quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cruzeiro Costa Verde 2012 - Parte 1

Domingo (10/06) amanheceu bonito com sol após quatro dias de muita chuva. Aproveitei para colocar as coisas para secar e desde de cedo iniciei os preparativos para a largada no Cruzeiro Costa Verde 2012, organizado pela ABVC. O Giovani Dal Grande levou o Kyriri-ete para seu novo porto no Canal do Bracuhy, onde o peguei para largarmos, às 10:30h. São 17 veleiros que cumprirão um roteiro de uma semana pela Ilha Grande e Baía de Sepetiba.

Alargada na Marina Porto Bracuhy

A primeira perna que deveria ser para a Praia de Palmas, na Ilha Grande, devido a ressaca que provoca swell naquela enseada foi alterada para o Saco do Céu. Onde chegamos por volta das duas da tarde, após um forte contra vento e mar mexido. Pernoite tranquilo sem nenhum balanço.

A flotilha no Saco do Céu

Segunda às 10:00h a flotilha partiu para a Praia da Estopa, situada ao norte da Ilha de Jaguanum, já na Baía de Sepetiba. No inicio com mar de ondas baixas mas mexidas pela proa e vento rondando no quadrante norte, isto é na nossa proa, permitiu abrir a genoa por pouco tempo. Por volta de meio dia, já dentro da Baía de Sepetiba, o vento rondou para SW (popa) e cresceu  muito rápido. Começamos a rizar nossa vela grande, mas o sudoeste só crescia, então baixamos toda a vela e abrimos só um pedaço da genoa. O mar cresceu bastante em ondas muito curtas. O vento aliviou um pouco e veio a chuva. Chegando no destino mudou para NW com força 5 (Escala de Beaufort). A ancoragem estava um pouco complicada com os vários veleiros na baía pequena, o vento e as ondulações. Tivemos um pequeno "enrosco" com o veleiro Cubéria, mas ao final nós e todos outros conseguimos ancorar com segurança. Âncora segura olhei no anemômetro a velocidade máxima do vento registrada: 38,2 nós. Giovani preparou uma maminha no forno, um tinto chileno e uma sesta, tudo de acordo com o dia que continuava chuvoso, mas com o vento bem mais calmo. A noite foi sem vento e com águas tranquilas.

Sudoeste chegou a 38,2 nós

 
Dia seguinte amanheceu bonito na Praia da Estopa

A terça feira (12/06) amanheceu maravilhosa. Colocamos o bote na água e fomos passear na pequena praia. Às 10:30h partimos rumo a vila de Itacuruçá, onde fizemos uma parada técnica. Alguns abasteceram de diesel e água e a organização comprou os ingredientes para um churrasco coletivo. Ancoramos o Tinguá na baía em frente a ilha, do outro lado do canal, e fui de bote até a vila, levar o lixo e comprar umas guloseimas para a festa junina, programada na continuação do churrasco. Seguimos pelo canal para a nossa nova ancoragem na Praia de Quitiquara, do outro lado da Ilha de Itacuruçá.

Ancorados na Paraia de Quatiquara
Com o apoio do quiosque da Marilza, iniciamos o churrasco por volta de três da tarde. Aliás, com a Marilza descobri que o nome correto do lugar é Quatiquara e não Quitiquara como vem sendo usado no cruzeiro. Nós, os  catarinas, é que ficamos encarregados da churrasqueira. Na continuação degustamos as guloseimas levadas pelas tripulações. Momentos que mastercard nenhum consegue pagar: lugar paradisíaco, dia e noite agradáveis, churrasco, cerveja, rapadura, paçoca, canjica, quentão,fogueira na praia, confraternização entre velejadores amigos.

Confraternização na praia
Mais imagens aqui.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro

Nosso primeiro objetivo na vinda para a região de Angra dos Reis era participar do Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro, organizado pela ABVC na Marina Porto Bracuhy, no feriado de Corpus Christi. O encontro é uma oportunidade única de encontrar muitos outros velejadores, trocar experiências, adquirir conhecimentos e confraternizar. Nesta sua décima edição o encontro ofereceu palestras técnicas e de relato de viagens, workshops, feirinha e curso para as crianças, com direito a carteira de velejador pela Marinha. Único ponto negativo foi a chuva que foi intensa e persistente durante todos os dias do evento.





