quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Os Estaleiros de Catamaran do Maranhão

O principal motivo da minha visita a São Luís do Maranhão foi para conhecer os estaleiros que lá fabricam catamarans. Como comentei no post Os Catamarans do Maranhão a produção destas embarcações vem se desenvolvendo muito por lá, na tecnologia de construção, nas características técnicas que propiciam maior desempenho, na navegabilidade e no acabamento e conforto de seus interiores. Este último item vem sendo fomentado pelo mercado comprador, atualmente mais concentrado na Bahia e Pernambuco. Visitei os três maiores estaleiros, que conseguem tocar a construção de várias unidades ao mesmo tempo. No entanto, existem vários pequenos construtores navais individuais que constroem sob encomenda projetos próprios ou de terceiros

O construtor naval Gaudêncio e seus filhos constroem atualmente os catamarans denominados Pérola38, como o nome diz de 38 pés de comprimento. A meu ver são os que conseguiram o melhor leiaute interno. No entanto, o estaleiro não tem evoluído nas técnicas construtivas construindo seus barcos utilizando a metodologia strip-planking para as obras vivas (embaixo da linha d'água) e chapas de compensado naval fibradas nas demais partes e mastros de madeira. Também, considerei que as modificações são introduzidas mediante cópia de outros modelos, sem nenhum estudo mais aprofundado do resultado em termos de navegabilidade, confiabilidade e até segurança. Durante nossa visita haviam quatro Pérolas38 em construção.

Pérolas38 em construção no Estaleiro Gaudêncio

Os Pérola38 tem as "bananas" mais largas

O Estaleiro Maramar Náutica é o que possui maior estrutura em instalações. Fabrica os modelos Praia nos tamanhos de 28, 30 e 47 pés e, agora, também um modelo de 34 pés derivado do sucesso de vendas Praia30. Bem organizado, com uma boa estrutura administrativa encontramos em construção dois Praia47, sendo um sem velas para charter, e o outro o barco do velejador Fernando Previdi e mais dois Praia30. Os barcos são construidos em fibra de vidro com espuma de Divinycell a partir de moldes (formas). O estaleiro fabrica ainda embarcações à motor.

 Praia30 em fase final, na Maramar Náutica

O gigante Praia47 em construção, na Maramar

O terceiro estaleiro é o Bate Vento Sailmaker & Catamarans, do velejador e construtor naval Sérgio Marques. Sem dúvida é o de maior avanço técnico e o que "puxa" o desenvolvimento deste segmento. O estaleiro, que também tem uma veleria, começou com a linha Taaroa e um modelo de 7,50 m. Hoje produz a linha BV com modelos de 26, 36, 43 e, em lançamento, um 45 pés com fly. A Bate Vento utiliza moldes para a construção em fibra de vidro com espuma de Divinycell, técnica na qual Sérgio é mestre obtendo barcos fortes, confiáveis e com baixo peso relativo. No dia seguinte a nossa chegada colocaram na água o BV36 Papangu, que vai para Recife, e tinha no estaleiro um 36 só a motor e quatro 43 em construção.

Um BV43 em construção, no estaleiro Bate Vento

Formas dos diversos modelos, no Bate Vento

 No interior de um BV43

Nos estaleiros mannhenses a construção  é totalmente artesanal e cada unidade fica diferente da outra, principalmente no seu interior, pois é praxe a customização das unidades por seus proprietários, que em alguns caos fazem as vezes até de projetistas. Outro fato que me chamou a atenção, apesar da grande quantidade de embarcações em fabricação (para os padrões brasileiros) leva-se de 1 a 1,5 ano para a entrega de um barco.
 
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

12ª Regata Mormaii

A Regata Mormaii já é tradicional na Copa Veleiros da Ilha de Oceano. Normalmente disputada em Novembro neste ano ocorreu no sábado (05/10), valida pela 6ª etapa, com percurso de 30 mn deste o trapiche da Avenida Beira Mar Norte até a Praia de Bombinhas. Dia bonito e ensolarado com ventos do quadrante Sul de inicio com 10-14 nós, mais fracos após a Ponta de Jurerê e da metade em diante, já em mar aberto crescendo de 16 até 24 nós e ondas de até 2 m. 

