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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Regata Velas Latinoamerica 2014

De quatro em quatro anos as marinhas nacionais dos países latinoamericanos organizam a Regata Velas Latinoamerica com a participação de seus navios veleiros. Neste 2014 a regata inicia-se no próximo dia 16/02 em Itajaí (SC) seguindo em direção a Punta del Este, com várias escalas os participantes contornarão o Cabo Horn, subirão a costa oeste da América do Sul, atravessarão o Canal do Panamá, passarão pelo Caribe até o encerramento em 23/06/14 na cidade de Vera Cruz, no México.


 Em cada uma das 14 escalas os seis veleiros participantes desta edição passam alguns dias quando são realizados eventos para o público. Assim na última treça feira (11/02) houve um desfile naval pela orla de Itajaí e Balneário Camboriú e de 12 a 15/02 os veleiros ficaram em exposição no Porto de Itajaí.

Os veleiros no pier, vistos do Cisne Branco

Na quinta (13/02) fui com meus dois filhos até lá para conhecer esses lindos veleiros. É verdade que já havia conhecido o nosso Cisne Branco em Fernando de Noronha, quando da Refeno de 2008. Mas valeu outra visita, mesmo que desta vez não foi possível passear pelo seu interior.
 
 O Cisne Branco, primeiro da fila

A imagem destes imponentes barcos atracados no pier é realmente um show. O que mais me agradou foi o Esmeralda da Armada Chilena, com seus quatro mastros. Além destes dois participam o Libertad da Argentina, o Glória da Colômbia, ambos também espetaculares, o Guayas do Equador e o venezuelano Simon Bolivar.

O imponente Esmeralda da Armada do Chile

Guayas, do Equador, e ARA Libertad, da Argentina
Mais imagens aqui.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Uma Regata Pesada

Neste último sábado (12/05) voltei a disputar uma regata de minioceano com o Mutley, o meu Bruma19. Foi a 3ª etapa do Campeonato Catarinense, disputada na Lagoa da Conceição, organizada pela Avelisc com supervisão da FEISC. As previsões se confirmaram e tivemos fortes ventos do quadrante Sul.

Na disputa com o O'Day23 Jah

Eu e o amigo e parceiro de muitas regatas Érico Couto Jr. tivemos uma regata pesada. Largamos bem com vento de uns 15 nós para o percurso em triângulo olímpico com mais duas pernas de barla e uma de sota. O vento já era bastante para o Bruminha mas optamos por não rizar a vela grande e utilizamos a genoa 3, ambas de Prolam. O vento só cresceu e na segunda metade da disputada rondava os 20 nós, com rajadas na casa dos 23-25 nós. Em terra houve quem tenha medido até 29 nós! Para um veleirão de 12m pode ser até tranquilo, mas no Mutley com seus 5,5 m era como domar um cavalo chucro, especialmente nas pernas de contra vento. Houve capotagem, velas rasgadas, quilhas à mostra, tripulante na água...Mas nos saímos muito bem, até andando na frente de O'Days 23 e Bruma22. Na última perna, um contra vento, a cinta que segura o sistema da esteira na retranca correu, nos deixando sem condições de trimar a grande. Perdemos algumas posições, mas não o primeiro lugar da classe Bruma19.

Mais imagens em www.esportesdomar.com.br e clip aqui.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Volta À Ilha Rapidinha

Neste sábado aconteceu a 43ª edição da Regata Volta à Ilha de Santa Catarina, promovida pelo ICSC-VI, a maior e mais tradicional prova da vela de oceano do estado. Em cerca de 70 mn circunda a Ilha de Santa Catarina no sentido contrário aos ponteiros do relógio. Neste ano com ventos S e SE o veleiro Manos Champ bateu o recorde da prova, que era do Catuana Kim (Thor12.5) desde 2003, com o tempo total de 08:43:10h.

Participei na tripulação do veleiro Revanche (Fast345), do Cmte. Celso Farias, completando a regata em 11:15:04h. Foi a melhor das minhas poucas Volta à Ilha, pela primeira vez com vento sul, numa velejada muito gostosa. Aliás, todos os tripulantes que chegavam ao clube após completar a regata eram só sorriso e satisfação. Minhas outras participações foram sofridas, com a interminável "subida" da costa leste contra o  nordestão, o mar e a corrente. 

