quarta-feira, 30 de julho de 2014

Neomarine38 - Começou a Construção

Conforme o planejado iniciou na última segunda feira (28/07) a construção dos veleiros Neomarine HS38, um deles o futuro Tinguá 2, que estamos fazendo em grupo conforme já comentei aqui. A montagem do galpão e adaptação da casa auxiliar (almoxarifado, cozinha, bwc) foram concluidos na semana passada, bem como a instalação do container que servirá de moradia para o colega e construtor Alexandre Meinecke e depósito de ferramentas. O galpão foi construido com três tendas piramidais de 10x10x4 m fechadas com chapas OSB. As seções do barco já haviam sido cortadas a laser em máquina CNC anteriormente.

 O galpão

 Casa auxiliar e container

 Plug iniciado

 Alexandre dando forma ao sonho

Alinhamento a laser
  

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Você Já ouviu Falar em Yacht Survey?

Sim? Então você sabe que yacht survey ou marine survey é a inspeção de uma embarcação por profissionais capacitados e acreditados pela SAMS (The Society of Accredited Marine Surveyors), nos Estados Unidos. É um trabalho profissional executado na aquisição de um barco, para a contratação de seguros, para financiamento, etc. É comumente usado por lá e também no Caribe.

Pois recentemente ao adquirir um catamaran nos EUA eu utilizei este serviço para ter segurança com relação ao que estava comprando. Me surpreendi com a abrangência e minúcias da inspeção. Cheguei no barco às 7:45h da manhã e o surveyor que havia contratado já estava trabalhando. Ele trouxe três caixas com equipamentos e ferramentas. Trabalhou praticamente sem folga até cerca de 16 horas. Ed Rowe, o surveyor, inspecionou absolutamente tudo. Dos motores ao fogão e sua instalação de gás. Tudo é vistoriado e verificado seu estado e funcionamento. O barco foi retirado da água para a inspeção dos cascos, rabetas e hélices e Ed também subiu no mastro para verificar antenas, cabos e estais. Para se ter uma ideia, mediu com equipamentos apropriados a temperatura dos motores trabalhando em vários regimes de rotação e nas saídas do ar condicionado, correntes no motor e em vários locais das instalações elétricas, uma checagem com instrumentos das condições das baterias e por aí a fora. Outra inspeção interessante foi das condições dos cascos com relação a umidade, osmose, delaminações, usando um martelo fenólico e um medidor especial de umidade (Tramex Skipper).

Ed, o surveyor, com seus equipamentos

No dia seguinte recebi um relatório detalhado, inclusive com avaliação do valor do barco, que serviu para a contratação do seguro. Este serviço custa entre 16 e 18 dolares por pé da embarcação.

Sendo retirado da água para inspeção

sexta-feira, 27 de junho de 2014

E o Mattina Será o TinguaCat

Desde janeiro passado, por indicação do Luiz e Mauriane, do Catamaran Cascalho, que encontraram o blog, estávamos negociando o Lagoon380 "Mattina", propriedade do casal canadense Matt e Kristina Stanley.

Desde que voltamos de nosso charter no Cascalho, no Caribe, tenho vasculhado a internet a procura de catamarans entre 36 e 40 pés, localizados no Caribe, América Central, Costa Leste dos EUA, Ilhas Canárias e Península Ibérica. Montei uma planilha com aqueles que atendiam nosso perfil. E o Mattina era "o cara": um Lagoon380S2, nosso preferido, ano 2007, versão proprietário (3 cabines), parecendo muito bem cuidado, mais bem equipado do que esperávamos...mas, tinha um defeito importante, o preço acima do que queríamos pagar.



Trocamos vários emails e fizemos uma proposta um tanto ousada, mas o proprietário recusou-a educadamente. O tempo passou e até já tínhamos decidido comprar nosso barco em 2015. Quando no inicio de maio passado dei uma olhada no blog, o Mattina estava retornando para a Flórida de sua temporada anual nas Bahamas e ainda não havia sido vendido. Escrevi ao Matt reafirmando que nossa proposta permanecia. Desta vez a conversa foi outra e após intensa troca de emails a negociação chegou onde queríamos. Assinamos um Purchase and Sale Agreement, fizemos um depósito de compromisso e vim para a Flórida conhecer o barco.

Fiz o teste de mar, na verdade de água, pois foi no St. Lucie River, em Stuart (Fl) onde o barco esta, na Sunset Bay Marina. E o Yacht Survey que é a inspeção completa do barco por um surveyor credenciado - isto vale um post mais à frente. Para encurtar a história, tomei posse no último dia 21/06. Breve será o TinguaCat.

I'm crazy but life without crazyness is not funny...

Este é "ela" (como os americanos se referem a barcos)


terça-feira, 17 de junho de 2014

Construindo um Monocasco de 38'

No post sobre a venda do Tinguá (veja aqui) disse que estávamos partindo para um barco maior e haviam duas opções em andamento. Pois bem, uma delas é a construção com um grupo de amigos de um veleiro de 38 pés, aqui em Florianópolis.

