quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cinco Dias na Baía da Ilha Grande

Conforme o programado chegamos a Marina Bracuhy no inicio da noite do dia 05/02, Eu e o Tasso B.Rego Fº, meu sobrinho. Leonardo, por motivos profissionais teve de desistir. Já zarpamos da marina na manhã da sexta-feira no rumo do Sitio Forte, na Ilha Grande. No caminho ancoramos na Ilha de Paquetá onde almoçamos.

Tinguá "genoando" na Ilha Grande

Baseamos o Tinguá na Praia da Tapera, no Sitio Forte. Dali saímos toda manhã cedo para curtir algum lugar e retornávamos a tarde para pernoitar. Foram quatro dias muito bons, de muito sol, com alguns dias caindo uma chuva de verão no inicio da noite. Reencontramos vários velejadores amigos, como o Geraldo do Cora, Ivan e Egle do Taai Fung II.


Tartaruga na Lagoa Azul (by Tasso Rêgo Fº)

Na terça-feira (10/02) acordamos na Ilha de Paquetá e rumamos cedo para a marina para subir o Tinguá no Estaleiro afim de uma limpeza geral do casco, polimento, substituição do óleo da rabeta, e outras pequenas tarefas.

Tinguá no travel lift do Estaleiro, no Bracuhy

Depois de alguns serviços no Tinguá fomos para o almoço comemorativo ao niver do Hélio Viana, do MaraCatu, no Bowteco. Hélio que aliás, agora é colunista da Revista Náutica, na esteira do sucesso de seu blog.

Hélio apagando a velinha no Bowteco

A nota triste foi tomarmos conhecimento do assassinato do velejador Abel Aquilar, em Itaparica, na Bahia, num assalto ao barco que comandava. Não conhecia o Abel pessoalmente, mas ouvi falar dele várias vezes sempre de maneira elogiosa. Cada vez mais a falta de segurança reinante no país em geral está chegando ao mar. Já vivemos enjaulados nas cidades por causa dos bandidos, vamos fazer o mesmo no mar? Não podemos permitir. Precisamos nos unir e protestar, como já vem fazendo a ABVC ( vide aqui carta aberta) e vários colegas.

Retornamos à Floripa na quarta-feira (11/02), pois fui convidado pelo amigo e vizinho Guilherme Bernard para participar do XX Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina na tripulação de seu veleiro.

(veja mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/angra2009 )

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Rumo a Angra

Na próxima quinta-feira (05/02) estou voltando ao Tinguá, na Marina Bracuhy, para passar alguns dias "al mare". Vou de carro na companhia de Leonardo, meu genro, e Tassinho, meu sobrinho.


Enquanto isto, disputamos Eu e o Polaco, no domingo (01/02), a Regata Floripa Tem de Mini-Oceano, com o Mutley. Floripa Tem é uma série de eventos de verão organizados pelo Grupo RBS de Comunicação com patrocínios de Cerveja Sol, Natura e Nestlé. A regata foi na Lagoa da Conceição e a classe Bruma19 inscreveu seis barcos. Ao contrário do esperado rolou um vento força 4 de NE e E. A disputa foi árdua e ficamos em 2º lugar, atrás do Andaluz, que no final da temporada passada já vinha se mostrando muito rápido. O legal foi receber além do troféu 270 reais em dinheiro...

(Foto de Kriz Sanz de www.esportesdomar.com.br onde há mais fotos da regata.)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Pangaea em Floripa

Ontem ao dar uma rápida passada no Veleiros da Ilha fui supreendido com a presença do mega-veleiro Pangaea, do explorador sul-africano Mike Horn , atracado no cais sul. O Pangaea é um ketch polar em alumínio de 34,70 m construído pelo estaleiro de Thierry Stump, no interior de São Paulo, o mesmo que construiu o Paratii 2.


Suas dimensões são impressionantes, mas o que nos deixa orgulhosos é que o mesmo foi construído no Brasil, tem mastreação da Farol (o de proa com 33m), catracas impressionantes ( de 120 e 75) da Nautos e navega com bandeira brasileira. A revista Velejar trouxe uma reportagem a respeito de sua construção na edição nº 35.


(Fotos de celular).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Acabou! Retorno para Floripa

Na quinta-feira (15/01) levei a família para conhecer os canais da Marina Bracuhy de botinho, participamos de um churrasco comunitário de um grupo de velejadores-moradores do Bracuhy em comemoração ao aniversário do Otomar e preparamos o Tinguá para passar mais uma temporada sozinho.


