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sábado, 13 de dezembro de 2014

46ª Regata Volta à Ilha de Santa Catarina

Neste momento (sábado 13/12) esta ocorrendo mais uma edição da Regata Volta à Ilha de Santa Catarina, a mais tradicional, difícil e charmosa prova de vela oceânica do estado, com largada nas proximidades da Ponte Colombo Salles. Dezenas de embarcações participam do evento, que encerra o calendário náutico do estado em 2014, como é tradição ao longo dos anos.

Com um percurso de aproximadamente 75 milhas náutica, equivalente a 139km, a regata contorna a Ilha por bombordo, ou seja, sempre mantendo-a à esquerda do barco, largando no sentido Sul e chegando em frente ao Forte Sant´Anna e boia no canal de navegação que passa pela ponte Hercílio Luz.. A sinalização de partida acontece às 10h, entre uma boia e a embarcação da Comissão de Regatas, o que garante um grande espetáculo ao público. O evento encerra também a Copa Veleiros de Oceano do ICSC-VI com presença das Classes ORC, C30, RGS A, RGSB, RGS C, RGS Cruzeiro, Proa Rasa e Visitante.



Nos últimos anos, os veleiros Catuana e Mano´s Champs têm dominado a regata. Atual Fita Azul da competição, o Catuana Kim, do comandante Paulo Cocchi, venceu a Volta à Ilha em seis ocasiões, contra quatro do Mano´s Champs. Além da disputa pelo título, as duas embarcações brigam também pelo recorde do evento. Em 2005, o Catuana estabeleceu a marca de 09h13m como recorde de prova, mas no ano de 2011 foi a vez do Mano´s Champs, comandado por Avelino Alvarez, marcar 08h43m10s, tempo que segue como o melhor já registrado na regata. Inclusive, essa foi a primeira vez que uma embarcação completou o percurso em menos de nove horas.

Paralelo as disputas da Volta à Ilha de Santa Catarina, ainda no dia 13 de dezembro acontece a 14ª Regata Ilha do Largo – Ilha dos Ratones. A prova também conta pontos no ranking da Copa Veleiros de Oceano destinada aos barcos de menor porte e segue os mesmos moldes da principal competição. Essa regata vale apenas para os veleiros de RGS C, Proa Rasa e Visitante, com um traçado menor.

As largadas e chegadas acontecem no mesmo local, mas a Regata Ilha do Largo – Ilha dos Ratones conta com um percurso diferente. Em frente ao Ribeirão da Ilha os veleiros contornam a Ilha do Largo rumando em direção Norte, passando por entre os vãos centrais das pontes Colombo Salles, Pedro Ivo Campos e Hercílio Luz. Na sequência, os veleiros precisam contornar a Ilha de Ratones Pequeno, em frente a Ponta de Sambaqui, finalizando a regata nas proximidades da Ponte Hercílio Luz, em frente ao Forte de Sant' Anna.

Na sexta-feira o clima já era de Volta à Ilha no clube

Para a maioria dos participantes vencer não é o objetivo principal, mas sim completar a prova. O que já é um desafio e tanto. Dependendo do regime de ventos enfrentado muitas embarcações só cruzam a linha de chegada no dia seguinte. Já teve veleiro que cruzou às 16:45h de domingo, mas com a tripulação orgulhosa por ter completado a prova.

Este ano não estou participando, pois estou viajando amanhã pela manhã para o TinguaCat. A prova esta sendo dura para as tripulações por conta de ventos fracos e variáveis até aproximadamente às 17h quando tivemos um temporal. Depois deste, conforme as previsões, o vento firmou-se de Sul com força 5.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

12ª Regata Mormaii

A Regata Mormaii já é tradicional na Copa Veleiros da Ilha de Oceano. Normalmente disputada em Novembro neste ano ocorreu no sábado (05/10), valida pela 6ª etapa, com percurso de 30 mn deste o trapiche da Avenida Beira Mar Norte até a Praia de Bombinhas. Dia bonito e ensolarado com ventos do quadrante Sul de inicio com 10-14 nós, mais fracos após a Ponta de Jurerê e da metade em diante, já em mar aberto crescendo de 16 até 24 nós e ondas de até 2 m. 