 Palestra de Marinheiro Raimundo


Para mim foi também a oportunidade de rever alguns dos amigos que fizeram a travessia para o Caribe conosco em 2010, como Fábio Constantino, Míriam e os filhos Caio e Rafael do veleiro Flyer, Sérgio Amaro Gomes e os filhos Jonas e Carol do Travessura, mais Dorival e Catarina, do Luthier. A família Constantino comprou um Jeanneau de 45 pés nas Ilhas Canárias e se prepara para continuar a viajar pelos mares do mundo.



Choveu muito durante todos os dias
 
Durante o encontro recebi a bordo o amigo Beto Larsen, que veio sem o seu Parangolé. Do nosso grupo, o Cmte. Saul Capella, do Nina II, mudou os planos e resolveu retornar com o veleiro para Florianópolis, no domingo após o encontro. O Gosto D'Água foi para Paraty, onde ficará até o retorno de seu comandante na Marina Farol de Paraty. Giovani, do Kyriri-ete, deixou o barco no Canal do Bracuhy para participar do Cruzeiro Costa Verde comigo no Tinguá. Assim, desfez-se nosso pequeno cruzeiro.

Mais imagens aqui.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Cruzeiro Floripa-Angra - Chegamos em Bracuhy

No domingo (03/06) após comer um excelente strogonoff preparado pelo Vilmar, tripulante do Kyriri-ete, acertamos a marina e mudamos para a Marina Farol de Paraty, pois decidimos permanecer mais um dia em Paraty.

Amanhecer na Baía da Boa Vista com a cidade de Paraty ao fundo

Depois de acomodar os barcos e tomar um banho (instalações eserviço bem melhores que a Refúgio das Caravelas) pegamos um táxi para a cidade. Lá jantamos no Galeria do Engenho, na Rua da Lapa, e depois saímos em direção a Praça da Matriz, para assistirmos as atrações da última noite do Festival de Jazz. O clima na cidade está excelente com músicos (e bons) tocando em cada esquina, as mesas nas ruas dos bares e restaurantes cheias, lua cheia no céu.

 Mesas na rua, lua cheia no céu de Paraty
 
 Yael Naim dando show no Festival de Jazz de Paraty

As atrações no Festival eram realmente muito boas. Impressionante a cantora franco-israelense Yael Naim. Em seguida Leroy Jones e seus companheiros, legítimos representantes de New Orleans, também impressionaram. Por fim Zélia Duncan. Fiz um pequeno clip para dar uma idéia do clima na cidade e do festival.

 No rumo do Bracuhy

Na segunda saímos rumo a Marina Porto Bracuhy às 09:30h. Eu e o Giovani, no Kyriri-ete, em solitário pois seus tripulantes voltaram para casa de Paraty. Dia lindo, mar lisinho e um NEE fraco e variante, que de vez em quando nos propiciava uns 50-60 de angulo de velejada. Saul foi cozinhando uma feijoada, a bordo do Nina II, que comemos "amadrinhados" na Ilha de Paquetá.

 "Amadrinhados" na Ilha de Paquetá (Foto Giovani Dal Grande)

Por volta de 15:00h chegamos a marina no Bracuhy. Agora é só aguardar o inicio do X Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro da ABVC.

Mais imagens aqui e o clip de Paraty aqui.

domingo, 3 de junho de 2012

Cruzeiro Floripa-Angra - Chegamos em Paraty

Depois de um dia chuvoso de descanso em Ilhabela com direito a almoço no Cheiro Verde, sorvete no Rocha, café no Ponto das Letras e pizza no Pier, saímos de Ilhabela às 08:50h de sexta-feira (01/06) com destino a Ilha Anchieta, distante 23 mn.


Esperávamos um mar mais mexido ao sair do Canal de São Sebastião. Tinha até feito a rota passando por trás da Ilha do Mar Virado, mas seguimos direto para a Anchieta. Na região da Enseada do Mar Virado, notadamente na passagem pela ilha do mesmo nome o mar estava mais mexido mesmo, fazendo juz ao nome. Chegamos na enseada da Anchieta poucos minutos antes das 13:00h. Almoçamos com um bom Cabernet e cama, que o dia estava propício.