 Logo após a largada

Acostumado que em todas as regatas que passam pela Baía Norte deixa-se a Ilha de Ratones Grande por Boreste segui por ali, mesmo ficando com pouco vento na sombra da ilha. Esta regra é colocada para não dar vantagem aos barcos de quilha retrátil que cortam caminho por cima da Banco da Daniela. Mas desta vez o Aviso de Regatas foi omisso e a maioria dos competidores deixou a ilha por Bombordo...

Durante a regata

Estávamos com a tripulação reduzida, somente quatro (Jorge Calliari, Érico Couto Jr., Leone Martins Jr. e Eu), e sem proeiro numa regata com muito vento de popa. A maioria da flotilha optou por seguir junto a costa enquanto nós optamos por orçar para fora arribando mais tarde para contornar a Ponta das Bombas, o que se revelou acertado quando o vento cresceu e passamos a andar mais rápido que todos os que navegavam grudados na costa. Infelizmente, o vento e o mar cresceram demais e pelo nosso través nos obrigando a arribar antes da hora e baixar o balão.


Já dentro da Enseada de Bombinhas (Foto de Cris Pessini)
 
Mesmo assim, concluímos a regata em primeiro na classe RGS Cruzeiro com o tempo de 05:07:38h, ficando em 2º lugar entre os 8 inscritos da classe. A premiação e confraternização aconteceram no Recanto do Marujo, a beira mar, num lindo final de tarde. Ótima regata, boa organização da Vice-Comodoria de Eventos do Veleiros da Ilha e calorosa recepção pela Secretaria de Esportes do Município de Bombinhas.


Local da premiação e confraternização

Jorge e Érico voltaram por terra. Leone e Eu dormimos a bordo, ancorados na Praia da Sepultura, e retornamos com o Tinguá no domingo cedo, com muito vento Sul pela proa.

Clip do esportesdomar.com.br
 
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(Atualizado em 10/10/13 17:34) 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Os Catamarans do Maranhão

Os catamarans chegaram ao Maranhão na década de 60, do século passado, com Manuel "Português" que veio para lá numa dessas embarcações de sua fabricação, chamada Taaroa. Razão pela qual taaroa é usado como sinônimo de catamaran no Maranhão. Pois bem, Manélis, como é conhecido por lá, passou a velejar com seu catamaran e construir outros a semelhança ao longo do litoral maranhense. As principais características destes barcos eram os cacos em "V", revestidos com compensado naval, vigas maciças de madeira dura, envergando um mastro de madeira, geralmente bem alto, com velas de algodão ou algum brim, tipo Terbrim.


Alguns catamarans produzidos no Maranhão, na Ponta da Areia, São Luís

Lá as marés apresentam as maiores oscilações do país, chegando a variações de seis a oito metros e atingindo, às vezes, centenas de metros de recuo nas praias. Tal fato proporciona mudanças fantásticas nas paisagens, com rios e igarapés que secam completamente ou ficam com poucas dezenas de centímetros de lâmina d'água. Por isso os catamarans ganharam força na região. Os multicasco suportam esta situação de enchentes e vazantes com tanta frequência e navegam em aguas rasas. Um monocasco tradicional de quilha pode ficar comprometido ao tombar toda vez que a maré seca, além do incomodo e dos riscos desnecessários que o catamaran supera claramente por causa de sua estrutura.

De tal modo que a construção de multicascos prosperou na região. O Maranhão já possuia uma tradição na costrução naval de embarcações de madeira como canoas, escunas e as chamadas Costeiras, muito utilizadas na região no transporte de pessoas e mercadorias. Ainda hoje, estima-se em cerca de 550 os carpinteiros navais no estado. São em geral pouco letrados e aprenderam o ofício com os mais velhos, mas constroem embarcações de excelente navegabilidade. A construção dos multicascos foi sendo aperfeiçoada por estudos autodidatas, experimentações, "fazendo besteiras e depois corrigindo" como o próprio Manélis conta. Ficou famosa na região a frase do mestre carpinteiro Pedro Alcântara,  já falecido: " O barco é feito assim todo torto para andar direito na água".


Uma Costeira maranhense

Hoje se produzem catamarans com técnicas mais apuradas e modernas e características próprias que lhes conferem excelente desempenho nas condições meteorológicas da região, como em nenhum outro local do Brasil.

