terça-feira, 27 de setembro de 2011

Como Passar as Pontes de Floripa com um Veleiro de 40´?

Para aqueles que não sabem Florianópolis fica em parte na Ilha de Santa Catarina e parte no continente, sendo estas duas partes ligadas por três pontes. A antiga, há 20 anos desativada e em permanente reforma ponte pênsil Hercílio Luz e as mais modernas pontes em concreto Colombo Salles e Pedro Ivo. Estas últimas duas possuem um vão máximo entre 17-18m na maré baixa, sendo um obstáculo aos veleiros maiores. Como o ICSC-Veleiros da Ilha fica na Baía Sul e as pontes (aproximadamente) no encontro entre as duas baías o trânsito de veleiros entre o clube e a Baía Norte é limitado pelo tamanho do mastro.  Ocorre que a região ao norte é a mais demandada pelas embarcações e tem uma barra extremamente tranquila, ao contrário da  barra sul.  A alternativa para os veleiros com mastros maiores é contornar a ilha, num aumento de quase 60 mn no trajeto. Na prática este fato tem limitado o tamanho dos veleiros a faixa dos 40´, mesmo assim precisando de maré baixa para transpor as pontes. Ou na falta desta de alguma " engenharia" como esta abaixo da tripulação do Zeus, um Beneteau First 40.7´.




No vídeo a seguir, descoberto pelo Capitão Roberto Bruno Fabiano, do Veleiro Gaia, uma engenhosa tranposição de uma ponte, nos EUA, com 65 pés de vão livre pelo Alden58 Aratinga com 80 pés de altura ao topo do mastro. Fica aí uma dica...


domingo, 25 de setembro de 2011

Camiseta 2

Não temos novidades. O clima continua frio, temos mais chuvas que sol, um dia é nordestão, no outro " porranca"  de sul, até a etapa do Campeonato de Mini-oceano da Avelisc de ontem foi transferida por conta da frente fria que entrou. Estamos aguardando uma boa janela de tempo para trazermos o Tinguá de volta para casa.

There's More To life Than Just Sailing - Let Me Know When You Find It
 
 Para movimentar o blog mais uma estampa de camiseta de velejador. Esta ganhei dos amigos Ana Paula e Guto, em St.Maarten.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Camiseta

Não é politicamente correta, até um tanto radical, mas gostei da camiseta que ganhei da minha filha Fernanda.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Com a Stefane a Bordo

No sábado (03/09), mais um dia ensolarado, depois do café da manhã rumamos para a Marina Bracuhy para embarcar a Stefane, filha do Jorge, e o namorado Ernane. Saímos velejando com vento SE de 6-8 nós, com uma pequena ajuda do motor (precisávamos carregar as baterias), mostrando algumas atrações da região. Assim passamos em frente ao Frade, por entre as ilhas das Palmeiras, Itanhangá e Paquetá e rumamos para a Praia do Dentista. Agora numa orça com vento já nos 13-15 nós.

Dentista em sábado de inverno

Depois do trecho de contra vento no lado de fora da Ilha da Gipóia chegamos no Dentista que mesmo com o vento gelado já tinha muitas lanchas e outras mais chegando. Demos uma volta e retornamos para almoçar no Canto das Canoas, na Praia do Vitorino. O vento deu uma parada e em seguida voltou mais forte (16-18 nós), rondando para ENE. Foi uma boa velejada até o Vitorino.



No Vitorino

Depois do almoço velejamos mais um pouco e fomos pernoitar no Saco da Vila Velha. Ancoragem protegida, chef Jorge assumiu novamente a cozinha de bordo e preparou um gostoso Pene degustado com bons vinhos. O Jorge, que aprecia Whisky, nem abriu o Johnny Walker Gold Label (18 anos) que o genro lhe trouxe...


 
 Entardecer no Saco da Vila Velha (Foto Jorge Calliari)

Na manhã seguinte depois do café a bordo rumamos para as Ilhas Botinas para fazer snorkel. O dia estava novamente ensolarado, bonito, mas praticamente sem vento. A água não estava tão transparente como de costume e um tanto fria. Só o Ernane se animou no snorkel. Dali rumamos de volta ao Bracuhy passeando pelas praias das Flechas e Fazenda. Na Baía da Ribeira pudemos velejar com um ENE de 6-8 nós.

