domingo, 12 de outubro de 2014

Água Potável no Barco

Quando fazemos cruzeiros longos a água potável é sempre um dos maiores problemas. Precisamos carregar e armazenar uma grande quantidade de garrafões plásticos, bombonas, que precisam serem comprados e transportados até o barco. Para evitar estes problemas adotei três etapas de purificação da água e passei a usar a água dos próprios tanques do TinguaCat.

A primeira etapa é a utilização  de um filtro de passagem adaptado à mangueira, com retenção de partículas e carvão ativado. No tanque coloco cloro como bactericida, no formato de comprimidos para desinfecção de caixas d'águas. Como terceira etapa utilizo um filtro-container da marca Pur. Ele tem um filtro especial de carvão que retira cloro, metais pesados e outros elementos, além de tirar gosto e odor estranhos à água. Tem ainda a vantagem de ter uma torneira que facilita servir-se de água.

 Filtro na mangueira

 
Filtro container com capacidade para 1 + 1 galões

O TinguaCat tem ainda um watermaker (dessalinizador) Spectra Cabe Horn Xtreme que produz água potável a partir da água do mar, com capacidade para 15 gl/hora. Controlo a qualidade com um medidor eletrônico. Abaixo de 750 ppm a água é considerada potável, mas estou conseguido perto de 100 ppm. Falta ainda a captação de água da chuva. Vou copiar o sistema que um navegador francês fez em seu Lagoon380 (veja aqui), captando a chuva que escorre do teto do salão do barco.

 
Medidor de qualidade d'água

O watermaker instalado no locker de boreste na proa

 

domingo, 28 de setembro de 2014

Com Dificuldade para Carregar seu Botijão de Gás?

Estamos acostumados a ter dificuldade para carregar os botijões de gás de cozinha (GLP, butano) de nossos barcos. Se for os de 2kg, que é o padrão de muitos barcos, pior ainda. Pois aqui nos Estados Unidos é a maior facilidade. Facilmente se encontra postos de carga, como este da foto abaixo, onde se repõe o gás (aqui propane) em qualquer modelo de botijão e na hora. Sem frescura.




segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Vivendo (Temporariamente) nos EUA

Este não é um blog de viagens, ao menos de terrestres, mas na falta de assuntos náuticos vamos lá. É a minha nona vez nos Estados Unidos, segunda que não é para turismo, a outra foi para a compra do TinguaCat. Estou vivendo aqui e numa região, que mesmo sendo balneária e tendo suas belezas, não é turística para os estrangeiros. Estrangeiros aqui só para estudar na excelente universidade Florida Institute of Technology. Nesta sexta feira (19/09) completei meu primeiro módulo do Curso de Inglês (nivel 4) com bom desempenho. Mais para frente faço um post sobre o curso e o Florida Tech.

Downtown Melbourne

Durante a semana é curso, estudar inglês e alguma tarefa no barco. Tenho conhecido e experimentado os sistemas do barco e  agora começo a fazer manutenção dos motores, pequenas alterações e acréscimos para deixá-lo pronto para ir as Bahamas em dezembro. Nos finais de semana faço algum pequeno turismo conhecendo a cidade e locais próximos. No dia primeiro passado era o Dia do Trabalho aqui, então aproveitei o feriadão e estiquei mais, indo conhecer a região de Tampa Bay (Tampa, Clearwater e St. Petersburg), no outro lado, as margens do Golfo do México.

Indian Harbor Beach, a praia mais perto, só atravessar a ponte

O espetacular Dalí Museum, em St. Petersburg

O americano em geral não é tão educado e culto como o europeu ou canadense, mas se nós tivéssemos o nível deles eu já estaria satisfeito.  Eles são pragmáticos na ocupação das margens do oceano, rios e lagoas. Tem trechos com casas, com condomínios (não mais de 3  andares, a exceção de hotéis), trechos preservados. E há muitos parques, de todos tamanhos, bem organizados, com quadras, estacionamento, rampas para colocar barcos na água, banheiros limpos, parque infantil, ducha para tirar areia da praia, em alguns até cercado para soltar os cachorros. Nas praias se chega através de parques assim, em geral pequenos, construidos antes da vegetação de restinga que é preservada com passarelas. Apenas nos parques maiores cobra-se uma taxa por carro, de 5 a 10 dolares. Aqui em frente a marina onde estou tem um parque nas margens do Indian River, que tem quadras de tênis iluminadas, banheiros, rampa, quiosques com grelha para carvão, parque infantil e não tem portão, cerca ou zelador. E esta tudo inteiro, bonito e funcionando.