BV36 um dos modernos cataramans produzidos no Maranhão


domingo, 29 de setembro de 2013

Um Pouco de Turismo no Maranhão

Estando no Maranhão era inevitável fazer um pouco de turismo. Conhecemos a capital São Luís sempre ciceroneados pelo velejador e skipper Glauco Vaz. O que mais chama a atenção em São Luís é seu rico Centro Histórico, tombado como Patrimônio da Humanidade, com um conjunto arquitetônico colonial de mais de 3.000 edificações. Há muita beleza em seus casarões, sobrados, fachadas azulejadas, igrejas e ladeiras. O lado negativo é que muitas estão mal conservadas e sofrem com deformações de suas formas originais.





Quem vai ao Maranhão também não pode deixar de conhecer os Lençóis Maranhenses, a região de dunas de areias alvas e finas entrecortadas com lagoas de águas límpidas, no litoral oriental. Um deserto pontificado por lagoas. Para tanto nos deslocamos por via rodoviária até Barreirinhas, a 275 km da capital, a porta de entrada para os lençóis. Por falar em litoral o do Maranhão tem características peculiares e é o segundo em extensão, dentre os estados brasileiros, com mais de 600 km.

Rio Preguiças, entre Barreirinhas e os Lençóis
 
 


  
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sábado, 28 de setembro de 2013

Maré de 8 Metros?

Para quem não esta acostumado o que mais impressiona no Maranhão é a amplitude da maré, a maior da costa brasileira. Em São Luís ela pode chegar ao pico de 8 metros. Normalmente esta amplitude fica por volta dos 6 m. Essa foi a variação que pegamos durante nossa estada a bordo do Cascalho. Como o tempo médio de variação entre a baixa mar e a preamar é de 12 horas e 24 minutos, a cada 6h12' o Cascalho, amarrado ao pier flutuante da AVEN, na Ponta da Areia, estava boiando ou sentado sobre o lodo do fundo, totalmente sem água.

 Maré cheia: Cascalho boiando (Foto Mauriane Conte)

Maré baixa: Cascalho "atolado"

Esta variação da maré deixa "seca" boa parte da Baía de São Marcos e regula todas as atividades náuticas na costa do Maranhão.

A título de curiosidade a maior amplitude de maré da Terra ocorre na Baía de Fundy, na Nova Escócia, Canadá, já tendo atingido 17 m.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Novamente no Cascalho

Luiz e Mauriane do catamaran Cascalho (Lagoon380) me convidaram e não resisti. Fui fazer o trecho Fortaleza a São Luís do Maranhão com eles, assim aproveitaria para conhecer os estaleiros maranhenses de catamarans, um desejo antigo. Embarquei novamente no Cascalho no final da segunda feira (16/09) na Marina Park Hotel, de Fortaleza.

Saímos no dia seguinte pela manhã. De inicio ao recolher a âncora descobrimos que estava enroscada na de um veleiro italiano. Uns 15 minutos de trabalho e problema resolvido seguimos com vento ENE de 8-10 nós e mar azul transparente de 1m.

Luiz e Eu na saída de Fortaleza (Foto Mauriane Conte)
Na altura do Porto de Pecém o vento de leste (popa) já estava próximo dos 20 nós e continuou subindo chegando a picos de 28-30 nós, mas no geral entre 20-24 nós. Já havíamos saindo com a vela grande no primeiro rizo devido as previsões.

Após um lindo entardecer chegou a lua cheia prateando o mar e deixando a noite bem clara. Mas o vento passou por períodos acima dos 25-26 nós e rajadas de 30-32. Com isto o mar cresceu para 2,8-3,2m com ondas de ENE. Bem, é difícil para mim avaliar o tamanho das ondas por isso prefiro ser pessimista.

Por do Sol do primeiro dia no mar

Lua cheia parecia um farol pela popa
O segundo dia (18/09) teve um lindo amanhecer e manteve o padrão. Para não ficar em popa rasa navegamos com o vento mais para a alheta (140º) e improvisamos a amarração da escota da genoa no cunho de amarração a meia nau para emular uma "asa de pombo". De tempos em tempos dávamos um jaibe para manter o rumo correto. Conforme a intensidade do vento diminuíamos ou aumentávamos a genoa. A corrente também era favorável então fazíamos 7 nós de média.

Começando o segundo dia
 
 Nossa armação em "asa de pombo"

No início da  madrugada do terceiro dia (19/09) o vento firmou em 28-30 nós com o mar mais agitado, então o comandante optou por fazer o segundo rizo na vela grande. Mesmo assim mantínhamos a velocidade, com descidas de onda acima dos 10 nós. Pela manhã ao nos aproximarmos da costa, cerca de 12 milhas, a corrente passou a ser contrária e o mar ficou bem desencontrado. Estranhamos, mas concluímos corretamente que era efeito da maré vazante, que tem grandes amplitudes nesta região.