Nas Botinas

Chegando no Bracuhy, Tinguá na vaga e toda a faina para deixá-lo pronto para mais uma temporada parado. Ernane, que mora no Rio, nos deixou no Galeão para retornarmos a Florianópolis.

Mesmo sendo poucos dias e mais frios foram ótimos. Boas velejadas, companhias, paisagens, comidas e bebidas...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Bímini Novo

Sexta-feira (02/09) amanheceu bonito e ensolarado. o pessoal da Bailly chegou às 8:30h instalou o bímini e confeccionou os moldes das membranas, como eles chamam o prolongamento para unir o bímini ao dog house e as abas laterais.

Jorge e o Tinguá de bímini novo

Foi só eles terminarem e partimos para o Piratas, em Angra, junto com o Beto Larsen no Parangolé. Logo na saída do Bracuhy o Beto teve problemas na bomba d'água e ficou para resolver o problema. Com um bom vento SSE fomos até o Piratas onde almoçamos e fizemos as compras de mercado.

Com a bandeira da Semana de Vela de SC de 2012

Abastecidos rumamos para a Ilha de Paquetá para pernoitar pois na manhã seguinte iríamos até a marina pegar a Stefane, filha do Jorge, e o namorado. Mais uma gostosa velejada ainda com SSE, agora nos 15 nós. O Beto já nos esperava depois de ter trocado o rotor da bomba d'água. Em Paquetá entrava muito vento então fomos ancorar em frente ao paredão de pedra da Ilha de Itanhangá. Peguei uma poita do antigo bar-restaurante e o Parangolé amadrinhou no nosso BB. Ao baixarmos a grande um dos cabos do Lazy Jack escapou da fixação na retranca e subiu ao mastro. Lá fui Eu, pela primeira vez, mastro acima de "cadeirinha" para buscar o "fujão".

 
Subindo no mastro
 
Ancoragem tranquila chef Jorge preparou um delicioso camarão com queijo Gongorzola que comemos com duas garrafas de Tempranillo espanhol.

 
Beto e Jorge "traçando" o camarão

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Novamente no Tinguá no Bracuhy

Jorge e Eu chegamos ontem no final da tarde ao Tinguá, na Marina Bracuhy. Chovia muito e assim foi até a madrugada. Ninguém merece! Depois de todos os dias de chuva em Floripa, a chuva nos acompanhou. Hoje está nublado mas já não chove mais. As previsões prometem que a partir de amanhã o tempo começa a limpar, com um fim de semana de muito sol. Tomara pois já vamos retornar no domingo à noite.

Em veleiros sempre há o que fazer

Era para a Bailly instalar um bímini novo hoje pela manhã, mas virão só amanhã. Enquanto isto fizemos algumas manutenções, como o conserto do furo no bote. Precisei chamar o Paulo "Mergulhador" para dar uma limpada no casco, pois acordei de manhã escutando o barulho característico das cracas. Aliás, na última noite que dormimos na Cotia, no final de julho, achei ter ouvido cracas.  Realmente, já havia cracas no leme, quilha e logo abaixo da linha d'água, além de limo. A tal da tinta anti-incrustante InterClene não aprovou. Já sabia que sua duração era de no máximo uns 6 meses, mas fazem só 2,5 que foi aplicada.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mutley Corre Sozinho

Neste sábado aconteceu a 6ª etapa do Campeonato de Mini-oceano da Avelisc/FEISC, na Lagoa da Conceição, e mais uma vez vencemos com o Mutley, na classe Bruma19. Depois de não ter participado da 4ª e 5ª etapas por estar em Angra com o Tinguá (na 4ª o Carlos Kindlein correu com o Mutley e venceu) voltei com o Daniel Zohar, meu parceiro no ano passado. Em contraste com os dias muito frios e depois muito chuvosos tivemos um dia ensolarado, quente e com ventos de 12-15 nós de WNW, perfeito para uma ótima regata. Mas foi sem graça, não tivemos adversário. Até o Imagine o outro único Bruma19 presente não participou por problemas no estaiamento ainda antes da largada.