Há um bom tempo um grupo de velejadores do Veleiros da Ilha, liderados por Celso Muller de Farias (Comandante do Revanche, com o qual já fiz várias regatas) e Alexandre Meinecke (que construiu os primeiros Neo25) planejavam criar um grupo para construir um veleiro de 36-40 pés, em construção amadora. Eles decidiram fazerem cinco veleiros no grupo. No ano passado manifestei meu interesse, mas o grupo já estava fechado. Próximo ao final do ano, um dos membros comprou um barco novo e desistiu abrindo uma vaga para mim.

Contratamos o projetista argentino Hernán Salerno, da HS Design, para projetar um moderno cruiser-race de 38' segundo algumas características que decidimos em comum acordo. Neste momento estamos preparando o local para a construção que esta marcada para iniciar na última segunda feira de julho próximo. Estamos com o projeto definido, na fase final das plantas e especificações construtivas.

O Neomarine HS38 (este seu nome) será um veleiro de 11,60 m com boca de 3,80 m, calado variável de 1,10 a 2,40 m, 3 camarotes, 2 rodas de leme, leme também retrátil e várias outras características de conforto e performance. Abaixo algumas imagens de projeto.








sexta-feira, 6 de junho de 2014

O Próximo Tinguá Será um Catamaran

Quando publiquei o post (veja aqui) da venda do Tinguá disse que estávamos partindo para um barco maior e haviam duas opções em andamento. Pois bem, uma delas é a compra de um catamaran usado no exterior. Por que catamaran? Por que no exterior?

Nosso objetivo é viver à bordo por temporadas (meses) até que nossos filhos, hoje com 14 e 12 anos, se encaminhem na vida. Além disso, em 2016 com a aposentadoria de minha esposa queremos passar um ano completo, a família toda, morando à bordo. Morar a bordo indo de lugar em lugar, em geral, significa pelo menos 80-90% do tempo parado, quer seja ancorado, amarrado a uma poita ou no pier de uma marina. E o catamaran nos proporciona muito mais conforto e espaço, quer seja para desfrutar ou de armazenamento, que um monocasco equivalente em tamanho. Além disso, catamarans não adernam ao velejar, item fundamental para ter a companheira a bordo sempre. Poderia citar aqui várias outras vantagens e abrir uma discussão, pois também há desvantagens, mas nossa opção está tomada e estamos certos dela.


Não é por acaso que cada vez tem mais catamarans nas ancoragens mundo afora

Desde algum tempo viemos amadurecendo esta decisão. Estive em Paraty-Angra e na Bahia atrás de catamarans usados que atendessem nosso perfil. Visitei os estaleiros que constroem catamarans no Maranhão, objeto de vários posts aqui. Avaliei a possibilidade de encomendar a construção de um projeto específico. Conheci em detalhes o excelente CatFlash35, fabricado pela Flash Veleiros (Craftec). Fiz quase mil milhas na costa brasileira como tripulante do catamaran Cascalho, também relatado aqui. Estivemos por duas vezes em charters no Caribe, uma fez de monocasco e na outra de catamaran.

E por que no exterior? Em primeiro lugar porque o custo do barco é bem melhor e há inúmeras opções de compra. Depois porque queremos conhecer novos lugares, povos, culturas, linguas, enfim viajar. Mais ainda porque, por incrível que pareça,  sai mais em conta do que no Brasil, a infra-estrutura náutica é muito superior e a segurança, problema que começa a preocupar por aqui, é maior.

O Lagoon380 "Cascalho", nosso modelo preferido.

Elegemos alguns modelos, consagrados no mercado, de 36 a 40 pés. Dentre outros o Lagoon 380, Leopard 38, 39 e 40, os Fontaine Pajot Mahé, Athena e Lavezzi. No momento estamos bem adiantados nas negociações com um Lagoon380, nosso preferido, que está na Flórida. Quem sabe em breve tenhamos novidades.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Volta a América do Sul

Ontem (27/05/14) o veleiro Guga Buy, um Farr40 do Comandante José André Zanella, com o filho Eduardo e mais um tripulante, chegou a Valdívia, no Sul do Chile, completando a 1ª etapa de sua Volta a América do Sul no sentido anti-horário. Melhor dizendo esta seria a 2ª etapa, pois a primeira foi de Florianópolis ao Caribe realizada em 2010. Desta etapa participei de alguns trechos, inclusive da travessia de Fortaleza para o Caribe.


Guga Buy em uma das escalas,Iquique (Chile)


Ao trazerem o Guga Buy de volta para sua casa, o Veleiros da Ilha em Florianópolis, os Zanellas decidiram faze-lo por um caminho pouco usual. Do Caribe atravessaram o Canal do Panamá e desceram pela costa Oeste da América do Sul, navegando no Oceano Pacífico. Agora o Guga vai invernar no Club de Yachts de Valdívia a espera de sua tripulação para completar a travessia, contornando o Sul do continente, provavelmente pelo Estreito de Magalhães, e subindo o Atlântico até Florianópolis.