 A lha Anchieta, litoral norte de São Paulo
 
Tínhamos a opção de prosseguir ainda naquela parte para pernoitar na Ilha de Prumirim, a 11 mn dali, mas com a sesta e a calma reinante ficamos para pernoitar. O dia manteve-se nublado com chuvas fracas esparsas. Só que à noite caiu água. Choveu muito principalmente no inicio da madrugada quando entrou vento SSW lá fora, o que provocou uma marola enjoada na baía.

O valente Nina II chegando na Anchieta


O combinado era zarparmos as oito horas para a Ilha da Cotia, distante cerca de 41 mn. Depois daquele dilúvio o dia amanheceu limpo e ensolarado e as 07:30h o pessoal começou a suspender as ancoras. Moura e Eu no Tinguá saímos "atrasados", exatamente às 08:03h.


Saindo da Ilha Anchieta por volta das 07:30h

Pegamos um mar mexido com algumas ondas que passavam de 2m e pouco vento, sempre contra, que variou muito: ora 20 graus por BB, ora 15 por BE, ora bem a 0... Na passagem pelas Pontas Negra e da Juatinga o mar estava até um pouco menos mexido...ou será que éramos nós que já estávamos acostumados e esperávamos mais? No caminho a maioria da flotilha, aguçada pelo Júnior (Gosto D`Água), optou por seguir direto para Paraty. Passada a Juatinga o "liquidificador" desligou e a travessia tornou-se um gostoso passeio com a tarde bonita, mar liso e vento indo e vindo até 6 nós, a maior parte do tempo pela alheta de bombordo. Pegamos a poita na Marina Refúgio das Caravelas às 16:45h.


Dobrando a Ponta da Juatinga

Quando tentava falar com o Nina II pelo rádio fui chamado pelo amigo Jean Castro, Cmte. do veleiro Energia, que estava junto com o Maurício Napoleão, nosso presidente da ABVC, na Marina Farol de Paraty. Combinamos de jantar juntos e eles que estavam de carro levaram todos nós ao Centro Histórico da cidade, onde jantamos no Restaurante do Hiltinho. Aliás Paraty esta muito movimentada por conta do Festival de Jazz que ocorre nestes dias.



Meu companheiro de travessia Antônio Moura, ao que parece com muita saudades da companheira Eliandra, voltou ontem após o jantar para Floripa. Obrigado pela força, amigo.

 O inicio do dia agora há pouco em Paraty

Daqui seguimos para o Bracuhy ainda hoje ou amanhã cedo.

Mais imagens aqui.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cruzeiro Floripa-Angra - Chegamos em Ilhabela

O Cruzeiro Floripa - Angra dos Reis, organizado pela Diretoria de Cruzeiro do Veleiros da Ilha, chegou a ter 7 participantes, mas na hora de sair mesmo só 4 veleiros confirmaram. O objetivo é subir em grupo a costa sul do Brasil até o Bracuhy, para participar do X Encontro da ABVC, alguns também do Cruzeiro Costa Verde 2012 da mesma ABVC e aproveitar a região da Baía da Ilha Grande durante os meses de inverno, mais rigorosos no sul.
 
 Ilha das Galés, na região de Bombinhas

A pequena flotilha foi formada pelos veleiros Kyriri-ete (Multichine28) do Diretor de Cruzeiro Giovani Dal Grande, Nina II (Multichine23) do Cmte. Saul Capela Neto, Gosto D`Água (Farr38) do Cmte. Idelfonso Witoslawski Júnior e o Tinguá (Skipper30). A saída não foi conjunta, com o Nina II saindo às 06:00h da sede Centro e agregando o Kiriri-ete na passagem por Jurerê, nós (Eu mais o companheiro Antônio Moura) às 08:40h do Centro e o Gosto D`Água também do Centro só que por volta do meio dia.

Kyriri-ete e Nina II "amadrinhados" no Caixa D`Aço
As condições meteorológicas diferente das previsões reuniram os três primeiros no Caixa D`Aço, em Porto Belo, no meio da tarde. Pegamos um NE de força 5 (veja a Tabela Beaufort) constante que fez o mar ficar muito mexido já de saída e a viagem desconfortável e com pouco rendimento. Contamos com a queda do vento no final do dia e, com velas rizadas, zarpamos com rumo a Ilha do Bom Abrigo às 17:30h do Caixa D`Aço. Realmente o vento diminuiu e o mar foi melhorando e lá pelas 10 horas resolvemos colocar o rumo para Santos, o que dava um angulo para que a vela mestra ajuda-se naquele contra vento, melhorando muito o nosso desempenho. Ao mesmo tempo em que o Gosto D`Água nos alcançava. A noite estava linda com a lua crescente e temperatura amena.