Daniel e Eu na 6ª etapa


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Preventer Simples e Barato

Há bastante tempo queria instalar um sistema de prevenção de jibe da vela grande no Tinguá. Minha opção foi por uma sugestão postada no grupo de discussão da ABVC, que utiliza um freio 8 grande (ou oitão) de resgate, peça utilizada em alpinismo, que precisei encomendar. Instalei o sistema e o utilizei pela primeira vez na travessia Floripa-Bracuhy, em junho passado.
Conforme a foto, trata-se de um sistema simples e barato. Um oitão de alpinismo (custo entre 120 e 250 reais conforme o material utilizado, ou até menos se comprado usado no Mercado Livre), um cabo de preferência de 10 mm no comprimento adequado para o barco (deve permitir a máxima abertura da retranca para os dois bordos), dois moitões que instalei nas argolas existentes para instalação dos barber hauls da vela balão e dois mordedores já existentes para os mesmos barbers (pode-se usar cunhos, stopers ou até catracas já existentes).


Não testei ainda com ventos fortes de popa, mas com ventos fracos e médios funcionou bem, freando adequadamente o jibe da grande. O único senão é que se o cabo não estiver tensionado ele escapa dos "chifres" diminuindo a frenagem o que para ventos fracos e médios mostrou-se até melhor, não deve ser o caso para ventos fortes. Acontece que no veleiro os cabos ficam mais abertos, então o ideal seriam esses "chifres" serem mais fechados. Além da função principal o sistema ajuda muito para evitar o balanço da retranca em mar agitado com pouco ou nenhum vento. Eu já o considero aprovado.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Férias de Inverno em Angra - 2

A última vez que a Claci esteve em Paraty foi em 2001, com o Gabriel que tinha 1 ano de idade. Depois de atracarmos no cais da Refúgio das Caravelas, ligar a energia do cais e tomarmos banho fomos para a cidade, passear no centro histórico. Paraty é sempre um charme transpirando cultura, história e bom gosto.

A família numa das ruas de Paraty
Na quarta-feira (27/07) saímos de Paraty para conhecer a região. Mais um dia maravilhoso, como tem sido desde segunda, ensolarado, céu azul sem nuvens, temperatura nos 25-27 ºC. Fomos costeando passando pelo Saco do Bom Jardim, do Jurumirim, Ponta Grossa, Praia Vermelha, uma volta pela costeira da Ilha do Algodão e então ancoramos no Saco da Velha.

 Dias lindos, como este começando em Paraty

 O Saco da Velha, um dos lugares listados para conhecermos nesta viagem, é um enseada bem abrigada com duas pequenas praias e algumas poucas habitações, numa das praia de veranistas e na outra, onde ancoramos, de nativos onde existe um bar e restaurante rústico. A água é bastante limpa e a temperatura dela estava em 25,5 ºC. Tomamos banho, andamos de botinho explorando a costeira a procura de um lugar para snorkel, mas havia poucos peixes.

Tinguá ancorado no Saco da Velha

No meio da tarde suspendemos âncora e fomos conhecer a Enseada de Paraty-mirim. Passamos pela vila, o único lugar onde se chega de carro nesta região, que tem uma pequena e histórica igrejinha na praia e percorremos todos os recantos deste belo lugar. Uma enseada que se alonga continente a dentro com muitos recantos, prainhas e pequenas baías. No final da tarde voltamos do fundo da enseada velejando de genoa a 2-3,5 nós num mar e céus azuis com o sol descendo rumo ao horizonte. Num destes momentos que não tem preço. Chegamos no super abrigado ancoradouro da Ilha da Cotia (situada na entrada da enseada) já com o sol escondido atrás das montanhas do continente.

Paraty-mirim, a enseada, vista do fundo para a entrada

A histórica Capela de N.Sra. da Conceição de Paraty-mirim
  
Na quinta-feira o dia amanheceu nublado, mas pelas nove horas o céu já estava limpo de novo. Gabriel que vinha tentando pegar algum peixe sem sucesso, mesmo com o camarão comprado em Paraty, "desencantou" nesta manhã na Cotia pegando vários com a isca artificial de peixinho. A maioria devolvidos a água. Por volta das nove horas rumamos para o Saco do Mamanguá.

 
 Gabriel e os peixinhos da Cotia

Há muito tempo que desejava conhecer o Saco do Mamanguá, de veleiro. Já passei ao longo de sua entrada muitas vezes, até já estive na Ilha da Cotia, ali pertinho, sempre sem tempo. Não desta vez. Passamos pela primeira vila logo na entrada e fomos ancorar na segunda, a Vila do Cruzeiro, ao pé de sua formosa montanha, como a famosa e não menos formosa, chamada de Pão de Açúcar. Passeamos na vila, conversamos com alguns nativos, fizemos uma picanha no barco com vista para a montanha e à tarde fomos conhecê-lo até o final. Com um vento fraco de popa pudemos ir curtindo seus encantos velejando calmamente. Como a Enseada de Paraty-mirim o Saco do Mamanguá é uma baía ainda mais estreita e alongada que avança continente adentro com montanhas em sua margens, lembrando um fiorde escandinavo. Por isto costuma ser chamado de fiorde brasileiro e fiorde tropical.

