terça-feira, 27 de maio de 2008

Retratos de Viagem

No último sábado (24/05) foi disputada a Regata Tripulação, terceira e última etapa da Copa Flotilha, da qual o Tinguá não participou. Fui passar o feriadão na estância de meu amigo Mário Silva Seabra, em Dom Pedrito, e Jorge, recém chegado da Europa, tinha compromissos assumidos. Se não tivesse viajado teria cruzeirado, pois foram dias de sol, calor e bons ventos...pena que nos feriados de Tiradentes e 1º de maio não foi assim.

Na quarta (21/05) o Osvaldo Hoffmann Filho lançou seu livro "Retratos de Viagem" em evento no Veleiros da Ilha. Estou lendo e gostando muito de como narra as navegadas do Zimbros, sem omitir seus medos e mancadas, nos fazendo parecer uma aventura ao alcance de nós "simples mortais".

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ilhabela 2008

Já estamos montando a tripulação do Tinguá para participarmos da Rolex Ilhabela Sailing Week 2008. Remontando, pois nossos tradicionais companheiros Érico e Marcão não poderão ir desta vez. Toca encontrar substitutos, reservar pousada...O pessoal aqui está animado, de tal modo que a flotilha do ICSC este ano deve ter cerca de 18 barcos.

Nosso plano era subir com o Tinguá para a região da Baía Grande no final de abril ou começo de maio. Nos enrolamos no nosso dia-a-dia e a coisa não aconteceu. Agora os planos são de subir mais cedo para a participação na Semana de Vela de Ilhabela, indo direto a Paraty/Angra, lá por 20 de junho, e retornando a Ilhabela para as regatas.

Acertei com o Cmdte. Zanella, do veleiro Guga Buy, com quem já fiz excelentes travessias, minha participação na sua tripulação no Cruzeiro da Costa Leste 2008. Gostaria de já sair do Rio, mas tenho de trazer o Tinguá para casa depois de Ilhabela e dar "um cheiro" na família. De modo que embarco em Vitória e vou até Salvador.

Enquanto isso, vamos nos divertindo...Fiz uma clínica de spinnaker com o mestre Gusmão, organizada pela Vela & Ventos com apoio da Avelisc, com aulas teórica na sexta-feira à noite e prática no sábado, na Lagoa da Conceição, no Mutley, o meu bruminha 19. Agora, se me tirarem o timão do Tinguá posso me candidatar a proeiro...te cuida Rapha!

sábado, 10 de maio de 2008

Minha Primeira Solitário

No ano passado não deu para participar, por conta de uma pequena cirurgia, mas este ano fiz minha primeira regata em solitário. Foi a segunda etapa da Copa Flotilha, organizada pela FCVO e ICSC, com largada em frente a Av.Beira-Mar Norte, seguindo até a Ilha de Ratones Grande a ser contornada por boreste e a chegada próxima a Ponta de Cacupé, com 11,5 mn.

Muitas vezes já fiz o trajeto Centro-Jurerê e vice-versa em solitário, mas uma regata é muito diferente. Como não treinei e nunca subi vela balão em solitário decidi não usar esta vela na regata. Uma grande desvantagem pois a previsão era de ventos fracos do quadrante sul, portanto de popa até contornar Ratones, cerca de 2/3 do percurso.

E a regata iniciou com vento de SW. Vento não! Ventinho de 3-4 nós, com variações para menos e rondadas, para alegria dos barcos pequenos. Piorei ainda mais as coisas, dando uma tremenda bobeada e largando 3' 45" atrasado. Eu e meu vizinho Guilherme Bernard, do Oulalá, fomos surpreendidos pelo inicio da sinalização 4' antes da "hora GPS" longe da CR. Logo após largar consegui um ventinho particular e rapidamente cheguei nos barcos maiores e mais pesados, como o Floripa e o Carino. É lógico que durou pouco...Nesta altura, a grande maioria dos 26 participantes pegaram o rumo de Biguaçú, atrás de algum vento e velejando em través arribado. Tentei seguir no rumo de Ratones com asa de pombo, mas desisti rapidamente quando vi os barcos que havia ultrapassado chegando rapidamente em mim....vamos todos para Biguaçú! Com o vento rondando cada vez mais no sentido anti-horário, decidi rearmar a asa de pombo, desta vez já com o pau de spinnaker a boreste, e rumar para Ratones. Foi só montar e o vento rondou bastante até quase leste e aumentou para 5-6 nós, dando mostras que ia firmar. Toca desmontar a asa de pombo que a "turma de Biguaçú" já voltava célere... A montagem da Ilha de Ratones Grande foi um momento muito bonito com muitos veleiros (12 segundo o Cmdte. Tarcísio do Zephyrus) contornando juntos.

