segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Novamente na Ilha Grande

Depois de um mês retornei para uma curta temporada de uma semana no Tinguá, no último dia 26 de agosto, na companhia dos amigos Jorge "Gico" Calliari e Luiz Carlos "Polaco" Poyer. Chegamos na Marina Porto Bracuhy no meio da tarde e já começamos a preparar o Tinguá. Período tão curto não dá para ficar na marina.

 Abastecendo a dispensa de bordo

Na segunda cedo trocamos o óleo e filtros do motor. Uma "bobeada" minha permitiu a entrada de ar no sistema de alimentação do motor e então levamos quase uma hora para solucionar o problema. Abastecemos de diesel no posto da marina, que (boa notícia) a partir de setembro estará com a bandeira Petrobrás e terá o Diesel Verana. Dali direto para o Piratas para novo abastecimento, agora da dispensa. Dispensa abastecida rumamos para a Tapera do Sitio Forte, na Ilha Grande, onde chegamos ao final da tarde.

 Praia da Tapera, no Sitio Forte, um encanto só

Gico e Polaco vão muito bem na cozinha. Então esta parte ficou ao encargo deles que no domingo à noite discutiram o cardápio e fizeram a lista dos mantimentos a serem adquiridos. E foi só ancorar na Tapera que o Polaco já começou a se preocupar em preparar um Bifum (macarrão oriental de arroz) de frango. Que ficou delicioso e foi consumido com um bom vinho como convinha a temperatura amena. E assim tivemos vários pratos deliciosos preparados por um ou outro. Eu só entrei na brincadeira quando foi para assar a picanha, na Lagoa Azul.

Os barcos dos pescadores no Saco do Céu

O mês de Agosto foi especialmente quente e seco neste ano, mas justo nesta semana entrou uma frente fria. Pegamos a segunda e a terça nubladas e com alguma chuva, felizmente mais na madrugada, e temperatura mais baixa. De quarta (29/08) em diante foram dias ensolarados com temperatura acima dos 25º C durante o dia. A água do mar é que foi a mais fria que já peguei na região, na casa dos 21º C. Os ventos (tivemos ventos quase sempre) foram de S e SW até a quinta feira, mudando para E e NE na sexta.

 Depois da trilha ainda tinha que remar até o Tinguá...

Na terça o Giovani Dal Grande e seu Kyriri-ete chegaram de Paraty para nos acompanhar nas andanças pela Ilha Grande. Giovani que também não é fraco na cozinha teve seu dia de chef preparando uma excelente moqueca de camarão.

A Lua cheia se pondo no amanhecer da Ilha de Itanhangá

Foi uma ótima semanada na companhia de grandes e velhos (nos dois sentidos, ahahah) amigos. Nos dividimos entre a Enseada do Sitio Forte, Abraão, Palmas com Lopes Mendes, Saco do Céu e Lagoa Azul. Mais uma vez as condições meteorológicas não permitiram conhecer mais do "lado de fora" da Ilha Grande. Na próxima vez deve dar...


Lavando o convés
Na última noite (31/08) fomos no final da tarde dormir em Itanhangá, próximo a marina, para chegar cedo no sábado e preparar o Tinguá para mais um período de hibernação.

 Com as malas prontas esperando o transporte para pegar o avião no Rio

Mais imagens aqui.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Olha Nós no Almanáutica

Por solicitação do Ricardo Amatucci - empresário, velejador, blogueiro, Diretor de Comunicação da ABVC, e não sei mais quantas outras atividades - enviei algumas notícias da nossa região para o primeiro número do novo jornal náutico Almanáutica. E não é que a "manezada" do Veleiros da Ilha no primeiro Cruzeiro Floripa - Angra emplacou com foto e tudo, na edição de estréia.