Amanhecer do segundo dia
O dia amanheceu maravilhoso no meu turno com o mar flat, só que o vento baixou para força 2 sempre num contra vento. Dá-lhe "vento de porão" (motor). Pelas nove da manhã fomos brindados no Tinguá com a presença de um enorme cardume de golfinhos. Até hoje sempre que subo ou desço a costa recebo uma ou mais visita deles, mas não me canso de maravilhar-me com o balé deles em torno do barco.

Moura brincando com os golfinhos
No final da tarde verificamos que o diesel que dispunhamos não seria suficiente para chegar a Santos sem economizar. E o vento continuava fraco e "na cara". Lá pela uma da madrugada chegou nosso vento salvador, um NW de força 4 que nos rendeu quatro horas de velejada em orça folgada, com o motor desligado. Mais uma noite e amanhecer lindos. Outro dia bonito e ensolarado de mar baixo mas vento fraco. Apenas há poucas milhas da barra de Santos entrou um N de força 5. E assim, sempre no contra vento entramos em Santos atracando no posto de combustível do Iate Clube de Santos às 10:20h com somente 13 litros de diesel.

Segundo e terceiros dias de mar flat
Abastecemos, colocamos os barcos nas vagas e fomos tomar banho e almoçar. Depois do almoço sentamos para estudar as previsões que continuavam indicando a entrada de uma frente fria naquela noite e um crescimento do mar, que permaneceria até o final de semana. A decisão, que mostrou-se acertada, foi partir para Ilhabela rapidamente tentando chegar antes da mudança do tempo.

O Tinguá na poita da sub-sede Ilhabela do ICS
A travessia até Ilhabela foi muito boa. Velejamos, com ajuda do motor, desde a Ilha da Moela até as proximidades da entrada do Canal de São Sebastião numa orça folgada com vento NNE constante de 11-12 nós. Quando o contra vento, nosso companheiro de viagem, nos alcançou novamente. A subida do canal até a sub-sede do Iate Clube de Santos foi só com a mestra e poucou angulo de velejo, mas com corrente favorável. A 00:40h pegamos a poita após somente 09:50h de travessia. E, o melhor, antes da frente. Que chegou logo após, mas em Ilhabela bem fraca.

A turma: Beltrão, Giovani, Júnior, Márcio, Moura, Saul, Callado, Fernando e Vilmar (atrás da câmera)

A má novidade em Ilhabela é que agora o Iate Clube de Santos está cobrando diária em suas poitas de R$ 95,00 para os sócios dos clubes conveniados.
 
Mais imagens aqui e clip golfinhos aqui.

domingo, 27 de maio de 2012

Tinguá Está Pronto para Subir para Angra

Amanhã (28/06) cedo uma pequena flotilha de 4 veleiros do Veleiros da Ilha parte rumo a Marina Porto Bracuhy, em Angra dos Reis, para participar do X Encontro Nacional da ABVC e depois curtir um pouco da região.

Agora à tarde acabei de aprontar o Tinguá para a travessia carregando-o com toda a tralha, mantimentos, roupas, água nos tanque, enfim uma infinidade de coisas. Só deixei para abastecer de diesel por preguiça de tirá-lo da vaga na água, onde ele já ficou depois da regata de sábado, para ir até o posto.

No sábado cedo, antes de descê-lo da carreta para a água, troquei o óleo da rabeta e do motor, bem como os filtros.

A central do alrme
 
 O sensor de presença instalado na entrada da cabine




Ainda no sábado o eletricista Edevaldo "Magrão" terminou de instalar um alarme. Comprei um kit de alarme residencial composto da central (com espaço para bateria, desnecessária no barco), 1 sensor de presença e 2 de abertura todos sem fio, 2 controles remotos e a sirene. Por enquanto instalei só o sensor de presença na entrada da cabine. Ele servirá para o caso de violação das portinholas quando fechadas e para detecção ao se aproximar pela popa ou adentrar o cockpit no caso das portinholas abertas. 