Resolvemos antecipar nosso retorno em um dia para aproveitarmos a oportunidade e conhecermos alguns locais turísticos próximos a nossa rota de retorno. Assim, saímos na sexta (16/01) cedo e passamos por Penedo ( a 6 km da Via Dutra) e Visconde de Mauá (a 30 km de Penedo, sendo 15 de terra e serra) e no final da tarde chegamos a Campos do Jordão ( a 46 km de Taubaté). Em Campos do Jordão ficamos até domingo, fazendo muitos passeios num friozinho que no inicio da manhã era de 16 ºC. Visitamos até um borboletário, a pedido do Gabriel.


Gostamos de Penedo, Mauá/Maringá foi uma decepção e Campos do Jordão bonita com muitos atrativos. Bem maior mas semelhante a Gramado - que no entanto achamos mais charmosa, aconchegante e organizada.




Pegamos a estrada às 8:20h do domingo e após 900 km chegamos em nossa casa às 19:40h. Todo mundo adorou as férias e os planos agora são de voltarmos para o carnaval, junto com o Jorge e a Edman.





(Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/angra2009).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Itanhangá, Dentista, Botinas, Bananal, Tapera...

No domingo (11/01) já zarpamos cedo da marina, com dia bonito de sol. Aliás, os próximos dias e noites seriam os melhores das férias com sol e lua cheia. Demos uma fundeada na Ilha de Itanhangá, onde os meninos se divertiram nadando ao redor do Tinguá. Antes de irmos a terra, fomos chamados pelos amigos dos veleiros Acauã e Casagrande para fazermos outro churrasco em Piraquara. Só saímos de Piraquara de Fora na terça-feira cedo, pois os meninos estavam se divertindo muito junto com o Vini do Casagrande.

Em mais uma manhã espetacular, mas com pouco vento e de proa, navegamos por entre as muitas ilhas em direção a Praia do Dentista na Ilha da Jipóia, que a Claci não conhecia. Havia apenas o bar flutuante e um veleiro ancorado. Ela ficou decepcionada com o tamanho da faixa de areia.

Navegando num dia espetacular, com a Ilha Grande ao fundo.

Dali rumamos para as Ilhas Botinas para mergulhar. A água estava muito clara e a diversão foi ótima com muitos peixes, estrelas do mar enormes e baiacús espinho. Gabriel já nada mais rápido que eu com os pés-de-pato...

Mergulhando nas Botinas.

Dali fomos para a Praia das Flechas, almoçar no famoso Bar do Luiz Rosa. Ancoramos com cerca de 5m de profundidade enxergando perfeitamente a âncora. Antes conhecemos o Saco da Fazenda e a Enseada da Igrejinha da Piedade, todos na Ilha da Jipóia, que é a segunda maior da região.

Brincando com uma Estrela do Mar encontrada na areia da praia.

No final da tarde rumamos para a Ilha Grande, velejando com vento de 10-12 nós. Antes de ancorar em frente a Praia da Tapera, conhecemos o Saco do Bananal no lado oposto da Enseada do Sítio Forte. No dia seguinte curtimos a praia e provamos os gostosos peixe e feijão da Telma. O restaurante dela (Recanto dos Maias) mantém poitas para os veleiros e uma mangueira com água de fonte do morro instalada em um bloco de pedras no meio da enseada, para as embarcações abastecerem. Os meninos se juntaram com outras quatro crianças, na faixa dos 6 aos 9 anos, dos veleiros Azul e Nirvana e não queriam mais ir embora. Viram estrelas, tartarugas, peixes-voador e até uma arraia pequena.

Mergulhando para ver as estrelas, com o Tinguá ao fundo.

No final da tarde rumamos para dormir na Ilha da Jipóia pois no dia seguinte voltaríamos para a marina encerrando as férias. Como não havia nenhum veleiro habitado no Saco da Fazenda e na Praia do Vitorino, continuamos até Itanhangá. Chegamos mais de 19h com um "salseiro" armado pronto para desabar. Já havia jogado a âncora contra a vontade da "almiranta" que preferia ir direto para a marina, quando os grumetes acordaram e também pediram para ir para a marina. Em minoria, antes que ocorresse um motim, levantei o ferro e rumei para o Bracuhy, há poucas milhas dali. Santa decisão. Logo após atracarmos caiu um "cacau" com muito vento. Webber, do Acauã, que foi para o Vitorino pegou rajadas de 32 nós no anemômetro.

Brincando na Praia da Tapera.


(Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/angra2009).

sábado, 10 de janeiro de 2009

Saco do Céu, Lagoa Azul

Foram dois dias de chuva, atracados na Marina Bracuhy, que aproveitamos para renovar as provisões e conhecer a Marina Porto Frade, além de assistir filmes em DVD.

Teve até bolo de chocolate à bordo, obra da "Almiranta".