Pois é, Ricardo somou mais uma atividade, estando a frente do Almanáutica um jornal "para quem tem o mar na alma", isto é voltado para o mundo náutico. O primeiro número foi distribuido no início de julho passado. Sim, o jornal é de distribuição gratuita nos pontos náuticos, como marinas, lojas e clubes náuticos. O segundo número está saindo nos próximos dias. Desejamos sucesso e vida longa ao Almanáutica.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Férias de Inverno na Ilha Grande

No ano passado nas férias escolares de inverno optamos por velejar na região de Paraty que conhecíamos pouco. Neste ano, na terceira temporada do Tinguá na região da Baía da Ilha Grande, escolhemos a Ilha Grande com a perspectiva de conhecermos o lado de fora da ilha. Não deu para conhecer lugares como Parnaióca e Dois Rios pois o mar esteve com ondas de S durante todo o tempo, do dia 18 ao 27 de julho. Não eram altas na maioria dos dias, mas o Guilherme Moraes (do Vivere Aude) e Eu achamos melhor não arriscar, já que as "comandantas" não gostam muito de balanço e adernadas.

 Ancoragem da Praia da Tapera ao amanhecer

Em compensação a partir do dia 20 os dias foram maravilhosos com temperaturas próximas dos 30ºC, ensolarados, com poucas nuvens e água limpa, a excessão do dia 25 quando ventou forte no Abraão e a tarde chegou a chover um pouco.

 Os meninos pescando na Praia da Tapera

Ficamos entre a Praia da Tapera no Sitio Forte, Saco do Céu e Abraão. Aliás, na Tapera aconteceu no sábado (21/07) o Festival Sitio Forte organizado por Jorge "Paragon", com churrasco vegetariano, de carne e fondue de chocolate com banana e marshmallow. Estavam lá nesta primeira edição os veleiros MaraCatu (com Hélio e Mara), Desgarrado (com Guilherme Estrela e Josefina), Vivere Aude (Guilherme, Solange, Erik e Isadora), Martina (Mauro e Márcia) mais o Bubi (Viviane, Rúbia e Sérginho de Itacaré) e Livre (Rosana e Rogério D'Ávila), do Veleiros do Ilha, que vieram especialmente de Paraty.

 Tapera vista da trilha para Ubatubinha 

Aproveitamos também em terra explorando as trilhas próximas a Tapera e na terça feira (24/07) indo conhecer a bela Cachoeira da Feiticeira, fazendo 01:45h de trilha desde o Saco do Céu pela trilha Saco do Céu - Abraão. No caminho conhecemos as praias de Perequê e Camiranga, na Enseada das Estrelas.

A Cachoeira da Feiticeira
Clique AQUI para clip

A quarta (25/07) foi o dia "complicado". Havíamos pousado no Abraãozinho e logo de manhã com dia ainda bonito o vento NW acelerava nos morros chegando em torno dos 20 nós, mais do que nas previsões, e foi se mantendo durante toda a manhã, contrariando as previsões. Por volta das onze horas nossa ancora estranhamente garrou. Resolvi então mudar a ancoragem para a pequena enseada de Abraão Pequeno, bem mais abrigada, só que foi bem no "pico" da porranca com a intensidade do vento chegando aos 30 nós. Finalmente tranquilos numa poita no Abraão Pequeno eis que acaba o gás, menos mal que a "comandanta" havia terminado o almoço. Depois de almoçar fui trocar o botijão para fazer o café. E nada. O botijão de reserva recarregado antes de sair de Floripa estava vazio. Ficou a dúvida se foi mesmo recarregado ou se vazou o conteúdo. O lado positivo foi que em razão da ventania não fizemos o churrasco programado que assim ficou para o dia seguinte, resolvendo o problema de fazer o almoço sem gás.

A caminho da Lagoa Azul

Para o café da manhã e outras necessidades de uso do fogão resolvemos com um "fogareiro" improvisado com uma latinha de cerveja e álcool gel. Portanto, não deixe de ter cerveja em lata à bordo...


