma oportunidade de timonear o Tinguá, já que pretende trocar de barco e o Skipper30 é uma opção potencial, confirmou sua participação. E foi providencial, pois Érico com problemas de saúde acabou desfalcando a tripulação na última hora. Assim fomos em cinco (Jorge, Eu, Marcão, Polaco que retornou e Back) e com funções trocadas, o que causou muitos desentrosamentos nas primeiras manobras.

A previsão era de contra-vento, isto é, ventos do quadrante norte, como foi a semana toda, só que com intensidade mais amena, na faixa dos 12-15 nós. Deste modo ficamos no grupo que optou por velejar mais próximo à terra, para fugir da considerável corrente contrária. Mas, previsão é previsão, e o vento mesmo se mantendo no quadrante norte, com rondadas à oeste e leste, teve intensidade menor e, pior, uma calmaria na altura das praias ao sul de Camboriú, que "acabou" com a nossa regata, que até alí era para 2º ou 3º lugar. Acabamos em sexto na ORC Clube. O final da regata foi "terrível" com ventos fracos e nova calmaria já bem próximo da linha de chegada. Acabou até atrapalhando a premiação que seria na Marejada, tradicional festa portuguesa da cidade de Itajaí, que teve de ser adiada devido a demora na chegada dos últimos barcos.

Cabe ressaltar aquí o trabalho do Vilmar Braz e sua esposa, com "sua" ANI (Associação Náutica de Itajaí), entusiastas que conseguem viabilizar esta regata pela quarta vez. O pessoal da ANI deu todo apoio na atracação no Saco da Fazenda, onde tem sua séde, e na guarda dos veleiros que lá permaneceram esperando melhores condições de tempo para retornarem, como foi o caso do Tinguá.
(Foto de Kriz Sanz do site http://www.esportesdomar.com.br)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Retorno de Camboriú


Aproveitando que o vento era do quadrante sul, mas fraco, Jorge e Eu saímos do Pier 17, no Rio Camboriú, às 8:45 h de domingo, rumo à Floripa.

Entrar e sair na barra do Rio Camboriú, a Barra Sul em Balneário Camboriú, está muito tranquilo. Foi concluida a construção do molhe de proteção, detonadas algumas pedras e sinalizado o canal. O calado mínimo, na maré baixa, é de 2 m. Plotei novos pontos no nosso GPS, agora "in loco".

Fizemos uma navegada de retorno muito tranquila até o canal norte da Ilha de Santa Catarina. Vento S-SE de fôrça 2-3 a maior parte do tempo. Por cerca de uma hora, na altura de Bombas-Bombinhas soprou mais forte, com fôrça quatro. Só, logo após adentrar o canal norte foi que encaramos um "sulzão" de cara com força 6 e mar com bastante marolas. Mas, o Tinguá enfrentou muito bem com o grande em cima e a proa num ângulo de 30º com o vento. Chegamos ao Veleiros da Ilha às 17:00h.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Regata Balneário Camboriú



Neste sábado 15, disputamos a Regata Balneário Camboriú, válida pela 4ª etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano. Com saída em frente a praia de Jurerê e chegada próxima à Ilha das Cabras em Bal. Camboriú, numa distância de 30,5 mn.

Com vento SW fraco largamos fazendo um "soutian" no balão, por conta da falta de entrosamento da tripulação. Que aliás, desta vez era composta por mim no timão, Jorge na secretaria, Júnior Pratts na proa, Érico Couto nas escotas da genoa e na de sotavento do balão, Marco Antônio ajudando a proa e, subsituindo o Poyer, nosso convidado Laurent, francês radicado no Rio e proprietário de um Delta 32. Depois "engrenamos" e andamos muito bem, sempre arribando um pouco, até acabar o vento completamente, quando estávamos entre os primeiros da regata. O vento retornou com fôrça 4 de NE rodando para E até as proximidades da Ilha do Amendoim. Daí em diante foi aragem, entre 3 e 5 nós, já de SE. Tivemos alguns erros táticos no trecho com mais vento e fomos ultrapassados por muitos barcos. Recuperamos parte no trecho final, lamentando que o vento não tivesse uns 4-5 nós a mais. Cruzamos a linha com 06:38:48h, em 4º na classe ORC Club e, pela primeira vez, na frente de todos os barcos da RGS.

