segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mini-oceano, genoa nova...

Na sexta-feira recebemos a nova genoa do Tinguá, em Dacron importado, confeccionada na Argentina pela Quantum Sails. Vela que nos fez muita falta no Circuito Oceânico e na Regata Família Gondin.


No sábado disputei a 2ª etapa da Copa CASAN de Mini-Oceano, organizada pela Avelisc na Lagoa da Conceição. Com ventos muito fracos, Eu e meu parceiro Carlos Augusto Kindlein fizemos uma boa regata e levamos o Mutley ao primeiro lugar da classe Bruma19. Com o segundo lugar da 1ª etapa o Mutley assumiu a liderança.


No domingo à tarde, mesmo com os ventos fracos, que predominaram nestes dias, saímos para uma descompromissada velejada na Baía Norte. Jorge, sua filha Stefane e Eu. A tarde estava muito gostosa e deu para sentir o potencial da nova genoa. No entardecer Tarcísio Mattos, cmdte. do Zephyrus e fotógrafo dos bons, fez um belo registro do Tinguá.


(Fotos de Kriz Sanz, Jorge Calliari e Tarcisio Mattos)

Compras na Argentina

No início do mês estive, com minha esposa em Buenos Aires, e aproveitei para fazer algumas compras para o Tinguá e Mutley.

Já comprei várias vezes produtos náuticos em Bs.As. Realmente os preços são muito compensadores. A principal loja é a BARON, representante dentre outros da Raymarine, seguida pela COSTANERA UNO, representante Garmin, todas as duas possuem três endereços. As melhores lojas são as de San Fernando, ambas na Av. del Libertador a uma quadra uma da outra. Os endereços completos, com mapa, estão nos respectivos sites. Em San Izidro há filiais das duas e outra loja interessante, a NÁUTICA SAN ISIDRO, mais forte das três no quesito roupas de tempo (modelos argentinos e da Gill).
Elas ficam longe do centro. Da para ir de táxi até San Fernando a um custo em torno de 50-60 pesos desde o centro. Ou utilizar o excelente Trem de La Costa, que inicia na estação integrada com o trem metropolitano de Maipú e vai até Tigre, cidadezinha turística onde pode-se fazer passeios de barco pelo delta do Rio da Prata. Da estação de San Fernando até a Baron e Costanera são cerca de 10 quadras, da de San Izidro até as lojas 3 quadras.
Pelos sites da para fazer um comparativo de preços com os nossos. No início do mês o dólar estava a 3,15 pesos e o real a 1,45-1,5 pesos. Para se ter idéia das diferenças de preço, um refletor de radar Plastimo para veleiro estava a 166 pesos na Baron (acabei pagando 116 porque usei pontos do Club Baron de minha compra anterior) o que dá cerca de 95 reais. No site da Regatta o mesmo produto está por R$ 336,89!
(Foto Claci C.Salles)

domingo, 20 de abril de 2008

Regata Ele & Ela

Ontem (19/04) foi disputada a Regata Ele e Ela, primeira etapa da Copa Flotilha de Oceano, organizada pelo ICSC e a FCVO. Com largada na Baía Sul próximo as pontes seguia rumo sul, contornava a Ilha do Largo, por bombordo, e chegava em frente a sede do ICSC, com cerca de 14 milhas.

O Tinguá participou comigo e minha esposa Claci de imediata. No primeiro trecho até a Ilha do Largo o vento era do quadrante N muito fraco, com 3-4 nós, muitas vezes menos. Optei por não usar balão ao contrário da grande maioria dos outros 25 veleiros. Fomos de asa de pombo, até iniciei os preparativos para subir nosso balão, mas a calmaria em que estávamos e o sol na nuca do lindo dia que fazia, me fizerem optar por um bordo "suicida" em direção ao Ribeirão da Ilha. No início deu muito certo, pegamos um lestinho e conseguimos andar próximos aos 4 nós e recuperar algum terreno em relação a flotilha, pena que ele acabou antes da hora...A coisa só melhorou após contornarmos a Ilha, quando o vento firmou em NE com 7-8 nós, com alguns picos de até 10 nós. Aí andamos bem e ultrapassamos muitos barcos, mas a regata era mesmo na medida para os barcos pequenos e leves. Nosso TMFAA era o maior entre os 17 competidores da RGS e ficamos só em oitavo, apesar de termos chegado 17 minutos antes do sétimo...Também, foram 4:30h de regata.