Latinha de cerveja é fundamental à bordo

Preocupado em substituir o botijão de gás, que no Tinguá só pode ser os de 2 kg, fiz vários contatos entre eles com o Assis Ribeiro, do catamaran Craca-a-toa, baseado no Bracuhy. No dia seguinte o Assis me enviou email informando que meus problemas haviam acabado pois já tinha comprado um botijão carregado para mim. Puxa, este é o espírito dos velejadores cruzeiristas. Mais uma vez muito obrigado Assis.

Mas, na quinta (26/07) tudo voltou ao normal: dia espetacularmente lindo rumamos para a Lagoa Azul. mais linda que nunca, com água muito limpa ela foi praticamente só para nós neste dia. Depois de fazer snorkel com meu filho Gabriel assei o prometido churrasco, que modéstia parte ficou muito bom.

 Churrasco na Lagoa Azul

Gostaria de elogiar os empresários dos restaurantes Recanto dos Maias, na Praia da Tapera, e Coqueiro Verde, no Saco do Céu, que disponibilizam poitas e água aos navegantes, sem se preocupar se os usuários vão consumir em seus estabelecimentos, o que acaba acontecendo.

Saindo da última ancoragem, na Ilha de Paquetá

Dormimos a última noite na Ilha de Paquetá e cedo na sexta (27/07) rumamos para a Marina Bracuhy. Manhã de muito trabalho para deixar o Tinguá em novo período de hibernação. depois do almoço seguimos para passar o final de semana no Rio de Janeiro, para os meninos conhecerem.

 Mais imagens aqui.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Meu Neto Pedro a Bordo

No inicio da noite de domingo (15/07) chegaram a Paraty minha filha Fernanda, com o marido Marcelo e o filho Pedro, meu neto mais velho (5 anos). No dia seguinte, já com chuva constante, fomos a cidade para tirar os pontos na cabeça que o Pedro arrumou em sua passagem por Floripa. Depois do almoço zarpamos no rumo do Bracuhy, sempre com chuva. Pernoitamos na Ilha Sandri.

Centro Histórico de Paraty em dia de chuva

Marcelo que além de ser Engenheiro de Pesca é pescador dos bons veio preparado e foi pegando alguns peixes. Na terça (17/07) o dia amanheceu ensolarado, contrariando a previsão. Fomos para Piraquara de Fora, onde a água é mais quente devido a descarga da água de refrigeração das Usinas Nucleares, e descemos na praia. Para o almoço Marcelo assou os peixes na churrasqueira. Antes do final da tarde fomos para a Ilha Itanhangá para pernoitar.



 
Marcelo e Pedro e um Marimba
 
De manhã cedo, com chuvas esparsas, rumamos para a Marina Bracuhy pois minha esposa e os meninos chegavam no inicio da tarde para aproveitar as férias escolares de inverno. Roupas para a lavanderia, uma passada na padaria para comprar alguns produtos básicos e uma geral no Tinguá. Almoçamos no Bowteco onde encontramos o povo da vela, Hélio e Mara, do MaraCatu, e Guilherme e família, do Vivere Aude, mais D. Lu Casagrande.


 
Pedro, Rafael e Gabriel pescando no rumo da Ilha Grande
 
Na quinta (19/07) deixamos a marina cedo, num dia nublado, navegando para mostrar algumas das atrações da região para a filha até ancorarmos na Praia da Tapera, no Sitio Forte. Marcelo com auxilio dos cunhados Gabriel e Rafael pegou mais alguns peixes. Depois de almoçarmos uma fraldinha no forno com rizoto de tomate seco que a "almiranta" Claci preparou, rumamos para o Saco do Céu, passando na Lagoa Azul no caminho. Pela primeira vez dormimos em sete no Tinguá: 2 na cabine de proa, 2 na sala e na cabine de popa que é bem larga Eu, a esposa e mais o Rafa.



Fernanda, Marcelo e Pedro no Saco do Céu
  
O dia amanheceu maravilhoso e logo cedo fomos passear na prainha junto ao mangue, onde vimos uma enorme estrela do mar laranja. Pelas dez horas seguimos para a Marina Piratas para desembarcar a filha e família, que seguiu para o Rio, e reabastecer a despensa de bordo. Dali retornamos a Praia da Tapera.