 Logo após a largada

Acostumado que em todas as regatas que passam pela Baía Norte deixa-se a Ilha de Ratones Grande por Boreste segui por ali, mesmo ficando com pouco vento na sombra da ilha. Esta regra é colocada para não dar vantagem aos barcos de quilha retrátil que cortam caminho por cima da Banco da Daniela. Mas desta vez o Aviso de Regatas foi omisso e a maioria dos competidores deixou a ilha por Bombordo...

Durante a regata

Estávamos com a tripulação reduzida, somente quatro (Jorge Calliari, Érico Couto Jr., Leone Martins Jr. e Eu), e sem proeiro numa regata com muito vento de popa. A maioria da flotilha optou por seguir junto a costa enquanto nós optamos por orçar para fora arribando mais tarde para contornar a Ponta das Bombas, o que se revelou acertado quando o vento cresceu e passamos a andar mais rápido que todos os que navegavam grudados na costa. Infelizmente, o vento e o mar cresceram demais e pelo nosso través nos obrigando a arribar antes da hora e baixar o balão.


Já dentro da Enseada de Bombinhas (Foto de Cris Pessini)
 
Mesmo assim, concluímos a regata em primeiro na classe RGS Cruzeiro com o tempo de 05:07:38h, ficando em 2º lugar entre os 8 inscritos da classe. A premiação e confraternização aconteceram no Recanto do Marujo, a beira mar, num lindo final de tarde. Ótima regata, boa organização da Vice-Comodoria de Eventos do Veleiros da Ilha e calorosa recepção pela Secretaria de Esportes do Município de Bombinhas.


Local da premiação e confraternização

Jorge e Érico voltaram por terra. Leone e Eu dormimos a bordo, ancorados na Praia da Sepultura, e retornamos com o Tinguá no domingo cedo, com muito vento Sul pela proa.

Clip do esportesdomar.com.br
 
Mais imagens aqui e ali.
(Atualizado em 10/10/13 17:34) 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cuidado com Gás a Bordo

O recente acidente com gás GLP com o  Inácio Pupo no seu veleiro Kapiao (Samoa27), chama nossa atenção para esse sistema que temos na maioria dos veleiros de cruzeiros e nem sempre é tratado com o devido cuidado e segurança. 

Minha esposa é cuidadosa e sempre cobra o fechamento da válvula do bujão de GLP, que no Tinguá e de resto na maioria dos veleiros fica num paiol específico junto ao cockpit, depois de utilizar o fogão. Além deste cuidado, no mínimo, devemos manter bujão, válvula, mangueiras em bom estado e dentro de seus prazos de validade. O desejável é termos sensores de vazamento de gás com dispositivo que fecha a válvula em caso de alguma anormalidade. O veleiro em que fizemos o charter nas BVI ano passado possuía um sistema deste, mas não o conheço em detalhes. Depois deste acidente vou procurar saber mais à respeito.

O estado em que ficou o Kapiao após a explosão

Inácio tem 79 anos e veleja regularmente, participando dos cruzeiros organizados pela ABVC, como o Costa Leste 2010 e, no ano passado, veio até Florianópolis no Cruzeiro Costa Sul, na companhia do Lopez, outro velejador (digamos) de alta idade, com o Kapiao.
 
No blog do Tangata Manu, do Ricardo Amatucci, tem mais detalhes sobre o acidente. Foi de lá que "surrupiei" a foto acima.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Ano Novo? Nem Parece

Estamos em mais um ano novo, mas nem parece. Todas aquelas expectativas, esperanças, promessas esvaem em poucas semanas. Tudo continua como sempre...E assim vamos levando  nossa "vidinha". Não é reclamação porque a minha vai muito bem, obrigado. Só não quero que piore, mas se melhorar ainda mais não vou reclamar...