 No inicio da regata fazendo escora

Largamos às 10:05h com vento S de 8-10 nós que a medida que "descíamos" a Baía Sul ia aumentando até os 16-18 nós. Fizemos peeling da genoa para 10 minutos depois retornar a genoa 1 com a diminuição do vento. Saímos na Barra Sul às 13:20h com o vento voltando a subir e na altura da Praia dos Açores subimos a vela balão num quase través. Até contornarmos a ponta Sul da Ilha de Santa Catarina às 13:50h a velejada foi tensa pela intensidade do vento, o mar mais mexido devido ao costão e as rajadas provocadas pelo embate das Ilhas Três Irmãs. Subimos a costa leste com média de mais de 8 nós e surfadas de mais de 10 até o vento baixar para 12-13 nós em frente a Praia do Santinho. Descemos o balão ao cruzarmos a Ponta do Rapa (o ponto mais ao norte da ilha) e seguimos velejando de través até entrarmos na Baía Norte para o último trecho, em contra-vento. Cruzamos a linha às 21:15h.

 Em frente a Praia do Forte, já na Baía Norte

Fotos e clip em www.esportesdomar.com.br.

domingo, 10 de julho de 2011

RISW2011 - Velejando

A partir da quarta-feira (06/07) as coisas começaram a melhorar na disputa da Semana de Vela de Ilhabela (RISW2011) com a realização da Regata Média para a classe BRA-RGS com ventos de 12-15 nós SSE, no Canal de São Sebastião, quando tiramos terceiro lugar com o Revanche (Fast345). Na quinta e na sexta-feiras foram disputadas duas regatas barla sota por dia, a primeira do dia com 6 pernas e a outra com 5 pernas, com média de 1.3 mn por perna, com ventos S e SE. Tivemos altos e baixos com um nono, um sexto, um quarto e um oitavo. Sempre os melhores resultados com ventos mais fortes. Na última regata da sexta-feira, pela primeira vez velejávamos na frente do Borimbora (Delta32), que acabou campeão da nossa divisão B da RGS, até que na última perna demos o bordo para o continente e ele para a ilha. Resultado, cruzamos a linha cinco minutos depois dele e de um segundo garantido acabamos em oitavo. Paulinho nosso timoneiro sempre fez largadas exepcionais, mas na última regata, disputada no sábado (09/07), ficamos sem espaço e para não colidir no barco da Comissão de Regatas tivemos de fazer um 360, largando bem atrasados. O vento já era NE com 11-14 nós e conseguimos recuperar muitas posições para terminarmos em mais um nono lugar. Concluimos o campeonato em sétimo lugar, perdendo o sexto no critério de desempate.

Os 12 S40 no pier do YCI
 
O Revanche, que já foi campeão em Ilhabela em 2008 nesta mesma classe, sofreu várias alterações visando baixar seu rating, uma vez que as recentes alterações na regra de medição BRA-RGS penalizaram-no bastante. A principal foi a substituição das velas de Kevlar por velas de Dacron, com genoa de enrolar. O veleiro perdeu muita capacidade de orçar contra o vento, sua maior qualidade. Assim só conseguimos ser competitivos quando o vento era mais forte.

O Quadro de Resultados sempre muito consultado
 
A semana em Ilhabela foi muito fria. Somente na sexta-feira o sol voltou esquentando um pouco, ao menos durante o dia, e enchendo a cidade para o final de semana. Nesta mesma sexta rolou o tradicional churrasco da flotilha catarinense em Ilhabela. No sábado à noite mesmo peguei o ônibus para o Bracuhy, chegando no Tinguá por volta das três horas, onde o Jorge já estava para aproveitarmos o final de semana na região.

A confraternização após cada dia de regatas
 
É sempre muito bom participar da semana de vela em Ilhabela, uma cidade que adoro, e foi muito prazeroso fazer parte da tripulação do Revanche. Agradeço a oportunidade ao Cmte. Celso Faria e seu filho Thiago, bem como aos demais companheiros: Paulo Linhares, Alexandre Meinecke, Fabrício Moro e Luciano Pacheco.

A tripulação do Revanche (Luciano atrás da câmera)

domingo, 15 de junho de 2008

Regatas Lineares

Disputamos ontem (14/06) e hoje as Regatas Lineares, válidas pela Copa Veleiros de Oceano, disputadas em formato barla-sota em 5 pernas de 1,5 mn, na Baía Sul em frente a São José. Foram dois dias de ventos força 5, só que N-NE no sábado e S hoje.