Na quarta (07/01) com a volta do sol zarpamos rumo a Ilha Grande onde ancoramos no lindo Saco do Céu. Passamos duas tranquilas noites e durante o dia exploramos a região com o botinho e fomos a praia, na Enseada das Estrelas. Também jantamos no conhecido Restaurante Coqueiro Verde onde os meninos se divertiram na piscina de pedras.

Na piscina de pedras do Coqueiro Verde.

Na sexta cedo partimos para conhecer a famosa Lagoa Azul, uma região entre a Ilha Grande e várias outras ilhas que formam uma área de mar parecendo uma lagoa. Com sol e água clara o mergulho de snorkel foi espetacular. Gabriel que está muito bem no mergulho ficou fascinado, principalmente com os peixes-voadores.


Rafael (de máscara) e Gabriel na Lagoa Azul.

No final da tarde retornamos a Marina Bracuhy já que havia previsão de muita chuva. A chuva caiu toda sobre Parati e em Angra, apesar do dia nublado, não choveu. Aproveitamos para um dia de turista visitando o centro de Angra e suas lojas náuticas (gostei bastante da Naim), fazendo mercado no Shopping Pirata's, conhecendo a Marina Verolme e terminando o dia na linda sub-sede do Iate Clube de Santos, com o qual o Veleiros da Ilha é conveniado.

Os meninos na piscina principal do ICSantos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Piraquara, Palmas, Lopes Mendes, Sítio Forte...

Entre os dias 2 e 4 demos um giro pela região. Dia 2 depois de pegar praia zarpamos, com o Acauã, para Piraquara de Fora, distante umas 7 mn, em direção a Paraty, a praia anterior a da usina nuclear. Uma bela enseada abrigada com uma pequena marina dos funcionários da usina, aliás a dona de toda a área. Lá encontramos os veleiros Casagrande, do Ênio e Lu, o Zodíaco 4, do Eraldo e Kátia, e o Bravo, do Luiz. Fomos todos para a praia fazer um churrasco num lugar muito aprazível. Os meninos brincaram muito na praia com o Vinícius, neto do Ênio.

Churrasco na Praia de Piraquara de Fora.

No sábado (03/01) de muito sol logo cedo rumamos para a Enseada de Palmas, na ponta norte da Ilha Grande, numa pequena travessia de cerca de 18 mn. O vento era fraco e de proa, o mar liso freqüentemente "marolado" pelas muitas lanchas se deslocando para todos os lados, de modo que motoramos a uma média de seis e alto. Chegamos por volta das 13h e fizemos uma refeição a bordo enquanto o Casagrande e o Zodíaco 4 que haviam ido até Angra dos Reis abastecer chegavam. Enquanto os meninos ficaram no Casagrande, aos cuidados da Lu, brincando com o Vini, fomos fazer a trilha até a Praia de Lopes Mendes, com Eraldo, Kátia, Vinícius (o filho destes), o Eduardo, filho do Ênio, e a esposa Kely. A trilha leve de 1,2 km atravessa o morro da Praia do Pouso à Lopes Mendes no lado de fora da Ilha Grande.

Chegando na Praia do Pouso, na Enseada de Palmas.

Por volta das cinco da tarde zarpamos para dormir na Baía do Sítio Forte, na outra ponta da Ilha Grande. Finalmente velejamos, em través e orça folgada, até contornarmos a Ilha dos Macacos, quando fomos alcançados por um temporal de verão com ventos de mais de 20 nós e boa mexida no mar. Em poucos minutos já tínhamos boa visibilidade novamente, chuva e vento fracos e mar liso. Ancoramos no Sítio Forte, ao lado do Acauã, que não foi a Palmas, logo depois das seis da tarde, com direito a um lindo arco-íris.

Arco-íris depois da trovoada no Sítio Forte.

Por volta das 4h da manhã acordei com rajadas fortes de vento, mas espaçadas. Como a profundidade era de 15m e tinha colocado pouco cabo, devido a proximidade com outros veleiros, avaliei ser melhor mudar de ancoragem. Alguns outros veleiros faziam a mesma opção. Após duas tentativas ancoramos bem mais ao meio da baía com 16m de profundidade. Acordamos novamente às 8h e diante do tempo fechado, previsão de chuvas para os próximos três dias e um SW para aquela tarde resolvemos voltar a Marina Bracuhy.

A Baía do Sítio Forte estava tranqüila, mas ao sair de seu abrigo pegamos o mar agitado pelo SW que já chegara, com ondas pela alheta. Foi assim até pegarmos a proteção da Ilha da Gipóia. As 11h já estávamos em nossa vaga, após termos abastecido o Tinguá de diesel na chegada.

A bordo desde o dia 31/12 os meninos e a Claci bateram o recorde de permanência embarcados, diga-se com ótimo comportamento.