Que eu saiba o primeiro e até aqui o único barco brasileiro de lazer a fazer este trajeto foi o Delta36 Floripa, do Comandante Stephen Ma, também do Veleiros da Ilha. Stephen e seus tripulantes fizeram a proeza entre agosto de 2006 e abril de 2007, conforme reportagem na Revista Náutica Sul daquela época, que pode ser vista neste link: https://drive.google.com/file/d/0B4rcimQswupqcFgxZW5NZ1E2R1E/edit?usp=sharing

(Foto do Facebook de Eduardo Zanella)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Chegou a Hora de Vender o Tinguá

Chegou a hora de crescer e por isto estamos colocando nosso querido Tinguá à venda. Estamos partindo para um barco maior para irmos mais longe ainda. São duas ações andando ao mesmo tempo. Em breve postarei sobre elas.

Para saber tudo sobre o barco e condições de venda acesse vendoskipper30.blogspot.com.br.



O Tinguá é um Skipper30, um barco de excelente navegabilidade e muito espaçoso internamente e no seu cockpit, muito bem equipado com boas velas, enrolador de genoa importado, bímini e dog house, geladeira elétrica, carregador de baterias, inversor, rede 110V, boiler,  instrumentos de navegação, TV e CD/DVD Player, hélice de 3 pás dobrável, dingue, carreta de clube, etc., etc., em ótimas condições. 

domingo, 4 de maio de 2014

XII Encontro de Velejadores da ABVC

Neste feriado prolongado participei, de 01 à 03 de maio, do XII Encontro Nacional de Velejadores da ABVC (Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro), na Porto Marina Bracuhy, em Angra dos Reis. O encontro deste ano voltou a ser realizado na Marina Bracuhy após ter ocorrido em Florianópolis no ano passado. E dali não deve sair. Ali respira-se vela de cruzeiro e está dentro da região com o maior número de veleiros do país.

 Paraty, sempre especial.

Fui de avião para o Rio e dali para Paraty na terça feira (29/04) onde embarquei no veleiro Kyriri-ete, do Comte. Giovani Dal'Grande. Na quinta (01/05) zarpamos para o Bracuhy, fazendo uma parada em Tarituba, para comermos peixe.

Barcos dos pescadores em Tarituba

A grade de palestras e workshops estava cheia e com excelente nível, mesclando eventos técnicos (elétrica em veleiros, mastreação, manutenção de veleiros, motor de popa elétrico) e sobre segurança com relatos de velejadores, como o casal de associados Philippe Gouffon e Frédérique Grassi (veleirokilimandjaro.wordpress.com). que foram e voltaram à África do Sul no seu Velamar32 e incluiu as participações de Aleixo Belov e Beto Pandiani. Este último em uma palestra de mais de hora e meia que encantou a todos. Paralelamente, presença dos catamarans CatFlash35 e Lagoon39 para visitação, stand da Livraria Moana.

Um dos workshops Toninho Lopes mostra como dar manutenção num Mercury 3.3

A palestra de encerramento com Betão Pandiani

Junte-se as trocas de experiências, as confraternizações, o reencontro com muitos amigos e tivemos um ótimo feriadão.

Catamarans CatFlasn35 e Lagoon39 lado a lado



quarta-feira, 26 de março de 2014

A Travessia do Curumim

Gostei bastante deste artigo escrito pelo velejador Wlademir Juliano Treiss, publicado na edição nº 6, página 6, de maio/junho 2013, do Jornal Almanáutica, que transcrevo na íntegra.