Uma Regata Dividida

Ontem disputamos a Regata Tripulação, a 3ª e última etapa da Copa Tripulação, num percurso de 8 mn na Baía Sul. Na tripulação Jorge Calliari, Luiz Carlos e Felipe Poyer e Ernani.


Esta foi uma regata dividida, pois teve dois tempos distintos para nós, tanto em termos de vento quanto em desempenho. Largamos mal com vento Sul de uns 6 nós. Logo após a primeira bóia quando iniciavamos nossa recuperação passando alguns barcos o vento parou. Foram quase duas horas sem vento ou com algum soprinho para conseguirmos montar a segunda bóia. A Comissão de Regatas encurtou a regata fazendo a linha de chegada na quarta marca. Pois aí entrou um consistente vento Sul, entre 11-13 nós com rajadas mais fortes. Era o que faltava para o Tinguá deslanchar, pena que a regata já estava comprometida, ainda mais na correção de tempo. Terminamos em terceiro e com a vitória na Regata Solitário e o quarto lugar na Ele e Ela nos sagramos campeões da Copa Flotilha na classe Veleiros Cruzeiristas.

Imagens em www.esportesdomar.com.br e clip.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma Regata Complicada

Neste mês de maio aqui em Florianópolis todo o sábado tem regata de oceano. No primeiro sábado (05/05) tivemos a Regata Solitário, pela Copa Flotilha do Veleiros da Ilha que foi uma regata gostosa. No sábado seguinte (12/05) tivemos a 3ª etapa do Catarinense de Minioceano, na Lagoa da Conceição, uma regata pesada que disputei com o Mutley, o meu Bruma19. Neste sábado (19/05) tivemos a Regata Ele e Ela, a 2ª etapa da Copa Flotilha, também disputada na Baía Sul. Desta vez, diante das previsões de pouco vento, a nossa classe, dos Velejadores Cruzeiristas, optou por uma raia cerca de 4 mn mais curta, ficamos com cerca de 8 mn de raia.

A merreca nivela tudo. Mesmo sem poder usar balão disputando com um C30 e um Skipper30 de regata
 
Esta foi uma regata complicada. Tivemos muito pouco vento, em mais de uma vez vi o anemômetro marcando 0.0, o vento rondou até 180º depois voltou, no final firmou em torno de 6 nós. Isto num dia nublado com algumas chuvas esparsas. Para mim e a esposa no Tinguá foi difícil com nossa mediçáo RGS muito alta e a genoa pequena. E ainda tivemos uma rápida encalhada na borda do Banco das Tupitingas, no afã de sermos ao menos fita azul. No corrigido ficamos em 4º lugar entre os nove da nossa classe, num total de 20 barcos na regata.


Mais imagens em www.esportesdomar.com.br e clip aqui.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Uma Regata Pesada

Neste último sábado (12/05) voltei a disputar uma regata de minioceano com o Mutley, o meu Bruma19. Foi a 3ª etapa do Campeonato Catarinense, disputada na Lagoa da Conceição, organizada pela Avelisc com supervisão da FEISC. As previsões se confirmaram e tivemos fortes ventos do quadrante Sul.

Na disputa com o O'Day23 Jah

Eu e o amigo e parceiro de muitas regatas Érico Couto Jr. tivemos uma regata pesada. Largamos bem com vento de uns 15 nós para o percurso em triângulo olímpico com mais duas pernas de barla e uma de sota. O vento já era bastante para o Bruminha mas optamos por não rizar a vela grande e utilizamos a genoa 3, ambas de Prolam. O vento só cresceu e na segunda metade da disputada rondava os 20 nós, com rajadas na casa dos 23-25 nós. Em terra houve quem tenha medido até 29 nós! Para um veleirão de 12m pode ser até tranquilo, mas no Mutley com seus 5,5 m era como domar um cavalo chucro, especialmente nas pernas de contra vento. Houve capotagem, velas rasgadas, quilhas à mostra, tripulante na água...Mas nos saímos muito bem, até andando na frente de O'Days 23 e Bruma22. Na última perna, um contra vento, a cinta que segura o sistema da esteira na retranca correu, nos deixando sem condições de trimar a grande. Perdemos algumas posições, mas não o primeiro lugar da classe Bruma19.