Nesta regata aprendemos que o barco desempenha muito melhor andando um pouco arribado no contra-vento e encontramos melhor distribuição do peso da tripulação.

(Foto de Kriz Sanz de www.esportesdomar.com.br onde há muitas outras fotos da regata)

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Erro na Medição ORC e Problema Resolvido

Dias atrás fomos alertados pelo Maurano, do estaleiro Skipper, que a nossa medição ORC Club estava com o PIPA igual a zero, isto é, como se o Tinguá não tivesse motor e rabeta com hélice. Um erro imperdoável da ABVO, que denota falta de cuidado na emissão dos certificados de medição, que eles imputaram ao sistema...

Pagamos o preço da iniciação e do pouco conhecimento das regras da ORC Club. Tentamos nos prever contra isso, contratando um profissional com conhecimento para analisar nosso certificado. Aconteceu que a medição que era para ter saído até 20 de junho só nos foi enviada na noite de 30 de junho. (Atraso que nos prejudicou inclusive na disputa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, pois tivemos que disputar a 3ª etapa em 22 e 23/06 ainda na classe RGS. Sendo que as duas primeiras etapas seriam os nossos dois descartes previstos no regulamento.) O profissional em questão partiu, na manhã do dia 1º de julho, numa travessia cumprindo outros compromissos, de modo que não conseguimos ter a tal análise antes da participação em Ilhabela. Na volta de Ilhabela relaxamos, e quando o Maurano nos avisou recém havíamos entregado o certificado à ele para a tal análise.

Uma boa notícia foi a solução do acumulo de água embaixo das pias da cozinha, após cada velejada. Descobrimos tratar-se de água que vazou do tanque da proa, que tem duas tampas de inspeção, que não foram vedadas, e foi para as cavernas, da onde saía aos poucos quando o barco adernava. Com uma bomba e utilizando o furo por onde passa a mangueira da bomba de porão, esgotamos toda a água e o problema se resolveu. Falta agora testar o tanque de proa com a calafetação executada.

domingo, 26 de agosto de 2007

Olha o Tinguá na Náutica

Na última edição da Revista Náutica (nº 228), na reportagem sobre a Semana de Vela de Ilhabela saiu a foto ao lado do Tinguá, durante a disputa de uma das regatas barla-sota, na classe ORC Club 670.

Eu e o Tinguá também fomos citados no texto da reportagem: ""Essa ilha merece o nome que tem", atestava Luiz Beltrão, comandante do Tinguá, da classe ORC 670, que foi velejando de Florianópolis até Ilhabela só para participar do evento, ao lado de outros 11 barcos....".

O Tinguá também aparece na foto aérea de duas páginas, na abertura da reportagem sobre a semana de vela, na edição de agosto da revista do Yacht Club de Ilhabela.


Ilhabela e sua semana de vela são fantásticas. Ano que vem pretendemos estar lá novamente.

(Mais fotos da participação do Tinguá em Ilhabela em http://www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/34svilhabela)

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Regata Baía Norte


No sábado (04/08) o Tinguá disputou a Regata Baía Norte, 4ª etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, na raia da Baía Norte, em Florianópolis, com cerca de 18 mn. O dia estava fechado com neblina e o vento fraco de quadrante norte, mudou para Sul de fôrça 5-6, não sem antes passar por uma calmaria.
Iniciamos uma "nova fase", agora mais "light" em termos de regatas. As experiências da participação numa classe competitiva como a ORC 670 em Ilhabela, com as medições, tanto RGS como ORC Club, a construção do barco voltada para cruzeiro, nos fizeram repensar nossa participação em regatas. Vamos continuar a participar, sim, mas sem "stress", como curtição e com uma tripulação de amigos. E Jorge e Eu é que vamos timonear o Tinguá.


Nesta regata nosso marinheiro Júnior Pratts voltou a fazer a proa e nosso grande amigo Luiz Carlos Poyer, o Polaco, sem experiência com vela, estreou na tripulação. Naturalmente, estes fatos influiram no nosso desempenho que começou ruim, inclusive largando atrasados, e melhorou na parte final, depois de o vento mudar para o quadrante Sul e crescer de intensidade. O resultado foi um 6º lugar na nossa primeira regata na ORC Club aqui em Florianópolis.
(Foto de Kriz Sanz de http://www.esportesdomar.com.br/)