As regatas foram um teste e um inicio de entrosamento para a nossa tripulação que irá a Ilhabela. Assim estreiavam no Tinguá o Guto e o Ricardo, sendo que o Polaco por estar viajando foi substituído pelo Érico que não irá a RISW. Na regata de hoje o Jorge doente foi substituído, de última hora, pelo Anton, que estreava em regata. Some-se mudança do posicionamento da mastreação do barco, genoa e mestra novas (esta com o "macarrão" escapando). Adicione-se ventos fortes. Resultou num desempenho muito irregular. Fomos quinto ontem e quarto hoje, na RGS A.
(Fotos Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br)

domingo, 1 de junho de 2008

Uma Regatinha Gostosa no Frio

Ontem (31/05) fizemos, com o Mutley, a 3ª Etapa da Copa CASAN de Mini-Oceano 2008, organizada pela Avelisc, na Lagoa da Conceição. Com o Guto (Carlos Augusto Kindlein) e o reforço de sua esposa Ana Paula na tripulação, pois teríamos uma enorme perna (para a Lagoa) com vela balão. O dia estava ensolarado, lindo e frio. O mais frio deste ano.



Larguei uns 15 segundos atrasado, mas com velocidade, e daí em diante foi tudo muito bem. No final da primeira perna, em contravento, já éramos lideres da classe. Ao entrar na perna de popa passei o timão para a Ana Paula e fui fazer a proa praticando os ensinamentos de mestre Gusmão de 2 semanas atrás. Subimos o balão com perfeição, ajudados pelo SE de 10 nós, ganhamos a classe Bruma19 e chegamos junto com o primeiro O'Day 23. Aí foi só curtir o dia comendo camarão no pier do Restaurante Lagoa Azul, local da linda festa.
(Foto de Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br)

sábado, 10 de maio de 2008

Minha Primeira Solitário

No ano passado não deu para participar, por conta de uma pequena cirurgia, mas este ano fiz minha primeira regata em solitário. Foi a segunda etapa da Copa Flotilha, organizada pela FCVO e ICSC, com largada em frente a Av.Beira-Mar Norte, seguindo até a Ilha de Ratones Grande a ser contornada por boreste e a chegada próxima a Ponta de Cacupé, com 11,5 mn.

Muitas vezes já fiz o trajeto Centro-Jurerê e vice-versa em solitário, mas uma regata é muito diferente. Como não treinei e nunca subi vela balão em solitário decidi não usar esta vela na regata. Uma grande desvantagem pois a previsão era de ventos fracos do quadrante sul, portanto de popa até contornar Ratones, cerca de 2/3 do percurso.

E a regata iniciou com vento de SW. Vento não! Ventinho de 3-4 nós, com variações para menos e rondadas, para alegria dos barcos pequenos. Piorei ainda mais as coisas, dando uma tremenda bobeada e largando 3' 45" atrasado. Eu e meu vizinho Guilherme Bernard, do Oulalá, fomos surpreendidos pelo inicio da sinalização 4' antes da "hora GPS" longe da CR. Logo após largar consegui um ventinho particular e rapidamente cheguei nos barcos maiores e mais pesados, como o Floripa e o Carino. É lógico que durou pouco...Nesta altura, a grande maioria dos 26 participantes pegaram o rumo de Biguaçú, atrás de algum vento e velejando em través arribado. Tentei seguir no rumo de Ratones com asa de pombo, mas desisti rapidamente quando vi os barcos que havia ultrapassado chegando rapidamente em mim....vamos todos para Biguaçú! Com o vento rondando cada vez mais no sentido anti-horário, decidi rearmar a asa de pombo, desta vez já com o pau de spinnaker a boreste, e rumar para Ratones. Foi só montar e o vento rondou bastante até quase leste e aumentou para 5-6 nós, dando mostras que ia firmar. Toca desmontar a asa de pombo que a "turma de Biguaçú" já voltava célere... A montagem da Ilha de Ratones Grande foi um momento muito bonito com muitos veleiros (12 segundo o Cmdte. Tarcísio do Zephyrus) contornando juntos.

Aí a coisa pegou. Foi contra-vento com ventos próximos aos 20 nós, principalmente quando alongava o bordo para o meio da baía onde cheguei a ver 23 nós no meu wind. Senti então a dificuldade do sistema "pé-de-galinha" da minha escota da mestra. Foi muito difícil timonear e controlar a mestra. Cruzei a linha em sétimo geral, próximo dos primeiros, em 2h54'.

