quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Férias de Inverno em Angra - 2

A última vez que a Claci esteve em Paraty foi em 2001, com o Gabriel que tinha 1 ano de idade. Depois de atracarmos no cais da Refúgio das Caravelas, ligar a energia do cais e tomarmos banho fomos para a cidade, passear no centro histórico. Paraty é sempre um charme transpirando cultura, história e bom gosto.

A família numa das ruas de Paraty
Na quarta-feira (27/07) saímos de Paraty para conhecer a região. Mais um dia maravilhoso, como tem sido desde segunda, ensolarado, céu azul sem nuvens, temperatura nos 25-27 ºC. Fomos costeando passando pelo Saco do Bom Jardim, do Jurumirim, Ponta Grossa, Praia Vermelha, uma volta pela costeira da Ilha do Algodão e então ancoramos no Saco da Velha.

 Dias lindos, como este começando em Paraty

 O Saco da Velha, um dos lugares listados para conhecermos nesta viagem, é um enseada bem abrigada com duas pequenas praias e algumas poucas habitações, numa das praia de veranistas e na outra, onde ancoramos, de nativos onde existe um bar e restaurante rústico. A água é bastante limpa e a temperatura dela estava em 25,5 ºC. Tomamos banho, andamos de botinho explorando a costeira a procura de um lugar para snorkel, mas havia poucos peixes.

Tinguá ancorado no Saco da Velha

No meio da tarde suspendemos âncora e fomos conhecer a Enseada de Paraty-mirim. Passamos pela vila, o único lugar onde se chega de carro nesta região, que tem uma pequena e histórica igrejinha na praia e percorremos todos os recantos deste belo lugar. Uma enseada que se alonga continente a dentro com muitos recantos, prainhas e pequenas baías. No final da tarde voltamos do fundo da enseada velejando de genoa a 2-3,5 nós num mar e céus azuis com o sol descendo rumo ao horizonte. Num destes momentos que não tem preço. Chegamos no super abrigado ancoradouro da Ilha da Cotia (situada na entrada da enseada) já com o sol escondido atrás das montanhas do continente.

Paraty-mirim, a enseada, vista do fundo para a entrada

A histórica Capela de N.Sra. da Conceição de Paraty-mirim
  
Na quinta-feira o dia amanheceu nublado, mas pelas nove horas o céu já estava limpo de novo. Gabriel que vinha tentando pegar algum peixe sem sucesso, mesmo com o camarão comprado em Paraty, "desencantou" nesta manhã na Cotia pegando vários com a isca artificial de peixinho. A maioria devolvidos a água. Por volta das nove horas rumamos para o Saco do Mamanguá.

 
 Gabriel e os peixinhos da Cotia

Há muito tempo que desejava conhecer o Saco do Mamanguá, de veleiro. Já passei ao longo de sua entrada muitas vezes, até já estive na Ilha da Cotia, ali pertinho, sempre sem tempo. Não desta vez. Passamos pela primeira vila logo na entrada e fomos ancorar na segunda, a Vila do Cruzeiro, ao pé de sua formosa montanha, como a famosa e não menos formosa, chamada de Pão de Açúcar. Passeamos na vila, conversamos com alguns nativos, fizemos uma picanha no barco com vista para a montanha e à tarde fomos conhecê-lo até o final. Com um vento fraco de popa pudemos ir curtindo seus encantos velejando calmamente. Como a Enseada de Paraty-mirim o Saco do Mamanguá é uma baía ainda mais estreita e alongada que avança continente adentro com montanhas em sua margens, lembrando um fiorde escandinavo. Por isto costuma ser chamado de fiorde brasileiro e fiorde tropical.

O Mamanguá visto da entrada
 
 
Assando uma picanha na frente de Cruzeiro

Ficou uma frustração, ou melhor um motivo para voltar. Não subi ao Pão de Açúcar pois avaliei que a trilha até o seu topo, pelos relatos que tivemos, seria muito pesada para o Gabriel que insistia em ir. Dormimos ancorados nas proximidades do pé do Pão de Açúcar.

O Mamanguá visto do fundo para a entrada

A sexta (29/07) novamente amanheceu nublada e mais uma vez as nuvens sumiram rapidamente. Rumamos para conhecer a Enseada do Pouso de Cajaíba e suas praias. Ancoramos na maior delas a Praia Grande de Cajaíba. Ainda dentro da Baía da Ilha Grande mas voltada para o mar aberto aqui temos sempre presente a ondulação do mar, muito tranquila neste dia. 

Praia Grande de Cajaíba

 
A baía da Praia Grande de Cajaíba, na Enseada do Pouso

Vila do Pouso

No final da tarde, depois de percorrer toda a Enseada do Pouso optamos por pernoitar na Ilha da Cotia. Desta vez, véspera de final de semana, haviam cerca de 10 veleiros na ancoragem.  Aqui o único senão destas férias, furei uma das bananas do botinho ao bater em uma pedra chegando à remo na prainha.