"Quem já pensou em navegar por aí, singrando os mares mundo afora? Um veleiro de cruzeiro com o qual possamos ir longe, com um certo conforto, conhecendo lugares paradisíacos que, normalmente, vemos somente em revistas e na televisão... Pode parecer um sonho difícil de ser alcançado, distante da realidade da grande maioria. Mais precisamente, um veleiro de verdade... deve ser coisa de milionário!
E a coragem que é preciso então? Pra enfrentar ondas gigantes, ventos furiosos... semanas de isolamento... Deve ser o tipo de coisa pra pessoas excepcionais, de coragem extrema e preparo fora do normal...
Mas, minha gente, será que é isso mesmo? Será que não existe uma certa tendência à criação de mitos e heróis quando, na verdade, como sabem aqueles que realmente frequentam o mar, a navegação é atividade de gente brava, mas simples... homens de caráter, gente determinada, mas gente como a gente, homens e mulheres que amam o mar e nada mais?
E quanto ao mito que existe de que para navegar mundo afora num veleiro de cruzeiro é preciso ter muito dinheiro? Certamente existe gente abastada no meio da vela, mas raramente se vê uma pessoa realmente rica (economicamente falando) vagabundeando mundo afora. Os barcos que se encontram mundo afora são, na maioria das vezes, de pessoas da classe média que, por amor ao mar, à navegação à vela e às possibilidades de entrar em contato com povos e culturas distantes acabam jogando tudo pro alto (geralmente com anos de preparação e economias) e partindo em busca do próprio sonho. Provavelmente seja a forma mais econômica de se viajar longas distâncias e por longos períodos.
E o barco que se precisa pra realizar tal proeza!?! Deve custar verdadeira fortuna... E os equipamentos necessários então!?! Radares de última geração, chart-ploters interfaceados com computadores, fac-símile, tablets, geladeiras, dessalinizadores e toda uma parafernália caríssima...
Será mesmo? E como fizeram Vito Dumas, Slocum, Moitessier e tantos outros de épocas em que nada disso existia? Eram todos loucos que atravessaram oceanos e que chegavam nos destinos pré-estabelecidos por pura sorte? Ou será mais uma questão de vontade, determinação e preparação?
Barcos de última geração, com todos os detalhes de requinte e sofisticação são sempre caros, e, muitas vezes, projetados mais para terem boa manobrabilidade dentro da marina do que estabilidade de rota em alto mar. Barcos que têm bom desempenho a motor, mas que são verdadeiros suplícios navegando no contra-vento. Ao invés disso, um bom barco de alto mar pode estar nos fundos de uma marina, num terreno baldio, semi-abandonado dentro de um velho galpão... Quem sabe um pequeno barco de madeira, um antigão de fibra de vidro com aquele casco de espessura generosa... Certamente não deverá custar uma fortuna! E, incrível, pode ser que seja um ótimo barco para longas travessias! Fora de moda hoje em dia, mas, ¿porque não? um barco de quilha longa para uma boa estabilidade de rota, ou com um robusto skeg conferindo segurança e robustez ao leme, quem sabe armado a cuter, o que lhe dará um mastro mais bem estaiado além de uma grande gama de combinações com as velas para melhor enfrentar as diversas situações...
Ademais, falando em parafernália, sistemas complexos são, na maioria das vezes, sensíveis e delicados, consomem a energia armazenada nas baterias... consequentemente será preciso mais combustível, ou mesmo um gerador a bordo, mais placas solares... Tudo contribui para complicar e encarecer.
Bem, certamente estas afirmações são a opinião do autor que vos escreve. Estou certo de que o assunto pode gerar muitas discussões e controvérsias, mas, na minha humilde opinião, a simplicidade a bordo tem grandíssimas vantagens que só vem a contribuir para a economia do próprio bolso e para a redução dos problemas a bordo. Além do mais, ao simplificar as coisas e reduzir os custos, as chances de ir para o mar mais cedo aumentam muito...
É um mito pensar que geladeira a bordo é imprescindível. É falta de conhecimento achar que o piloto automático é o melhor aliado numa longa travessia. Um leme de vento, além conferir mais autonomia e de ser mais seguro como equipamento para manter a rota, também pode ser construído de forma muito simples e robusta, principalmente se o leme do barco for do tipo fixado no espelho de popa... (novamente a simplicidade...)
O que se precisa realmente é de um bom barco e um bom preparo.
E um bom barco pode ser pequeno. Existem muito mais barcos com menos de 30 pés navegando mundo afora do que se imagina em terra. É comum encontrar barcos na faixa dos 27, 28 pés viajando, e a maioria das “aves migratórias” deve estar na faixa entre 30 e 40 pés.
Importante é um barco forte, que navegue bem, que seja seco, bem preparado e com boa autonomia de viagem. Tanques com boa capacidade de armazenamento de água, uma mastreação robusta, um sistema de leme simples e confiável. São itens mais comumente encontrados em barcos de outros tempos, quando as necessidades impostas pela navegação marítima ditavam as regras mais do que as demandas de mercado.
Enfim, o assunto é vasto e pede que seja explorado com mais profundidade. Porém, o que parece importante ser dito neste artigo é que a tendência à criação de mitos e heróis não contribui muito para o desenvolvimento de uma verdadeira cultura náutica. É preciso desmistificar a vela. E para isso é imprescindível a difusão de conhecimentos e informações. E o desenvolvimento de uma cultura que esteja mais ao alcance das pessoas, digamos, normais. Somente assim poderemos ter no Brasil, um país com uma costa naturalmente privilegiada, uma modalidade de esporte e laser que faça parte de nossa cultura e deixe de ser o privilégio de poucos.
Inclusive porque, se analisarmos bem, veremos que temos na história de nosso país um povo com alma náutica e vocação marítima. Basta pensar na quantidade de embarcações tradicionais, na agilidade, graça e simplicidade das pequenas embarcações indígenas, nas jangadas... na beleza e eficiência dos saveiros...
Provavelmente, a grande beleza de navegar, não está na incrível coragem e nas qualidades excepcionais de determinadas personalidades. Mas sim, na capacidade que o mar tem de colocar-nos a todos no mesmo patamar, indiferentemente de classe social ou outros atributos artificiais; na capacidade de mostrar-nos em determinados momentos o quanto somos humanos e frágeis, quanto medo podemos sentir, quanto respeito nos impõe, como um grande ser vivo a quem gostamos de frequentar, mesmo que o tenhamos que fazer de cabeça baixa e com grande deferência. E todo esse poder que o mar nos demonstra com suas grandes vagas e respiro profundo, mesmo em dias calmos, tem a grande virtude da formação de caráter que vai, pouco a pouco, moldando nossa personalidade."