Fiquei satisfeito com meu desempenho, mesmo sabendo que as cambadas do contra-vento poderiam ser melhores. Desagradável foi ver o Tinguá, na súmula, em último entre os 25 que chegaram. Simplesmente somaram uma hora ao meu tempo de chegada. No circuito perdemos uma regata por 1 segundo. Um dia ainda vai ser a nosso favor...
(Fotos de Kriz Sanz de http://www.esportesdomar.com.br/ e Sérgio Vignes de http://www.fcvo.com.br/ , onde há muitas outras e informações da regata.)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mini-oceano, genoa nova...

Na sexta-feira recebemos a nova genoa do Tinguá, em Dacron importado, confeccionada na Argentina pela Quantum Sails. Vela que nos fez muita falta no Circuito Oceânico e na Regata Família Gondin.


No sábado disputei a 2ª etapa da Copa CASAN de Mini-Oceano, organizada pela Avelisc na Lagoa da Conceição. Com ventos muito fracos, Eu e meu parceiro Carlos Augusto Kindlein fizemos uma boa regata e levamos o Mutley ao primeiro lugar da classe Bruma19. Com o segundo lugar da 1ª etapa o Mutley assumiu a liderança.


No domingo à tarde, mesmo com os ventos fracos, que predominaram nestes dias, saímos para uma descompromissada velejada na Baía Norte. Jorge, sua filha Stefane e Eu. A tarde estava muito gostosa e deu para sentir o potencial da nova genoa. No entardecer Tarcísio Mattos, cmdte. do Zephyrus e fotógrafo dos bons, fez um belo registro do Tinguá.


(Fotos de Kriz Sanz, Jorge Calliari e Tarcisio Mattos)

domingo, 20 de abril de 2008

Regata Ele & Ela

Ontem (19/04) foi disputada a Regata Ele e Ela, primeira etapa da Copa Flotilha de Oceano, organizada pelo ICSC e a FCVO. Com largada na Baía Sul próximo as pontes seguia rumo sul, contornava a Ilha do Largo, por bombordo, e chegava em frente a sede do ICSC, com cerca de 14 milhas.

O Tinguá participou comigo e minha esposa Claci de imediata. No primeiro trecho até a Ilha do Largo o vento era do quadrante N muito fraco, com 3-4 nós, muitas vezes menos. Optei por não usar balão ao contrário da grande maioria dos outros 25 veleiros. Fomos de asa de pombo, até iniciei os preparativos para subir nosso balão, mas a calmaria em que estávamos e o sol na nuca do lindo dia que fazia, me fizerem optar por um bordo "suicida" em direção ao Ribeirão da Ilha. No início deu muito certo, pegamos um lestinho e conseguimos andar próximos aos 4 nós e recuperar algum terreno em relação a flotilha, pena que ele acabou antes da hora...A coisa só melhorou após contornarmos a Ilha, quando o vento firmou em NE com 7-8 nós, com alguns picos de até 10 nós. Aí andamos bem e ultrapassamos muitos barcos, mas a regata era mesmo na medida para os barcos pequenos e leves. Nosso TMFAA era o maior entre os 17 competidores da RGS e ficamos só em oitavo, apesar de termos chegado 17 minutos antes do sétimo...Também, foram 4:30h de regata.

A imediata não se dá bem com o timão ainda, mas se saiu muito bem nas escotas da genoa nas inúmeras cambadas da perna de retorno. Hoje está com alguns roxos e reclamando dos braços doloridos de tanto caçar aqueles cabos...
(Fotos de Kriz Sanz de www.esportesdomar.com.br e Sérgio Vignes de www.fcvo.com.br , onde há muitas outras e informações da regata.)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Circuito Oceânico Foi Excelente

Terminou ontém com a realização da quinta regata a Mitsubishi Motors Sailing Week - XIX Circuito Oceânico Ilha de Santa Catarina, sediado na séde oceânica de Jurerê do ICSC. Mesmo com 43 participantes, um número aquém do esperado, houve muita competitividade, bons ventos, dias maravilhosos e ótima organização.