 
Gabriel pescando no final de tarde na Ilha da Cotia
Entardecer na ancoragem da Cotia

No sábado (30/07) zarpamos às 7:00h pois teríamos cerca de 25 mn para retornar a Marina Bracuhy e, queríamos ter a tarde para limpar o barco e prepará-lo para mais uma temporada sozinho.  Contrariando a previsão do CPTEC fomos surpreendidos por um vento sudoeste (SW) pela popa que rapidamente aumentou para os 18-20 nós. Estávamos com a grande toda em cima e o piloto não dava conta. Rumei para a Ilha de Paquetá, a umas 2 milhas, para baixar a vela a sotavento da ilha. As fortes adernadas nas rajadas deixaram a família assustada. Depois vi que o anemômetro registrou 29,8 nós de velocidade máxima do vento.

Velejada tranquila voltando da Enseada do Pouso

Colocar o Tinguá na vaga do cais D do Bracuhy não foi nada fácil, naquela porranca. O espaço para manobra entre o nosso cais e o seguinte é muito pequeno e só consegui colocar o Tinguá de popa, sem maiores contratempos, porque um casal num inflável nos ajudou  empurrando na aleta de BE, além de juntarem uma bóia que havia "voado" para a água. Como é fantástica a solidariedade dos navegadores.

Tinguá pronto para mais um período de "hibernação"


Acabou. No outro dia o pior das férias, enfrentar os mais de mil quilômetros de estrada até em casa. Principalmente de São Paulo em diante onde as estradas pioram e pegamos muita chuva. Mas valeu!

Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/angra2011.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Férias de Inverno em Angra - 1

Minha esposa conseguiu uma semana de férias no trabalho, aproveitamos a última semana das férias escolares dos meninos, então pegamos o carro e fomos ao encontro do Tinguá, na Marina Bracuhy, no sábado (23/07). Desta vez fomos por São Paulo e descemos pela Rodovia dos Tamoios, que ainda não conhecíamos. Pegamos chuvas esparsas fracas por pelo menos 60% do caminho. Chegamos no Bracuhy às 19:00h depois de 13,5 horas e 1070 km.

No domingo (24/07) tiramos a capa do Tinguá, abastecemos de água e mais um monte de "coisinhas" até desatracarmos para nossa semana de férias "al mare". Rumamos para a Ilha da Gipóia com um NE de 15-17 nós. Ancoramos na Praia da Armação onde almoçamos. Depois para ficarmos melhor protegidos do vento que continuava soprando fomos para o Saco da Vila Velha, do outro lado. Pegamos uma poita "emprestada" e aproveitamos o sol que voltou bonito. Mamãe lendo, Eu e o Rafael jogando bola na praia e o Gabriel tentando pegar algum peixe.

Cataguás, na realidade duas ilhas
Após uma noite traquilissima acordamos cedo com um dia maravilhoso. Tomamos o café da manhã e rumamos para a Ilha de Cataguás, na Baía de Jacuacanga, um dos cartões postais de Angra dos Reis que não tinhamos conhecido na outra temporada por aqui. Lugar lindo. A água estava fria na entrada mas depois o banho ficou ótimo. Gabriel encontrou poucos peixes diferentes no snorkel e pediu para irmos as Botinas. O vento do domingo já havia voltado, ENE desta vez com 14-15 nós. Também nas Botinas havia só as espécies mais comuns. Talvez por causa do vento. Rumamos então para a Marina Piratas, na cidade de Angra, para completarmos o tanque de diesel e a dispensa do Tinguá. Almoçamos no shopping anexo onde encontramos o casal de amigos Fernando e Marta, do veleiro Planeta Água.

Nosso botinho e o Tinguá ancorado em Cataguás
Nesta temporada na Baía da Ilha Grande planejamos conhecer mais a região de Paraty. Então da Piratas rumamos em direção a Ilha do Cedro, distante cerca de 20 mn. Mesmo com aquele vento da manhã nos ajudando até a Ilha do Brandão vimos que chegaríamos no Cedro só depois do por do sol. Então ancoramos na Ilha Sandri para pernoitar, junto na ancoragem o veleiro Procelária. Saímos cedo para o Cedro onde chegamos por volta das 8:30h. Ancoramos na Praia do Sul, curtimos a praia, jogamos frescobol, tomamos umas Astronautas (deliciosa caipirinha com limão, maracujá e cachaça Maria Izabel) com isca de Robalo, no Bar do Nelson.