 

Wladimir também produziu um excelente filme documentário sobre a Travessia Sardenha - Paraty chamado Gosto de Sal, veja o trailler no YouTube em http://youtu.be/2SwZncU8BLc.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Temporada no Norte da Ilha Encerrada

Domingo (09/03) trouxemos, meus filhos Gabriel e Rafael e Eu, o Tinguá de Jurerê, onde ficou desde 1º de janeiro numa poita da Sede Oceânica do Veleiros da Ilha, para a Sede Centro. Encerrando assim a temporada no Norte da Ilha de Santa Catarina. Anualmente nos meses de férias do verão, as vezes até a Semana Santa, deixo o Tinguá em Jurerê, o que facilita o deslocamento.

Viemos ontem a tarde, pois a previsão era de vento ENE para NE em torno de 12 nós. A previsão se confirmou e, como poucas vezes conseguimos, viemos só com as velas, fazendo uma média de 5,8 nós.

Neste ano nos limitamos na maior parte das vezes em fazer day sailers. Só dormimos a bordo no réveillon e em outras duas oportunidades, uma no Tinguá e outra em Ganchos (Gov. Celso Ramos). Por falar em Tinguá, só fomos lá para pernoitar no fim do dia. Mesmo asim a "muvuca" era grande. Para nós velejadores acabou, ainda mais que agora está com bar flutuante.

 Praia do Tinguá num final de semana do verão de 2007

Praia do Tinguá no anoitecer de um sábado do verão de 2014



segunda-feira, 3 de março de 2014

Termostato Digital Aprovou

Em 11/04/2012 publiquei este post, dando conta da instalação de um termostato digital para o refrigerador do Tinguá. Nesta semana um leitor do blog comentou o post e então vou dar minha avaliação deste termostato, o que ainda não tinha feito.

Pois bem, totalmente aprovado. Com ele posso configurar vários parâmetros, principalmente a temperatura na qual o compressor deve desligar e a temperatura na qual ele religará. Isto me permite economizar energia das baterias e, com bastante precisão, estipular as temperaturas de acordo com o uso que a geladeira esta tendo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Regata Velas Latinoamerica 2014

De quatro em quatro anos as marinhas nacionais dos países latinoamericanos organizam a Regata Velas Latinoamerica com a participação de seus navios veleiros. Neste 2014 a regata inicia-se no próximo dia 16/02 em Itajaí (SC) seguindo em direção a Punta del Este, com várias escalas os participantes contornarão o Cabo Horn, subirão a costa oeste da América do Sul, atravessarão o Canal do Panamá, passarão pelo Caribe até o encerramento em 23/06/14 na cidade de Vera Cruz, no México.


 Em cada uma das 14 escalas os seis veleiros participantes desta edição passam alguns dias quando são realizados eventos para o público. Assim na última treça feira (11/02) houve um desfile naval pela orla de Itajaí e Balneário Camboriú e de 12 a 15/02 os veleiros ficaram em exposição no Porto de Itajaí.

Os veleiros no pier, vistos do Cisne Branco

Na quinta (13/02) fui com meus dois filhos até lá para conhecer esses lindos veleiros. É verdade que já havia conhecido o nosso Cisne Branco em Fernando de Noronha, quando da Refeno de 2008. Mas valeu outra visita, mesmo que desta vez não foi possível passear pelo seu interior.
 
 O Cisne Branco, primeiro da fila

A imagem destes imponentes barcos atracados no pier é realmente um show. O que mais me agradou foi o Esmeralda da Armada Chilena, com seus quatro mastros. Além destes dois participam o Libertad da Argentina, o Glória da Colômbia, ambos também espetaculares, o Guayas do Equador e o venezuelano Simon Bolivar.

O imponente Esmeralda da Armada do Chile

Guayas, do Equador, e ARA Libertad, da Argentina
Mais imagens aqui.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Charter no Caribe na Revista Náutica

O número 306 da Revista Náutica, que esta nas bancas, trás uma longa reportagem de capa sobre charter no Caribe em embarcações de velejadores brasileiros. Um dos cinco veleiros participantes da reportagem é o catamaran Cascalho, do casal Luiz Fernando Silva e Mauriane Conte, com o qual fizemos nosso recente charter pelas Grennadines, em dezembro passado.