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sábado, 5 de maio de 2012

Uma Regata Gostosa

Hoje foi realizada a Regata Solitário, a primeira das três que compõe a tradicional Copa Flotilha, disputada no outono florianopolitano, de lindos dias com ventos mais amenos. O dia foi mesmo lindo, ensolarado e limpo, e o vento ameno de NNE de 4-5 nós no inicio até 11-14 nós, no percurso da frente do Veleiros da Ilha até a Ilha do Largo, contornada por bombordo, retornando ao local de partida, na Baía Sul, com 12,6 mn.




Regata iniciou com ventos de 4-5 nós


Modéstia à parte, creio que fiz uma ótima regata no Tinguá. Correndo na classe Velejadores Cruzeiristas (éramos 7 dos 18 participantes) fui o sétimo geral a chegar mesmo não utilizando vela balão na perna de ida, uma limitação da classe para os barcos a partir de 30´. Fazendo jus ao espírito da classe o Tinguá competiu com velas de Dacron cruzeiro, genoa de enrolar, bímini e dog house (montados), todas as âncoras e cabos e toda a tralha de cruzeiro. Para se ter idéia após a regata amadrinhado ao também Skipper30 Kíron, o Tinguá era cerca de 30 cm mais baixo.

A diferença de altura da linha d'água entre os Skipper30 Kíron e Tinguá
Larguei bem e tirando uma atrapalhada na desmontagem da "asa de pombo" na montagem da Ilha do Largo e um 360º no último segundo para evitar uma rede de pesca, a regata foi perfeita. Ajudada pelo vento na perna de volta na medida para nós. Dois ou três nós a mais e sofreria com a falta de escora.

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sábado, 28 de abril de 2012

Mutley Esta à Venda

Neste sábado (28/04) pela primeira vez, nos últimos 6 anos, não participei de uma regata da Avelisc, com o Mutley, mesmo estando na cidade e com disponibilidade. Foram vários os motivos: o Mutley esta na metade de um processo de pintura interna, a previsão de pouco vento e chuva, os 3 ou 4 amigos que contatei não poderiam fazer a regata. Verdade que nenhum destes motivos era impeditivo, afinal já fiz várias regatas com pouquissimo vento, não tenho medo de chuva ou frio e já competi até sózinho. A verdade é que faltou tesão, pois aqueles motivos some-se a falta de competitividade na nossa classe Bruma19. Somos só dois Bruma19 ativos e na última regata nem meu único adversário compareceu.


Assim estou colocando o Mutley à venda. Já havia ensaiado esta venda no ano passado, mas esperava uma melhora para este ano. Agora é definitivo. Quem se interessar por um valente e veloz Bruma19 entre em contato.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Voltando da Escala da VOR em Itajaí

A vontade era retornar a Floripa, com o Tinguá, logo após a partida dos veleiros da Volvo Ocean Race para Miami. Deixaríamos o pessoal no pier da ANI e rumaríamos para pernoitar no Caixa D'Aço, em Porto Belo. No entanto o vento Sul de 15 nós, o mar pela proa e uma boa analisada nas previsões meteorológicas me fizeram alterar os planos.

O Tinguá na poita da ANI, no Saco da Fazenda
As previsões (principalmente BuoyWeather) apontavam para um mar mais baixo a partir da madrugada de hoje (23/04) e ventos fracos de WSW, com NE à tarde. Assim dormimos (Giovani Dal Grande, Vilmar dos Santos e Eu) na poita da ANI, no Saco da Fazenda, a qual soltamos às 05:40h para aproveitar a meia maré na saída do assoreado canal do saco. As previsões se confirmaram e velejamos as duas primeiras horas com ventos de 10-12 nós de WSW, numa orça com 50-60º de ângulo. Passamos por uma calmaria e na parte final a partir da altura de Jurerê em popa, com um NE de 11-14 nós, com o mar sempre baixo. Exatamente 6 horas depois amarramos o Tinguá no pier do Veleiros da Ilha, após 46 mn.