Desde que me aposentei costumo dizer que estou de férias quando a esposa e os meninos também estão. É que a rotina é outra. Minha esposa teve o recesso de final do ano do judiciário, que desta vez chegou a exatas três semanas e os meninos em férias escolares. Mas não fomos tanto ao mar como gostaria. Tem as festividades de final de ano, visitas da filha mais velha que mora fora, do meu cunhado "baiúcho" de Salvador e até viajem para o interior para um destes encontros de família.  

 Vista panorâmica do centro de Floripa, visto da Baía Norte

O Tinguá tem permanecido, como sempre nesta época, numa poita da sede oceânica do Veleiros da Ilha, na praia de Jurerê. Saímos várias vezes e na última semana deu para fazermos  duas ótimas velejadas na região norte da Ilha de Santa Catarina. Nesta quinta-feira (12/01) trouxe-o à sede centro para uma limpeza geral. Foi uma ótima "descida" com mar, maré e vento favoráveis. Ontem cedo, num dia muito lindo mas com apenas uma brisa e contra, retornamos a poita em Jurerê. Já à noite despencou água e continua chovendo até agora.

Tinguá sendo içado para limpeza

domingo, 23 de agosto de 2009

Regata Baía Norte

Ontem (22/08) o Tinguá disputou a Regata Baía Norte, a quinta etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, com percurso de 17 mn, largando em frente a Av.Beira Mar Norte, realizando um barla sota e em seguida rumando para contornar a Ilha Ratones Grande por boreste e chegando em frente a base do GBS, nas proximidades da ponte Hercílio Luz.

Difícil foi formar a tripulação. Dos tripulantes mais assíduos o proeiro ("o mais bonito da semana de vela de Ilhabela") Raphael Garcia passou num concurso do Ministério do Planejamento e foi morar em Brasília, Guto estava com compromisso e o Polaco com problemas de saúde que acabaram não permitindo sua participação. Restavam Jorge, Érico e Eu. O timão desta vez deixei para o Elói Franzen (Peneira) que aceitou o convite para dar uma velejada no Tinguá e dar sua opinião sobre a regulagem do mastro, que até hoje não conseguimos acertar ainda. Foram muitos contatos até que, na sexta-feira, o Cmdte. Edemar Nunes Pires, do Vendaval V, nos conseguiu um seu tripulante, o Rudinei, do qual, aliás, gostamos muito.

O vento rondou na largada e complicou quem estava de balão (Foto kriz Sanz)

Na largada o vento que era de 4-5 nós de SW rondou para NW complicando os que largaram de balão como nós. Até o meio da perna de popa do barla sota manteve-se N com 5-6 nós o que para o Tinguá é ruim, com nossa genoa 106% e velas pesadas. Com o aumento do vento para 9-10 nós após completarmos o barla sota pudemos andar melhor e ultrapassar muitos barcos. A volta de Ratones foi de popa, cruzamos a linha com 4:48:56h e ficamos em 6º lugar na RGS A. Valeu voltar a velejar depois de um mês, pela boa companhia da tripulação e pelo dia bonito.

(Veja mais fotos e clip em www.esportes domar.com.br)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Invernando

Os últimos dias tem sido de poucas atividades e novidades. O inverno tem sido frio e então vamos aproveitando para invernar, queimando muita lenha na lareira.

No último dia 25/07 até programamos a participação do Tinguá na Regata F
ortalezas, quarta etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano. Com o Tinguá já preparado e na água, na sexta à noite diante das previsões de pouco vento e calmarias e como embarcava com a família para Bariloche às 20:00 horas do sábado, liguei para o Jorge dizendo ficar difícil a minha participação. Êle de pronto disse "se é sem vento também não vou". Como não podemos contar pontos para o campeonato para que fazer uma regata que prometia ser um sofrimento e não uma diversão? Sábia decisão! Vários barcos só completaram a regata depois da meia-noite, levando mais de 12 horas para fazer as cerca de 20 mn...