Mais imgens aqui.

sábado, 21 de julho de 2012

Minha Primeira Travessia em Solitário

As condições meteorológicas eram favoráveis e minha filha mais velha, genro e neto desceriam de São Paulo para Paraty, então parti da Ilhabela ainda na madrugada de domingo (15/07). Coloquei o alarme do celular para as 02:30h mas estava ansioso pois seria minha primeira travessia em solitário e pela uma e pouco já estava desperto. Minha experiência anterior em velejadas em soliotário limitava-se as inúmeras vezes que fiz o trecho entre a sede centro e a oceânica do Veleiros da Ilha e uma pequena travessia Paraty - Bracuhy, com outros veleiros.

Zarpei às 02:25h com a mestra no primeiro rizo sem vento. Algumas milhas após a Ponta das Canas o vento apareceu mas sempre muito inconstante, variando de W a SE, pelas alhetas e popa do Tinguá, nunca mais de 10-11 nós. Abri e enrolei a Genoa várias vezes. O mar tinha ondas longas de metro e pouco, mais mexido entre as pontas Negra e Juatinga.

A surpresa foi o vento mais forte e constante após dobrar a Juatinga. Pelo través de bombordo com 13-14 nós, chegou a 17-18 nas passagens pelas entradas do Mamanguá e Paraty-mirim. Pouco antes da Ilha do Mantimento passou a "dar na cara", sempre nos 13 nós.

 A Ponta Negra

Pretendia ficar na Marina Farol de Paraty mas pediram 12 reais o pé no cais com energia e 9 sem pela diária. O quedaria R$ 360,00 para o Tinguá. Nestes valores são 90 reais pela energia elétrica. Não consigo imaginar como um 30 pés vai conseguir gastar 90 reais de energia elétrica num único dia. Para efeito de comparação a diária no pier com ãgua e energia na Marina Bracuhy está 4 reais o pé. Não entendo a política comercial destas marinas que ao invés de trazerem potenciais clientes os espantam, e eles tem bastante vagas. Fui então para a já conhecida Refúgio das Caravelas pagando 3 reais o pé no pier (com energia e água), o que também nãO é barato pelas condições que oferece.

Cheguei "são e salvo" após 11:50h de uma navegada sem maiores problemas, quebrando mais um paradigma.

domingo, 15 de julho de 2012

Semana de Vela em Ilhabela

Conforme o post anterior chegamos em Ilhabela no último dia 5. Meu amigo Jorge retornou para Floripa no sábado à tarde e Eu participei da 39ª Semana de Vela de Ilhabela - RISW2012, na tripulação do veleiro Revanche (Fast345), do Cmte. Celso Farias, do Veleiros da Ilha, na classe BRA-RGS B.

 Amanhecer na Ilhabela, visto do Tinguá na poita do ICS

Na madrugada de domingo (08/07) entrou uma frente fria e o sudoeste roncou no entorno dos 30 nós. Vento forte, mar agitado fora do canal e chuva deixando a visibilidade ainda mais baixa, provocaram, após alguns retardamentos, o cancelamento da tradicional regata de abertura da semana de vela, a Regata Alcatrazes por Boreste.Com isto ao invés da segunda feira livre corremos a Regata Média, com percurso da frente da Praia da Armação até a Ponta Grossa, onde após contornarmos uma bóia retornamos até a linha de chegada na frente do farol da Ponta das Canas. O vento parou no meio da regata e ficamos no lado errado. Resultando num 10º lugar.