Frescobol na Ilha do Cedro

D. Claci preparou um talharim com molho vermelho para o almoço, depois uma pequena sesta e rumamos para Paraty a 11 mn de distância. Às três e pouco da tarde atracamos no pier da Marina Refúgio das Caravelas.
 
Chegando a Paraty
Veja mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/angra2011.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Morte do Lenírio

Só hoje, ao ir ao ICSC-VI, fiquei sabendo da morte prematura do Lenírio, propietário da capotaria e veleria Velas Oceano, instalada há muitos anos no interior do Veleiros da Ilha. Lenírio foi fulminado por um ataque cardíaco na madrugada de domingo último.

Ótimo profissional e excelente pessoa Lenírio fez muitos serviços para o Tinguá, como o dog-house, capas de vela e inúmeros outras capas e consertos em velas. Meus pesâmes a seus familiares.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Angra2011 - Com o Jorge

Cheguei no Tinguá às três da madrugada, na Marina Bracuhy, onde o Jorge já me esperava. Domingo cedo já zarpamos para curtir um pouco da região. Fomos até a Ilha Sandri, no caminho para Paraty, onde ancoramos e o Jorge preparou um spaguetti com molho bolonhesa. De lá rumamos para a Ilha de Paquetá onde pernoitamos. Pela manhã saímos a explorar a Baía da Ribeira. Fomos até o final da Enseada de Japuíba, conhecendo as inúmeras ilhas. Então retornamos a marina pois o Jorge embarcava para o Rio e depois Florianópolis às 15 horas.

 Panorâmica da Baía da Ribeira e suas ilhas

Aproveitei a tarde para dar uma geral no Tinguá e prepará-lo para ficar sózinho pois amanhã às 9:30h sou Eu que inicio o retorno para Floripa. A saudade da família é grande, principalmente da minha amada esposinha.

domingo, 10 de julho de 2011

RISW2011 - Velejando

A partir da quarta-feira (06/07) as coisas começaram a melhorar na disputa da Semana de Vela de Ilhabela (RISW2011) com a realização da Regata Média para a classe BRA-RGS com ventos de 12-15 nós SSE, no Canal de São Sebastião, quando tiramos terceiro lugar com o Revanche (Fast345). Na quinta e na sexta-feiras foram disputadas duas regatas barla sota por dia, a primeira do dia com 6 pernas e a outra com 5 pernas, com média de 1.3 mn por perna, com ventos S e SE. Tivemos altos e baixos com um nono, um sexto, um quarto e um oitavo. Sempre os melhores resultados com ventos mais fortes. Na última regata da sexta-feira, pela primeira vez velejávamos na frente do Borimbora (Delta32), que acabou campeão da nossa divisão B da RGS, até que na última perna demos o bordo para o continente e ele para a ilha. Resultado, cruzamos a linha cinco minutos depois dele e de um segundo garantido acabamos em oitavo. Paulinho nosso timoneiro sempre fez largadas exepcionais, mas na última regata, disputada no sábado (09/07), ficamos sem espaço e para não colidir no barco da Comissão de Regatas tivemos de fazer um 360, largando bem atrasados. O vento já era NE com 11-14 nós e conseguimos recuperar muitas posições para terminarmos em mais um nono lugar. Concluimos o campeonato em sétimo lugar, perdendo o sexto no critério de desempate.

Os 12 S40 no pier do YCI
 
O Revanche, que já foi campeão em Ilhabela em 2008 nesta mesma classe, sofreu várias alterações visando baixar seu rating, uma vez que as recentes alterações na regra de medição BRA-RGS penalizaram-no bastante. A principal foi a substituição das velas de Kevlar por velas de Dacron, com genoa de enrolar. O veleiro perdeu muita capacidade de orçar contra o vento, sua maior qualidade. Assim só conseguimos ser competitivos quando o vento era mais forte.

O Quadro de Resultados sempre muito consultado
 
A semana em Ilhabela foi muito fria. Somente na sexta-feira o sol voltou esquentando um pouco, ao menos durante o dia, e enchendo a cidade para o final de semana. Nesta mesma sexta rolou o tradicional churrasco da flotilha catarinense em Ilhabela. No sábado à noite mesmo peguei o ônibus para o Bracuhy, chegando no Tinguá por volta das três horas, onde o Jorge já estava para aproveitarmos o final de semana na região.

A confraternização após cada dia de regatas
 
É sempre muito bom participar da semana de vela em Ilhabela, uma cidade que adoro, e foi muito prazeroso fazer parte da tripulação do Revanche. Agradeço a oportunidade ao Cmte. Celso Faria e seu filho Thiago, bem como aos demais companheiros: Paulo Linhares, Alexandre Meinecke, Fabrício Moro e Luciano Pacheco.