A imediata não se dá bem com o timão ainda, mas se saiu muito bem nas escotas da genoa nas inúmeras cambadas da perna de retorno. Hoje está com alguns roxos e reclamando dos braços doloridos de tanto caçar aqueles cabos...
(Fotos de Kriz Sanz de www.esportesdomar.com.br e Sérgio Vignes de www.fcvo.com.br , onde há muitas outras e informações da regata.)

domingo, 6 de abril de 2008

Regata Família Gondin

Neste sábado (05/04) disputamos a Regata Família Gondin, válida pela 3ª etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano. O trajeto com cerca de 16mn iniciava nas proximidades da Av. BeiraMar Norte, contornava por bombordo bóia nas proximidades da séde oceânica em Jurerê, deixava a Ilha do Francês por boreste e chegava na praia da Cachoeira do Bom Jesus, onde a família Gondin, do veleiro Kíron, recepcionou os participantes.

Nossa tripulação desta vez foi formada pelo Érico, Daniel Pastorino, Luiz Carlos Poyer (Polaco), Jorge, Eu e contou com a volta do Raphael Garcia na proa. A regata iniciou com vento NE muito fraco, ao contrário do SE das previsões. O vento cresceu na altura das ilhas Ratones, variando na faixa dos 10 até os 15 nós, rondou para N e depois se fixou a E, de maneira que a regata foi toda em contra-vento. Largamos mal e não tivemos um bom desempenho com vento fraco, melhoramos com o aumento da intensidade do vento e recuperamos algumas posições terminando em terceiro na RGS A. Perdemos o segundo por 22" no corrigido...

Após a regata tivemos uma recepção maravilhosa com um ótimo churrasco. Retornamos à séde centro no início da noite Jorge, Eu, Polaco e Daniel, motorando devido a ausência de vento.
(Fotos de Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br onde pode-se ver muitas outras fotos)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Schurmann Corporate Workshop

No último dia 1º de abril o Tinguá participou do Schurmann Corporate Workshop Tetra-Pack ministrado pela Família Schurmann para funcionários e clientes da Tetra-Pack na raia de Jurerê.

Foram 10 veleiros do ICSC, cada um com um skipper e um monitor, que fizeram duas etapas cada uma com duas regatas em match-race (contra outro barco semelhante) com uma equipe de 6 participantes.

Fui como skipper e o Daniel Pastorino, que é skipper na Sardenha e velejou duas etapas do Circuito Oceânico conosco, como monitor. Nosso adversário foi o Best Fellow, outro Skipper30. Foi muito gostoso participar do evento vendo a motivação e concentração das equipes, que no final percebem que a atuação de cada um se reflete no resultado final, a participação do Vilfredo, da Heloísa e do David como monitores em alguns barcos. Tudo com uma organização impecável.

domingo, 23 de março de 2008

Páscoa

No feriadão de Páscoa levei o Tinguá para a sede oceânica de Jurerê na tarde de quarta-feira (19/03), mais uma vez com vento contra (NE). No dia seguinte saí com a esposa e os meninos para cruzeirar na região. Pudemos observar o lindo visual das regatas do Sul Americano de Snipe. Pernoitamos na praia do Tinguá e retornamos na sexta-feira santa no final da tarde.


No sábado pela manhã levamos meu neto Pedro e Fernanda, minha filha, que moram em Aracaju e nos visitavam, para uma gostosa velejada pela Baía Sul, com vento NE fraco (5-8 nós).



segunda-feira, 10 de março de 2008

Tromba D'Água em Jurerê

No final da tarde do domingo (02/03), ocorreu um fenômeno interessante em Jurerê. Formou-se uma tromba d'água, que é um tornado sobre o mar, que veio de Ganchos em direção a Jurerê. Chegando próximo aos barcos apoitados em frente a séde oceânica do ICSC, ela desviou para NE, seguindo rumo ao mar aberto, passando por trás da Ilha do Francês. Felizmente, difícil imaginar o estrago que faria... Vejam as fotos tiradas da praia de Jurerê, próximo ao Veleiros da Ilha.





Deixamos de participar da Regata Fortalezas, realizada no último dia 8/03. A proibição de competirmos na RGS A na Copa Veleiros de Oceano ainda está "atravessada"...Por falar nisso, só tiveram 2 concorrentes na RGS A...