 
 Uma das muitas largadas, esta da classe HPE
Na terça feira com ventos médios corremos na raia ao norte da ilha e começamos nossa recuperação com um 2º e um 4º lugares. Na quarta disputamos só uma regata no Canal de São Sebastião, com SW força 5 e fomos novamente segundos. Na quinta apesar de largarmos duas vezes a regata foi anulada devido ao vento muito rondado e inconstante. Sexta o SW roncou entre 18 e 22 nós e fomos terceiro na primeira regata. Na segunda mesmo tendo que substituir uma genoa que explodiu conseguimos ser quarto colocados. Entramos na última e sétima regata do sábado em segundo lugar, com o descarte de uma prova, somente um ponto a frente do Wind34 BL3, um barco bem mais rápido. Novamente no canal com SW por volta dos 13 nós largamos bem e ficamos pelo lado da ilha enquanto nosso adversário foi  pelo continente. Na montagem da primeira bóia vimos que a nossa opção foi a pior, estávamos atrás dos principais concorrentes e a 3 minutos do BL3. Na perna de balão conseguimos recuperar duas posições e no inicio da terceira e última perna o BL3 literalmente se enrolou com seu balão que foi para a água. Agora era conseguir uma posição o mais próximo possível do quarto colocado que estava bem na regata e sobre quem tinhamos 5 pontos de vantagem. Conseguimos, terminando a regata em quinto lugar, chegando apenas 4 segundos na frente do sexto. Vice campeonato conquistado.

O YCI em dias de Semana de Vela
 
Nossa classe (RGS B) teve um vencedor disparado, o Wind34 Tangaroa, que também foi o Campeão Geral Brasileiro da Classe BRA-RGS. Aliás, os Wind34 estão muito bonitos e bem construidos. Este era versão regata (quilha de chumbo de 2m e mastro mais longo), já por infusão, com mastro sueco (Selden) e outras características para aumentar a performance. Mas o segundo lugar era disputadissimo por pelo menos oito veleiros (1 Wind34, 1 Skipper30, 3 Delta32, 1 Charger33, 1 Carabelli32 e nós). No Revanche, apesar da idade do barco, da targa e placa solar velejamos muito bem ganhando tempo nas manobras sem erros. Modéstia a parte, mas pela primeira vez (essa foi minha oitava semana de vela em Ilhabela) sai satisfeito, com aquela sensação gostosa de que fizemos o melhor.

O Revanche na marina do YCI
    

Meu primeiro podium em Ilhabela
Mais imagens aqui.

sábado, 7 de julho de 2012

Rumo a Ilhabela para a Semana de Vela

Voltei para o Tinguá, na Marina Bracuhy, no último dia 03/07 na companhia do meu amigo Jorge Calliari, com o objetivo de ir a Ilhabela participar da 39 Semana Internacional de Vela (a RISW2012). No dia seguinte após os ajustes necessários partimos às 09:40h para Paraty, onde iríamos pernoitar já que o Jorge não a conhecia.
  
 Tarituba, mais um paraíso
Dia maravilhoso, mas com pouco vento e contra. Paramos para almoçar e conhecer Tarituba, mais um pequeno paraíso da Baía da Ilha Grande. Tinha uma recomendação do Maurício Napoleão, nosso presidente da ABVC, para comer um tal Peixe Maluco. Ancoramos o Tinguá e logo ao lado do pier, na frente da areia da praia, encontramos o Restaurante Peixe Maluco. O tal Peixe Maluco é um prato para pelo menos duas pessoas montado em forma de pirâmide onde vem duas postas fritas de cavala e duas de robalo, um monte de camarões graúdos fritos torradinhos, aipim frito, palmito e vários legumes, acompanhado de pirão de peixe e arroz. Uma delícia!

 Onde se come o Peixe Maluco, na Tarituba
 
Dali seguimos para Paraty onde chegamos por volta das 17:15h. Antes passamos na Prainha para darmos um alô ao amigo Giovani Dal Grande, do Kyriri-ete. Giovani estava de "molho" pois sofreu um pequeno acidente no deck da praia e machucou o dedo polegar do pé. Tomamos banho e fomos para o Centro Histórico na cidade. Era véspera de abertura da FLIP (a Feira Literária Internacional de Paraty) e a cidade já estava movimentada e vivendo o clima com vários eventos. Voltamos para a marina cedo, logo após jantar, pois tínhamos que ir ao mercado que fechava às 10h. Não deu para curtir o show do Lenine com nossos amigos Ivan, Êgle, Hélio, Mara e Roberto que estavam por lá.