A tripulação do Revanche (Luciano atrás da câmera)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

RISW2011 - Eu Quero Velejar!

Deixei o Tinguá no Bracuhy no sábado peguei um onibus até Angra dos Reis, depois outro até São Sebastião, mais balsa para fazer as regatas da Rolex Ilhabela Sailing Week (RISW) na tripulação do Revanche, um Fast 345 do Cmte. Celso Faria, do ICSC-Veleiros da Ilha, e até agora nada. Não consegui fazer uma regata.

Cisne Branco prestigiando a RISW2011

Explico. Na primeira regata a Regata Eldorado Alcatrazes por Boreste (com 55 mn) não conseguimos largar antes dos 20 minutos de tempo limite após o sinal de partida. Foram uma série de erros, um "apagão" geral na tripulação. É verdade que o pouco vento na largada e a forte corrente do canal (que no entanto é velha conhecida de todos nós) fizeram com que muitos barcos não conseguissem cruzar a linha de partida antes dos tais 20 minutos. Na nossa classe, a BRA-RGS B, 12 dos 22 barcos inscritos não conseguiram. Não é preciso dizer que a frustração foi enorme. 

Preparando-se para a regata que não corremos

Depois da tradicional folga da segunda-feira, hoje voltamos a raia, desta vez acima da Ponta das Canas, no norte da ilha, para regatas barla-sota. Boiamos até as quatro da tarde quando a CR mostrou a bandeira Recon sobre a Alfa o que significa no more races today. Toca voltar para o pier mais uma vez frustadíssimos. Ainda mais, que por volta das três e meia iniciou um vento (que poderia permitir uma regata curta) que foi aumentando de intensidade durante o caminho de volta,tanto que a maioria dos barcos chegou na sede do YCI velejando, muitos com vela balão.

A espera do vento

Pelo menos a "canoa" de cerveja estava organizada este ano. Mulheres bonitas servindo em copos descartáveis a excelente cerveja Bock da Baden Baden, muito apropriada para o frio que está fazendo. É a sétima vez que participo da Semana de Vela de Ilhabela e nunca havia pego tanto frio. Frio e tempo chuvoso que espantou os turistas. A cidade está vazia, sem aquele burburinho das outras edições, mesmo com o número de veleiros participantes se mantendo. A nossa pousada, onde já fiquei em duas outras ocasiões, só tem metade da nossa tripulação, a do Zeus e uma dupla de juizes.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

CCV2011 - Terminou para o Tinguá

Hoje por volta das 8:15h da manhã o Tinguá zarpou da Enseada do Abraão para a Marina Bracuhy, encerrando sua participação no II Cruzeiro Costa Verde, organizado pela ABVC, pois terei de estar amanhã em Ilhabela onde vou participar da Semana de Vela na tripulação do veleiro Revanche (Fast345) do ICSC-VI, que disputará a classe BRA-RGS B.

Veleiros (do CCV2011 e outros) ancorados no canto esquerda da Enseada do Abraão

Eu e o Beto Larsen, meu parceiro no cruzeiro, gostamos muito de ter participado do CCV2011 e sentimos interromper nossa participação antes do final. Agradecemos a companhia e companheirismo de todos e esperamos voltar a participar nas próximas edições. Foi muito bom!
O Tinguá está acomodado no pier D da Marina Bracuhy, esperando meu retorno de Ilhabela no próximo dia 10/07.

CCV2011 - Abraão

A programação era seguir na manhã da quarta-feira (29/06) para a Praia do Leste, na Ilha do Martins, a menos de 2 mn de Quitiquara. Com o vento leste de 11-13 nós que entrou a comodoria do CCV2011 optou por voltar a ancoragem na Praia das Flexeiras, em frente e ilha e a cidade de Itacuruçá. Bem que poderíamos ter ancorado no lado oeste da Ilha do Martins.

Amanhecer na ancoragem na Praia das Flexeiras

Saimos meia hora antes do combinado para irmos conhecer a Praia do Leste e então numa gostosa velejada só de genoa rumamos para as Flexeiras. No canal entre a ilha e a cidade, onde velejávamos de popa, na sua parte mais estreita, já perto do destino, o vento leste que já estava mais forte acelerou entre as montanhas chegando a marcar 25,2 nós de máxima em nosso annemômetro. Ancoramos na proteção do morro com 4 m de profundidade. Fomos convidados pelo Maurício Napoleão (atual presidente da ABVC) a almoçar no seu veleiro Napoleão (um Skipper30, irmão mais novo do Tinguá) uma excelente pasta preparada pela sua esposa Fernanda, acompanhada de um vinho. O leste continuou soprando forte até o início da noite, com rajadas que "chicoteavam" os veleiros. A noite foi sem vento nenhum.