Ontem a noite nosso sobrinho Júnior que está tratando os animais lá de casa, ligou comunicando que o nosso pastor Tóbi morreu. Era o guarda da casa e estava com 12 anos e problemas de coração.

(Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/angra2009).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Réveillon na Praia da Baleia

Foi um réveillon diferente. A Praia da Baleia (22º57' S 048º21'W) é uma pequena prainha situada na Ilha Comprida, com uma fonte de água doce. O local foi decorado com muita criatividade, sob a coordenação da Míriam e Webber, com a colaboração de todos. Cada família participante trouxe alguns pratos e a própria bebida conforme combinado com antecedência. Teve mesas de comes e bebes, aperitivos, bandeirolas, iluminação, balões, fogueira e, inclusive, uma bonita queima de fogos.

A pequena Praia da Baleia já decorada para o Réveillon.

Participaram cerca de 30 pessoas. Estavam o Robson e família, que é velejador mas estava na My Wish, Fernando com a esposa Riva e os filhos Felipe e Bruno do Farasan, Pedro e a Lena do M@x, Beto e família do Odysea II, Silvio "Matajusi" e Lílian e a namorada do Márcio Dottori (que só conseguiu chegar alguns minutos após a virada) no Carapitanga. Mais o espanhol Teclo e a brasileira Ciça com seus três meninos que moram a bordo.

A família " uniformizada".

Ficamos nós mais o Acauã, na Praia da Baleia, até o final da manhã do dia 2. Quando então rumamos para Piraquara de Fora.

Diversão na praia com o Acauã e o Tinguá ao fundo.

(Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/angra2009).

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Família Tinguá Está no Bracuhy

Chegamos ontem às 9h da manhã no Tinguá, depois de 1.150 km de estrada. Saímos de Floripa na segunda cedo e dormimos em Barra Mansa. Ontem descemos a serra pela RJ-155, via Lídice.

Serra da Bocaina nas proximidades de Lídice.

Foi um dia puxado limpando barco, descarregando, organizando as muitas tralhas, preparando-o para zarpar hoje rumo a Praia da Baleia, na Ilha Comprida, onde passaremos o Réveillon com um grupo de velejadores, liderados pelo Webber e a Míriam, do veleiro Acauã. No final do dia ainda fomos a Angra, no Shopping Pirata's jantar e fazer supermercado.

O problema no enrolador já estava solucionado num eficiente trabalho do Paulo Polônio.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Mais Defeitos

Quando optamos por adquirir um veleiro zero esperávamos ter menos problemas. A verdade é que o Tinguá tem nos dados mais incomodação do que o Bicho do Mar, nosso veleiro anterior um Spring 25S de 11 anos. São muitos pequenos defeitos advindos da má qualidade do estaleiro na montagem e instalações dos diversos sistemas do barco.

Na travessia até Angra dos Reis constatamos que o Tinguá também faz água pela gaiúta da proa, como os outros Skippers 30, com mar de proa, problema que até então não tínhamos constatado. O mastro voltou a fazer água pela enora com a chuva e, o que é pior, a água está escorrendo pelo contra-molde e infiltrando no costado da cozinha, molhando os acabamentos em madeira. Tem mais um vazamento no encanamento de água doce embaixo da pia da cozinha. E o encanamento de esgotamento da geladeira aparentemente entupiu, mesmo usando sempre uma "telinha japonesa".

A má fixação da mesa, que faz com que fique "renga", também incomoda. Aliás, este problema o Leonardo Cal do Kíron observou ao entrar no Tinguá e disse ser igual no seu barco, que ficou pronto um ano e meio depois.

Outro velho problema voltou a aparecer durante a travessia. A adriça da genoa enrolou no enrolador, problema que já provocou por duas vezes danos no estai de proa (vide post Um Ano e Muitos Defeitos). Na Marina Bracuhy foi me indicado o Paulo Polônio para resolver o problema, o qual diagnosticou que "quando da instalação do enrolador o headfoil ficou curto, impedindo que o distorcedor ficasse o mais próximo possível do ponto em que sai do mastro a adriça, facilitando que a mesma se enrolasse no estai. Para solucionar o problema a opção que recomendo no momento é colocar um link (chapa) de inox e uma manilha adicional entre o distorcedor e sua adriça, o que permitiria que o "wrap stop" funcionasse corretamente, impedindo o enrolamento da adriça".

Que veleiros sempre tem consertos a fazer sabemos bem e não reclamamos. Incomoda são os problemas causados por falta de competência.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Tinguá Já Está no Bracuhy

Como o tanque de combustível foi retirado e esvaziado ao abastecermos o Tinguá para a viagem até Angra conseguimos, depois de dois anos, conhecer sua real capacidade. Abastecido até a boca couberam 106,7 litros de diesel. Uma boa capacidade!