O Ballard Park, em frente a marina 

 Um dos parques por onde se chega na praia

 
Parque maior em Sebastian Inlet

Outro fato que me chamou a atenção é como se pesca. Pelo menos na Florida, é o hobby mais popular. Tem muita água e em todo lugar muita gente pescando, inclusive nos finais de tarde durante a semana, e muitas mulheres e crianças. Embaixo das grandes pontes tem passarelas para pesca que chegam a ter pia com bancada para se limpar os peixes. Em tudo que é canto tem lojas de Bait & Tackle. E como é característico deles sempre muito bem equipados. Tem Stand Up Paddle com suporte para vara de pesca. As lanchas em geral não são muito grandes e são voltadas para a pesca.

Embaixo da ponte estrutura para pescar


Pescadores e suas tralhas no pier do Sebastian Inlet Park
Mais imagens aqui.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Morando no TinguaCat

Como já comentei, vou passar dois meses morando no TinguaCat. Na verdade nove semanas, a primeira iniciou em Stuart e foi dedicada a traze-lo até aqui em Melbourne, na Florida, onde pelas próximas oito semanas estarei cursando inglês em uma escola dentro do campus da Florida Institute of Technology, uma grande e conceituada universidade. É um pouco diferente pois desta vez estou usando o barco como casa mesmo, fixo no mesmo lugar.

A localização

 Waterline Marina vista do Ballard Park, em frente...
z
...e vista da ponte sobre o outro rio na US-1 

Estou na Waterline Marina que fica numa espécie de lago formado pelo Eau Gallieu River e um outro menor antes de desembocarem no Indian River, que corre paralelo ao Oceano Atlântico, e aqui tem cerca de 3 km de largura. A marina faz parte de um conjunto de apartamentos as margens da US-1, aqui dentro da cidade chamada de Harbor City Boulevard.

Já estou na rotina. Vou para as aulas na Florida Tech até às 12:30h, estudo até final da tarde, alguma atividade no barco, caminhada até o Ballard Park, um bonito parque em frente a marina e que dá para o Indian River, ou atravessando a Eau Gallie Bridge, saio para alguma compra ou conhecer algo, internet, cama. No horário das 12-11 até as 18h é difícil fazer alguma coisa fora do ar condicionado nesta época, são 35 ºC ou mais. Menos mal que escurece só pelas 20h. Hoje chegou a bicicleta folding que comprei, então vou revezar as caminhadas com "bicicletadas".

Bom apetite!

Para nós a comida aqui é terrível. Então procuro comer em casa, isto é a bordo, o máximo possível. Estou cozinhando e progredindo, já passei da fase da comida de sobrevivência e tenho conseguido fazer refeições práticas e saudáveis.

Mais imagens clique aqui.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pela Primeira Vez na Intracoastal Waterway

Saímos da Marina Sunset Bay, em Stuart (Fl), às 7:45 da sexta feira (22/08) depois de encher os tanques de diesel do Mattina (futuro TinguaCat) para levá-lo até a cidade de Melbourne, 70 mn ao Norte, às margens da IntraCoastal Waterway (ICW). Na tripulação os amigos John Vieira, comandante dos veleiros Bulimundu (atualmente em Bocas del Toro, Panamá) e Morabeza (em Floripa), e Carlos, português morador de longa data nos EUA, amigo do John.