Ao invés de regata, saí para velejar com a família e almoçamos em Santo Antônio de Lisboa amadrinhados no Guga Buy, onde estavam o Eduardo Zanella e a namorada Geisse.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Circuito Oceânico Foi Excelente

Terminou ontém com a realização da quinta regata a Mitsubishi Motors Sailing Week - XIX Circuito Oceânico Ilha de Santa Catarina, sediado na séde oceânica de Jurerê do ICSC. Mesmo com 43 participantes, um número aquém do esperado, houve muita competitividade, bons ventos, dias maravilhosos e ótima organização.

O Tinguá foi quarto geral na RGS A, depois de muita disputa nas cinco regatas com o Bruxo e o Bravo (um MB45). Perdemos de sermos terceiro pela derrota para o Bravo por um segundo no tempo corrigido na regata barla-sota da sexta-feira. Mas, o resultado foi positivo pois só repetimos a tripulação nos dois primeiros dias e utilizamos a genoa do enrolador, pois nossa genoa de regata elevaria muito nosso rating. Sem contar o rasgo no balão na regata longa que nos obrigou a fazer o trecho de balão da volta sem êle.
(Fotos da organização da Mitsubishi Motors Sailing Week)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Começou o Circuito Oceânico

Iniciamos ontem a disputa da Mitsubishi Motors Sailing Week, isto é o XIX Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, agora na classe RGS A, com nova medição que nos deu o TFMAA de 0,9225. Na tripulação Jorge, Eu, Érico, Júnior Pratts, Marcão e substituindo o Poyer o Mario Maurandi, um italiano perdido na Lagoa da Conceição, indicado no dia anterior pelo amigo Fábio Ramos.

A primeira regata foi a de percurso médio com largada próxima a ponta de Jurerê indo até a praia Brava e retornando para a chegada em Jurerê, nas proximidades da séde oceânica do ICSC, contornando algumas bóias pelo caminho. Tivemos um erro tático grosseiro ao ficarmos sem vento nas proximidades da Ponta das Canas e problemas para subir o balão pois a adriça estava enrolada com a da genoa. Chegamos atrás do Bravo e do Cobra D'Água e ficamos em terceiro no tempo corrigido, ganhando do Bravo e perdendo para o Bruxo.

Hoje disputamos a regata de percurso longo, que pela previsão de ventos fracos foi num trajeto menor (32 km) saindo de Jurerê, contornando a Ilha do Mata-Fome e retornando a Jurerê. O vento NE contrariou as previsões e soprou sempre acima dos 10 nós, crescendo até os 16-17 nós.

Para não variar, tivemos uma atravessada na perna de balão da volta, quando o Mário timoneava nas proximidades da Ponta das Canas, que nos custou um rasgo no balão e o castigo de fazer o final da regata sem balão. Ficamos só em quarto lugar.
(Fotos da organização da Mitsubishi Motors Sailing Week)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um Ano e Muitos Defeitos

Recentemente, no final de janeiro o Tinguá completou um ano. A avaliação simples e objetiva é que trata-se de um maravilhoso projeto (parabéns, mestre Volker) construído por um estaleiro nem tanto.
O barco é veloz e navega muito bem. A forma foi bem construida o que resulta num veleiro bonito e bem laminado. E para por aí. De resto é uma coleção de pequenos e grandes defeitos de construção que daria para encher um caderno. Alguns relatados neste blog. Desde relaxamentos como pingos de gel na bancada e pia da cozinha, passando por portas com fechos inadequados que batem o tempo todo durante as navegadas, até uma "bolha" na quilha, isto é um descolamento da laminação da parte metálica (ferro). Chegamos a pensar que havíamos sido "premiados", mas os proprietários dos outros três Skipper30 baseados no ICSC comprovam que é o "padrão".
Na última sexta-feira, as vésperas de levar o Tinguá para a sede oceânica de Jurerê, onde será disputado o Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, descobrimos que o estai de proa estava rompendo próximo a sua fixação no mastro. É a segunda vez que ocorre. Na primeira vez acreditávamos que a causa foi a ausência de uma peça do topo do enrolador (wrap stop)que serve para separar as adriças, retirada para a semana de Ilhabela. Desta vez estava tudo nos conformes. Será o enrolador? Difícil pois trata-se de um Profurl C320, um dos mais conceituados do mercado mundial. Será a instalação? Ainda não conseguimos identificar. Fica uma enorme insegurança...
O que falta no nosso mercado de vela é concorrência. Entidades de proprietários/consumidores como a ABVC precisam batalhar por maior facilidade na importação de barcos, equipamentos e peças a fim de motivar nossos empresários a ganhar produtividade e melhorar a qualidade. Os exemplos estão aí, como o da indústria automobilística.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Livro da Kriz