Partimos no domingo (07/12) às 09:00h do ICSC, na companhia do grande amigo Saul Capella. Já na altura da Ilha do Arvoredo, com o NE na faixa dos 20 nós literalmente "na cara" e o mar de ondas curtas e picadas, optamos por rumar para o Caixa D'Aço, onde dormimos. Seguimos na segunda às 06:30h rumo a São Francisco do Sul. O vento continuava a soprar NE, mas fraco até as 12-13 horas. Atracamos no Capri Iate Clube às 17:40h.

Agora tinhamos o pior trecho, aquele até Santos numa extensão de 180 mn com quase nenhum abrigo. E pelo menos até as proximidades da Ilha Queimada Grande (umas 30 mn de Santos) seria de NE. As três da manhã acordei e vi que o vento parara, acordei o Saul e em meia hora estávamos a caminho, para aproveitar o maior período possível com o vento fraco. Conforme a certeira previsão do Buoywether o NE cresceu à tarde para a faixa dos 20 nós, e com ele o mar, só começando a cair por volta da meia noite. Foi duro e a singradura diminuiu bastante. Quando passamos a Queimada Grande pelas sete da manhã o mar já era lisinho e um leve leste nos ajudava. Atracamos no Iate Clube de Santos às 12:45h.

Tinguá adentrando a Barra de Santos

A intenção era seguir para Ilhabela pela meia noite ou uma da manhã, depois de um bom descanso. Tomamos aquele gostoso e reconfortante banho que o ICS nos proporciona, almoçamos e saimos para comprar lâmpadas de navegação sobressalentes, pois já haviamos queimado duas com as embicadas nas ondas. Fomos então verificar as previsões meteorológicas. Havia um SW respeitável entrando na região por volta do meio dia seguinte, resultante da frente fria que estava chegando no Sul. Resolvemos partir de imediato e às 18:30h largamos as amarras.

Sábia decisão. Em uma excelente "motorada", com mar calmo e muito pouco vento de E e SE, contornamos a Ponta da Juatinga adentrando a Baía da Ilha Grande por volta do meio dia seguinte. Poucos minutos depois o vento mudou sem aviso para SW e cresceu para a casa dos 13 nós, com alguma rajada de até 17. Mas aí só veio ajudar. Mas mostrou que o SW entrou na região de Ilhabela já pela manhã. Chegamos a Marina Bracuhy às 15:35h da tarde, fazendo média horária de 6,5 nós.

Da esq. para direita MaraCatu, Kilimandjaro e Tinguá no cais G.

A travessia nos mostrou a melhora de rendimento com o novo hélice. Senti além de mais fôrça, mais velocidade final. Passamos Ilhabela, com o canal sem vento e no estofo da maré cheia para a vazante, a 8,2 nós com 2600 rpm.

O Tinguá já repousa no cais G da Marina Bracuhy a espera de sua tripulação que chega logo após o Natal.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Semana de Muito Trabalho

Esta semana foi pesada. Muitos preparativos para aprontar o Tinguá para subir para Angra, de onde deverá voltar só com o Cruzeiro Costa Sul. Ainda bem que , finalmente, a chuva está dando trégua. Algumas atividades foram iniciadas e não evoluíram muito devido a ela e outras nem puderam ser atacadas.

A parte mais fácil foi o hélice novo de que já falei no post anterior. Agora tínhamos a confecção de umas pequenas prateleiras embaixo da pia do bwc, destinadas a lanternas, cintos de segurança e afins permitindo liberar o armário do camarote de popa. Outros dois problemas a resolver foram um pequeno e persistente vazamento no tanque de combustível e "criar" um caminho de saída para a água da chuva que entra pelo mastro.

O vazamento foi identificado no bujão de esgotamento do tanque. Um reaperto no foi suficiente e então foi necessário retirá-lo, mais uma vez, para resolver. Com relação a água no pé do mastro foi furado e passado um duto de fibra pela parede que divide o compartimento na pé do mastro do subseqüente onde fica a bomba automática de porão. É preciso explicar que o Skipper30 possui uma espécie de quadriculado estrutural em seu piso, não tendo posseto.

A maior "obra" foi a instalação de uma TV. Para tanto mudamos as posições do VHF e do DVD Player para colocá-la na mesa de navegação, afim de poder usá-la também como monitor para o notebook. Isto envolveu além do eletricista, o marceneiro. O modelo que optamos é o M19W531 da AOC, LCD de 19" que é TV e monitor e, principalmente, utiliza fonte externa de entrada 240-110V AC e saída 12V DC, o que nos permitiu ligá-la diretamente na bateria. O pior é que o pessoal da elétrica rompeu o guia até o tope do mastro deixado pelo estaleiro, a nosso pedido, e em dois dias de tentativas não conseguiu passar o cabo da antena até lá.