No dia 8 de agosto era para termos a 6ª etapa do Campeonato de Mini Oceano da Avelisc, na Lagoa da Conceição. Mas a regata teve sua data alterada para o dia 15/08 o que muito me chateou, pois neste final de semana estava de viagem marcada. Data escolhida por não coincidir com nenhuma regata. O prejuízo maior foi que a prova valia também como 1ª etapa do Campeonato Estadual de Mini Oceano, disputado em apenas três etapas, sem descartes...

domingo, 9 de novembro de 2008

Regata Mormaii

A chuva continua implacável neste sul do Brasil, mas a previsão, até a véspera era de sol pela manhã, com chuva só para o final do dia e ventos médios de SE para E. Ficamos animados, ainda mais que desde a Semana de Vela de Ilhabela o Tinguá não participava de uma regata. Some-se ainda que a Regata Mormaii, em sua 7ª edição, tinha um percurso gostoso, de cerca de 19 mn, pelas baías Norte, de Jurerê e Canasvieiras.

Ledo engano! O dia amanheceu chuvoso, fechado, sem vento! Largamos das proximidades da Avenida Beira Mar Norte, os 40 veleiros, com uma "merrequinha" de uns 5 nós de ESE. Decorridas três horas de regata, com rondadas para todas as direções e paradas totais do vento, além de algumas pancadas de chuva, sobe balão, desce balão, orça, arriba, estávamos boiando completamente nas proximidades da Ilha de Ratones Pequeno. Com aquele "nhec-nhec" característico da falta de vento a tripulação iniciou o "lobby" para desistirmos. Pediram uma votação, como se já não soubessem o resultado, para dali 15 minutos. Antes do motim o comandante, já que não marcamos pontos na Copa Veleiros e o objetivo de velejarmos não estava sendo atingido, "ordenou" ao imediato de comunicasse nossa desistência a CR.

domingo, 6 de abril de 2008

Regata Família Gondin

Neste sábado (05/04) disputamos a Regata Família Gondin, válida pela 3ª etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano. O trajeto com cerca de 16mn iniciava nas proximidades da Av. BeiraMar Norte, contornava por bombordo bóia nas proximidades da séde oceânica em Jurerê, deixava a Ilha do Francês por boreste e chegava na praia da Cachoeira do Bom Jesus, onde a família Gondin, do veleiro Kíron, recepcionou os participantes.

Nossa tripulação desta vez foi formada pelo Érico, Daniel Pastorino, Luiz Carlos Poyer (Polaco), Jorge, Eu e contou com a volta do Raphael Garcia na proa. A regata iniciou com vento NE muito fraco, ao contrário do SE das previsões. O vento cresceu na altura das ilhas Ratones, variando na faixa dos 10 até os 15 nós, rondou para N e depois se fixou a E, de maneira que a regata foi toda em contra-vento. Largamos mal e não tivemos um bom desempenho com vento fraco, melhoramos com o aumento da intensidade do vento e recuperamos algumas posições terminando em terceiro na RGS A. Perdemos o segundo por 22" no corrigido...

Após a regata tivemos uma recepção maravilhosa com um ótimo churrasco. Retornamos à séde centro no início da noite Jorge, Eu, Polaco e Daniel, motorando devido a ausência de vento.
(Fotos de Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br onde pode-se ver muitas outras fotos)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Regras Estranhas

Ao contrário dos anos anteriores o tempo durante o feriadão de Carnaval foi excepcional para velejar, desde sexta à tarde até a quarta-feira de cinzas. Excessão apenas aos fortes ventos do quadrante sul do domingo à tarde. Toda a chuva caiu nos dias anteriores. Apesar disso, devido a compromissos familiares, o Tinguá só velejou na segunda e terça-feiras.