A ICW é uma via interior ao Oceano Atlântico com cerca de 3.480 milhas náuticas, entre Cape Ann, norte de Boston, e Browsville, na divisa do Texas com o México. Muita gente pensa que a ICW seja só o trecho Norfolk's Hospital Point (Virginia), oficial "mile 0", até Miami's Biscayne Bay, num total de 955 mn. Interessante que a milha utilizada na marcação oficial é a statute mile (a milha rodoviária britânica) igual a 1,609344 km. Em toda esta extensão é mantido um canal sinalizado e dragado com 12 pés de profundidade por rios paralelos a costa, lagos e trechos de canais artificiais. As pontes fixas possuem 65 pés de vão livre (clearance) e as demais possuem sistema de abertura para a passagem das embarcações. Exceção a Turtle Bridge, em Miami, com 56 pés obrigando barcos com maior altura a desviar, saindo e voltando no Atlântico num pequeno trecho.

Além das cartas Navionics no Raymarine E80 do barco e no iPad (onde fiz a rota com 80 waypoints, ainda no Brasil), tinha um Garmin 78CSx e o CruiseGuide for the Intracoastal Waterway de Mark e Diana Doyle, no iPad. 

O canal demarcado nas cartas náuticas


Página da seção "mile-a-mile" do guia

Tínhamos duas pontes fixas pela frente. Ambas open on demand, isto é chama-se o operador pela canal 09 do VHF e ele abre para a passagem. A primeira logo na saída da marina, ainda no St. Lucie River. Na verdade são três pontes lado a lado, uma rodoviária baixa, uma ferroviária baixa e outra rodoviária com os 65 pés. Demorou 30' esta passagem porque chegamos bem na hora de passar uma composição ferroviária. A ponte ferroviária é mantida aberta e só fecha quando da passagem de trens. Lodo após passarmos a ponte tocou o alarme de aquecimento do motor de bombordo. Eu havia substituído o filtro da entrada da água de refrigeração, pois o antigo proprietário havia quebrado acidentalmente o bico de encaixe de uma das mangueiras. A refrigeração não estava funcionando direito em baixa rotação ainda. Depois de um tempo voltamos a ligá-lo e trabalhou bem até o final da viagem.



 As pontes fixas com a sinalização do clearance

O Lagoon380 tem 17,32m de clearance, o que dá 56,82'

Só entramos na ICW mesmo, cerca de 8 mn a frente, quando ao invés de seguirmos reto (Leste) para a barra do St. Lucie com o Atlântico, dobramos à esquerda (Norte) para o Indian River que corre paralelo a costa. Neste ponto a água é caribenha e vimos vários peixes enormes (de até 2m) que entram na barra para se alimentarem. Mas ainda não estávamos pescando...

Carlos pegou 2 pequenos Pampos e uma Anchova (?) maior

Na ICW o canal dragado e mantido com os 12 pés de profundidade é todo muito bem sinalizado. No rumo Norte seguimos como que saindo de um porto, isto é boreste com boreste (verde com verde). O canal demarcado em geral é estreito (suficiente para duas embarcações de médio porte se cruzarem) e em muitos pontos  basta sair dele para  a profundidade cair para 2-4 pés. É preciso estar atento ao canal o tempo todo. Estamos no verão aqui mas a alta temporada é o inverno quando hordas de americanos do norte e canadenses descem para fugir do frio, então o movimento era de poucas lanchas e jet skys.

 A sinalização num trecho entre ilhas

Para cumprirmos o objetivo de chegarmos ao destino por volta das 19h precisávamos manter uma média de pelo menos 6,5 nós por hora. Na ICW não tem onda, a não ser as marolas das lanchas que passam, mas tem correntes de maré. E elas nos foram favoráveis em poucos trechos, quando andávamos a mais de 7 nós, mantendo nossas 3000 rpm em cada motor.

A segunda ponte fixa foi uma das duas em frente a cidade de Fort Pierce, que tem uma das principais barras de saída para o Atlântico da região. Nesta praticamente não perdemos tempo, nem esperamos, apenas reduzimos a velocidade.