O Mamanguá visto da entrada
 
 
Assando uma picanha na frente de Cruzeiro

Ficou uma frustração, ou melhor um motivo para voltar. Não subi ao Pão de Açúcar pois avaliei que a trilha até o seu topo, pelos relatos que tivemos, seria muito pesada para o Gabriel que insistia em ir. Dormimos ancorados nas proximidades do pé do Pão de Açúcar.

O Mamanguá visto do fundo para a entrada

A sexta (29/07) novamente amanheceu nublada e mais uma vez as nuvens sumiram rapidamente. Rumamos para conhecer a Enseada do Pouso de Cajaíba e suas praias. Ancoramos na maior delas a Praia Grande de Cajaíba. Ainda dentro da Baía da Ilha Grande mas voltada para o mar aberto aqui temos sempre presente a ondulação do mar, muito tranquila neste dia. 

Praia Grande de Cajaíba

 
A baía da Praia Grande de Cajaíba, na Enseada do Pouso

Vila do Pouso

No final da tarde, depois de percorrer toda a Enseada do Pouso optamos por pernoitar na Ilha da Cotia. Desta vez, véspera de final de semana, haviam cerca de 10 veleiros na ancoragem.  Aqui o único senão destas férias, furei uma das bananas do botinho ao bater em uma pedra chegando à remo na prainha.

 
Gabriel pescando no final de tarde na Ilha da Cotia
Entardecer na ancoragem da Cotia

No sábado (30/07) zarpamos às 7:00h pois teríamos cerca de 25 mn para retornar a Marina Bracuhy e, queríamos ter a tarde para limpar o barco e prepará-lo para mais uma temporada sozinho.  Contrariando a previsão do CPTEC fomos surpreendidos por um vento sudoeste (SW) pela popa que rapidamente aumentou para os 18-20 nós. Estávamos com a grande toda em cima e o piloto não dava conta. Rumei para a Ilha de Paquetá, a umas 2 milhas, para baixar a vela a sotavento da ilha. As fortes adernadas nas rajadas deixaram a família assustada. Depois vi que o anemômetro registrou 29,8 nós de velocidade máxima do vento.

Velejada tranquila voltando da Enseada do Pouso

Colocar o Tinguá na vaga do cais D do Bracuhy não foi nada fácil, naquela porranca. O espaço para manobra entre o nosso cais e o seguinte é muito pequeno e só consegui colocar o Tinguá de popa, sem maiores contratempos, porque um casal num inflável nos ajudou  empurrando na aleta de BE, além de juntarem uma bóia que havia "voado" para a água. Como é fantástica a solidariedade dos navegadores.

Tinguá pronto para mais um período de "hibernação"


Acabou. No outro dia o pior das férias, enfrentar os mais de mil quilômetros de estrada até em casa. Principalmente de São Paulo em diante onde as estradas pioram e pegamos muita chuva. Mas valeu!

Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/angra2011.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Férias de Inverno em Angra - 1

Minha esposa conseguiu uma semana de férias no trabalho, aproveitamos a última semana das férias escolares dos meninos, então pegamos o carro e fomos ao encontro do Tinguá, na Marina Bracuhy, no sábado (23/07). Desta vez fomos por São Paulo e descemos pela Rodovia dos Tamoios, que ainda não conhecíamos. Pegamos chuvas esparsas fracas por pelo menos 60% do caminho. Chegamos no Bracuhy às 19:00h depois de 13,5 horas e 1070 km.

No domingo (24/07) tiramos a capa do Tinguá, abastecemos de água e mais um monte de "coisinhas" até desatracarmos para nossa semana de férias "al mare". Rumamos para a Ilha da Gipóia com um NE de 15-17 nós. Ancoramos na Praia da Armação onde almoçamos. Depois para ficarmos melhor protegidos do vento que continuava soprando fomos para o Saco da Vila Velha, do outro lado. Pegamos uma poita "emprestada" e aproveitamos o sol que voltou bonito. Mamãe lendo, Eu e o Rafael jogando bola na praia e o Gabriel tentando pegar algum peixe.