 O Kyriri-ete na Prainha de Paraty

A FLIP deste ano homenageia Carlos Drumond de Andrade

Dia seguinte (05/07) 05:10h largamos as amarras na Marina Refúgio das Caravelas e rumamos para a Ilhabela há 74 mn (135 km). Conforme a previsão havia ondas longas mas com mais de 2m na Ponta da Juatinga. A corrente era contra e mesmo com 2800 rpm no motor a viagem não rendia. Velejar que é bom só por uns 15 minutos e depois nas proximidades da Ilha de São Sebastião. Depois da Ponta Negra o mar melhorou e depois da Ilha Anchieta a corrente também e passamos a fazer média de 6,5 nós com a mesma rotação, quando antes não passava de 5,5 nós. Chegamos na Ilhabela às 18:10h exatas 13 horas depois, onde pegamos uma poita na sub-sede do Iate Clube de Santos.

 
Saimos de Paraty com este amanhecer...

...e chegamos em Ilhabela com este entardecer

Mais imagens aqui e acolá.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

E o Mutley Foi

Como já postei aqui o Mutley, meu Bruma19, estava a venda. Pois bem, na quinta acertei preço com um pelotense e no domingo ele estava aqui para ve-lo. Negócio confirmado, na segunda feira, véspera de meu retorno para o Tinguá na Marina Bracuhy, foi de sufoco ajudando o novo dono do Mutley a fechar o transporte. Na metade da tarde carregamos ele no caminhão. Mais uma página virada, das muitas que já virei nestes quase 60 anos de vida. Mais imagens do Mutley aqui.

sábado, 23 de junho de 2012

37 Años Después

Abriu ontem no salão principal do Veleiros da Ilha exposição do mundialmente conhecido artista uruguaio Carlos Páez Vilaró. A exposição é uma consideração especial do artista com o Veleiros da Ilha que o acolheu em outubro de 1975 quando velejava pela costa do Brasil. Na ocasião o artista pintou um mural numa das paredes do salão principal, diante do qual teceu agradecimentos e falou da sua satisfação em retornar após 37 anos.

Carlos Páez Vilaró diante do mural que pintou em 1975

 Nascido em Montevidéu em 1923, Vilaró é escultor, pintor, ceramista, arquiteto, cineasta e escritor. Uma de suas obras mais conhecidas é a Casa Pueblo, em Punta Ballena proximidades de Punta Del Este

domingo, 17 de junho de 2012

Cruzeiro Costa Verde - Parte 2

A bonita Praia de Quatiquara, na Ilha de Itacuruçá
 
Quarta feira (13/06) ainda na Praia de Quatiquara aproveitamos o dia de sol na praia até por volta do meio dia, quando nosso Comodoro Eduardo Schwery convocou-nos para mudarmos de ancoragem. Seguimos para a Praia do Leste, na ilha em frente a Ilha dos Martins, num percurso de menos de 3 mn. Esta ancoragem estava um pouco mais protegida do E de uns 10 nós que soprava.

A Praia de Leste na Ilha dos Martins

Para o inicio da noite foi marcada uma Festa do Macarrão numa casa que a organização do CCV12 conseguiu emprestrada, à beira d'água na Praia do Funil, situada do outro lado da ilha, alcançada com uma pequena caminhada entre as construções.  A macarronada foi sensacional. Tudo pilotado pelas almirantas que capricharam. Teve massa de camarão, alicheubatuba, calabresa, gorgonzola uma melhor do que a outra. E de sobremesa bananas carameladas. É mole! Para finalizar som a cargo do Comodoro Eduardo, do vice Toninho, do Zé Toriba e do César do Sweet.