Aí a coisa pegou. Foi contra-vento com ventos próximos aos 20 nós, principalmente quando alongava o bordo para o meio da baía onde cheguei a ver 23 nós no meu wind. Senti então a dificuldade do sistema "pé-de-galinha" da minha escota da mestra. Foi muito difícil timonear e controlar a mestra. Cruzei a linha em sétimo geral, próximo dos primeiros, em 2h54'.

Fiquei satisfeito com meu desempenho, mesmo sabendo que as cambadas do contra-vento poderiam ser melhores. Desagradável foi ver o Tinguá, na súmula, em último entre os 25 que chegaram. Simplesmente somaram uma hora ao meu tempo de chegada. No circuito perdemos uma regata por 1 segundo. Um dia ainda vai ser a nosso favor...
(Fotos de Kriz Sanz de http://www.esportesdomar.com.br/ e Sérgio Vignes de http://www.fcvo.com.br/ , onde há muitas outras e informações da regata.)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mini-oceano, genoa nova...

Na sexta-feira recebemos a nova genoa do Tinguá, em Dacron importado, confeccionada na Argentina pela Quantum Sails. Vela que nos fez muita falta no Circuito Oceânico e na Regata Família Gondin.


No sábado disputei a 2ª etapa da Copa CASAN de Mini-Oceano, organizada pela Avelisc na Lagoa da Conceição. Com ventos muito fracos, Eu e meu parceiro Carlos Augusto Kindlein fizemos uma boa regata e levamos o Mutley ao primeiro lugar da classe Bruma19. Com o segundo lugar da 1ª etapa o Mutley assumiu a liderança.


No domingo à tarde, mesmo com os ventos fracos, que predominaram nestes dias, saímos para uma descompromissada velejada na Baía Norte. Jorge, sua filha Stefane e Eu. A tarde estava muito gostosa e deu para sentir o potencial da nova genoa. No entardecer Tarcísio Mattos, cmdte. do Zephyrus e fotógrafo dos bons, fez um belo registro do Tinguá.


(Fotos de Kriz Sanz, Jorge Calliari e Tarcisio Mattos)

Compras na Argentina

No início do mês estive, com minha esposa em Buenos Aires, e aproveitei para fazer algumas compras para o Tinguá e Mutley.

Já comprei várias vezes produtos náuticos em Bs.As. Realmente os preços são muito compensadores. A principal loja é a BARON, representante dentre outros da Raymarine, seguida pela COSTANERA UNO, representante Garmin, todas as duas possuem três endereços. As melhores lojas são as de San Fernando, ambas na Av. del Libertador a uma quadra uma da outra. Os endereços completos, com mapa, estão nos respectivos sites. Em San Izidro há filiais das duas e outra loja interessante, a NÁUTICA SAN ISIDRO, mais forte das três no quesito roupas de tempo (modelos argentinos e da Gill).
Elas ficam longe do centro. Da para ir de táxi até San Fernando a um custo em torno de 50-60 pesos desde o centro. Ou utilizar o excelente Trem de La Costa, que inicia na estação integrada com o trem metropolitano de Maipú e vai até Tigre, cidadezinha turística onde pode-se fazer passeios de barco pelo delta do Rio da Prata. Da estação de San Fernando até a Baron e Costanera são cerca de 10 quadras, da de San Izidro até as lojas 3 quadras.
Pelos sites da para fazer um comparativo de preços com os nossos. No início do mês o dólar estava a 3,15 pesos e o real a 1,45-1,5 pesos. Para se ter idéia das diferenças de preço, um refletor de radar Plastimo para veleiro estava a 166 pesos na Baron (acabei pagando 116 porque usei pontos do Club Baron de minha compra anterior) o que dá cerca de 95 reais. No site da Regatta o mesmo produto está por R$ 336,89!
(Foto Claci C.Salles)

domingo, 20 de abril de 2008

Regata Ele & Ela

Ontem (19/04) foi disputada a Regata Ele e Ela, primeira etapa da Copa Flotilha de Oceano, organizada pelo ICSC e a FCVO. Com largada na Baía Sul próximo as pontes seguia rumo sul, contornava a Ilha do Largo, por bombordo, e chegava em frente a sede do ICSC, com cerca de 14 milhas.