Cataguás, na realidade duas ilhas
Após uma noite traquilissima acordamos cedo com um dia maravilhoso. Tomamos o café da manhã e rumamos para a Ilha de Cataguás, na Baía de Jacuacanga, um dos cartões postais de Angra dos Reis que não tinhamos conhecido na outra temporada por aqui. Lugar lindo. A água estava fria na entrada mas depois o banho ficou ótimo. Gabriel encontrou poucos peixes diferentes no snorkel e pediu para irmos as Botinas. O vento do domingo já havia voltado, ENE desta vez com 14-15 nós. Também nas Botinas havia só as espécies mais comuns. Talvez por causa do vento. Rumamos então para a Marina Piratas, na cidade de Angra, para completarmos o tanque de diesel e a dispensa do Tinguá. Almoçamos no shopping anexo onde encontramos o casal de amigos Fernando e Marta, do veleiro Planeta Água.

Nosso botinho e o Tinguá ancorado em Cataguás
Nesta temporada na Baía da Ilha Grande planejamos conhecer mais a região de Paraty. Então da Piratas rumamos em direção a Ilha do Cedro, distante cerca de 20 mn. Mesmo com aquele vento da manhã nos ajudando até a Ilha do Brandão vimos que chegaríamos no Cedro só depois do por do sol. Então ancoramos na Ilha Sandri para pernoitar, junto na ancoragem o veleiro Procelária. Saímos cedo para o Cedro onde chegamos por volta das 8:30h. Ancoramos na Praia do Sul, curtimos a praia, jogamos frescobol, tomamos umas Astronautas (deliciosa caipirinha com limão, maracujá e cachaça Maria Izabel) com isca de Robalo, no Bar do Nelson.

Frescobol na Ilha do Cedro

D. Claci preparou um talharim com molho vermelho para o almoço, depois uma pequena sesta e rumamos para Paraty a 11 mn de distância. Às três e pouco da tarde atracamos no pier da Marina Refúgio das Caravelas.
 
Chegando a Paraty
Veja mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/angra2011.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Morte do Lenírio

Só hoje, ao ir ao ICSC-VI, fiquei sabendo da morte prematura do Lenírio, propietário da capotaria e veleria Velas Oceano, instalada há muitos anos no interior do Veleiros da Ilha. Lenírio foi fulminado por um ataque cardíaco na madrugada de domingo último.

Ótimo profissional e excelente pessoa Lenírio fez muitos serviços para o Tinguá, como o dog-house, capas de vela e inúmeros outras capas e consertos em velas. Meus pesâmes a seus familiares.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Angra2011 - Com o Jorge

Cheguei no Tinguá às três da madrugada, na Marina Bracuhy, onde o Jorge já me esperava. Domingo cedo já zarpamos para curtir um pouco da região. Fomos até a Ilha Sandri, no caminho para Paraty, onde ancoramos e o Jorge preparou um spaguetti com molho bolonhesa. De lá rumamos para a Ilha de Paquetá onde pernoitamos. Pela manhã saímos a explorar a Baía da Ribeira. Fomos até o final da Enseada de Japuíba, conhecendo as inúmeras ilhas. Então retornamos a marina pois o Jorge embarcava para o Rio e depois Florianópolis às 15 horas.

 Panorâmica da Baía da Ribeira e suas ilhas

Aproveitei a tarde para dar uma geral no Tinguá e prepará-lo para ficar sózinho pois amanhã às 9:30h sou Eu que inicio o retorno para Floripa. A saudade da família é grande, principalmente da minha amada esposinha.

domingo, 10 de julho de 2011

RISW2011 - Velejando

A partir da quarta-feira (06/07) as coisas começaram a melhorar na disputa da Semana de Vela de Ilhabela (RISW2011) com a realização da Regata Média para a classe BRA-RGS com ventos de 12-15 nós SSE, no Canal de São Sebastião, quando tiramos terceiro lugar com o Revanche (Fast345). Na quinta e na sexta-feiras foram disputadas duas regatas barla sota por dia, a primeira do dia com 6 pernas e a outra com 5 pernas, com média de 1.3 mn por perna, com ventos S e SE. Tivemos altos e baixos com um nono, um sexto, um quarto e um oitavo. Sempre os melhores resultados com ventos mais fortes. Na última regata da sexta-feira, pela primeira vez velejávamos na frente do Borimbora (Delta32), que acabou campeão da nossa divisão B da RGS, até que na última perna demos o bordo para o continente e ele para a ilha. Resultado, cruzamos a linha cinco minutos depois dele e de um segundo garantido acabamos em oitavo. Paulinho nosso timoneiro sempre fez largadas exepcionais, mas na última regata, disputada no sábado (09/07), ficamos sem espaço e para não colidir no barco da Comissão de Regatas tivemos de fazer um 360, largando bem atrasados. O vento já era NE com 11-14 nós e conseguimos recuperar muitas posições para terminarmos em mais um nono lugar. Concluimos o campeonato em sétimo lugar, perdendo o sexto no critério de desempate.

