Na terça-feira (05/01) o Guga Buy foi retirado da água pelo travel lift da Marina Power Boats e escorado para verificar uma folga no leme e o hélice feathering que desde que pegou um cabo na chegada a Fortaleza não vinha se comportando bem. O comandante e o Eduardo continuaram a
pesquisar o melhor lugar para adquirir vários equipamentos.
O Guga Buy saindo da água
Na quarta tivemos o primeiro churrasco na marina para comemorar o aniversário da Miriam do Flyer, só com os brasileiros. Por falar em comida, outro dia resolvemos experimentar a comida que eles vendem em barracas na rua. Em geral postadas em frente a locais com muitos trabalhadores como o portão das marinas maiores. Como em todos os restaurantes fast food, é servida numa quentinha de isopor e o freguês come por ali mesmo ou leva pelo equivalente a 4,40 reais. Era arroz com um molho marrom com um tipo de vagem muito condimentado, galinha ou carne ensopada e salada. Muitos locais falam em beef no cardápio, mas a carne aqui vem sempre em tiras, cubos, como hamburger ou moída. Saudades de um filé...
A churrascaria dos brasileiros
Barraquinha de venda de comida
Na sexta (07/01) passei a máquina no cabelo que já estava incomodando de grande. Foi número 1 e 2 nas laterais e 3 no topo.
Almoçando no Lighthouse depois de cortar o cabelo
No sábado rolou mais um churrasco 0300, desta feita com a participação de vários velejadores: os franceses, sempre mais numerosos, amigos da Virginie e mais o casado com uma malaia muito simpática do barco Mary Ane (Nissan54), a Helen e o Frank o casal alemão do Bogomil, que saiu com a gente de Fortaleza, mais um casal formado por um americano e uma marroquina, que conhecemos no Réveillon e as nossas tripulações, inclusive do Temujin. Como sempre muitas caipirinhas de cachaça do Eduardo. Teve um francês que perdeu o rumo, só foi encontrado de manhã e nem ele sabe onde dormiu...
Fábio, do Flyer, com Helen e Franck, casal alemão do Bogomil
Morando no barco no seco, voltei a dar minhas caminhadas todas as manhãs e passei a sentir falta de cidade, o que não acontece quando estou no mar. Sábado fui conhecer o maior shopping daqui no caminho para Port of Spain. No domingo, por sugestão do Lúcio, fomos almoçar comida chinesa no The Shangai Experience, que fica no Movie Towne, várias salas de cinema rodeadas de comércio, principalmente de alimentação.
Vista panorâmica de Port of SpainLúcio e Natália, do Temujin, nos levaram neste restaurante porque eles servem uma refeição chinesa chamada Dim Sum, que vem a ser uma refeição leve para comer de manhã até o inicio da tarde. É uma variedade enorme servida em pequenas porções, as quentes que são cozinhadas no vapor, vem numas pequenas panelas inox. O carrinho passa e você vai apontando (para os chineses não é má educação) o que quer. Ah! A tradução de Dim Sum seria "que toca o coração". Gostamos muito e aprendemos mais um pouco da cultura chinesa, em Trinidad...
O Dim Sum, pena que só fotografei depois de comermos
O comandante concluiu que valia a pena ir a Miami, inclusive porque precisávamos de um hélice novo. Embarcamos na terça (11/01) conforme o post anterior. Chegamos de volta na sexta-feira (14/01) quase seis da tarde, depois de cumprir os trâmites burocráticos de imigração e aduana para a entrada dos equipamentos sem pagar impostos. Parece coisa de Português mas para sairmos para Miami tivemos de ir duas vezes na imigração aqui em Chaguaramas. A primeira para pegar um documento a ser confirmado pela marina de que o barco se encontra na mesma. A segunda para carimbar o tal documento, uma via é devolvida a marina, e dar a nossa saída do barco preenchendo um outro documento como se estivéssemos chegando de avião. Na volta depois de ter entrado no aeroporto com aquele formulário tradicional, passa-se de novo na imigração de Chaguaramas e preenche-se um documento como se tivéssemos saído, aí você esta no barco de novo. Difícil de entender, não? Já a aduana para os equipamentos não pagarem os impostos locais, é outra burocracia. Registra-se as notas fiscais na aduana do aeroporto e depois na de Chaguaramas os fiscais verificam as mercadorias e dão a liberação.
Logo o Eduardo foi experimentar o hélice novo e não serviu. Provavelmente o antigo dono torneou o eixo para a colocação do hélice antigo. Foi preciso um torneiro mecânico e só ficou pronto na terça (18/01). Montamos o hélice e mais problemas, as pás estavam duras de rodar e o eixo precisava ser prolongado. O PJ da CaribProps resolveu o problema no hélice e pudemos colocá-lo e ao leme na tarde de quarta. O prolongamento demorou mais.
Hélice MaxProp novo A diversão tem sido as "festas". No domingo os franceses fizeram crepes na nossa churrascaria. Ficaram deliciosos. Na segunda churrasco "transnacional" com picanha e costela do Uruguay e linguiça da Argentina, cachaça do Brasil, cerveja de Trinidad e vinho do Chile e comensais franceses, americano, marroquina, espanhol, malaia, caboverdeano e brasileiros (catarinenses, gaúchos, paulistas, mineiros, paranaenses e cearense) . Aliás, conseguimos encontrar uma casa de carnes muito boa, inclusive com preço menor que o nosso. Coisa de velejador...
Vai um crepe?...
... ou uma costela? O hélice novo foi instalado, o leme verificado e no lugar e a envenenada pronta, faltavam ainda instalar o novo piloto, o charterplotter e o prolongador do eixo do pé-de-galinha, mas mesmo assim o Guga Buy foi colocado novamente em seu habitat na quinta-feira (20/01) e rebocado até a Marina CrewsInn.
Mais fotos em
www.picasaweb.google.com/lflbeltrao nos álbuns Trinidade2010 e Trinidad2011.
Veja video do Guga Buy sendo retirado da água aqui.