A fora isto havia um sem número de pequenas coisas a serem feitas, estas a meu encargo, como a troca de óleo e filtros do motor e rabeta. Sem contar com a limpeza interna, enceramento do casco e, naturalmente, o carregamento com toda a tralha a ser levada na viagem.

Hoje pela manhã ao colocar o Tinguá na água constatamos o hélice girando ao contrário. Foi preciso inverter os cabos do comando do motor. Ufa! Finalmente estamos prontos para subir a costa.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Hélice Novo

Quando o Tinguá ficou pronto em Janeiro de 2007, por falta de uma opção melhor, instalamos um hélice folding de duas pás, "genérico" da Gori. Apesar de propiciar um bom arrasto seu desempenho não nos agradava.


Tempos depois começaram a chegar ao Brasil os hélices folding (2 pás) argentinos feitos de composite. No entanto, descobri na internet um hélice feathering de 3 pás também em composite (Zytel da DuPont), desenvolvido e fabricado na Nova Zelândia pela Kiwi Props. Um hélice leve, com passo regulável com uma chave Allen até embaixo d'água, sem problema de corrosão, com excelente propulsão inclusive a ré. E ainda a um custo 60% menor.


Tempos depois descobri que o colega da ABVC Gunther Weber estava comercializando estes hélices no Brasil. Como estamos subindo com o Tinguá nos próximos dias para Angra (desta fez parece que finalmente vamos mesmo), era um bom momento para adquiri-la. Fizemos a encomenda e em menos de 15 dias já estava no Brasil.

Pois bem, ontem o Gunther esteve aqui em Florianópolis instalando a peça no Tinguá. Vamos checar ainda o seu desempenho, mas a "bichinha" já é o assunto entre os velejadores do Clube.


Quero destacar aqui a presteza, correção e atendimento do Gunther. Que bom seria se ao menos a maioria dos nossos fornecedores fossem assim. Com mais de 40 anos no mercado náutico e velejador experiente recomendo o Gunther Weber (gunthersailing@yahoo.com - 47-9984-4884).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mais uma Correção no Skipper30

Procedemos a mais uma correção no Tinguá. Desta vez substituimos o "sifão" da saída de água do motor feito em tubo de PVC marrom por outro confeccionado em aço inox.
















O que nos chamou a atenção foi a quebra do suporte do boiler no barco irmão Katana, o que poderia ter quebrado facilmente o "sifão" de PVC e provocado a entrada de água no barco, sabe-se lá com que conseqüências. Nas fotos, à esquerda o "sifão" original do estaleiro e na da direita o novo em inox.

sábado, 29 de novembro de 2008

Mutley Vence com Nova Proeira

Claci, minha esposa, já fez três Regatas Ele & Ela comigo, todas da Copa Flotilha, a primeira com o Bicho do Mar e nas duas últimas edições com o Tinguá. Mas nunca deu certo de fazermos a Regata Ele &e Ela, de mini-oceano, organizada anualmente pela Avelisc, como o encerramento festivo de sua temporada. Aliás, a Claci nunca havia embarcado no Mutley , nosso Bruma19, antes de hoje!


Foi mais um dia que amanheceu nublado e chuvoso e a imediata bem que tentou me convencer a não fazer a regata. Isto que nem contei a ela que a previsão era de ventos com fôrça 4-5.
A regata teve um percurso paralelo a Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, com sete pernas. Dentre os 17 participantes tivemos cinco Brumas 19. Houve pouca chuva durante seu transcorrer mas o NE fôrça 4 a 5 esteve sempre presente. Mas, a proeira foi valente e vencemos depois de uma boa disputa com o meu amigo Fabrício e companheira, do Koan, que nos ultrapassou por duas vezes. Fomos tão bem que só chegamos, no geral, atrás de um Neo25, um Delta21 e dois Microtonners.



(Fotos e clip de Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br, onde há mais fotos)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Consumidor Não é Otário!

Encontrei numa banca hoje um número atrasado da Revista Mar & Mar (ano 10 - Nº 72), provavelmente publicada na época em que estava embarcado no Costa Leste/Refeno (a data de publicação é estranhamente sonegada), com a chamada principal "Skipper 30 Um veleiro que veio para ficar" e a foto de um Skipper30 ocupando a capa. Como proprietário de um destes barcos comprei-a imediatamente.

A tal "reportagem" não passa de uma publicidade mal disfarçada de 3,5 páginas, com fotos fornecidas pelo estaleiro. Me senti absolutamente lesado e no papel de otário, diante da desfaçatez destes "pseudo-editores" caça-níquel. E como esta existem outras no meio náutico.