Os 12 S40 no pier do YCI
 
O Revanche, que já foi campeão em Ilhabela em 2008 nesta mesma classe, sofreu várias alterações visando baixar seu rating, uma vez que as recentes alterações na regra de medição BRA-RGS penalizaram-no bastante. A principal foi a substituição das velas de Kevlar por velas de Dacron, com genoa de enrolar. O veleiro perdeu muita capacidade de orçar contra o vento, sua maior qualidade. Assim só conseguimos ser competitivos quando o vento era mais forte.

O Quadro de Resultados sempre muito consultado
 
A semana em Ilhabela foi muito fria. Somente na sexta-feira o sol voltou esquentando um pouco, ao menos durante o dia, e enchendo a cidade para o final de semana. Nesta mesma sexta rolou o tradicional churrasco da flotilha catarinense em Ilhabela. No sábado à noite mesmo peguei o ônibus para o Bracuhy, chegando no Tinguá por volta das três horas, onde o Jorge já estava para aproveitarmos o final de semana na região.

A confraternização após cada dia de regatas
 
É sempre muito bom participar da semana de vela em Ilhabela, uma cidade que adoro, e foi muito prazeroso fazer parte da tripulação do Revanche. Agradeço a oportunidade ao Cmte. Celso Faria e seu filho Thiago, bem como aos demais companheiros: Paulo Linhares, Alexandre Meinecke, Fabrício Moro e Luciano Pacheco.

A tripulação do Revanche (Luciano atrás da câmera)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

RISW2011 - Eu Quero Velejar!

Deixei o Tinguá no Bracuhy no sábado peguei um onibus até Angra dos Reis, depois outro até São Sebastião, mais balsa para fazer as regatas da Rolex Ilhabela Sailing Week (RISW) na tripulação do Revanche, um Fast 345 do Cmte. Celso Faria, do ICSC-Veleiros da Ilha, e até agora nada. Não consegui fazer uma regata.

Cisne Branco prestigiando a RISW2011

Explico. Na primeira regata a Regata Eldorado Alcatrazes por Boreste (com 55 mn) não conseguimos largar antes dos 20 minutos de tempo limite após o sinal de partida. Foram uma série de erros, um "apagão" geral na tripulação. É verdade que o pouco vento na largada e a forte corrente do canal (que no entanto é velha conhecida de todos nós) fizeram com que muitos barcos não conseguissem cruzar a linha de partida antes dos tais 20 minutos. Na nossa classe, a BRA-RGS B, 12 dos 22 barcos inscritos não conseguiram. Não é preciso dizer que a frustração foi enorme. 

Preparando-se para a regata que não corremos

Depois da tradicional folga da segunda-feira, hoje voltamos a raia, desta vez acima da Ponta das Canas, no norte da ilha, para regatas barla-sota. Boiamos até as quatro da tarde quando a CR mostrou a bandeira Recon sobre a Alfa o que significa no more races today. Toca voltar para o pier mais uma vez frustadíssimos. Ainda mais, que por volta das três e meia iniciou um vento (que poderia permitir uma regata curta) que foi aumentando de intensidade durante o caminho de volta,tanto que a maioria dos barcos chegou na sede do YCI velejando, muitos com vela balão.

A espera do vento

Pelo menos a "canoa" de cerveja estava organizada este ano. Mulheres bonitas servindo em copos descartáveis a excelente cerveja Bock da Baden Baden, muito apropriada para o frio que está fazendo. É a sétima vez que participo da Semana de Vela de Ilhabela e nunca havia pego tanto frio. Frio e tempo chuvoso que espantou os turistas. A cidade está vazia, sem aquele burburinho das outras edições, mesmo com o número de veleiros participantes se mantendo. A nossa pousada, onde já fiquei em duas outras ocasiões, só tem metade da nossa tripulação, a do Zeus e uma dupla de juizes.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

CCV2011 - Terminou para o Tinguá

Hoje por volta das 8:15h da manhã o Tinguá zarpou da Enseada do Abraão para a Marina Bracuhy, encerrando sua participação no II Cruzeiro Costa Verde, organizado pela ABVC, pois terei de estar amanhã em Ilhabela onde vou participar da Semana de Vela na tripulação do veleiro Revanche (Fast345) do ICSC-VI, que disputará a classe BRA-RGS B.