Na quarta-feira a noite fui a reunião de comandantes que antecede as regatas Lineares Pré-Circuito Oceânico, que acontecerão no próximo fim de semana na raia de Jurerê, e de aprovação do regulamento da Copa Veleiros da Ilha de Oceano 2008. A novidade é a proibição dos veleiros Neo 25, Skipper 21 e 30, Multimar 32 e Atitude 8.5 de disputarem na classe BRA-RGS, sob a alegação de que estes barcos ganhariam as regatas facilmente. Discordei e expus meu ponto de vista: a) é totalmente fora de propósito impedir que um comandante escolha sob que medição quer competir; b) os sistemas de medição existem exatamente com o propósito de nivelar o desempenho dos diversos barcos; c) nosso barco (Skipper30) mede muito mal na RGS onde participamos de quatro regatas no ano passado, sendo a melhor colocação o quinto lugar, sempre perdendo para barcos que não os agora proibidos; d) cada barco é um barco, mesmo do mesmo modelo, assim como há Schaffers 31 super leves construídos para regata (todos na RGS), o nosso Skipper30 foi construído voltado para cruzeiro (quilha curta, menor área vélica, "pé-de-galinha", boiler, freezer, trafo-carregador-inversor, maior quantidade de armários, etc.); d) a RGS já tem quatro divisões, três de acordo com o TMFAA, mais a Cruzeiro, com intuito de melhor separar os barcos por tamanho/desempenho; e) o que vão fazer se aparecer para competir na RGS um Delta 32 "envenenado" ou se o Revanche, um Fast 345 regata muito competitivo na ORC Club, recentemente adquirido pelo Cmdte. Celso Farias, decidir disputar na RGS?; f) está se criando uma reserva para os Schaffer31. No final, prevaleceu a vontade da direção da flotilha e comissão técnica, pois nem em votação o regulamento foi colocado.

O mais esdrúxulo de tudo, é que os membros da comissão técnica me informaram que podemos correr as regatas na BRA-RGS com direito a "...classificação, podium, notícia no jornal...", mas não podemos pontuar na Copa Veleiros. Dá para entender?...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Volta a Ilha Volver !

A XXXIX Regata Volta a Ilha era a primeira do Tinguá e de quatro de seus seis tripulantes, mas não durou muito. Partimos muito bem às 10:05 do dia 08/12, tendo na tripulação Eu, Érico Couto Jr., Marco Antônio Duarte Rodrigues, Luiz Carlos Poyer, Sebastião Pratts Jr. e Cristiano Wuerzius, em substituição ao co-proprietário Jorge Calliari. Cristiano, vinte e poucos anos, com experiência em monotipos, foi uma indicação do Raphael Garcia, nosso proeiro em Ilhabela.



Escolhi uma rota de risco, aproveitando o calado de 1,55 m do Tinguá, detalhadamente estudada na noite anterior e plotada nas cartas digitais do programa CCD Gold, em nosso GPS. Íamos descer a Baía Sul da Ilha de Santa Catarina pela margem esquerda, região de muitos baixios, ainda mais com a maré "torrada" na largada da regata, o que deveria nos dar uma boa vantagem ao chegarmos a Barra Sul.


Como disse, largamos bem de balão, com vento N-NW na faixa dos 8-10 nós. Nesta edição fomos os únicos a optar por este trajeto. Ao chegarmos próximo a ponta da Caiacanguçu, já percoridas 9,5 mn e vencidos alguns baixios, o vento já rondado para NE começou a crescer bastante e acelerar nas encostas dos morros da região. Passamos lambendo a ponta, pegando o canalete ali existente com uma profundidade de 5-7 m. Em seguida nos deparamos com uma chata, do pessoal que está passando um cabo submarino de energia elétrica, fundeada bem no canalete. Aquela altura estava muito difícil de controlar o barco, que ameaçava atravessar o tempo todo. Optei deixar a chata por boreste a uma distância maior, por segurança. Érico que vinha acompanhando nosso progresso no GPS, precisou deixá-lo para ajudar o Júnior nas escotas do balão. Uma quase atravessada, a mais de 8 nós, para BB e...encalhamos! No canalete as margens são como degraus, a diminuição da profundidade é abrupta. Tentamos, tentamos mas só conseguimos nos safar utilizando o motor e aí foi-se a regata para nós. Meia volta volver...