Sou crítico da Náutica que "doura" demais suas matérias, comete muitas "furadas" e adotou um estilo Caras, com excessiva glamourização do luxo, em detrimento da qualidade técnica. Mas, esta reportagem está bem feita, claro que com uma "douradinha"...

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Dicas Sobre Charter no Caribe

Sem pretender esgotar o assunto ou ser o dono de toda a verdade, vou listar algumas dicas para aqueles que pretendem ou ainda apenas sonham com um charter num veleiro no Caribe. Sempre tem valia conhecer a experiência dos que já experimentaram, pelo menos Eu valorizo isto desde pequeno. Além de ter velejado do Brasil para lá na tripulação do veleiro Guga Buy (veja os posts ao lado esquerdo em Arquivos do Blog, de Novembro e Dezembro 2010 e Janeiro 2011), já fiz dois charters por lá com a família e amigos, justamente nas duas principais regiões desta pratica: BVI - Ilhas Virgens Britânicas (posts em Janeiro e Fevereiro de 2011, em especial este) e Grenadines recentemente (posts em Janeiro 2014). Vou focar mais neste último e recente, mas várias dicas são gerais.

A primeira dica é planeje e pesquise. Muitas horas de internet, veja voos, companhias de charters, atrações, sugestões de roteiros, clima e, importante, leia o que dizem quem fez o que certamente encurtará suas pesquisas, confirmará suas expectativas ou evitará "roubadas". Procure levar pouca bagagem, evite malas rígidas, aquelas de 30 kg nem pensar. Mesmo que em geral as empresas de charter possuam locais para guarda em suas bases, veleiros não possuem muito espaço de armazenamento. Vá com espírito de aventura e contato com a natureza, se você por acaso quiser ar condicionado, serviço completo, empregados a lhe servirem esta não é sua praia, faça um cruzeiro num transatlântico qualquer. A não ser nas ilhas americanas (Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas) não é necessário visto. O domínio do inglês não é essencial, mas ajuda bastante, inclusive a socializar com os outros velejadores nas ancoragens.

Há dois tipos de charter: bareboat que é o veleiro por sua conta, sem nenhum tripulante, e com tripulante(s). No primeiro caso, é importante que você ou algum acompanhante tenha alguma experiência com veleiros. No Caribe costuma ter sempre vento de intensidade média para mais, sendo importante saber velejar e navegar (usar GPS e cartas náuticas, ancorar, atracar, etc). No segundo caso, você pode optar por ter um skipper que é alguém habilitado a comandar a embarcação. Pode-se também ter uma arrumadeira/cozinheira. A grande desvantagem é a perda da privacidade. Leve em consideração que haverão custos extras como seguro, taxas governamentais, de combustível, etc. perfazendo em torno de 15% do custo estipulado. As empresas de charter oferecem outros opcionais e serviços como transfers, sleep aboard (dormir a bordo na noite anterior ao inicio do charter), caiaques, providenciar o rancho.

Moyo o Beneteau 40' do charter nas BVI

Outra opção muito interessante, é uma variação do segundo caso, o aluguel de veleiros particulares com seus proprietários, como o que fizemos nas Grenadines. Muitos velejadores, em geral casais que vivem à bordo, reforçam seus orçamentos fazendo charters. Neste caso é recomendável ter conhecimento prévio ou indicação. Mas tem algumas boas vantagens: tripulação não profissional, mais amigável, experiente e com conhecimento da região, sem as taxas que falei acima, barcos mais bem equipados dos que os das cias de charters (mas cuidado, que às vezes podem ser velhos e mal conservados), vivenciar de fato a vida de velejador cruzeirista, domínio do inglês.

Cascalho o maravilhoso Lagoon380 do charter nas Grenadines

Já falei da questão voo aqui. O Caribe ainda não é um destino fácil a partir do Brasil. Pesquise bastante, há opções via Miami, Panamá, Bogotá e Caracas. E a que escolhemos as duas vezes foi pela Gol, que opera os únicos voos diretos. São voos semanais para Barbados e Curaçao-Aruba. Também para Punta Cana (Rep. Dominicana), este com várias frequências, mas complicado em conexões para outras ilhas. Dentro do Caribe a melhor opção é a empresa regional LIAT que opera em quase todas as ilhas.

Antes de zarpar abasteça o barco o máximo possível do que vai precisar durante seu período de charter. Provavelmente, vais embarcar numa cidade principal da região. Então faça aí o rancho de bordo. A comida em geral é um pouco mais cara que no Brasil (convertendo), principalmente horti-fruti, e nas pequenas ilhas e localidades mais ainda, além da dificuldade em encontrar muitos itens. Como já contei, nas ancoragens de maior movimento há pequenos empórios, os Yacht Provisioning, especializados em alimentos e bebidas de primeira linha trazidos de todo o mundo, mas caros para quem tem Real como moeda. Gelo é encontrado com facilidade mas é caro, a razão de 11 a 18 XCD o saco de uns 5 kg.