Veleiros (do CCV2011 e outros) ancorados no canto esquerda da Enseada do Abraão

Eu e o Beto Larsen, meu parceiro no cruzeiro, gostamos muito de ter participado do CCV2011 e sentimos interromper nossa participação antes do final. Agradecemos a companhia e companheirismo de todos e esperamos voltar a participar nas próximas edições. Foi muito bom!
O Tinguá está acomodado no pier D da Marina Bracuhy, esperando meu retorno de Ilhabela no próximo dia 10/07.

CCV2011 - Abraão

A programação era seguir na manhã da quarta-feira (29/06) para a Praia do Leste, na Ilha do Martins, a menos de 2 mn de Quitiquara. Com o vento leste de 11-13 nós que entrou a comodoria do CCV2011 optou por voltar a ancoragem na Praia das Flexeiras, em frente e ilha e a cidade de Itacuruçá. Bem que poderíamos ter ancorado no lado oeste da Ilha do Martins.

Amanhecer na ancoragem na Praia das Flexeiras

Saimos meia hora antes do combinado para irmos conhecer a Praia do Leste e então numa gostosa velejada só de genoa rumamos para as Flexeiras. No canal entre a ilha e a cidade, onde velejávamos de popa, na sua parte mais estreita, já perto do destino, o vento leste que já estava mais forte acelerou entre as montanhas chegando a marcar 25,2 nós de máxima em nosso annemômetro. Ancoramos na proteção do morro com 4 m de profundidade. Fomos convidados pelo Maurício Napoleão (atual presidente da ABVC) a almoçar no seu veleiro Napoleão (um Skipper30, irmão mais novo do Tinguá) uma excelente pasta preparada pela sua esposa Fernanda, acompanhada de um vinho. O leste continuou soprando forte até o início da noite, com rajadas que "chicoteavam" os veleiros. A noite foi sem vento nenhum.

 
Fogos da festa junina de Itacuruçá

Zarpamos às 09:15 da manhã para a Vila do Abraão, na Ilha Grande, numa distância aproximada de 20 mn. Depois de um inicio sem vento foi entrando um NEE de 7-9 nós que com o tempo cresceu para 12-13. Já nas proximidades da Ilha Grande diminuiu de intensidade e rondou para W e ao entrarmos na Enseada do Abraão para SW. Chegamos velejando até a ancoragem em frente a pequena Praia da Júlia.

Chegando na Enseada do Abrão

Mergulhamos na água e fomos até a prainha a nado nos reunirmos ao pessoal para almoçar. A temperatura da água nesta época é naturalmente mais fria, não muito mais que nossas praias no verão. Enctramos novamente nosso amigo Rogério D`'Avila do Veleiros da Ilha que está subindo até o Caribe com seu Placton (Swan40).

Depois de uma noite sem vento na ancoragem, mas com um pequeno swell que balançou um pouco o dia amanheceu limpo novamente e promete ser lindo.

Veja aqui a localização da Enseada do Abraão.
E aqui a localização da Praia das Flexeiras.
Mais fotos em www,picasaweb.google.com/lflbeltrao.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CCV2011 - Quitiquara

A saída da Praia da Estopa sofreu um pequeno atraso pois o cachorro do veleiro Manucaiá (Aladin30) havia desaparecido na ilha, na suposição dos donos atrás de uma cadela no cio. Somos 25 veleiros neste II Cruzeiro Costa Verde, cerca de 60 tripulantes, 2 crianças e 6 cachorros, segundo a última contagem. As 10:30h suspendemos âncora, mesmo sem o retorno do garanhão. A rota até a Praia de Quitiquara, no lado leste da Ilha de Itacuruçá previa 7,7 mn, num caminho mais longo pois contorna quase toda a Ilha de Itacuruçá, passando pelo canal entre a ilha e o continente. Vento praticamente zerado, mas nossa vela grande toda em cima. Não gosto de ver veleiro andando sem velas, só no motor. Parece um pássaro sem asas...Abrindo um parenteses, lembrei que ao largar as amarras do pier na Marina Bracuhy subimos a vela grande e um gaiato qualquer nos gozou do pier dizendo para assoprarmos ou abanarmos as camisetas. Foi só sair da Marina e tivemos bons ventos até a Ilha Grande.