Já era para ter falado mas fui esquecendo. Muito lindo o livro da velejadora e fotógrafa Kriz Sanz "Tribo das Águas", com fotos retratando os últimos 4 anos de regatas de oceano, mini-oceano e monotipos aquí de Santa Catarina. A Kriz e o marido Artur mantém o site http://www.esportesdomar.com.br/ de onde volta e meia "pesco" alguma foto do Tinguá para este blog. Lá é possível adquirir o livro, além das principais livrarias e sites náuticos como o Enautic. Vale a pena!
Em tempo, o Tinguá aparece na página 18 e o Mutley na 45.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Regras Estranhas

Ao contrário dos anos anteriores o tempo durante o feriadão de Carnaval foi excepcional para velejar, desde sexta à tarde até a quarta-feira de cinzas. Excessão apenas aos fortes ventos do quadrante sul do domingo à tarde. Toda a chuva caiu nos dias anteriores. Apesar disso, devido a compromissos familiares, o Tinguá só velejou na segunda e terça-feiras.

Na quarta-feira a noite fui a reunião de comandantes que antecede as regatas Lineares Pré-Circuito Oceânico, que acontecerão no próximo fim de semana na raia de Jurerê, e de aprovação do regulamento da Copa Veleiros da Ilha de Oceano 2008. A novidade é a proibição dos veleiros Neo 25, Skipper 21 e 30, Multimar 32 e Atitude 8.5 de disputarem na classe BRA-RGS, sob a alegação de que estes barcos ganhariam as regatas facilmente. Discordei e expus meu ponto de vista: a) é totalmente fora de propósito impedir que um comandante escolha sob que medição quer competir; b) os sistemas de medição existem exatamente com o propósito de nivelar o desempenho dos diversos barcos; c) nosso barco (Skipper30) mede muito mal na RGS onde participamos de quatro regatas no ano passado, sendo a melhor colocação o quinto lugar, sempre perdendo para barcos que não os agora proibidos; d) cada barco é um barco, mesmo do mesmo modelo, assim como há Schaffers 31 super leves construídos para regata (todos na RGS), o nosso Skipper30 foi construído voltado para cruzeiro (quilha curta, menor área vélica, "pé-de-galinha", boiler, freezer, trafo-carregador-inversor, maior quantidade de armários, etc.); d) a RGS já tem quatro divisões, três de acordo com o TMFAA, mais a Cruzeiro, com intuito de melhor separar os barcos por tamanho/desempenho; e) o que vão fazer se aparecer para competir na RGS um Delta 32 "envenenado" ou se o Revanche, um Fast 345 regata muito competitivo na ORC Club, recentemente adquirido pelo Cmdte. Celso Farias, decidir disputar na RGS?; f) está se criando uma reserva para os Schaffer31. No final, prevaleceu a vontade da direção da flotilha e comissão técnica, pois nem em votação o regulamento foi colocado.

O mais esdrúxulo de tudo, é que os membros da comissão técnica me informaram que podemos correr as regatas na BRA-RGS com direito a "...classificação, podium, notícia no jornal...", mas não podemos pontuar na Copa Veleiros. Dá para entender?...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Três Dias Curtindo Ganchos

Na sexta-feira (25/01) Jorge e Eu retornamos com o Tinguá para a sub-sede de Jurerê. Havia muito que não fazia este trajeto com vento favorável, um SE/E na faixa dos 14-16 nós. Uma gostosa velejada.

No sábado pela manhã, zarpei para Ganchos com a esposa e os meninos. Com pouquíssimo vento e ondulações de leste, fomos na motorada com pouca ajuda das velas. Pegamos uma poita na sub-sede do IC de Caiobá, no "gancho" de Calheiros, por volta do meio-dia. Clube conveniado com o ICSC que nos recebeu muito bem. No final da tarde chegou o veleiro Isadora, com o Cmdte. Pratts, a esposa e a filhinha Isadora.