Outra providencia recomendada é ter um guia náutico da região, os chamados cruising guide. E os melhores do Caribe são os da Cruising Guides. Utilizamos nos dois charters. Neste das Grenadines o escrito por Cris Doyle para as Windward Islands, que abrange de Martinique a Grenade (de propriedade do Cascalho). Valem cada centavo investido pelas informações sobre os locais, ancoragens, mar, correntes, locais de suprimento e manutenção, bares e restaurantes, etc., etc. Não citei as cartas náuticas porque entendo que elas fazem parte da embarcação alugada.



 O Guia que utilizamos nas Grenadines

Velejador adora a vida simples junto a natureza mas não dispensa internet. É a maneira de obter informações gerais e meteorológicas, se comunicar com parentes e amigos, postar fotos e relatos. Na região das Grenadines, conforme já relatei no primeiro post da série, a operadora Digicel, que atua em todas estas ilhas e alguns países da América Central, tem planos pré-pagos interessantes e não cobra roaming de um local para outro. Por incrível que pareça, o sinal mesmo sendo Edge (E, na tela, anterior ao 3G) pegou em todas as ilhas e melhor do que em Florianópolis.

Nos barcos de lá é o padrão, mas se for para lá com seu próprio barco providencie uma âncora tipo Arado ou CQR (ou suas versões comerciais Delta,  Rocna). A Bruce não funciona bem no fundo usual lá que é duro e com vegetação rasteira (weed).

Nas ancoragens, invariavelmente serás assediado por nativos em seus botes típicos motorizados oferecendo poitas, peixes e lagostas, pães, frutas, transporte, camisetas e muito mais. Mesmo que não queira o que oferecem trate-os bem e seja amistoso. Em geral são boa gente e ficarão amigos se bem tratados.

Nos locais de visitação sempre tem bares e restaurantes. Procure saber no guia náutico ou nos barcos vizinhos qual é o mais frequentado pelos cruzeiristas. A melhor hora costuma ser no happy hour que inicia pelas 17h. Na primeira hora costuma ter descontos nos drinques. Não deixe de experimentar o drinque Painkiller, que nas BVI é ótimo.

Painkiller nas BVI

É normal homens banhando-se nus nas ancoragens e mulheres praticando topless, notadamente os europeus. Não se assuste nem fique indignado, é da cultura deles.


Em Tyrell Bay, Cariacou
  

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Charter nas Grenadines no Cascalho 3

No dia 23/12 (10º dia) seguimos para a ilha seguinte de nossa programação, Canouan a 6 mn. Só deixamos Salt Whistle Bay depois de aproveitarmos a manhã. Travessia tranquila e rápida com vento favorável de vinte e poucos nós. Ancoramos na Charlestown Bay em frente ao Tamarind Beach Hotel.

Canouan vista do norte. A seta é o local aproximado de nossa ancoragem. Bem ao fundo Mayreau.

A baía é bonita, a praia em frente ao Tamarind onde estávamos ancorados também, mas a vila é feia, sem graça e com poucos recursos. Mesmo assim completamos nossa dispensa de bordo comprando alguns itens faltantes (os que encontramos) no melhor, mas sofrivel mercado. Canouan tem uma barreira de corais protegendo sua costa leste (voltada para o Atlântico) e ali existem algumas baías que dizem ser muito bonitas como Glossy e Friendship. Cerca da metade da ilha é particular e nessa área existe um grande resort. Não vistamos nada além de Charlestown, mas deve ter atrativos pois na baía haviam 3 mega veleiros e no aeroporto 4 jatinhos top particulares.

Nossa ancoragem em Canouan vista do Tamarind (Cascalho à direita)

No dia seguinte cedo, terça feira véspera de Natal, deveríamos ter seguido para Mustique, uma ilha totalmente particular, onde a visitação é limitada a alguns poucos pontos, pois lá existem mansões de veraneio de várias  celebridades mundiais e, também, paga-se no mínimo três dias de permanência. Seriam 13 mn com vento forte de proa, pois a prometida baixa do vento pelas previsões ainda não se concretizara, para seguir no dia seguinte para Béquia. Achamos muito corrido e resolvemos pular Mustique e seguir direto para Port Elizabeth, na Ilha de Béquia, a maior e mais movimentada das Grenadines. Foram 11 mn de uma orça folgada.

Entrando na Admiralty Bay, ao fundo Port Elizabeth

Port Elizabeth fica no fundo da Admiralty Bay, uma grande e protegida baía coalhada de veleiros de todos os tipos e bandeiras. A vila é movimentada, tem uma boa estrutura e charme, principalmente na região do Belmont Walkway, uma calçada a beira mar com muitos bares, restaurantes, cafés. Mesmo sendo a maior das Grenadines as atrações para quem está de barco em Béquia concentram-se em sua maioria na Admiralty Bay.