 Mar crescido no terceiro dia

À tarde com a maré enchente o mar melhorou muito e a corrente passou a ajudar-nos novamente. Entramos pela larga boca da Baía de São Marcos já com o sol se pondo. As 18:30h amarramos o Cascalho no cais flutuante da AVEN (Associação de Vela e Esportes Náuticos do Maranhão), na praia da Ponta da Areia, quase no estofo da preamar.

 Adentrando a Baía de São marcos

 
 A silueta de São Luís

Mais fotos em aqui.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Será que o Frio Acabou?

Esta semana o clima esquentou e estamos tendo temperaturas máximas próximas e até maiores que os 30ºC. Os meteorologistas dizem que as grandes frentes frias acabaram. Será? Pelo sim pelo não vou deixar o Tinguá "nos trinques". Segunda-feira (09/09) coloquei-o na água, após muito tempo, e troquei o óleo do motor e os filtros e o liquido de refrigeração. Ontem substitui a tampa do painel do motor.

 Fazendo a substituição da tampa do painel do motor

O fabricante do barco instalou o painel do motor no cockpit sem nenhuma proteção (fato corrigido nos barcos mais recentes) e o sol tratou de fazer seu "trabalho". Após algum tempo providenciei uma capa protetora, mas já era tarde. O adesivo que cobre a tampa do painel estava irremediavelmente comprometido e só ele a Yanmar não vende. Então, comprei um novo na viagem ao Canadá e USA em julho e fiz a troca ontem.

Painel com tampa nova

Na quinta (11/09) substitui o anodo da rabeta.


Anodo novo na rabeta



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Amanhecer no Mar Também é Lindo

Outro dia publiquei fotos do sol se pondo no mar, mas não dá para esquecer que o amanhecer no mar é tão lindo quanto. Mais raro de vermos, porquanto em geral estamos dormindo. Eu já gosto dos turnos ao amanhecer, mesmo que mais frios e num horário em que estamos mais cansados, só para poder apreciar esta dádiva da natureza.

Para fazer justiça, algumas Auroras que cliquei nas minhas velejadas.

 Maravilhoso amanhecer em Paraty (27/07/11)

 Na Ilha de Itanhangá, Angra dos Reias (01/09/12)

 Saindo da Ilha da Cotinga, na Baía de Paranaguá com o Costa Sul (19/04/09)


No mesmo Cruzeiro Costa Sul, no Saco da Fazenda, Itajaí (28/04/09)
 Saindo da Baía da Ilha Grande para Ilhabela (21/10/12)

 Na costa da Bahia, a bordo do Cascalho (29/06/13)

 Praia da Estopa, Ilha de Jaguanum, no Cruzeiro Costa Verde (12/06/12)

No Litoral Norte de São Paulo (17/07/05)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Oficina de Uso do Mar

A temporada de frio não tem nos animado a velejar, mas o rumo que o nosso Veleiros da Ilha vem tomando tem provocado acalorados debates, mas este é um assunto interno a sociedade e extenso, que talvez aborde em outra ocasião. Quero falar hoje da Oficina de Uso do Mar e Lazer Náutico promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, visando subsidiar o Novo Plano Diretor de Florianópolis e o Projeto Orla. Na atual gestão do Prefeito César Souza Jr. o secretário é o Engº. Dalmo Vieira Filho, velejador e sócio do Veleiros da Ilha, mais conhecido por ser um dos "pais" do Museu Nacional do Mar (em São Francisco do Sul) e por vários anos seu diretor.

A Oficina ocorreu durante o dia de ontem nas dependências do Veleiros. Presentes, além do prefeito e do secretário, muitos profissionais atuantes no setor e navegadores. Para trazerem suas experiências e sugestões os velejadores Amyr Klink, Vilfredo Schurmann e o francês Christophe Vieux, que é o Diretor do Salão Náutico de  La Rochelle (o Grand Pavois) foram convidados. Como bem disse Vilfredo, ele mesmo já participou de várias destas reuniões através dos anos e nada de concreto aconteceu. Mas, as esperanças se renovam principalmente pelas declaradas intenções e visão que o prefeito e o secretário Dalmo tem demonstrado.