Como o tempo permanecia com vento leste e algum mar, permanecemos em Ganchos, curtindo praia, natureza, a vida à bordo. No final da tarde de domingo fizemos um lindo passeio, com os botinhos, pelas reentrâncias de Calheiros, Gancho do Meio e Gancho de Fora, outras duas baías da região. Ficou para a próxima explorar a baía de Gancho de Dentro.

Com previsão de vários dias de chuva a partir da terça-feira resolvemos partir na terça cedo, mesmo com o persistente leste de fôrça 5 e previsão de mar agitado com ondulações de leste, que nos pegaria pelo costado, para Jurerê. Esta última noite, foi com muita chuva e vento, com direito a dois temporais na madrugada. Mesmo assim minha tripulação recusou o oferecimento do amigo Pratts para retornarem por terra com sua esposa e filha, e encararam muito bem as condições nada agradáveis. Saímos às 7:30h e por volta das 10:00h estávamos apoitando no ICSC em Jurerê, depois de enfrentarmos alguns vagalhões com tranqüilos 3 m.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Feiras Náuticas

Esta foi a semana das feiras náuticas em Santa Catarina. Na terça (15) abriu a Náutica Fair em Florianópolis e na quinta (17) o Santa Catarina Boat Show em Bal. Camboriú.

Apesar de saber que estas feiras são quase que exclusivamente voltadas as lanchas, visitei as duas. A Náutica Fair estava decepcionante, pior que a edição do ano passado. Sentiu muito a concorrência do SC Boat Show com todo o poder da revista Náutica. A destacar apenas um Skipper30, com casco azul, o Best Fellow, que está sendo entregue ao amigo Leonardo Deboni e será o quarto no ICSC.


Hoje visitei o SC Boat Show, na Marina Tedesco em Bal. Camboriú (foto), que apesar de primeira edição e relativamente pequeno tem cara de feira naútica, com trapiche, embarcações na água para test-drive e um mix melhor de expositores e atrações. De vela apenas a Delta Yachts com seu conhecido e bem construido Delta 36.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Fim-de-Semana no Magalhães

Para os que não conhecem, Magalhães é o nome do canto sul da Baía da Armação da Piedade, município de Gov. Celso Ramos (que prefiro chamar pelo nome antigo Ganchos), na região da Grande Florianópolis. Alí forma-se um istmo, sendo Magalhães o lado interno à baia (protegido dos ventos do quadrante Sul) e a Baía dos Golfinhos o lado externo. Passa-se de uma praia para a outra com uma caminhada de não mais de 500 metros. Foi alí que passamos o final de semana à bordo do Tinguá, curtindo praia, mar, uma comidinha...

Saímos da poita do ICSC em Jurerê, na manhã de sábado com vento sul em torno dos 20 nós, chegando aos 25 nas rajadas, mas com mar baixo. Voltamos no domingo, mais cedo, para escapar do Sul forte que estava previsto, já que íamos retornar à séde Centro e não seria nada agradável "descer" a Baía Norte com mais de 20 nós de Sul "na cara". Foi a conta, já próximo ao destino "êle" veio já beirando os 20 nós.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Curtindo o Tinguá

Com quase um ano de idade o Tinguá incorporou sua vocação cruzeirista. Aliás, ele foi construído com essa prioridade. Na quinta-feira (27/12) "subi" sozinho com ele para a sub-sede Jurerê, para variar com vento e marés contra (NE). Vamos ficar por lá, numa poita, por uns 10 dias.
Na sexta a tarde velejamos, em ritmo relaxado, pelas baías de Jurerê e Armação. Estávamos Jorge, seu filho Leonardo, meu irmão Dudu (Carlos Eduardo) e Eu. No final da tarde armou uma trovoada, mas conseguimos driblá-la.

No sábado de manhã saí com a esposa e os dois filhos pequenos (Gabriel e Rafael) para passar o final de semana. A idéia era ir para a Praia da Tainha, na ponta de Mariscal, mas o mar um pouco mexido e o NE já crescendo bastante, nos fizeram ir para a Praia do Tinguá novamente. Churrasquinho a bordo, praia, frescobol com a esposa, brincadeiras com bola com os meninos, pescaria no botinho...Ao meio-dia tivemos a visita da minha filha Patrícia com o genro Leonardo, na lancha do sogro, com mais umas amigas italianas.