 
Fogos da festa junina de Itacuruçá

Zarpamos às 09:15 da manhã para a Vila do Abraão, na Ilha Grande, numa distância aproximada de 20 mn. Depois de um inicio sem vento foi entrando um NEE de 7-9 nós que com o tempo cresceu para 12-13. Já nas proximidades da Ilha Grande diminuiu de intensidade e rondou para W e ao entrarmos na Enseada do Abraão para SW. Chegamos velejando até a ancoragem em frente a pequena Praia da Júlia.

Chegando na Enseada do Abrão

Mergulhamos na água e fomos até a prainha a nado nos reunirmos ao pessoal para almoçar. A temperatura da água nesta época é naturalmente mais fria, não muito mais que nossas praias no verão. Enctramos novamente nosso amigo Rogério D`'Avila do Veleiros da Ilha que está subindo até o Caribe com seu Placton (Swan40).

Depois de uma noite sem vento na ancoragem, mas com um pequeno swell que balançou um pouco o dia amanheceu limpo novamente e promete ser lindo.

Veja aqui a localização da Enseada do Abraão.
E aqui a localização da Praia das Flexeiras.
Mais fotos em www,picasaweb.google.com/lflbeltrao.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CCV2011 - Quitiquara

A saída da Praia da Estopa sofreu um pequeno atraso pois o cachorro do veleiro Manucaiá (Aladin30) havia desaparecido na ilha, na suposição dos donos atrás de uma cadela no cio. Somos 25 veleiros neste II Cruzeiro Costa Verde, cerca de 60 tripulantes, 2 crianças e 6 cachorros, segundo a última contagem. As 10:30h suspendemos âncora, mesmo sem o retorno do garanhão. A rota até a Praia de Quitiquara, no lado leste da Ilha de Itacuruçá previa 7,7 mn, num caminho mais longo pois contorna quase toda a Ilha de Itacuruçá, passando pelo canal entre a ilha e o continente. Vento praticamente zerado, mas nossa vela grande toda em cima. Não gosto de ver veleiro andando sem velas, só no motor. Parece um pássaro sem asas...Abrindo um parenteses, lembrei que ao largar as amarras do pier na Marina Bracuhy subimos a vela grande e um gaiato qualquer nos gozou do pier dizendo para assoprarmos ou abanarmos as camisetas. Foi só sair da Marina e tivemos bons ventos até a Ilha Grande.

 A flotilha deixando a Praia da estopa

Fizemos uma parada na Praia das Flexeiras, na ilha em frente a cidade de Itacuruçá, para fazer as compras para o churrasco na Praia de Quitiquara. Vários veleiros aproveitaram para compras diversas e encostaram no cais do posto de combustível para abastecer de combustável e água. Como não precisávamos de nada permanecemos no Tinguá, usando uma poita "emprestada" de algum pescador.

Seguimos viagem até Quitiquara agora com uns 7-8 nós de vento pela frente. O Gameio ia rebocando seu bote cheio de cerveja já no gelo. Ancoramos exatamente às 15:00h. E logo mergulhamos. O sol estava quente e a água só se sentia fria na entrada. Antes de sairmos da água tomamos nosso "banho ecológico", como meus filhos Gabriel e Rafael chamam. O tal banho consiste em se ensaboar com shampoo infantil neutro, mergulhar para tirar o shampoo e sair da água e secar rapidamente, não dando tempo para a água evaporar. Deste modo o sal não fica no corpo. Até poderíamos tomar uma duchinha de água doce ao sairmos do mar, temos água suficiente para tanto, mas não é preciso.

Flotilha ancorada em Quitiquara

Depois descemos o botinho e fomos para terra, ou melhor areia, para o churrasco e confraternização com os demais velejadores. Havia uma barraca de praia onde a proprietária preparava deliciosos pastéis e caldo de peixe. Vendeu muito bem, nós tomamos dois caldinhos cada um, até porque com o cair da tarde o frio chegou. Rogério do Gameio pilotou a churrasqueira e vários barcos prepararam acompanhamentos como saladas e farofas. Nós que somos quase zero na cozinha só levamos uma cachacinha mineira. Mais tarde teve até fogueira na praia para esquentar.

 
Conhece canoa de cerveja? No CCV2011 tem bote de cerveja

Veja aqui a localização de Quitiquara.

terça-feira, 28 de junho de 2011

CCV2011 - Praia da Estopa

Saimos do Saco do Céu depois das 10:00h num dia nublado com chuvas fracas esparsas, com a vela grande no primeiro rizo. A medida que íamos deixando a Enseada das Estrelas o vento do quadrante sul ia se mostrando. A princípio mais fraco (8-10 nós) numa orça apertada para nosso rumo 90. A medida que avançamos nas 17 mn até a próxima ancoragem na Praia da Estopa, na Ilha de Jaguanum, já no interior da Baía de Sepetiba, o vento foi rondando para leste e aumentando. Quando já atravessávamos o canal entre a Ilha Grande e o continente estávamos com ele no través com 16-18 nós (máxima chegou a 22,4 nós) e com mar de quase um metro bem picado na aleta de boreste. Foi a maior velejada até agora, desde que saímos de Floripa, chegando a picos de 8,4 nós de velocidade. Ao nos aproximarmos do destino o vento amainou para 12-14 nós e passou para uns 150 a BE.