Para o estaleiro este tipo de publicidade pode ser "um tiro pela culatra", diante da evidente matéria paga e falta de credibilidade destas publicações.

domingo, 9 de novembro de 2008

Regata Mormaii

A chuva continua implacável neste sul do Brasil, mas a previsão, até a véspera era de sol pela manhã, com chuva só para o final do dia e ventos médios de SE para E. Ficamos animados, ainda mais que desde a Semana de Vela de Ilhabela o Tinguá não participava de uma regata. Some-se ainda que a Regata Mormaii, em sua 7ª edição, tinha um percurso gostoso, de cerca de 19 mn, pelas baías Norte, de Jurerê e Canasvieiras.

Ledo engano! O dia amanheceu chuvoso, fechado, sem vento! Largamos das proximidades da Avenida Beira Mar Norte, os 40 veleiros, com uma "merrequinha" de uns 5 nós de ESE. Decorridas três horas de regata, com rondadas para todas as direções e paradas totais do vento, além de algumas pancadas de chuva, sobe balão, desce balão, orça, arriba, estávamos boiando completamente nas proximidades da Ilha de Ratones Pequeno. Com aquele "nhec-nhec" característico da falta de vento a tripulação iniciou o "lobby" para desistirmos. Pediram uma votação, como se já não soubessem o resultado, para dali 15 minutos. Antes do motim o comandante, já que não marcamos pontos na Copa Veleiros e o objetivo de velejarmos não estava sendo atingido, "ordenou" ao imediato de comunicasse nossa desistência a CR.

sábado, 25 de outubro de 2008

Chove Chuva..

Já fazem quase 20 dias que Eu e o Saul desembarcamos do Guga Buy, em Natal, e retornamos à Floripa. E ainda não consegui dar uma voltinha sequer com o Tinguá. E só chuva e uma seqüencia que não acaba mais de frentes frias. Nos primeiros dias, apesar de frios, amanhecia bonito com sol mas durante o dia tudo mudava. Agora, se não é chuva direto são dias nublados, carregados de nuvens escuras, sem sol.

Hoje aconteceu a prova final do Campeonato Estadual e da Copa Casan/AVELISC de Mini-Oceano, com poucos e rondados ventos e muita chuva. Mas foi gostoso, junto com o amigo Polaco (Luiz Carlos Poyer), vencer a regata depois de muita disputa com o Andaluz, ganhando o bicampeonato estadual e carimbando a faixa na Copa Casan, onde o Mutley já era campeão antecipado da categoria Bruma19.

No mais é acompanhar a Volvo Ocean Race e a descida da costa brasileira dos Zanellas, pai e filho, no Guga Buy. Hoje pela manhã eles chegaram a Maceió. O Guga Buy está utilizando o localizar pessoal por satélite Spot (testado na ed. 242 da Náutica). Recebo emails enviados pelo Cmdte. Zanella com um link para o GoogleMaps com a sua localização plotada. Vários colegas velejadores aqui do ICSC já utilizam o Spot, que é muito eficiente, de simples operação, com um custo baixo e já comercializado no país.


(Foto da regata de Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Natal, fim da linha

Desta vez o swell de sueste fora de época provocou maiores ondulações no chamado mar de dentro, o lado da ilha protegido dos ventos de leste, e piorou as condições de visibilidade da água. Mesmo assim Noronha é um paraíso. Revisitei todas as atrações e ainda deu para descobrir novas, como a excelente pizza da Pizzaria Feitiço da Ilha, ao lado da Igreja de N.Sra. dos Remédios.

Praia do Sancho, a mais bonita que conheço

Na quarta (01/10) à noite aconteceu a festa de premiação da Refeno, na areia da praia do Porto de Santo Antônio. No dia seguinte os veleiros começaram a deixar a ilha de volta ao continente, pois terminava o prazo de permanência coberto pela regata. Para aqueles, pouco mais de trinta, que inscreveram-se na Regata Fernando de Noronha-Natal, como nós, o prazo ia até o sábado.

Baía dos Porcos com os Dois Irmãos.

Largamos na Regata Noronha-Natal às 08:00h (de BSB) do sábado (04/10). O vento foi de ESE com intensidade média de 20 nós, chegando a registrarmos 31 nós à noite. O mar estava bastante picado com ondulações de 2-3,5 m de E, portanto través. Navegávamos adernados a pelo menos 20º, com genoa 2 e mestra no primeiro rizo e mais tarde no segundo, em condições ruins de mar e vento. No domingo pela manhã, a 41 mn de Natal, ouvimos um barulho como que de um tiro de fuzil. Um fio do estai de força de bombordo "descascou". Baixamos as velas, naquele momento mestra no primeiro rizo e genoa 2, para preservarmos o mastro, desistimos da regata e continuamos a motor, balançando ainda mais. Cruzamos a nova Ponte Natal-Redinha às 17:45h de domingo, após 33:35h de uma navegação muito pesada.