No final da tarde foram chegando vários veleiros conhecidos (Vento Solar, Vendaval, Zeus, Noa Noa II, Talismã, Bandoleiro, Chefia...) de modo que onze pernoitaram no Tinguá. Mais alguns na baía da vila de Armação da Piedade e na Fazenda da Armação.

Retornamos no início da tarde de domingo, antes da trovoada da tarde, numa gostosa velejada de través, só de genoa, com NE de 11-14 nós e 6 nós de média.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Fim-de-Semana no Tinguá

Na sexta (21) choveu, mas no sábado de manhã zarpamos do Veleiros da Ilha para finalmente passarmos o primeiro fim-de-semana completo, com minha esposa e os meninos, a bordo, e na praia do Tinguá, origem do seu nome. O dia estava maravilhoso com vento NE crescendo dos 6-7 nós iniciais para os 17-19 no final do trajeto. Fomos de genoa e motor, fazendo em torno de 6 nós. O Tinguá em sua "versão cruzeiro" com dogger, toldo, enrolador, carregado de diesel, água, mantimentos, churrasqueira, mesa de cockpit, botinho e motor, e tudo o mais necessário para cruzeirar.
Lá chegando, almoçamos um espaguetti feito pela "chef" Kati, descansamos esperando o sol baixar e, depois das quatro, pegamos o botinho e fomos curtir a maravilhosa prainha do Tinguá. Apesar do sábado de temporada (havia umas vinte lanchas e quatro veleiros) estava bem tranquilo. A noite foi outra maravilha com águas tranquilas, temperatura amena e uma espetacular lua cheia.

No domingo mais um dia lindo de sol, fomos cedo para a praia, retornando ao barco depois das onze horas. Recebemos então a visita da lancha Nega III (Phantom 290) do amigo Ademar Nienkotter, sogro da minha filha Patrícia, com meu genro e alguns amigos a bordo. Depois do peixinho frito e camarão à milanesa e algumas biritas, eles foram embora e o comandante foi tirar uma sesta. No final de tarde, retornamos ao Veleiros da Ilha numa velejada de popa, pois o vento continuava NE, com uns 11-12 nós.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Tripulantes do Tinguá

Neste ano de 2007 o Tinguá disputou todas as oito etapas da Copa Veleiros de Oceano (as três primeiras na RGS A e as demais na ORC Club), a regata Ele e Ela da Copa Flotilha de Oceano e a 34ª Semana de Vela de Ilhabela (na classe ORC Club 670). Foi um excelente aprendizado para nós, Jorge e Eu, comandantes, acredito que também para a maioria dos tripulantes. Neste post apresentamos os amigos que tripularam o Tinguá conosco.



Érico Athayde Couto Júnior, cuida das escotas da genoa e balão, auxilia na trimagem das velas e na navegação. Desde de 2006 veleja comigo no Mutley (Bruma19) nas regatas de mini-oceano. Só não participou da Regata Itajaí.
Sebastião Pratts Júnior, proeiro, também trimmer e responsável pelas escotas da genoa. É o nosso marinheiro, sempre disposto. Não participou das regatas Família Back e Itajaí, também não foi à Ilhabela.
Marco Antônio Duarte Rodrigues (Marcão) (39), segundo homem da proa. Participou de todas as regatas a partir da Semana de Vela de Ilhabela.
Luiz Carlos Poyer (Polaco) (50), amigo e conterrâneo meu e do Jorge, ingressou na tripulação após o retorno de Ilhabela. Sem experiência com vela, começou só com escora e a cada regata vai assumindo outras atividades. Raphael Barp Garcia (27), proeiro na Regata Lineares e na Semana de Vela de Ilhabela. Bruno Negri (18), timoneou nas três primeiras regatas do ano e em Ilhabela. Claci Carvalho Salles (45), minha esposa, tripulou na Regata Ele & Ela da Copa Flotilha, onde tivemos excelente desempenho. Tivemos ainda, com uma única participação, os amigos Henrique de Vasconcellos Back (17) que fez proa e timão na Regata Família Back, o francês Laurent Schmidt na Regata Bal. Camboriú, Alexandre de Carlos Back grande velejador que timoneou na Regata Itajaí e Cristiano Wuerzius na Regata Volta a Ilha. Sem esquecer da nossa querida tripulante mirim na Semana de Ilhabela Luiza Vanzetto (15).
À todos nossos agradecimentos e nossa satisfação em poder ter desfrutado de suas companhias. Ano que vem tem mais.
(Fotos de Claci Salles (grupo), Cristiano Wuerzius e Jorge Calliari).