A Praia da Estopa em dia chuvoso (27/06/11)

Ancoramos na pequena baía da Praia da Estopa por volta de uma hora da tarde, com uma chuvinha fina, com 4m de profundidade. A praia abriga uma pequena comunidade de pescadores e uma meia dúzia de casas de veraneio. Tem luz elétrica e um sinal de celular titubeante, edm especial o da TIM, minha operadora. No final da tarde o pessoal conseguiu autorização para utilizar a varanda da maior casa de veraneio (a de janelas amarelas) onde boa parte dos participantes se reuniram para uma happy-hour com música ao vivo a cargo de Suzy, Vitor, Zé Toriba e Eduardo.

O happy-hour em terra

Hoje amhanheceu outro dia, limpo, lindo e ensolarado (compare as fotos) e vamos zarpar logo mais com destino a Praia de Quitiguara, na Ilha de Itacuruçá. Mas a noite foi um pouco balançada, principalmente por umas quatro vezes quando passou alguma embarcação veloz fora e provocando muitas marolas.

A Praia da Estopa em dia ensolarado (28/06/11)

Veja aqui a localização da Praia da Estopa.
Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/costaverde2011.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

CCV2011 - Saco do Céu

Largamos no II Cruzeiro Costa Verde (CCV), promovido pela ABVC, às 11:00h do domingo (26/06), da Marina Bracuhy, na região de Angra dos Reis, num total de 25 veleiros. O CCV é um mini cruzeiro de 7 dias que passa por alguns pontos da costa leste da Ilha Grande e explora a Baía de Sepetiba. Neste ano as paradas serão no Saco do Céu, Abraão e Sitio Forte, na Ilha Grande, e nas Ilhas de Jaguanum (Praia da Estopa), Itacuruçá (Praia de Quitiguara) e Martins, na Baía de Sepetiba.

CCV2011 largando no canal da Marina Bracuhy

Na tripulação estamos Eu e o Beto Larsen, do veleiro Parangolé, que acabou substituindo o Nei Bittencourt que preferiu ficar "lambendo" o novo brinquedo.

Os veleiros do CCV2011 com Bracuhy ao fundo

A primeira perna foi do Bracuhy até o Saco do Céu, na Ilha Grande, distante 18 mn. Muitos dizem que na Baía da Ilha Grande não venta, mas foi o maior trecho velejado até aqui pelo Tinguá. Ventos na casa dos 11-13 nós, desde a Baía da Ribeira (numa orça apertada) até próximo a Enseada das Estrelas (num través, depois orça folgada). Chegamos no protegido Saco do Céu, sem vento, por volta das 14:00h ficando numa ads poitas do Restaurante Coqueiro Verde. O dia que era lindissimo fechou para o final da tarde e entrou um vento pré-frontal a frente fria com rajadões que batiam nos 30 nós. Alguns veleiros foram obrigados a re-ancorarem, procurando a região junto a costa sul do saco. Este vento que desce os morros em rajadas, mesmo em lugares muito protegidos, já havia pego duas vezes no Sitio Forte, nunca no Saco do Céu. A noite toda tivemos pancadas de chuva e períodos com os nossos wililwaws (o vento catabático da Antartida) soprando.

O Saco do Céu com vento

No inicio da noite a maioria dos participantes se reuniu para jantar no Coqueiro Verde.

Veja aqui a localização do Saco do Céu.

sábado, 25 de junho de 2011

Encontro ABVC 2011

Esta subida do Tinguá ao sudeste foi planejada para que pudéssemos participar de três importantes eventos da vela brasileira. A Semana de Vela de Ilhabela, o II Cruzeiro Costa Verde e o IX Encontro Nacional da ABVC.



O Encontro da ABVC acontece todos os anos na Marina Bracuhy no feriadão de Corpus Christi. A ABVC é a Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro. O encontro é uma grande confraternização de velejadores cruzeiristas onde ocorrem palestras, workshops, exposição de fornecedores, discussões e muita conversa, troca de experiências e festas (são três jantares festivos). 


Foi a primeira vez que consegui estar presente num Encontro, e melhor que a bordo do Tinguá, que ficou muito bem atracado no Cais Lars Grael caixa 6. Daqui a pouco teremos o jantar de encerramento. Amanhã iniciamos a participação no outro evento, o Mini Cruzeiro Costa Verde.
  