As almirantas na "fábrica" de macarrão

Dia seguinte, sempre às 10 horas toca para outra ancoragem. Desta vez uma perna mais longa (cerca de 21 mn) de volta a Ilha Grande, no Abraão. Saímos com NE de 11 nós pela popa e velejamos uns 3/4 do percurso, chegamos a montar "asa de pombo" num trecho. No canal entre a Baía de Sepetiba e a Ilha Grande o vento morreu para voltar pela proa. Ancoramos no Abraãozinho por volta das 14:40h. Chef Giovani assou uma picanha no forno, com batatas e cebola para nosso almoço. À noite a maioria da flotilha foi para a Vila do Abraão comer pizza. Deixamos os botinhos na prainha em frente a ancoragem e seguimos a pé até a Vila, onde jantamos na Pizzaria Marbella.

 Comendo pizza na Vila do Abraão, Ilha Grande


Sexta (15/06) novamente às 10:00h partimos para a última escala do CCV2012 na Praia da Tapera, na enseada do Sitio Forte, ainda na Ilha Grande. Navegada tranquila com mar liso e praticamente sem vento. Depois de amarrados a uma poita, Giovani e Eu descemos à praia para iniciarmos os preparativos de mais um churrasco (viramos os churrasqueiros oficiais...), nas dependências do Restaurante da Telma e Naldo. Foram mais de 6 horas de confraternização numa tarde muito agradável.

Ancoragem na Praia da Tapera, Sitio Forte

 A turma animada e companheira do Costa Verde 2012


Giovani, com o meu auxílio, pilotou a churrasqueira (Foto Ivany Calmon)
 
Sábado a perna final da Tapera a Marina Bracuhy, com horário de saída livre. Saímos com o Tinguá às 8h da manhã. Mais um dia maravilhoso, com mar liso e muito pouco vento. Chegando na marina atraquei o Tinguá na sua vaga no cais E, pelo menos pelos próximos 3 meses. E aí dá-lhe trabalhar para deixá-lo por um tempo: lavação e limpeza, capas, roupa para lavanderia, etc., etc. 

 O Tinguá na Praia da Tapera

À noite no Bowteco aconteceu o jantar arabe de encerramento do cruzeiro. Só tenho a dizer que gostei muito e agradecer a companhia desta turma muito alegre e companheira e ao meu parceiro Giovani Dal Grande.

Jantar árabe de encerramento, no Bowteco, na Marina Bracuhy

Mais imagens aqui.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cruzeiro Costa Verde 2012 - Parte 1

Domingo (10/06) amanheceu bonito com sol após quatro dias de muita chuva. Aproveitei para colocar as coisas para secar e desde de cedo iniciei os preparativos para a largada no Cruzeiro Costa Verde 2012, organizado pela ABVC. O Giovani Dal Grande levou o Kyriri-ete para seu novo porto no Canal do Bracuhy, onde o peguei para largarmos, às 10:30h. São 17 veleiros que cumprirão um roteiro de uma semana pela Ilha Grande e Baía de Sepetiba.

Alargada na Marina Porto Bracuhy

A primeira perna que deveria ser para a Praia de Palmas, na Ilha Grande, devido a ressaca que provoca swell naquela enseada foi alterada para o Saco do Céu. Onde chegamos por volta das duas da tarde, após um forte contra vento e mar mexido. Pernoite tranquilo sem nenhum balanço.