O Tinguá foi quarto geral na RGS A, depois de muita disputa nas cinco regatas com o Bruxo e o Bravo (um MB45). Perdemos de sermos terceiro pela derrota para o Bravo por um segundo no tempo corrigido na regata barla-sota da sexta-feira. Mas, o resultado foi positivo pois só repetimos a tripulação nos dois primeiros dias e utilizamos a genoa do enrolador, pois nossa genoa de regata elevaria muito nosso rating. Sem contar o rasgo no balão na regata longa que nos obrigou a fazer o trecho de balão da volta sem êle.
(Fotos da organização da Mitsubishi Motors Sailing Week)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Começou o Circuito Oceânico

Iniciamos ontem a disputa da Mitsubishi Motors Sailing Week, isto é o XIX Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, agora na classe RGS A, com nova medição que nos deu o TFMAA de 0,9225. Na tripulação Jorge, Eu, Érico, Júnior Pratts, Marcão e substituindo o Poyer o Mario Maurandi, um italiano perdido na Lagoa da Conceição, indicado no dia anterior pelo amigo Fábio Ramos.

A primeira regata foi a de percurso médio com largada próxima a ponta de Jurerê indo até a praia Brava e retornando para a chegada em Jurerê, nas proximidades da séde oceânica do ICSC, contornando algumas bóias pelo caminho. Tivemos um erro tático grosseiro ao ficarmos sem vento nas proximidades da Ponta das Canas e problemas para subir o balão pois a adriça estava enrolada com a da genoa. Chegamos atrás do Bravo e do Cobra D'Água e ficamos em terceiro no tempo corrigido, ganhando do Bravo e perdendo para o Bruxo.

Hoje disputamos a regata de percurso longo, que pela previsão de ventos fracos foi num trajeto menor (32 km) saindo de Jurerê, contornando a Ilha do Mata-Fome e retornando a Jurerê. O vento NE contrariou as previsões e soprou sempre acima dos 10 nós, crescendo até os 16-17 nós.

Para não variar, tivemos uma atravessada na perna de balão da volta, quando o Mário timoneava nas proximidades da Ponta das Canas, que nos custou um rasgo no balão e o castigo de fazer o final da regata sem balão. Ficamos só em quarto lugar.
(Fotos da organização da Mitsubishi Motors Sailing Week)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Tripulantes do Tinguá

Neste ano de 2007 o Tinguá disputou todas as oito etapas da Copa Veleiros de Oceano (as três primeiras na RGS A e as demais na ORC Club), a regata Ele e Ela da Copa Flotilha de Oceano e a 34ª Semana de Vela de Ilhabela (na classe ORC Club 670). Foi um excelente aprendizado para nós, Jorge e Eu, comandantes, acredito que também para a maioria dos tripulantes. Neste post apresentamos os amigos que tripularam o Tinguá conosco.



Érico Athayde Couto Júnior, cuida das escotas da genoa e balão, auxilia na trimagem das velas e na navegação. Desde de 2006 veleja comigo no Mutley (Bruma19) nas regatas de mini-oceano. Só não participou da Regata Itajaí.
Sebastião Pratts Júnior, proeiro, também trimmer e responsável pelas escotas da genoa. É o nosso marinheiro, sempre disposto. Não participou das regatas Família Back e Itajaí, também não foi à Ilhabela.
Marco Antônio Duarte Rodrigues (Marcão) (39), segundo homem da proa. Participou de todas as regatas a partir da Semana de Vela de Ilhabela.
Luiz Carlos Poyer (Polaco) (50), amigo e conterrâneo meu e do Jorge, ingressou na tripulação após o retorno de Ilhabela. Sem experiência com vela, começou só com escora e a cada regata vai assumindo outras atividades. Raphael Barp Garcia (27), proeiro na Regata Lineares e na Semana de Vela de Ilhabela. Bruno Negri (18), timoneou nas três primeiras regatas do ano e em Ilhabela. Claci Carvalho Salles (45), minha esposa, tripulou na Regata Ele & Ela da Copa Flotilha, onde tivemos excelente desempenho. Tivemos ainda, com uma única participação, os amigos Henrique de Vasconcellos Back (17) que fez proa e timão na Regata Família Back, o francês Laurent Schmidt na Regata Bal. Camboriú, Alexandre de Carlos Back grande velejador que timoneou na Regata Itajaí e Cristiano Wuerzius na Regata Volta a Ilha. Sem esquecer da nossa querida tripulante mirim na Semana de Ilhabela Luiza Vanzetto (15).
À todos nossos agradecimentos e nossa satisfação em poder ter desfrutado de suas companhias. Ano que vem tem mais.
(Fotos de Claci Salles (grupo), Cristiano Wuerzius e Jorge Calliari).