Foi muito bom ter acompanhado a parada da VOR em Itajaí, que foi bem superior às duas anteriores que participei no Rio de Janeiro. Itajaí mostrou grande capacidade de organização e mobilização e os comentários gerais eram de que a organização e as equipes da VOR tinham ficado muito satisfeitos. Por pouco Itajaí não bateu o recorde de público numa parada, com seus mais de 280 mil visitantes na Race Village.

O Tinguá ficou 16 dias numa poita da ANI. A qual agradecemos e a todos seus colaboradores pela acolhida e simpatia. O único senão foi o valor um tanto salgado cobrado pelo uso da mesma...nunca havíamos pago uma estadia tão cara.

Mais imagens da stopover da VOR em Itajaí aqui.

domingo, 22 de abril de 2012

VOR 2011-12 deixa Itajaí Rumo a Miami

Não é a vontade do povo de Itajaí, mas chegou o dia da partida dos veleiros da Volvo Ocean Race 2011-12 para Miami, a sexta perna da regata de volta ao mundo. Depois de uma bela cerimônia de despedida os 5 VO70 foram desatracando do pier da Race Village, pela ordem de colocação na regata, em direção ao mar para a partida às 14:00h. 

 A festa de despedida

Na despedida uma enorme multidão distribuida na vila da regata, nos molhes à margem do rio, nas praias de Atalaia, Cabeçudas e Navegantes e nas numerosas embarcações na água. Aliás, com a mudança da raia os controladores da mesma (Marinha, PF, organização) empurraram todas as embarcações para junto da Praia de Cabeçudas, o que somado ao mar mexido e vento de cerca de 15 nós tornou a situação perigosa e um pouco tensa.

Barcos na água acompanhando a largada
 
Nem isto nem o tempo fechado estragaram a festa e às 14:00h em ponto iniciou o procedimento de largada com os cinco veleiros contornando várias bóias, como numa mini regata, por cerca de 40 minutos, antes de rumarem para mar aberto.

Largada rumo a Miami
 
Mais imagens da stopover da VOR em Itajaí aqui.

sábado, 21 de abril de 2012

Regata In Port da VOR em Itajaí

Hoje ocorreu a regata In Port da escala de Itajaí, da Volvo Ocean Race. Estivemos acompanhando na água no Tinguá. Vieram o Jorge, a filha Stefane com o namorado, minha esposa com nossos dois filhos, mais meu sobrinho Tassinho e a noiva.

 Cadê Camboriú?

 A Race Village abriu às 09:00h e desde cedo já estava cheia. Passamos por lá de manhã para dar uma conferida nos barcos, e o Abu Dhabi já estava na água mesmo para participar da regata. Ainda levei os meninos no simulador e no filme do projeto Keep The Oceans Clean, do grupo Skeleton Sea.

Todos eles montando a primeira bóia de sotavento

Zarpamos para a raia, em frente a barra do Rio Itajaí-açu, por volta das 13:00h pois a regata iniciava às 14:00. O Saco da Fazenda estava cheio de veleiros e lanchas. Vieram vários veleiros de fora, notadamente do Veleiros da Ilha. Muitos barcos na água para acompanhar e um temporal chegando pelo lado de Balneário Camboriú que desapareceu no pretume. O mar estava flat e o vento fraco. Antes de iniciar rumamos para a bóia de sotavento para vermos a descida dos balões, na montagem da bóia. Enquanto isto a chuva chegou, não tão forte, trazendo um vento SE de uns 15 nós.

Quem disse que eles não molham o balão?

Sempre um espetáculo ver aqueles veleirões disputando uma montagem de bóia, e descendo os balões na aproximação. Não vou narrar a regata pois no site da mesma tem vídeos, fotos e comentários. O buxixo foi a cacá do Telefonica que liderava e ao montar a terceira bóia rumou para a bóia errada...não teve perdão foi para o último e quinto lugar. Fank Cammas skipper do vencedor Groupama agradeceu ao navegador do barco espanhol pela vitória, na entrega da premiação.

 O Puma entrando na barra após o quarto lugar

 Mais imagens da stopover Itajaí da VOR aqui e clip aqui.

Regata ProAm da VOR

Retornei ao Tinguá na quinta feira (19/04) para o último final de semana da escala da Volvo Ocean Race 2011-12 em Itajaí. Na sexta, pela manhã, chegaram os veleiros Nemo, do Cmte. Mauro Ribeiro, e Zephyros, do Cmte. Sérgio Sevilhano, do Veleiros da Ilha.