Só nos restou retornar decepcionados ao clube, estávamos em terceiro lugar,só atrás dos "grandões" Catuana Kim e Mano's Champ. Mas ainda tinha mais. Estávamos motorando para sair dos baixios e acabou o diesel. Abastecemos com o camburão, mas entrou ar no sistema. Enquanto eu tentava tirar o ar e fazer o motor funcionar, os tripulantes no cockpit tocavam o barco só com a mestra. Como dá para ver no log na figura acima, encalhamos novamente, e agora sem motor. Era azar demais...então lembrei-me que o Cristiano chegou no barco com uma penca de bananas. Nunca acreditei nestas superstições, mas por via das dúvidas não embarco banana. Imediatamente, joquei as bananas ao mar e, em seguida, conseguimos desencalhar o Tinguá. Voltamos numa gostosa velejada de contra-vento, com um "nordestão" que chegava aos 30 nós.
A culpa foi das bananas....
(Fotos de Kriz Sanz do http://www.esportesdomar.com.br/)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Está Chegando a Hora

Faltam só dois dias para a XXXIX Regata Volta a Ilha, oitava e última etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, a mais tradicional e desafiadora regata de Santa Catarina, realizada pelo ICSC e FCVO. De nossa parte não fizemos muito. Apenas o básico, como em todas as regatas, que é a retirada da genoa de enrolar e do "tambor" do enrolador, do dog-house, posicionamento da âncora junto ao pé do mastro (conforme certificado ORC Club), retirada de materiais diversos de cruzeirar, diminuição da água nos tanques, abastecimento do barco de alimentos e água potável.

A única dificuldade está em encontrar um tripulante para substituir o Jorge que estará viajando. Como aumenta muito o número de veleiros participantes a disponibilidade de tripulantes é escasssa.

domingo, 11 de novembro de 2007

Regata Mormaii

Ontem (10/11) disputamos a Regata Mormaii válida pela 7ª Etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano. Com largada às 11:00h entre o Mangrulho e as Ilhas de Ratones e seguindo até a Ilha do Mata Fome, na ponta sul da Praia dos Ingleses, retornando a sub-sede de Jurerê do ICSC, num total de 27,7 mn.


Pela primeira vez repetimos a tripulação, a mesma da Regata Balneário Camboriú, isto é Jorge, Eu, Érico, Marcão, Polaco e Júnior. Largamos bem, sem nenhum problema, com vento Norte fraco, abaixo dos 6 nós. Enquanto teve algum vento estávamos muito bem posicionados na regata. Só que com menos de uma hora de prova o vento acabou e aí foi "loteria" durante quase quatro horas "boiando" em frente à praia da Daniela, ainda na Baía Norte. Presenciei algo inédito para mim, enquanto o Catuana Kim, maior e mais rápido barco da flotilha, conseguia chegar a ponta de Jurerê antes do vento acabar e seguir com vento Norte, nós, os outros barcos da ORC e da RGS A, assistíamos sem vento algum os veleiros mais lentos vindo em nossa direção com vento Sul e balões em cima. Preparamos os balões e nada de o vento chegar. O pessoal nos alcançou e o vento acabou para eles também. Até que (nos pareceu uma eternidade ainda mais com o forte sol), o vento chegou, do Sul, e foi como uma nova largada. Chegamos na bóia em frente à sub-sede de Jurerê, que deveria ser contornada por bombordo, logo após às 16:00 h e desistimos de prosseguir, apesar de o vento começar a aumentar e firmar. Foram mais de cinco horas para percorrer um terço do percurso e a motivação da tripulação estava em zero.

Deixamos o barco em Jurerê com o intuito de aproveitar o feriadão de 15 de novembro na região.

Na quinta-feira, antes da regata, entrei em contacto com o Alfredo Larrondo, do Club de Cartas Digitales, da Argentina, para adquirir o software de navegação CCD Gold pois a nossa licença de teste havia expirado em outubro. Num processo super rápido, adquirimos as regiões 2 e 3 (abrangem do Chuí à Macaé) e na sexta já estávamos com a última versão instalada, pronta para utilizá-la na regata.