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Volta a Ilha Volver !

A XXXIX Regata Volta a Ilha era a primeira do Tinguá e de quatro de seus seis tripulantes, mas não durou muito. Partimos muito bem às 10:05 do dia 08/12, tendo na tripulação Eu, Érico Couto Jr., Marco Antônio Duarte Rodrigues, Luiz Carlos Poyer, Sebastião Pratts Jr. e Cristiano Wuerzius, em substituição ao co-proprietário Jorge Calliari. Cristiano, vinte e poucos anos, com experiência em monotipos, foi uma indicação do Raphael Garcia, nosso proeiro em Ilhabela.



Escolhi uma rota de risco, aproveitando o calado de 1,55 m do Tinguá, detalhadamente estudada na noite anterior e plotada nas cartas digitais do programa CCD Gold, em nosso GPS. Íamos descer a Baía Sul da Ilha de Santa Catarina pela margem esquerda, região de muitos baixios, ainda mais com a maré "torrada" na largada da regata, o que deveria nos dar uma boa vantagem ao chegarmos a Barra Sul.


Como disse, largamos bem de balão, com vento N-NW na faixa dos 8-10 nós. Nesta edição fomos os únicos a optar por este trajeto. Ao chegarmos próximo a ponta da Caiacanguçu, já percoridas 9,5 mn e vencidos alguns baixios, o vento já rondado para NE começou a crescer bastante e acelerar nas encostas dos morros da região. Passamos lambendo a ponta, pegando o canalete ali existente com uma profundidade de 5-7 m. Em seguida nos deparamos com uma chata, do pessoal que está passando um cabo submarino de energia elétrica, fundeada bem no canalete. Aquela altura estava muito difícil de controlar o barco, que ameaçava atravessar o tempo todo. Optei deixar a chata por boreste a uma distância maior, por segurança. Érico que vinha acompanhando nosso progresso no GPS, precisou deixá-lo para ajudar o Júnior nas escotas do balão. Uma quase atravessada, a mais de 8 nós, para BB e...encalhamos! No canalete as margens são como degraus, a diminuição da profundidade é abrupta. Tentamos, tentamos mas só conseguimos nos safar utilizando o motor e aí foi-se a regata para nós. Meia volta volver...


Só nos restou retornar decepcionados ao clube, estávamos em terceiro lugar,só atrás dos "grandões" Catuana Kim e Mano's Champ. Mas ainda tinha mais. Estávamos motorando para sair dos baixios e acabou o diesel. Abastecemos com o camburão, mas entrou ar no sistema. Enquanto eu tentava tirar o ar e fazer o motor funcionar, os tripulantes no cockpit tocavam o barco só com a mestra. Como dá para ver no log na figura acima, encalhamos novamente, e agora sem motor. Era azar demais...então lembrei-me que o Cristiano chegou no barco com uma penca de bananas. Nunca acreditei nestas superstições, mas por via das dúvidas não embarco banana. Imediatamente, joquei as bananas ao mar e, em seguida, conseguimos desencalhar o Tinguá. Voltamos numa gostosa velejada de contra-vento, com um "nordestão" que chegava aos 30 nós.
A culpa foi das bananas....
(Fotos de Kriz Sanz do http://www.esportesdomar.com.br/)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Está Chegando a Hora

Faltam só dois dias para a XXXIX Regata Volta a Ilha, oitava e última etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, a mais tradicional e desafiadora regata de Santa Catarina, realizada pelo ICSC e FCVO. De nossa parte não fizemos muito. Apenas o básico, como em todas as regatas, que é a retirada da genoa de enrolar e do "tambor" do enrolador, do dog-house, posicionamento da âncora junto ao pé do mastro (conforme certificado ORC Club), retirada de materiais diversos de cruzeirar, diminuição da água nos tanques, abastecimento do barco de alimentos e água potável.

A única dificuldade está em encontrar um tripulante para substituir o Jorge que estará viajando. Como aumenta muito o número de veleiros participantes a disponibilidade de tripulantes é escasssa.

domingo, 11 de novembro de 2007

Regata Mormaii

Ontem (10/11) disputamos a Regata Mormaii válida pela 7ª Etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano. Com largada às 11:00h entre o Mangrulho e as Ilhas de Ratones e seguindo até a Ilha do Mata Fome, na ponta sul da Praia dos Ingleses, retornando a sub-sede de Jurerê do ICSC, num total de 27,7 mn.