Para ser proeiro na VOR não pode ter medo de altura
 
Próximo ao meio dia rumamos todos a bordo do Nemo para assistirmos as regatas ProAm, na frente da barra do Rio Itajaí. Nestas regatas promocionais velejam de 5 a 7 tripulantes oficiais dos barcos com o restante da tripulação sendo completada com velejadores amadores convidados. Nosso amigo Tarcísio Mattos, co-proprietários dos veleiros Kaikias(C30) e Zephyros (Velamar29), foi um destes "sortudos" velejadores a bordo do Telefonica.

Disputa numa das regatinhas ProAm
Foram três regatas curtas de 4 pernas de través, trocando-se os convidados a cada uma, com a participação dos 4 VO70 que chegaram velejando a Itajaí. O Abu Dhabi que chegou somente na quinta num navio estava em frenética recuperação.

Depois da ProAm os veleiros no pier da Race Village
Com relativamente poucos barcos na água foi muito tranquilo de assistir o ótimo desempenho do Camper, ficou em segundo na primeira e venceu as outras duas. O Puma, acho que escondendo o jogo, foi sempre o último. Depois foi curtir os veleirões na Race Village.

 
 Ainda não consegui entrar num barco, mas já deu para tocá-los

Mais imagens da stopover da VOR em Itajai aqui.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Segundo Final de Semana na VOR

No segundo final de semana do Tinguá em Itajaí (14-15/04) além de curtir a VOR velejamos na região. O Jorge recebeu uma amigo, Bernardo, do Rio de Janeiro, e no domingo saímos para velejar. Fomos para o Sul em direção a Balneário Camboriú.

Enquanto isto o pessoal da Groupama preparava o novo mastro que chegou na sexta
 
No início tinha somente uma brisa e fomos curtindo as praias pelo caminho: Atalaia, Cabeçudas, Brava. Ao chegarmos na altura da Praia do Buraco, antes da de Camboriú, a frente anunciada começou a entrar. Chegamos na Praia de Laranjeiras com contra vento de 12-14 nós. Retornamos numa gostosa velejada de aleta e ancoramos próximo ao Iate Clube de Cabeçudas, protegidos.

Uma panorâmica de Bal. Camboriú, do Tinguá
 
O motivo foi degustarmos a picanha que o Jorge preparou no forno. Depois de um bom papo a bordo retornamos ao Saco da Fazenda. O Bernardo pegou o avião em Navegantes e nós fomos para Florianópolis, via rodoviária.

 O Porto de Itajaí, visto do rio

Mais imagens da stopover Itajaí aqui.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Revisão 1000 Horas do Motor Yanmar

Itajaí pelo porto e a tradição náutica e pesqueira tem uma boa infra-estrutura de serviços na área náutica, melhor do que em Floripa. Assim fiz a instalação do controlador da geladeira com o Gilberto, segundo a própria Élber o melhor técnico para suas geladeiras na área náutica no estado.

Outro serviço pendente no Tinguá era a revisão de 1000 horas do seu motor Yanmar 3YM20, que já está passando das 1200 horas. Eu mesmo faço as manutenções externas, como trocas de óleo, filtros, correias, rotor da bomba d´água, liquido de arrefecimento. Mas a revisão de 1000h pede alguns serviços que requerem um conhecimento que não tenho. Assim aproveitei a estada aqui para fazer estes seviços com o Marcelo, da Agromar, a assistência técnica da Yanmar na região, muito bem recomendado por velejadores amigos.

O local onde os Yanmar YM vazam

Durante a revisão constatamos um pequeno vazamento através de trinca na peça que liga a saída do trocador de calor com o escapamento, da água salgada usada na refrigeração do motor. Problema que tem sido muito comum nestes motores. Marcelo levou a peça para soldagem, mas ao ser reinstalada ela não aguentou a vibração e voltou a vazar. Vamos trocar a peça e enquanto ela não chega colocamos cola epóxi por cima da solda para amenizar. A Yanmar está recomendando a substituição desta peça, que não é barata, anualmente. Pode? Ouvi falar que nos motores expostos no recente Miami Boat Show esta peça foi modificada. É um caso para recall.