 A flotilha deixando a Praia da estopa

Fizemos uma parada na Praia das Flexeiras, na ilha em frente a cidade de Itacuruçá, para fazer as compras para o churrasco na Praia de Quitiquara. Vários veleiros aproveitaram para compras diversas e encostaram no cais do posto de combustível para abastecer de combustável e água. Como não precisávamos de nada permanecemos no Tinguá, usando uma poita "emprestada" de algum pescador.

Seguimos viagem até Quitiquara agora com uns 7-8 nós de vento pela frente. O Gameio ia rebocando seu bote cheio de cerveja já no gelo. Ancoramos exatamente às 15:00h. E logo mergulhamos. O sol estava quente e a água só se sentia fria na entrada. Antes de sairmos da água tomamos nosso "banho ecológico", como meus filhos Gabriel e Rafael chamam. O tal banho consiste em se ensaboar com shampoo infantil neutro, mergulhar para tirar o shampoo e sair da água e secar rapidamente, não dando tempo para a água evaporar. Deste modo o sal não fica no corpo. Até poderíamos tomar uma duchinha de água doce ao sairmos do mar, temos água suficiente para tanto, mas não é preciso.

Flotilha ancorada em Quitiquara

Depois descemos o botinho e fomos para terra, ou melhor areia, para o churrasco e confraternização com os demais velejadores. Havia uma barraca de praia onde a proprietária preparava deliciosos pastéis e caldo de peixe. Vendeu muito bem, nós tomamos dois caldinhos cada um, até porque com o cair da tarde o frio chegou. Rogério do Gameio pilotou a churrasqueira e vários barcos prepararam acompanhamentos como saladas e farofas. Nós que somos quase zero na cozinha só levamos uma cachacinha mineira. Mais tarde teve até fogueira na praia para esquentar.

 
Conhece canoa de cerveja? No CCV2011 tem bote de cerveja

Veja aqui a localização de Quitiquara.

terça-feira, 28 de junho de 2011

CCV2011 - Praia da Estopa

Saimos do Saco do Céu depois das 10:00h num dia nublado com chuvas fracas esparsas, com a vela grande no primeiro rizo. A medida que íamos deixando a Enseada das Estrelas o vento do quadrante sul ia se mostrando. A princípio mais fraco (8-10 nós) numa orça apertada para nosso rumo 90. A medida que avançamos nas 17 mn até a próxima ancoragem na Praia da Estopa, na Ilha de Jaguanum, já no interior da Baía de Sepetiba, o vento foi rondando para leste e aumentando. Quando já atravessávamos o canal entre a Ilha Grande e o continente estávamos com ele no través com 16-18 nós (máxima chegou a 22,4 nós) e com mar de quase um metro bem picado na aleta de boreste. Foi a maior velejada até agora, desde que saímos de Floripa, chegando a picos de 8,4 nós de velocidade. Ao nos aproximarmos do destino o vento amainou para 12-14 nós e passou para uns 150 a BE.

A Praia da Estopa em dia chuvoso (27/06/11)

Ancoramos na pequena baía da Praia da Estopa por volta de uma hora da tarde, com uma chuvinha fina, com 4m de profundidade. A praia abriga uma pequena comunidade de pescadores e uma meia dúzia de casas de veraneio. Tem luz elétrica e um sinal de celular titubeante, edm especial o da TIM, minha operadora. No final da tarde o pessoal conseguiu autorização para utilizar a varanda da maior casa de veraneio (a de janelas amarelas) onde boa parte dos participantes se reuniram para uma happy-hour com música ao vivo a cargo de Suzy, Vitor, Zé Toriba e Eduardo.

O happy-hour em terra

Hoje amhanheceu outro dia, limpo, lindo e ensolarado (compare as fotos) e vamos zarpar logo mais com destino a Praia de Quitiguara, na Ilha de Itacuruçá. Mas a noite foi um pouco balançada, principalmente por umas quatro vezes quando passou alguma embarcação veloz fora e provocando muitas marolas.

A Praia da Estopa em dia ensolarado (28/06/11)

Veja aqui a localização da Praia da Estopa.
Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/costaverde2011.