 Pequenos comércios no inicio da Belmont Walkway

Gabriel pousando na parte final da calçada

Resolvemos os problemas de abastecimento ainda na parte da manhã. Encontramos um mercado melhor e um mercado público de frutas e verduras. No supermercado tudo bem os produtos são em geral etiquetados com os preços, mas nas bancas de frutas e verduras não e como não temos idéia do custo, ficamos com a sensação de que estamos sendo explorados e pagando ainda mais caro do que são estes produtos por lá. 

O mercado de frutas e verduras

À tarde mudamos de ancoragem, para um ponto próximo a Belmont Walkway e após o banho de mar descemos em terra novamente, agora para passear. Béquia é conhecida pelos seus excelentes artesões especializados em nautimodelismo. À noite começou a chover forte com bastante vento. Este tempo se prolongou por todo o dia de Natal. Chuvas esparsas e períodos de muito vento, tendo um cruzeirista relatado no rádio que marcou 43 nós. Passamos o dia inteiro a bordo, não era recomendável deixar o barco sozinho. Vimos vários barcos garrarem (termo usado quando a âncora não segura e o barco começa a se movimentar). Foi o único dia chuvoso, pois quase todos os dias chovia várias vezes mas era coisa rápida.

Véspera de Natal, loja fechada, só pela vitrine

Na quinta (26/12 - 12º dia) fomos ancorar um pouco mais para o fundo da Admiralty Bay bem próximo a Princess Margarete Beach. Nosso planejamento era seguir à tarde para a Blue Lagoon, na Ilha de St. Vincent, próxima a capital Kingstown, e na sexta feira fazer a trilha até a cratera do vulcão La Soufriére, com cerca de 1200m de altitude. Acabamos por desistir pois ficamos sabendo que as chuvas da noite de Natal causaram inundações em St. Vincent, inclusive com algumas mortes. O dia havia amanhecido maravilhoso, a água transparente e a praia muito gostosa, com direito a tartaruga nadando ao redor do barco.


Canto Norte de Princess Margarete Beach, vista do Cascalho...

...no canto Sul rochas erodidas

Gabriel, como sempre, passa horas no snorkel esquadrinhando o fundo para encontrar e capturar animais marinhos, digamos, menos comuns. Em Salt Whistle encontrou um Lyonfish, perigoso por seu veneno, que é exótico no Caribe, não tem predador ali e por isto sua eliminação é incentivada. Em frente a Princess Margarete pegou Moréia, Siris diferentes, Séphia, Barbfish (nosso Peixe Pedra, da família dos Peixes Escorpião, que possuem uma das mais poderosas toxinas conhecidas), Peixe Cofre Vaca, Linguado. Depois de devidamente documentados foram devolvidos ao seu habitat.

 Moréia

 Peixe Pedra, para eles Barbfish

A bacia do Gabriel, com suas criaturas estranhas

Permanecemos na mesma ancoragem na manhã de sexta (27/12), aproveitando a praia. Depois do almoço exploramos o fundo da Admiralty Bay de barco, onde existe outra linda praia a Lower Bay.

Admiralty Bay com muitos veleiros e Port Elizabeth ao fundo
 
 Lower Bay

Os grandes iates ancoram na entrada da baía

 Então, seguimos finalmente para St. Vincent a 8 milhas. Ventos em torno dos 20 nós sem ângulo para nosso destino em Blue Lagoon. Velejamos numa orça folgada até a frente de Kingstown e aí descemos em direção ao destino. Blue Lagoon é uma enseada protegida por recifes com um único passe de entrada, que tem um calado baixo, 1,8 m na maré alta. Chegamos no final da tarde e ficamos numa poita da Blue Lagoon Marina, a 15 USD a diária.


 Young Island, um dos points de St. Vincent, ao lado de Blue Lagoon

 Chegando no único passe do Blue Lagoon

Último por do Sol a bordo do Cascalho

E já chegou o dia de voltar para casa (28/12). Ainda fomos conhecer Kingston pela manhã num maxitaxi, as vans tipo lotação, como em St. George's. E bota lotação nisso. Chegamos no centro em 20 passageiros mais o motorista e o cobrador. Não me pergunte como coube. Os fabricantes de sardinha poderiam ir lá para aprender a colocar mais sardinha numa latinha. E na volta, depois de recusarmos entrar em várias superlotadas, foi um tour maluco pelos morros e ruelas. Ah! Se tivesse filmado iria bombar no YouTube. E Kingstown não vale a pena, sem atrativos dignos, feia e suja. 


 Jantar de despedida na última noite

Blue Lagoon Marina

Embarcamos à tarde, no acanhado aeroporto (um novo esta em construção) para Barbados, para pegarmos o voo da Gol no domingo de manhã. 

Foram duas semanas maravilhosas velejando no Cascalho. Luiz e Mauriane são ótimos e o Cascalho muito confortável. Recomendamos.

Mais imagens aqui e clip no YouTube.