A flotilha no Saco do Céu

Segunda às 10:00h a flotilha partiu para a Praia da Estopa, situada ao norte da Ilha de Jaguanum, já na Baía de Sepetiba. No inicio com mar de ondas baixas mas mexidas pela proa e vento rondando no quadrante norte, isto é na nossa proa, permitiu abrir a genoa por pouco tempo. Por volta de meio dia, já dentro da Baía de Sepetiba, o vento rondou para SW (popa) e cresceu  muito rápido. Começamos a rizar nossa vela grande, mas o sudoeste só crescia, então baixamos toda a vela e abrimos só um pedaço da genoa. O mar cresceu bastante em ondas muito curtas. O vento aliviou um pouco e veio a chuva. Chegando no destino mudou para NW com força 5 (Escala de Beaufort). A ancoragem estava um pouco complicada com os vários veleiros na baía pequena, o vento e as ondulações. Tivemos um pequeno "enrosco" com o veleiro Cubéria, mas ao final nós e todos outros conseguimos ancorar com segurança. Âncora segura olhei no anemômetro a velocidade máxima do vento registrada: 38,2 nós. Giovani preparou uma maminha no forno, um tinto chileno e uma sesta, tudo de acordo com o dia que continuava chuvoso, mas com o vento bem mais calmo. A noite foi sem vento e com águas tranquilas.

Sudoeste chegou a 38,2 nós

 
Dia seguinte amanheceu bonito na Praia da Estopa

A terça feira (12/06) amanheceu maravilhosa. Colocamos o bote na água e fomos passear na pequena praia. Às 10:30h partimos rumo a vila de Itacuruçá, onde fizemos uma parada técnica. Alguns abasteceram de diesel e água e a organização comprou os ingredientes para um churrasco coletivo. Ancoramos o Tinguá na baía em frente a ilha, do outro lado do canal, e fui de bote até a vila, levar o lixo e comprar umas guloseimas para a festa junina, programada na continuação do churrasco. Seguimos pelo canal para a nossa nova ancoragem na Praia de Quitiquara, do outro lado da Ilha de Itacuruçá.

Ancorados na Paraia de Quatiquara
Com o apoio do quiosque da Marilza, iniciamos o churrasco por volta de três da tarde. Aliás, com a Marilza descobri que o nome correto do lugar é Quatiquara e não Quitiquara como vem sendo usado no cruzeiro. Nós, os  catarinas, é que ficamos encarregados da churrasqueira. Na continuação degustamos as guloseimas levadas pelas tripulações. Momentos que mastercard nenhum consegue pagar: lugar paradisíaco, dia e noite agradáveis, churrasco, cerveja, rapadura, paçoca, canjica, quentão,fogueira na praia, confraternização entre velejadores amigos.

Confraternização na praia
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro

Nosso primeiro objetivo na vinda para a região de Angra dos Reis era participar do Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro, organizado pela ABVC na Marina Porto Bracuhy, no feriado de Corpus Christi. O encontro é uma oportunidade única de encontrar muitos outros velejadores, trocar experiências, adquirir conhecimentos e confraternizar. Nesta sua décima edição o encontro ofereceu palestras técnicas e de relato de viagens, workshops, feirinha e curso para as crianças, com direito a carteira de velejador pela Marinha. Único ponto negativo foi a chuva que foi intensa e persistente durante todos os dias do evento.





 Palestra de Marinheiro Raimundo


Para mim foi também a oportunidade de rever alguns dos amigos que fizeram a travessia para o Caribe conosco em 2010, como Fábio Constantino, Míriam e os filhos Caio e Rafael do veleiro Flyer, Sérgio Amaro Gomes e os filhos Jonas e Carol do Travessura, mais Dorival e Catarina, do Luthier. A família Constantino comprou um Jeanneau de 45 pés nas Ilhas Canárias e se prepara para continuar a viajar pelos mares do mundo.



Choveu muito durante todos os dias
 
Durante o encontro recebi a bordo o amigo Beto Larsen, que veio sem o seu Parangolé. Do nosso grupo, o Cmte. Saul Capella, do Nina II, mudou os planos e resolveu retornar com o veleiro para Florianópolis, no domingo após o encontro. O Gosto D'Água foi para Paraty, onde ficará até o retorno de seu comandante na Marina Farol de Paraty. Giovani, do Kyriri-ete, deixou o barco no Canal do Bracuhy para participar do Cruzeiro Costa Verde comigo no Tinguá. Assim, desfez-se nosso pequeno cruzeiro.

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