A N Fort Pierce Bridge abrindo para nós

Não velejamos. É possível em vários trechos ou até em todo usando principalmente a Genoa, mas tivemos pouco vento e quando soprava era quase de proa e muito irregular na intensidade. Próximo ao destino quando o canal é mais largo e a profundidade se mantém até as margens tivemos vento de través mais constante.

Chegamos em Melbourne, na Waterline Marina proximo às 19h. O TinguaCat ficara aqui pelos próximos quatro meses, sendo que eu estarei vivendo a bordo e fazendo um curso de inglês nos primeiros dois meses. A marina fica numa área bem protegida, como que um pequeno lago, formado pela junção de dois rios antes de desembocarem no Indian River, chamada Elbow Creek.

TinguaCat atracado em seu novo porto

Navegar pela ICW é diferente, com partes bem largas outras mais estreitas, paisagens bonitas, cidades, marinas, belas casas e até usinas térmicas nas suas margens, montes de ilhas e ilhotas, algumas com belas prainhas e  lindos "cantinhos" para se ancorar. Não há nada igual no Brasil, apenas os Canais de Bertioga e Varadouro guardam alguma semelhança.


 Esta é Farm Grant Island

Até Linha de Transmissão de energia na paisagem

Quero agradecer a companhia e ajuda do John e Carlos que vieram de Boca Ratón para me acompanhar.

Veja mais imagens aqui.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Chapa Navegar Vence Eleições do Veleiros

A chapa Navegar capitaneada pelo candidato a Comodoro Alexandre de Carlos Back, de tradicional família de velejadores e pescadores, venceu as eleições no último sábado (16/08) do ICSC-Veleiros da Ilha, a casa do Tinguá. Foi a eleição com maior número de votantes da história do Clube com 419 votos. Numa disputa acirrada a Navegar, de oposição, levou 224 votos contra 192 da situacionista Mar Azul. Cabe lembrar que as eleições são bienais e em 2012 Back retirou sua candidatura em favor do atual comodoro e foi assinado um acordo de que o grupo dele o apoiaria neste ano, acordo este não cumprido O importante foi tirar do poder um comodoro desagregador, que administrou de forma autoritária e prepotente.

Primeiro pronunciamento do nosso novo Comodoro

Faço parte do Conselho Fiscal eleito e agora é trabalhar para retornar a harmonia entre os sócios dos vários segmentos e recuperar o tempo perdido na vela esportiva, onde o clube decaiu muito nestes anos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Tinguá com Vela Mestra Nova

Conferimos hoje no Veleiros da Ilha a nova vela mestra do Tinguá produzida pela North Sails. Não tem como negar a ótima qualidade. Dizem também, companheiros que as possuem, que a durabilidade é incrível. O felizardo que comprar o Tinguá (vendoskipper30.blogspot.com) vai levar velas novas, pois tem também uma Genoa Quantum com pouco uso no enxoval.





quarta-feira, 30 de julho de 2014

Neomarine38 - Começou a Construção

Conforme o planejado iniciou na última segunda feira (28/07) a construção dos veleiros Neomarine HS38, um deles o futuro Tinguá 2, que estamos fazendo em grupo conforme já comentei aqui. A montagem do galpão e adaptação da casa auxiliar (almoxarifado, cozinha, bwc) foram concluidos na semana passada, bem como a instalação do container que servirá de moradia para o colega e construtor Alexandre Meinecke e depósito de ferramentas. O galpão foi construido com três tendas piramidais de 10x10x4 m fechadas com chapas OSB. As seções do barco já haviam sido cortadas a laser em máquina CNC anteriormente.

 O galpão

 Casa auxiliar e container

 Plug iniciado

 Alexandre dando forma ao sonho

Alinhamento a laser
  

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Você Já ouviu Falar em Yacht Survey?

Sim? Então você sabe que yacht survey ou marine survey é a inspeção de uma embarcação por profissionais capacitados e acreditados pela SAMS (The Society of Accredited Marine Surveyors), nos Estados Unidos. É um trabalho profissional executado na aquisição de um barco, para a contratação de seguros, para financiamento, etc. É comumente usado por lá e também no Caribe.