O Tinguá participou comigo e minha esposa Claci de imediata. No primeiro trecho até a Ilha do Largo o vento era do quadrante N muito fraco, com 3-4 nós, muitas vezes menos. Optei por não usar balão ao contrário da grande maioria dos outros 25 veleiros. Fomos de asa de pombo, até iniciei os preparativos para subir nosso balão, mas a calmaria em que estávamos e o sol na nuca do lindo dia que fazia, me fizerem optar por um bordo "suicida" em direção ao Ribeirão da Ilha. No início deu muito certo, pegamos um lestinho e conseguimos andar próximos aos 4 nós e recuperar algum terreno em relação a flotilha, pena que ele acabou antes da hora...A coisa só melhorou após contornarmos a Ilha, quando o vento firmou em NE com 7-8 nós, com alguns picos de até 10 nós. Aí andamos bem e ultrapassamos muitos barcos, mas a regata era mesmo na medida para os barcos pequenos e leves. Nosso TMFAA era o maior entre os 17 competidores da RGS e ficamos só em oitavo, apesar de termos chegado 17 minutos antes do sétimo...Também, foram 4:30h de regata.

A imediata não se dá bem com o timão ainda, mas se saiu muito bem nas escotas da genoa nas inúmeras cambadas da perna de retorno. Hoje está com alguns roxos e reclamando dos braços doloridos de tanto caçar aqueles cabos...
(Fotos de Kriz Sanz de www.esportesdomar.com.br e Sérgio Vignes de www.fcvo.com.br , onde há muitas outras e informações da regata.)

domingo, 6 de abril de 2008

Regata Família Gondin

Neste sábado (05/04) disputamos a Regata Família Gondin, válida pela 3ª etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano. O trajeto com cerca de 16mn iniciava nas proximidades da Av. BeiraMar Norte, contornava por bombordo bóia nas proximidades da séde oceânica em Jurerê, deixava a Ilha do Francês por boreste e chegava na praia da Cachoeira do Bom Jesus, onde a família Gondin, do veleiro Kíron, recepcionou os participantes.

Nossa tripulação desta vez foi formada pelo Érico, Daniel Pastorino, Luiz Carlos Poyer (Polaco), Jorge, Eu e contou com a volta do Raphael Garcia na proa. A regata iniciou com vento NE muito fraco, ao contrário do SE das previsões. O vento cresceu na altura das ilhas Ratones, variando na faixa dos 10 até os 15 nós, rondou para N e depois se fixou a E, de maneira que a regata foi toda em contra-vento. Largamos mal e não tivemos um bom desempenho com vento fraco, melhoramos com o aumento da intensidade do vento e recuperamos algumas posições terminando em terceiro na RGS A. Perdemos o segundo por 22" no corrigido...

Após a regata tivemos uma recepção maravilhosa com um ótimo churrasco. Retornamos à séde centro no início da noite Jorge, Eu, Polaco e Daniel, motorando devido a ausência de vento.
(Fotos de Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br onde pode-se ver muitas outras fotos)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Schurmann Corporate Workshop

No último dia 1º de abril o Tinguá participou do Schurmann Corporate Workshop Tetra-Pack ministrado pela Família Schurmann para funcionários e clientes da Tetra-Pack na raia de Jurerê.

Foram 10 veleiros do ICSC, cada um com um skipper e um monitor, que fizeram duas etapas cada uma com duas regatas em match-race (contra outro barco semelhante) com uma equipe de 6 participantes.