  Aula de segurança em embarcações para o público infantil

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Encontro ABVC 2011 - Paraty-Bracuhy

Largamos as amarras do pier da Refúgio das Caravelas às 09:20h da manhã para percorrermos as cerca de 24 mn até a Porto Marina Bracuhy, sede do Encontro da ABVC e onde o Tinguá vai ficar, pelo menos até agosto. Agora éramos três veleiros pois o Nei seguia no Dona Rô (Velamar32), seu novo brinquedo. Mais alegre que pinto no lixo.

O Dona Rô e o Parangolé na saída de Paraty

Ao contrário dos dias anteriores este já amanheceu nublado, com cara de chuva. Nos acompanhou por quase todo o percurso um ventinho de 6 até 9 nós, numa orça apertada, que com a grande ajudava. O mar flat. Paramos na Ilha de Paquetá para almoçarmos a carne com legumes e molho curry do chef  Polaco. Peguei emprestada a poita do bar flutuante Bicho do Mar e o Parangolé e o Dona Rô amadrinharam no Tinguá.

Amadrinhados em Paquetá, depois de almoçar

Chegamos no Bracuhy as 16h e fomos recebidos pelos velejadores-residentes, como o Ceccon, que nos recepcionam e dão apoio na atracação, nos encontros da ABVC. Estamos aqui muito bem instalados  no Cais Lars Grael, na "boca do gol" como se diz. Reencontrando os inúmeros amigos que fizemos em outra velejadas.


O Tinguá, ao lado do Isadora, no Cais Lars Grael, na Marina Bracuhy

O único senão é que estamos sem o carregador inteligente de baterias que está com um curto-circuito desde Paraty, o que nos obriga a ligar o motor diariamente para carregar as baterias.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Encontro ABVC2011 - Ilhabela-Paraty

Soltamos da poita do ICS em Ilhabela as 03:20h da manhã para fazermos as 74 mn até a marina em Paraty. Sempre com a mestra em cima conseguimos uma boa velejada até a saida do Canal de São Sebastião com vento N de 15 nós. Mas foi só. Depois raramente ele passou dos 4-5 nós. Então foi com o "vento de porão" mesmo, sempre "fiel" em toda nossa travessia. Mar baixo, ondas espersas, dia ensolarado, típico de outono. Após dobrarmos a Juatinga almoçamos um delicioso penne preparado pelo Polaco, que com a sopinha do domingo à noite em Ilhabela vem mostrando seus dotes culinários, para deleite do Nei e Meu que somos quase zero neste quesito.

 
A Ponta da Juatinga em dia de mar calmo

Chegamos na Marina Farol de Paraty exatamente as 15:20h, depois de 12 horas de travessia. Lá o Nei passou um monte de tralha para seu novo barco, o Dona Rô (e aí, Dona Rô e Alberto como vão vocês? já encontraram um barco novo?). Em seguida rumanos para a Marina Refúgio das Caravelas onde ficamos, sempre com o Parangolé. Encontramos muitos amigos como o Zé Toriba e esposa, Alfred do Tuareg, Cris e o Janjão que nos presenteou com deliciosos pãezinhos, ainda quentes, no café da manhã.

As marinas de Paraty, na Praia da Boa Vista

Na terça (21/06) enquanto o Nei tomava posse do seu novo brinquedo fomos, mais o Giovani tripulante do Paramgolé, numa caminhada até o centro de Paraty fazermos turismo. Os dois não conheciam e Eu da última vez que estive aqui foi em 2001. Por falar em Paraty é com "y" mesmo, depois de muita discussão oficializaram a grafia "Paraty". Almoçamos num lugar muito legal o Paraty 33 na rua da Lapa. A noite voltamos todos, menos o Beto, para tomar chopp e lanchar no Coupé, em frente a praça da Igreja Nossa Sra. dos Remédios. Foi muito agradável rever Paraty.

  Uma das charmosas ruas do Centro Histórico de Paraty

 O Bar e Restaurante Paraty 33

Daqui há pouco estamos zarpando para o Bracuhy.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Encontro ABVC2011 - Floripa-Ilhabela

Mesmo com o NE na casa dos 16-18 nós saímos às 10:05h de sexta-feira (17/06) do Veleiros da Ilha rumo a Ilhabela, nossa primeira etapa da travessia para o Bracuhy, em Angra dos Reis, onde se realizará o IX Encontro Nacional da ABVC. As previsões nos diziam que o NE iria morrer até o início da noite e haveria um período de pouco vento até o domingo. Após, o NE no sul e o ENE mais acima voltariam com bastante intensidade. No sábado entraria uma frente sul em Floripa mas muito fraca, antes da volta do NE. Junto conosco partiu o Parangolé (Van der Stadt 29).