Pois recentemente ao adquirir um catamaran nos EUA eu utilizei este serviço para ter segurança com relação ao que estava comprando. Me surpreendi com a abrangência e minúcias da inspeção. Cheguei no barco às 7:45h da manhã e o surveyor que havia contratado já estava trabalhando. Ele trouxe três caixas com equipamentos e ferramentas. Trabalhou praticamente sem folga até cerca de 16 horas. Ed Rowe, o surveyor, inspecionou absolutamente tudo. Dos motores ao fogão e sua instalação de gás. Tudo é vistoriado e verificado seu estado e funcionamento. O barco foi retirado da água para a inspeção dos cascos, rabetas e hélices e Ed também subiu no mastro para verificar antenas, cabos e estais. Para se ter uma ideia, mediu com equipamentos apropriados a temperatura dos motores trabalhando em vários regimes de rotação e nas saídas do ar condicionado, correntes no motor e em vários locais das instalações elétricas, uma checagem com instrumentos das condições das baterias e por aí a fora. Outra inspeção interessante foi das condições dos cascos com relação a umidade, osmose, delaminações, usando um martelo fenólico e um medidor especial de umidade (Tramex Skipper).

Ed, o surveyor, com seus equipamentos

No dia seguinte recebi um relatório detalhado, inclusive com avaliação do valor do barco, que serviu para a contratação do seguro. Este serviço custa entre 16 e 18 dolares por pé da embarcação.

Sendo retirado da água para inspeção

sexta-feira, 27 de junho de 2014

E o Mattina Será o TinguaCat

Desde janeiro passado, por indicação do Luiz e Mauriane, do Catamaran Cascalho, que encontraram o blog, estávamos negociando o Lagoon380 "Mattina", propriedade do casal canadense Matt e Kristina Stanley.

Desde que voltamos de nosso charter no Cascalho, no Caribe, tenho vasculhado a internet a procura de catamarans entre 36 e 40 pés, localizados no Caribe, América Central, Costa Leste dos EUA, Ilhas Canárias e Península Ibérica. Montei uma planilha com aqueles que atendiam nosso perfil. E o Mattina era "o cara": um Lagoon380S2, nosso preferido, ano 2007, versão proprietário (3 cabines), parecendo muito bem cuidado, mais bem equipado do que esperávamos...mas, tinha um defeito importante, o preço acima do que queríamos pagar.



Trocamos vários emails e fizemos uma proposta um tanto ousada, mas o proprietário recusou-a educadamente. O tempo passou e até já tínhamos decidido comprar nosso barco em 2015. Quando no inicio de maio passado dei uma olhada no blog, o Mattina estava retornando para a Flórida de sua temporada anual nas Bahamas e ainda não havia sido vendido. Escrevi ao Matt reafirmando que nossa proposta permanecia. Desta vez a conversa foi outra e após intensa troca de emails a negociação chegou onde queríamos. Assinamos um Purchase and Sale Agreement, fizemos um depósito de compromisso e vim para a Flórida conhecer o barco.

Fiz o teste de mar, na verdade de água, pois foi no St. Lucie River, em Stuart (Fl) onde o barco esta, na Sunset Bay Marina. E o Yacht Survey que é a inspeção completa do barco por um surveyor credenciado - isto vale um post mais à frente. Para encurtar a história, tomei posse no último dia 21/06. Breve será o TinguaCat.

I'm crazy but life without crazyness is not funny...

Este é "ela" (como os americanos se referem a barcos)


terça-feira, 17 de junho de 2014

Construindo um Monocasco de 38'

No post sobre a venda do Tinguá (veja aqui) disse que estávamos partindo para um barco maior e haviam duas opções em andamento. Pois bem, uma delas é a construção com um grupo de amigos de um veleiro de 38 pés, aqui em Florianópolis.