Fui como skipper e o Daniel Pastorino, que é skipper na Sardenha e velejou duas etapas do Circuito Oceânico conosco, como monitor. Nosso adversário foi o Best Fellow, outro Skipper30. Foi muito gostoso participar do evento vendo a motivação e concentração das equipes, que no final percebem que a atuação de cada um se reflete no resultado final, a participação do Vilfredo, da Heloísa e do David como monitores em alguns barcos. Tudo com uma organização impecável.

domingo, 23 de março de 2008

Páscoa

No feriadão de Páscoa levei o Tinguá para a sede oceânica de Jurerê na tarde de quarta-feira (19/03), mais uma vez com vento contra (NE). No dia seguinte saí com a esposa e os meninos para cruzeirar na região. Pudemos observar o lindo visual das regatas do Sul Americano de Snipe. Pernoitamos na praia do Tinguá e retornamos na sexta-feira santa no final da tarde.


No sábado pela manhã levamos meu neto Pedro e Fernanda, minha filha, que moram em Aracaju e nos visitavam, para uma gostosa velejada pela Baía Sul, com vento NE fraco (5-8 nós).



segunda-feira, 10 de março de 2008

Tromba D'Água em Jurerê

No final da tarde do domingo (02/03), ocorreu um fenômeno interessante em Jurerê. Formou-se uma tromba d'água, que é um tornado sobre o mar, que veio de Ganchos em direção a Jurerê. Chegando próximo aos barcos apoitados em frente a séde oceânica do ICSC, ela desviou para NE, seguindo rumo ao mar aberto, passando por trás da Ilha do Francês. Felizmente, difícil imaginar o estrago que faria... Vejam as fotos tiradas da praia de Jurerê, próximo ao Veleiros da Ilha.





Deixamos de participar da Regata Fortalezas, realizada no último dia 8/03. A proibição de competirmos na RGS A na Copa Veleiros de Oceano ainda está "atravessada"...Por falar nisso, só tiveram 2 concorrentes na RGS A...

Ao invés de regata, saí para velejar com a família e almoçamos em Santo Antônio de Lisboa amadrinhados no Guga Buy, onde estavam o Eduardo Zanella e a namorada Geisse.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Circuito Oceânico Foi Excelente

Terminou ontém com a realização da quinta regata a Mitsubishi Motors Sailing Week - XIX Circuito Oceânico Ilha de Santa Catarina, sediado na séde oceânica de Jurerê do ICSC. Mesmo com 43 participantes, um número aquém do esperado, houve muita competitividade, bons ventos, dias maravilhosos e ótima organização.

O Tinguá foi quarto geral na RGS A, depois de muita disputa nas cinco regatas com o Bruxo e o Bravo (um MB45). Perdemos de sermos terceiro pela derrota para o Bravo por um segundo no tempo corrigido na regata barla-sota da sexta-feira. Mas, o resultado foi positivo pois só repetimos a tripulação nos dois primeiros dias e utilizamos a genoa do enrolador, pois nossa genoa de regata elevaria muito nosso rating. Sem contar o rasgo no balão na regata longa que nos obrigou a fazer o trecho de balão da volta sem êle.
(Fotos da organização da Mitsubishi Motors Sailing Week)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Começou o Circuito Oceânico

Iniciamos ontem a disputa da Mitsubishi Motors Sailing Week, isto é o XIX Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, agora na classe RGS A, com nova medição que nos deu o TFMAA de 0,9225. Na tripulação Jorge, Eu, Érico, Júnior Pratts, Marcão e substituindo o Poyer o Mario Maurandi, um italiano perdido na Lagoa da Conceição, indicado no dia anterior pelo amigo Fábio Ramos.

A primeira regata foi a de percurso médio com largada próxima a ponta de Jurerê indo até a praia Brava e retornando para a chegada em Jurerê, nas proximidades da séde oceânica do ICSC, contornando algumas bóias pelo caminho. Tivemos um erro tático grosseiro ao ficarmos sem vento nas proximidades da Ponta das Canas e problemas para subir o balão pois a adriça estava enrolada com a da genoa. Chegamos atrás do Bravo e do Cobra D'Água e ficamos em terceiro no tempo corrigido, ganhando do Bravo e perdendo para o Bruxo.

Hoje disputamos a regata de percurso longo, que pela previsão de ventos fracos foi num trajeto menor (32 km) saindo de Jurerê, contornando a Ilha do Mata-Fome e retornando a Jurerê. O vento NE contrariou as previsões e soprou sempre acima dos 10 nós, crescendo até os 16-17 nós.