Pela primeira vez repetimos a tripulação, a mesma da Regata Balneário Camboriú, isto é Jorge, Eu, Érico, Marcão, Polaco e Júnior. Largamos bem, sem nenhum problema, com vento Norte fraco, abaixo dos 6 nós. Enquanto teve algum vento estávamos muito bem posicionados na regata. Só que com menos de uma hora de prova o vento acabou e aí foi "loteria" durante quase quatro horas "boiando" em frente à praia da Daniela, ainda na Baía Norte. Presenciei algo inédito para mim, enquanto o Catuana Kim, maior e mais rápido barco da flotilha, conseguia chegar a ponta de Jurerê antes do vento acabar e seguir com vento Norte, nós, os outros barcos da ORC e da RGS A, assistíamos sem vento algum os veleiros mais lentos vindo em nossa direção com vento Sul e balões em cima. Preparamos os balões e nada de o vento chegar. O pessoal nos alcançou e o vento acabou para eles também. Até que (nos pareceu uma eternidade ainda mais com o forte sol), o vento chegou, do Sul, e foi como uma nova largada. Chegamos na bóia em frente à sub-sede de Jurerê, que deveria ser contornada por bombordo, logo após às 16:00 h e desistimos de prosseguir, apesar de o vento começar a aumentar e firmar. Foram mais de cinco horas para percorrer um terço do percurso e a motivação da tripulação estava em zero.

Deixamos o barco em Jurerê com o intuito de aproveitar o feriadão de 15 de novembro na região.

Na quinta-feira, antes da regata, entrei em contacto com o Alfredo Larrondo, do Club de Cartas Digitales, da Argentina, para adquirir o software de navegação CCD Gold pois a nossa licença de teste havia expirado em outubro. Num processo super rápido, adquirimos as regiões 2 e 3 (abrangem do Chuí à Macaé) e na sexta já estávamos com a última versão instalada, pronta para utilizá-la na regata.

domingo, 7 de outubro de 2007

Regata Itajaí

Ontem (06/10) disputamos a 6ª etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, a Regata Itajaí, com saída de Jurerê e chegada entre a Ponta de Cabeçudas e a Barra do Rio Itajaí, com 33,4 mn.
Estou começando a acreditar que o maior problema de um comandante de veleiro de oceano é formar uma tripulação. Mais uma vez não conseguimos repetir a mesma formação. Desta vez nosso atual proeiro Júnior Pratts não pode participar. Após muitas tentativas de substituição, na noite anterior Alexandre Back, um de nossos melhores velejadores e comandante do Mano's III, que já havia nos solicitado uma oportunidade de timonear o Tinguá, já que pretende trocar de barco e o Skipper30 é uma opção potencial, confirmou sua participação. E foi providencial, pois Érico com problemas de saúde acabou desfalcando a tripulação na última hora. Assim fomos em cinco (Jorge, Eu, Marcão, Polaco que retornou e Back) e com funções trocadas, o que causou muitos desentrosamentos nas primeiras manobras.

A previsão era de contra-vento, isto é, ventos do quadrante norte, como foi a semana toda, só que com intensidade mais amena, na faixa dos 12-15 nós. Deste modo ficamos no grupo que optou por velejar mais próximo à terra, para fugir da considerável corrente contrária. Mas, previsão é previsão, e o vento mesmo se mantendo no quadrante norte, com rondadas à oeste e leste, teve intensidade menor e, pior, uma calmaria na altura das praias ao sul de Camboriú, que "acabou" com a nossa regata, que até alí era para 2º ou 3º lugar. Acabamos em sexto na ORC Clube. O final da regata foi "terrível" com ventos fracos e nova calmaria já bem próximo da linha de chegada. Acabou até atrapalhando a premiação que seria na Marejada, tradicional festa portuguesa da cidade de Itajaí, que teve de ser adiada devido a demora na chegada dos últimos barcos.

Cabe ressaltar aquí o trabalho do Vilmar Braz e sua esposa, com "sua" ANI (Associação Náutica de Itajaí), entusiastas que conseguem viabilizar esta regata pela quarta vez. O pessoal da ANI deu todo apoio na atracação no Saco da Fazenda, onde tem sua séde, e na guarda dos veleiros que lá permaneceram esperando melhores condições de tempo para retornarem, como foi o caso do Tinguá.
(Foto de Kriz Sanz do site http://www.esportesdomar.com.br)