Há um bom tempo um grupo de velejadores do Veleiros da Ilha, liderados por Celso Muller de Farias (Comandante do Revanche, com o qual já fiz várias regatas) e Alexandre Meinecke (que construiu os primeiros Neo25) planejavam criar um grupo para construir um veleiro de 36-40 pés, em construção amadora. Eles decidiram fazerem cinco veleiros no grupo. No ano passado manifestei meu interesse, mas o grupo já estava fechado. Próximo ao final do ano, um dos membros comprou um barco novo e desistiu abrindo uma vaga para mim.

Contratamos o projetista argentino Hernán Salerno, da HS Design, para projetar um moderno cruiser-race de 38' segundo algumas características que decidimos em comum acordo. Neste momento estamos preparando o local para a construção que esta marcada para iniciar na última segunda feira de julho próximo. Estamos com o projeto definido, na fase final das plantas e especificações construtivas.

O Neomarine HS38 (este seu nome) será um veleiro de 11,60 m com boca de 3,80 m, calado variável de 1,10 a 2,40 m, 3 camarotes, 2 rodas de leme, leme também retrátil e várias outras características de conforto e performance. Abaixo algumas imagens de projeto.








sexta-feira, 6 de junho de 2014

O Próximo Tinguá Será um Catamaran

Quando publiquei o post (veja aqui) da venda do Tinguá disse que estávamos partindo para um barco maior e haviam duas opções em andamento. Pois bem, uma delas é a compra de um catamaran usado no exterior. Por que catamaran? Por que no exterior?

Nosso objetivo é viver à bordo por temporadas (meses) até que nossos filhos, hoje com 14 e 12 anos, se encaminhem na vida. Além disso, em 2016 com a aposentadoria de minha esposa queremos passar um ano completo, a família toda, morando à bordo. Morar a bordo indo de lugar em lugar, em geral, significa pelo menos 80-90% do tempo parado, quer seja ancorado, amarrado a uma poita ou no pier de uma marina. E o catamaran nos proporciona muito mais conforto e espaço, quer seja para desfrutar ou de armazenamento, que um monocasco equivalente em tamanho. Além disso, catamarans não adernam ao velejar, item fundamental para ter a companheira a bordo sempre. Poderia citar aqui várias outras vantagens e abrir uma discussão, pois também há desvantagens, mas nossa opção está tomada e estamos certos dela.


Não é por acaso que cada vez tem mais catamarans nas ancoragens mundo afora

Desde algum tempo viemos amadurecendo esta decisão. Estive em Paraty-Angra e na Bahia atrás de catamarans usados que atendessem nosso perfil. Visitei os estaleiros que constroem catamarans no Maranhão, objeto de vários posts aqui. Avaliei a possibilidade de encomendar a construção de um projeto específico. Conheci em detalhes o excelente CatFlash35, fabricado pela Flash Veleiros (Craftec). Fiz quase mil milhas na costa brasileira como tripulante do catamaran Cascalho, também relatado aqui. Estivemos por duas vezes em charters no Caribe, uma fez de monocasco e na outra de catamaran.

E por que no exterior? Em primeiro lugar porque o custo do barco é bem melhor e há inúmeras opções de compra. Depois porque queremos conhecer novos lugares, povos, culturas, linguas, enfim viajar. Mais ainda porque, por incrível que pareça,  sai mais em conta do que no Brasil, a infra-estrutura náutica é muito superior e a segurança, problema que começa a preocupar por aqui, é maior.

O Lagoon380 "Cascalho", nosso modelo preferido.

Elegemos alguns modelos, consagrados no mercado, de 36 a 40 pés. Dentre outros o Lagoon 380, Leopard 38, 39 e 40, os Fontaine Pajot Mahé, Athena e Lavezzi. No momento estamos bem adiantados nas negociações com um Lagoon380, nosso preferido, que está na Flórida. Quem sabe em breve tenhamos novidades.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Volta a América do Sul

Ontem (27/05/14) o veleiro Guga Buy, um Farr40 do Comandante José André Zanella, com o filho Eduardo e mais um tripulante, chegou a Valdívia, no Sul do Chile, completando a 1ª etapa de sua Volta a América do Sul no sentido anti-horário. Melhor dizendo esta seria a 2ª etapa, pois a primeira foi de Florianópolis ao Caribe realizada em 2010. Desta etapa participei de alguns trechos, inclusive da travessia de Fortaleza para o Caribe.