Para não variar, tivemos uma atravessada na perna de balão da volta, quando o Mário timoneava nas proximidades da Ponta das Canas, que nos custou um rasgo no balão e o castigo de fazer o final da regata sem balão. Ficamos só em quarto lugar.
(Fotos da organização da Mitsubishi Motors Sailing Week)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um Ano e Muitos Defeitos

Recentemente, no final de janeiro o Tinguá completou um ano. A avaliação simples e objetiva é que trata-se de um maravilhoso projeto (parabéns, mestre Volker) construído por um estaleiro nem tanto.
O barco é veloz e navega muito bem. A forma foi bem construida o que resulta num veleiro bonito e bem laminado. E para por aí. De resto é uma coleção de pequenos e grandes defeitos de construção que daria para encher um caderno. Alguns relatados neste blog. Desde relaxamentos como pingos de gel na bancada e pia da cozinha, passando por portas com fechos inadequados que batem o tempo todo durante as navegadas, até uma "bolha" na quilha, isto é um descolamento da laminação da parte metálica (ferro). Chegamos a pensar que havíamos sido "premiados", mas os proprietários dos outros três Skipper30 baseados no ICSC comprovam que é o "padrão".
Na última sexta-feira, as vésperas de levar o Tinguá para a sede oceânica de Jurerê, onde será disputado o Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, descobrimos que o estai de proa estava rompendo próximo a sua fixação no mastro. É a segunda vez que ocorre. Na primeira vez acreditávamos que a causa foi a ausência de uma peça do topo do enrolador (wrap stop)que serve para separar as adriças, retirada para a semana de Ilhabela. Desta vez estava tudo nos conformes. Será o enrolador? Difícil pois trata-se de um Profurl C320, um dos mais conceituados do mercado mundial. Será a instalação? Ainda não conseguimos identificar. Fica uma enorme insegurança...
O que falta no nosso mercado de vela é concorrência. Entidades de proprietários/consumidores como a ABVC precisam batalhar por maior facilidade na importação de barcos, equipamentos e peças a fim de motivar nossos empresários a ganhar produtividade e melhorar a qualidade. Os exemplos estão aí, como o da indústria automobilística.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Livro da Kriz

Já era para ter falado mas fui esquecendo. Muito lindo o livro da velejadora e fotógrafa Kriz Sanz "Tribo das Águas", com fotos retratando os últimos 4 anos de regatas de oceano, mini-oceano e monotipos aquí de Santa Catarina. A Kriz e o marido Artur mantém o site http://www.esportesdomar.com.br/ de onde volta e meia "pesco" alguma foto do Tinguá para este blog. Lá é possível adquirir o livro, além das principais livrarias e sites náuticos como o Enautic. Vale a pena!
Em tempo, o Tinguá aparece na página 18 e o Mutley na 45.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Regras Estranhas

Ao contrário dos anos anteriores o tempo durante o feriadão de Carnaval foi excepcional para velejar, desde sexta à tarde até a quarta-feira de cinzas. Excessão apenas aos fortes ventos do quadrante sul do domingo à tarde. Toda a chuva caiu nos dias anteriores. Apesar disso, devido a compromissos familiares, o Tinguá só velejou na segunda e terça-feiras.