De maneira geral, os três ilustres convidados discorreram sobre a necessidade de a cidade voltar-se para o mar e para o lazer e turismo náutico, citando vários exemplos de sucesso e também de insucesso pelo mundo, com os quais teríamos muito a aprender. Christophe Vieux foi muito objetivo fazendo um comparativo entre os 80 km de costa da região metropolitana de Florianópolis e 80 km da costa francesa com La Rochelle no centro. Lá são mais de 12.000 vagas molhadas para embarcações de lazer e turismo para uma população de 350.000 habitantes. Aqui são menos de 300 vagas para 800.000 habitantes. Todos eles falaram da necessidade das marinas, principalmente pelos seus aspectos econômicos, sociais e ambientais, mas não só delas. É preciso criar uma cultura marítima, que perdemos ao longo do tempo, com escolas de profissões náuticas e de vela, eventos esportivos e sociais que atraiam a população e turistas, instalações junto ao mar que propiciem o contato das pessoas com o mesmo, etc.

 Christophe Vieux durante a sua explanação

 Será que desta vez Florianópolis vai ter (fala-se em várias) uma verdadeira marina? Acredito que sim. Por outro lado, tenho alguns temores. Um deles é o de que se façam marinas como a Marina Tedesco, em Balneário Camboriú, elitizada, para grandes embarcações à motor, que não faz nem questão de receber embarcações à vela. Aí o resultado vai ser pífio. Este é o caso do pretendido empreendimento, da iniciativa privada, com hotel e marina na Ponta do Coral. O calado para acessar a marina é de 1,90m na maré baixa que eles dizem ser suficiente para as lanchas...

Outro dos meus temores é o "olho grande" para cima do nosso Veleiros da Ilha. Tenho ouvido e lido bastante referências de autoridades e da imprensa a "única marina da cidade o Veleiros da Ilha". Inclusive, ainda contidas, sugestões de se ampliar a marina do Iate Clube, como forma de atender a demanda de Florianópolis e o terminal para o transporte marítimo. Somos um prato feito para autoridades e empresários gananciosos, afinal estamos prontos, bem localizados, com as licenças ambientais...e só se livrar de alguns velejadores...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Um Lagoon380 no Quintal de Casa

Hoje acordei com frio, chuva e vento sul forte. Abri as cortinas do quarto e me deparei com um catamaran Lagoon380 ancorado na frente de casa, aqui no Saco Grande. Logo pensei que era meu presente de Natal adiantado, afinal com o frio que esta fazendo Papai Noel bem poderia estar por aqui... A surpresa maior é porque  a enseada aqui é bem rasa, então não vemos veleiros nela. Eu mesmo com o Tinguá só consegui chegar no inicio da enseada. Mas, catamarans tem pouco calado.


Depois descobri tratar-se do Green Duck tripulado por um casal alemão, que pretende dar a volta ao mundo. Descobri ainda, no blog deles (sygreenduck.blogspot.com) que estavam em Jurerê e saíram ontem à tarde em direção ao Centro. Creio que pegaram o forte sul (mais de 30 nós) do final da tarde (estava nas previsões) e se abrigaram aqui no Saco Grande, com a proteção do morro da Ponta do Goulart onde moro. Dormiram aqui e retornaram para Jurerê ainda de manhã.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Por do Sol no Mar

Certamente entre os melhores momentos de uma travessia oceânica está o Por do Sol. Se repete todos os dias, e já foram muitos, mas sempre parecem únicos e tocam-nos de maneira indelével.

Abaixo alguns dos que registrei em minhas velejadas.


Na costa catarinense a caminho de Angra (29/05/12)

Na costa do Suriname a caminho do Caribe (16/12/10)

 Na Baía de Chaguaramas, Tinidad & Tobago (02/01/11)
Deixando o Arquipélago de Abrolhos, no Costa Leste (06/08/08)
 Do topo do Farol de Abrolhos, na Ilha de Santa Bárbara (27/06/13)

 No Campinho, Baía de Camamu (14/08/10)

 Na primeira Regata Alcatrazes por Boreste do Tinguá, Ilhabela (08/07/07)

 Próximo a Ilhabela, numa das muitas travessias desde Floripa (03/07/07)

No Porto de Santo Antônio, Fernando de Noronha (01/10/08)

O famoso da Praia do Jacaré, na Paraíba, a bordo do Kaka-MauMau (02/10/05)

Em terra, da casa do Tinguá, o Veleiros da Ilha (10/08/12)