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Volta a Ilha Volver !

A XXXIX Regata Volta a Ilha era a primeira do Tinguá e de quatro de seus seis tripulantes, mas não durou muito. Partimos muito bem às 10:05 do dia 08/12, tendo na tripulação Eu, Érico Couto Jr., Marco Antônio Duarte Rodrigues, Luiz Carlos Poyer, Sebastião Pratts Jr. e Cristiano Wuerzius, em substituição ao co-proprietário Jorge Calliari. Cristiano, vinte e poucos anos, com experiência em monotipos, foi uma indicação do Raphael Garcia, nosso proeiro em Ilhabela.



Escolhi uma rota de risco, aproveitando o calado de 1,55 m do Tinguá, detalhadamente estudada na noite anterior e plotada nas cartas digitais do programa CCD Gold, em nosso GPS. Íamos descer a Baía Sul da Ilha de Santa Catarina pela margem esquerda, região de muitos baixios, ainda mais com a maré "torrada" na largada da regata, o que deveria nos dar uma boa vantagem ao chegarmos a Barra Sul.


Como disse, largamos bem de balão, com vento N-NW na faixa dos 8-10 nós. Nesta edição fomos os únicos a optar por este trajeto. Ao chegarmos próximo a ponta da Caiacanguçu, já percoridas 9,5 mn e vencidos alguns baixios, o vento já rondado para NE começou a crescer bastante e acelerar nas encostas dos morros da região. Passamos lambendo a ponta, pegando o canalete ali existente com uma profundidade de 5-7 m. Em seguida nos deparamos com uma chata, do pessoal que está passando um cabo submarino de energia elétrica, fundeada bem no canalete. Aquela altura estava muito difícil de controlar o barco, que ameaçava atravessar o tempo todo. Optei deixar a chata por boreste a uma distância maior, por segurança. Érico que vinha acompanhando nosso progresso no GPS, precisou deixá-lo para ajudar o Júnior nas escotas do balão. Uma quase atravessada, a mais de 8 nós, para BB e...encalhamos! No canalete as margens são como degraus, a diminuição da profundidade é abrupta. Tentamos, tentamos mas só conseguimos nos safar utilizando o motor e aí foi-se a regata para nós. Meia volta volver...


Só nos restou retornar decepcionados ao clube, estávamos em terceiro lugar,só atrás dos "grandões" Catuana Kim e Mano's Champ. Mas ainda tinha mais. Estávamos motorando para sair dos baixios e acabou o diesel. Abastecemos com o camburão, mas entrou ar no sistema. Enquanto eu tentava tirar o ar e fazer o motor funcionar, os tripulantes no cockpit tocavam o barco só com a mestra. Como dá para ver no log na figura acima, encalhamos novamente, e agora sem motor. Era azar demais...então lembrei-me que o Cristiano chegou no barco com uma penca de bananas. Nunca acreditei nestas superstições, mas por via das dúvidas não embarco banana. Imediatamente, joquei as bananas ao mar e, em seguida, conseguimos desencalhar o Tinguá. Voltamos numa gostosa velejada de contra-vento, com um "nordestão" que chegava aos 30 nós.
A culpa foi das bananas....
(Fotos de Kriz Sanz do http://www.esportesdomar.com.br/)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Está Chegando a Hora

Faltam só dois dias para a XXXIX Regata Volta a Ilha, oitava e última etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano, a mais tradicional e desafiadora regata de Santa Catarina, realizada pelo ICSC e FCVO. De nossa parte não fizemos muito. Apenas o básico, como em todas as regatas, que é a retirada da genoa de enrolar e do "tambor" do enrolador, do dog-house, posicionamento da âncora junto ao pé do mastro (conforme certificado ORC Club), retirada de materiais diversos de cruzeirar, diminuição da água nos tanques, abastecimento do barco de alimentos e água potável.

A única dificuldade está em encontrar um tripulante para substituir o Jorge que estará viajando. Como aumenta muito o número de veleiros participantes a disponibilidade de tripulantes é escasssa.