Na quarta-feira a noite fui a reunião de comandantes que antecede as regatas Lineares Pré-Circuito Oceânico, que acontecerão no próximo fim de semana na raia de Jurerê, e de aprovação do regulamento da Copa Veleiros da Ilha de Oceano 2008. A novidade é a proibição dos veleiros Neo 25, Skipper 21 e 30, Multimar 32 e Atitude 8.5 de disputarem na classe BRA-RGS, sob a alegação de que estes barcos ganhariam as regatas facilmente. Discordei e expus meu ponto de vista: a) é totalmente fora de propósito impedir que um comandante escolha sob que medição quer competir; b) os sistemas de medição existem exatamente com o propósito de nivelar o desempenho dos diversos barcos; c) nosso barco (Skipper30) mede muito mal na RGS onde participamos de quatro regatas no ano passado, sendo a melhor colocação o quinto lugar, sempre perdendo para barcos que não os agora proibidos; d) cada barco é um barco, mesmo do mesmo modelo, assim como há Schaffers 31 super leves construídos para regata (todos na RGS), o nosso Skipper30 foi construído voltado para cruzeiro (quilha curta, menor área vélica, "pé-de-galinha", boiler, freezer, trafo-carregador-inversor, maior quantidade de armários, etc.); d) a RGS já tem quatro divisões, três de acordo com o TMFAA, mais a Cruzeiro, com intuito de melhor separar os barcos por tamanho/desempenho; e) o que vão fazer se aparecer para competir na RGS um Delta 32 "envenenado" ou se o Revanche, um Fast 345 regata muito competitivo na ORC Club, recentemente adquirido pelo Cmdte. Celso Farias, decidir disputar na RGS?; f) está se criando uma reserva para os Schaffer31. No final, prevaleceu a vontade da direção da flotilha e comissão técnica, pois nem em votação o regulamento foi colocado.

O mais esdrúxulo de tudo, é que os membros da comissão técnica me informaram que podemos correr as regatas na BRA-RGS com direito a "...classificação, podium, notícia no jornal...", mas não podemos pontuar na Copa Veleiros. Dá para entender?...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Três Dias Curtindo Ganchos

Na sexta-feira (25/01) Jorge e Eu retornamos com o Tinguá para a sub-sede de Jurerê. Havia muito que não fazia este trajeto com vento favorável, um SE/E na faixa dos 14-16 nós. Uma gostosa velejada.

No sábado pela manhã, zarpei para Ganchos com a esposa e os meninos. Com pouquíssimo vento e ondulações de leste, fomos na motorada com pouca ajuda das velas. Pegamos uma poita na sub-sede do IC de Caiobá, no "gancho" de Calheiros, por volta do meio-dia. Clube conveniado com o ICSC que nos recebeu muito bem. No final da tarde chegou o veleiro Isadora, com o Cmdte. Pratts, a esposa e a filhinha Isadora.

Como o tempo permanecia com vento leste e algum mar, permanecemos em Ganchos, curtindo praia, natureza, a vida à bordo. No final da tarde de domingo fizemos um lindo passeio, com os botinhos, pelas reentrâncias de Calheiros, Gancho do Meio e Gancho de Fora, outras duas baías da região. Ficou para a próxima explorar a baía de Gancho de Dentro.

Com previsão de vários dias de chuva a partir da terça-feira resolvemos partir na terça cedo, mesmo com o persistente leste de fôrça 5 e previsão de mar agitado com ondulações de leste, que nos pegaria pelo costado, para Jurerê. Esta última noite, foi com muita chuva e vento, com direito a dois temporais na madrugada. Mesmo assim minha tripulação recusou o oferecimento do amigo Pratts para retornarem por terra com sua esposa e filha, e encararam muito bem as condições nada agradáveis. Saímos às 7:30h e por volta das 10:00h estávamos apoitando no ICSC em Jurerê, depois de enfrentarmos alguns vagalhões com tranqüilos 3 m.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Feiras Náuticas

Esta foi a semana das feiras náuticas em Santa Catarina. Na terça (15) abriu a Náutica Fair em Florianópolis e na quinta (17) o Santa Catarina Boat Show em Bal. Camboriú.

Apesar de saber que estas feiras são quase que exclusivamente voltadas as lanchas, visitei as duas. A Náutica Fair estava decepcionante, pior que a edição do ano passado. Sentiu muito a concorrência do SC Boat Show com todo o poder da revista Náutica. A destacar apenas um Skipper30, com casco azul, o Best Fellow, que está sendo entregue ao amigo Leonardo Deboni e será o quarto no ICSC.


Hoje visitei o SC Boat Show, na Marina Tedesco em Bal. Camboriú (foto), que apesar de primeira edição e relativamente pequeno tem cara de feira naútica, com trapiche, embarcações na água para test-drive e um mix melhor de expositores e atrações. De vela apenas a Delta Yachts com seu conhecido e bem construido Delta 36.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Fim-de-Semana no Magalhães

Para os que não conhecem, Magalhães é o nome do canto sul da Baía da Armação da Piedade, município de Gov. Celso Ramos (que prefiro chamar pelo nome antigo Ganchos), na região da Grande Florianópolis. Alí forma-se um istmo, sendo Magalhães o lado interno à baia (protegido dos ventos do quadrante Sul) e a Baía dos Golfinhos o lado externo. Passa-se de uma praia para a outra com uma caminhada de não mais de 500 metros. Foi alí que passamos o final de semana à bordo do Tinguá, curtindo praia, mar, uma comidinha...