Guga Buy no ICN com a ponte ao fundo

Enquanto o Guga Buy ficou ancorado no Iate Clube do Natal, aos cuidados do Eduardo e do Paulo Linhares Neto, nosso novo tripulante nesta travessia, o Cmdte. Zanella, Saul e Eu fomos para um hotel. Saul e Eu retornamos na quarta (08/10) de avião para Floripa, não sem antes conhecermos algumas das atrações turísticas de Natal e arredores. O Guga Buy, com Zanella pai e Zanella filho, inicia nos próximos dias, sem muita pressa, seu retorno ao porto de origem.

Chegando de balsa em Tibaú do Sul
(Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/refeno2008).
(Vide clip da largada clicando aqui).

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Refeno 2008

No último dia 24/09 deixei o Tinguá no ICSC e tomei o avião para Recife aonde embarquei no Guga Buy para fazer a Regata Recife-Fernando de Noronha (Refeno) e a Regata Fernando de Noronha-Natal. O Cabanga Iate Clube de Pernambuco, organizador da regata, já estava em ebulição com dezenas de veleiros e centenas de velejadores. O Guga Buy nestas duas regatas tripulado pelo Cmdte. José A. Zanella, seu filho Eduardo, Saul Capella Neto e Eu.

A "piscina" do Cabanga atulhada de veleiros.


Partimos às 13:00h do dia 27/09, na tradicional largada em frente a Praça do Marco Zero, competindo na classe RGS E. Iniciamos com vento SE de 8-10 nós que cresceram em mar aberto para 15-18 nós rodando mais para leste no amanhecer de domingo. Em alguns períodos tivemos ventos menores entre 10-13 nós e de até 24 nós nos três pirajás que pegamos, o último chegando em Noronha. A ondulação é que incomodou com mar baixo, nunca maior que 1,5m, mas muito picado e de leste.

Pirajá nas proximidades de Noronha, com direito a Arco-Íris.

Fizemos turnos de dupla de duas em duas horas com cada um timoneando uma hora. Nossa média de velocidade no amanhecer de domingo era de 6,1 nós. Por volta das nove horas, quando o navio-patrulha da Marinha do Brasil que acompanhava a regata procedeu a chamada das embarcações para check-in, constatamos que vários veleiros que até ao anoitecer permaneciam nas nossas proximidades, além de terem desaparecido de nosso visual, estavam até dezenas de milhas a nosso frente. Estávamos constatando na pele a falta de ética de muitos comandantes que simplesmente ligam o "vento de porão". Os mais "cara-de-paus" usam de dia mesmo, como o caso de um veleiro que orçava a cerca de 30º sem genoa... Pouquíssimos são os que se retiram da regata por terem motorado.

Veleiros da regata ancorados em frente ao Porto de Santo Antônio.

Foi uma ducha de água fria na tripulação. Passamos então a fazer uma regata mais leve, inclusive utilizando o piloto em alguns períodos, como na segunda noite, quando então fizemos turnos solitários de uma hora. Cruzamos a linha de chegada às 19:00:40h de segunda feira (29/09), após 54h de regata, em sétimo entre os onze da nossa classe. O vencedor foi um multichine 28 "voador" com mais de cinco horas na nossa dianteira. Dos outros cinco veleiros do ICSC destaques para o Gosto D'Água, do Cmdte. Júnior, que venceu pela segunda vez consecutiva a RGS B. O Talismã I, do Cmndte. Cocal, chegou em terceiro na RGS A mas depois numa estranha manobra da organização foi rebaixado para quarto. Pena foi a quebra do leme do Samurai Ni, do amigo Cmdte. Marins, a 30 mn de Noronha quando liderava disparado a RGS D.

Por-do-sol no Boldró uma das maravilhas de Fernando de Noronha.

Estamos agora curtindo as maravilhas deste arquipélago paradisíaco, que vem sendo mantido preservado, mas nem tudo são flores na vida de velejador. Há dois dias o mar está mais mexido em nossa ancoragem, causando algum desconforto e fazendo com que o trajeto veleiro-porto e vice-versa no botinho, não ocorra sem molhar ao menos o traseiro. No sábado (04/10) largamos na Regata Noronha-Natal, com previsão de bastante mar e de chegada no domingo à tarde.

Morro do Pico e praias do Meio e Conceição.

(Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/refeno2008).

(Veja clip da largada clicando aqui)