Guga Buy em uma das escalas,Iquique (Chile)


Ao trazerem o Guga Buy de volta para sua casa, o Veleiros da Ilha em Florianópolis, os Zanellas decidiram faze-lo por um caminho pouco usual. Do Caribe atravessaram o Canal do Panamá e desceram pela costa Oeste da América do Sul, navegando no Oceano Pacífico. Agora o Guga vai invernar no Club de Yachts de Valdívia a espera de sua tripulação para completar a travessia, contornando o Sul do continente, provavelmente pelo Estreito de Magalhães, e subindo o Atlântico até Florianópolis.

Que eu saiba o primeiro e até aqui o único barco brasileiro de lazer a fazer este trajeto foi o Delta36 Floripa, do Comandante Stephen Ma, também do Veleiros da Ilha. Stephen e seus tripulantes fizeram a proeza entre agosto de 2006 e abril de 2007, conforme reportagem na Revista Náutica Sul daquela época, que pode ser vista neste link: https://drive.google.com/file/d/0B4rcimQswupqcFgxZW5NZ1E2R1E/edit?usp=sharing

(Foto do Facebook de Eduardo Zanella)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Chegou a Hora de Vender o Tinguá

Chegou a hora de crescer e por isto estamos colocando nosso querido Tinguá à venda. Estamos partindo para um barco maior para irmos mais longe ainda. São duas ações andando ao mesmo tempo. Em breve postarei sobre elas.

Para saber tudo sobre o barco e condições de venda acesse vendoskipper30.blogspot.com.br.



O Tinguá é um Skipper30, um barco de excelente navegabilidade e muito espaçoso internamente e no seu cockpit, muito bem equipado com boas velas, enrolador de genoa importado, bímini e dog house, geladeira elétrica, carregador de baterias, inversor, rede 110V, boiler,  instrumentos de navegação, TV e CD/DVD Player, hélice de 3 pás dobrável, dingue, carreta de clube, etc., etc., em ótimas condições. 

domingo, 4 de maio de 2014

XII Encontro de Velejadores da ABVC

Neste feriado prolongado participei, de 01 à 03 de maio, do XII Encontro Nacional de Velejadores da ABVC (Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro), na Porto Marina Bracuhy, em Angra dos Reis. O encontro deste ano voltou a ser realizado na Marina Bracuhy após ter ocorrido em Florianópolis no ano passado. E dali não deve sair. Ali respira-se vela de cruzeiro e está dentro da região com o maior número de veleiros do país.

 Paraty, sempre especial.

Fui de avião para o Rio e dali para Paraty na terça feira (29/04) onde embarquei no veleiro Kyriri-ete, do Comte. Giovani Dal'Grande. Na quinta (01/05) zarpamos para o Bracuhy, fazendo uma parada em Tarituba, para comermos peixe.

Barcos dos pescadores em Tarituba

A grade de palestras e workshops estava cheia e com excelente nível, mesclando eventos técnicos (elétrica em veleiros, mastreação, manutenção de veleiros, motor de popa elétrico) e sobre segurança com relatos de velejadores, como o casal de associados Philippe Gouffon e Frédérique Grassi (veleirokilimandjaro.wordpress.com). que foram e voltaram à África do Sul no seu Velamar32 e incluiu as participações de Aleixo Belov e Beto Pandiani. Este último em uma palestra de mais de hora e meia que encantou a todos. Paralelamente, presença dos catamarans CatFlash35 e Lagoon39 para visitação, stand da Livraria Moana.

Um dos workshops Toninho Lopes mostra como dar manutenção num Mercury 3.3

A palestra de encerramento com Betão Pandiani

Junte-se as trocas de experiências, as confraternizações, o reencontro com muitos amigos e tivemos um ótimo feriadão.

Catamarans CatFlasn35 e Lagoon39 lado a lado