Saímos da poita do ICSC em Jurerê, na manhã de sábado com vento sul em torno dos 20 nós, chegando aos 25 nas rajadas, mas com mar baixo. Voltamos no domingo, mais cedo, para escapar do Sul forte que estava previsto, já que íamos retornar à séde Centro e não seria nada agradável "descer" a Baía Norte com mais de 20 nós de Sul "na cara". Foi a conta, já próximo ao destino "êle" veio já beirando os 20 nós.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Curtindo o Tinguá

Com quase um ano de idade o Tinguá incorporou sua vocação cruzeirista. Aliás, ele foi construído com essa prioridade. Na quinta-feira (27/12) "subi" sozinho com ele para a sub-sede Jurerê, para variar com vento e marés contra (NE). Vamos ficar por lá, numa poita, por uns 10 dias.
Na sexta a tarde velejamos, em ritmo relaxado, pelas baías de Jurerê e Armação. Estávamos Jorge, seu filho Leonardo, meu irmão Dudu (Carlos Eduardo) e Eu. No final da tarde armou uma trovoada, mas conseguimos driblá-la.

No sábado de manhã saí com a esposa e os dois filhos pequenos (Gabriel e Rafael) para passar o final de semana. A idéia era ir para a Praia da Tainha, na ponta de Mariscal, mas o mar um pouco mexido e o NE já crescendo bastante, nos fizeram ir para a Praia do Tinguá novamente. Churrasquinho a bordo, praia, frescobol com a esposa, brincadeiras com bola com os meninos, pescaria no botinho...Ao meio-dia tivemos a visita da minha filha Patrícia com o genro Leonardo, na lancha do sogro, com mais umas amigas italianas.

No final da tarde foram chegando vários veleiros conhecidos (Vento Solar, Vendaval, Zeus, Noa Noa II, Talismã, Bandoleiro, Chefia...) de modo que onze pernoitaram no Tinguá. Mais alguns na baía da vila de Armação da Piedade e na Fazenda da Armação.

Retornamos no início da tarde de domingo, antes da trovoada da tarde, numa gostosa velejada de través, só de genoa, com NE de 11-14 nós e 6 nós de média.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Fim-de-Semana no Tinguá

Na sexta (21) choveu, mas no sábado de manhã zarpamos do Veleiros da Ilha para finalmente passarmos o primeiro fim-de-semana completo, com minha esposa e os meninos, a bordo, e na praia do Tinguá, origem do seu nome. O dia estava maravilhoso com vento NE crescendo dos 6-7 nós iniciais para os 17-19 no final do trajeto. Fomos de genoa e motor, fazendo em torno de 6 nós. O Tinguá em sua "versão cruzeiro" com dogger, toldo, enrolador, carregado de diesel, água, mantimentos, churrasqueira, mesa de cockpit, botinho e motor, e tudo o mais necessário para cruzeirar.
Lá chegando, almoçamos um espaguetti feito pela "chef" Kati, descansamos esperando o sol baixar e, depois das quatro, pegamos o botinho e fomos curtir a maravilhosa prainha do Tinguá. Apesar do sábado de temporada (havia umas vinte lanchas e quatro veleiros) estava bem tranquilo. A noite foi outra maravilha com águas tranquilas, temperatura amena e uma espetacular lua cheia.

No domingo mais um dia lindo de sol, fomos cedo para a praia, retornando ao barco depois das onze horas. Recebemos então a visita da lancha Nega III (Phantom 290) do amigo Ademar Nienkotter, sogro da minha filha Patrícia, com meu genro e alguns amigos a bordo. Depois do peixinho frito e camarão à milanesa e algumas biritas, eles foram embora e o comandante foi tirar uma sesta. No final de tarde, retornamos ao Veleiros da Ilha numa velejada de popa, pois o vento continuava NE, com uns 11-12 nós.