O mar do primeiro dia e o Parangolé sempre nos seguindo
 
Não podemos nos queixar da travessia. É verdade que tivemos o NE na cara (chegou a picos de 21 nós) até o final do primeiro dia, mar baixo mas picado até pela meia noite, ventos fracos e inconstantes durante todo o resto do percurso, que permitiram alguma velejada ou uma ajudinha, pois a mestra estava sempre em cima, mas o motor não foi desligado nunca. Por outro lado pegamos lua cheia, tempo bom com temperatura mais quente do que a dos dias anteriores e mar baixo. Até foi a travessia Floripa - Ilhabela mais rápida do Tinguá, completamos as 300 mn em exatas 49:10h.

O primeiro amanhecer no mar (O Polaco não deve esquecer...)

Chegamos em Ilhabela direto no posto de combustiveis do Pier dos Pescadores para completar o tanque com Diesel Verana e depois pegamos uma poita na sub-sede do Iate Clube de Santos onde, como sempre, fomos muito bem recebidos pelo gerente Guto e seus auxiliares.

 O Tinguá na poita do ICS em Ilhabela

 Uma foto turística no pier da Vila, em Ilhabela

Depois de um bom e relaxante banho fomos para o programa básico de uma parada em Ilhabela: almoço no Cheiro Verde, sorvete no Rocha (sabor Macaco Louco) e um café na Ponto das Letras. Descansamos cedo para sairmos por volta das três da manhã para Paraty.



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estamos Saindo Hoje

Estamos saindo logo mais por volta de 09:00 horas na nossa travessia até a Marina Bracuhy, em Angra dos Reis. Vamos no Tinguá além de mim o Nei Bittencourt (recente comoprador do Velamar 32 Dona Rô) e o Luiz Carlos Poyer (o Polaco). Seguiremos direto para Ilhabela para aproveitar a pequena janela que temos com mar bom e ventos não favoráveis mas, ao menos,  mais fracos. segue junto conosco o Parangolé (antigo Guga Buy) do Beto Larsen, acompanhado do Giovani Dal'Grande.

Estes últimos dias foram de intensas atividades para deixar tudo pronto. Ainda ontem a tarde quando encostei o Tinguá na bomba de combustível do ICSC-VI tive problemas com o comando do motor. Bem, trocamos os cabos do comando pois os antigos não estavam 100%.

Acompanhe-nos pelo spot com mensagens no twitter do Tinguá (@veleirotingua).

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Em Salvador, mas sem barco

Neste final de semana estivemos em Salvador para as comemorações do casamento e aniversário do meu cunhado, que mora lá. Vi uma interessante exposição de fotos de saveiros, de autoria do fotógrafo Nilton Souza. Fotos muito bonitas.


Não consegui comer um acarajé, pois qando fui fazê-lo no Acarajé da Chica, na Pituba, não tinha ninguém, isto num final de sábado. Mas tomei sorvete e comi esquimó na Sorveteria da Ribeira.

Ernesto, meu cunhado "baiúcho", é festeiro e adora receber, então foi festa sexta, sábado e domingo. Mas deu para passar na Bahia Marina e na saída vi o outdoor abaixo, que a Bahia Marina fez para o Dia do Meio Ambiente. Muito criativo.

 

sábado, 11 de junho de 2011

Preparando o Tinguá para Subir a Costa

Esta semana foi de dedicação ao Tinguá para deixá-lo em dia para passar uma temporada na Baía da Ilha Grande. Mesmo sem nenhum conserto significativo a fazer, a preparação dele consumiu boas horas. Os mais importantes foram a manutenção do motor e a pintura do fundo com anti-incrustante. No motor troquei o óleo lubrificante e o da rabeta, mais os filtros de óleo, de combustível e o Rakor. Além do líquido de refrigeração. Passamos pela primeira vez "envenenada" no Tinguá. Optamos por um produto mais econômico (InterClene da Internacional) pois a intenção é retirá-la ao retornar de Angra, já que aqui o Tinguá é guardado no seco.

 

Inúmeras outras atividades foram feitas como engraxar o hélice, substituir a fechadura do paiol do gás, carregar o segundo bujão de gás, carga inteligente nas baterias, substituição das lâmpadas de luminárias internas por fitas de leds, etc., etc. Creio que estamos prontos para a travessia. 

Vamos participar do IX Encontro Nacional da ABVC de 23 a 25/06 e do II Mini Cruzeiro da Costa Verde de 26/06 a 02/07. Ainda vou fazer a Semana de Vela de Ilhabela como tripulante do Revanche (Fast345) do Cmte. Celso Farias.