sábado, 22 de abril de 2017

Regatas e Retornando ao TinguaCat

Nos últimos meses minhas atividades náuticas tem sido participar de algumas regatas, em veleiros de amigos, e as atividades que envolvem a conclusão da construção dos quatro veleiros Neomarine HS38 do grupo de cinco unidades. Foi na primeira unidade o Argonauta4, do Cmdte. Celso Farias, que participei da Regata Cidade de Florianópolis, no dia 25/03 último, uma semana após o Passeio das Cracas da Avesal.

A regata  foi válida pela primeira etapa da Copa Veleiros da Ilha de Oceano 2017 e foi disputada numa raia triangular montada em frente a Avenida Beira Mar Norte. Rasgamos o gennaker na largada o que além de comprometer completamente o desempenho, eram três pernas de gennaker, foi uma "ducha de água fria" na tripulação. O ânimo foi voltando com o transcorrer da regata a medida que, aprendendo cada vez mais o barco, o desempenho foi melhorando e conseguimos recuperar algumas posições entre os barcos mais rápidos.

Neomarine HS38 Argonauta4

Duas semanas depois disputei a segunda etapa da Copa Veleiros, a Regata Fortalezas cujo percurso passa por quatro fortalezas antigas na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina além de uma bóia em frente a vila de Santo Antônio de Lisboa. Nesta regata tripulei no Morabeza, do Cmdte. caboverdeano-americano John Vieira. Um Dufour380 versão cruzeiro, na classe RGS Cruzeiro, a mais numerosa da regata. Com ventos de Sul a Leste variando de 8 a 15 nós foi uma regata divertida, trabalhosa e disputada, éramos só quatro tripulantes, e foram muitas manobras, principalmente com o gennaker e a disputa com nossos concorrentes. Apesar de problemas na abertura do gennaker em duas ocasiões vencemos a regata com 34 segundos de vantagem no tempo corrigido para o Delta41 Quival. A registrar o excelente desempenho do Neomarine HS38 Argonauta4 nesta regata, cruzando a linha apenas alguns segundos depois do C30 Corta Vento, fita azul da prova, mostrando a evolução regata a regata a medida que a tripulação vai conhecendo o barco.


Morabeza largando na Regata Fortalezas

Estou escrevendo este post do Aeroporto do Galeão, enquanto espero a hora de embarcar para a Florida para um curto período de duas semanas velejando no TinguaCat. Seguem comigo os amigos e comandantes Saul Capella Neto (Nina III) e Idelfonso Witoslawski Junior (Gosto D'Água) e o amigo Zany Leite. Depois de três meses retorno ao TInguaCat, que está na Herbortown Marina Fort Pierce, em boa hora após as últimas duas semanas estressantes.  Nossa programação é visitar a região de Ábacos, nas Bahamas.


TinguaCat no pier da Harbortown Marina, em Ft. Pierce (Fl)

terça-feira, 21 de março de 2017

AVESAL e o Passeio das Cracas

No final do ano passado foi criada por um grupo de velejadores da Marina Santo Antônio, do Veleiros da Ilha e outros a AVESAL - Associação de Vela e Conservação Ambiental da Ilha de Santa Catarina coroando a união que este grupo já demonstrava. Os objetivos principais da AVESAL são representar a navegação amadora na região, promovendo-a e desenvolvendo-a, e atuar na conservação ambiental. O primeiro fruto foi o 1° Passeio das Cracas realizando no último sábado (18/03/17).



O Passeio das Cracas foi um passeio à vela saindo de Santo Antônio de Lisboa contornando a Ilha de Ratones Grande e retornando ao local de partida. Participaram 20 embarcações algumas encarando como uma regata e outras passeando mesmo, com tripulações formadas por famílias e amigos. Iniciou com vento SW de menos de 10 nós e terminou com o vento que oscilou períodos mais intensos com outros mais fracos de SSE. Deste modo a ida foi basicamente de través e a volta em contra vento. Após o passeio confraternização na Marina Santo Antônio com churrasco, ostras e mariscos. Outro destaque foi a arrecadação de mais de 100 kg de alimentos que foram doados ao Cantinho dos Idosos, em Ratones.


 A flotilha

Fortaleza de Ratones 

Passando entre os Ratones

O Zeejutter e o Spray

Participei a bordo do excelente catamaran CatFlash35 "Spray", do Cmdte. Fernando Ricardo Lopes Cascaes. Agradeço ao Fernando e tripulação a oportunidade e a acolhida. Adorei tudo, inclusive a velejada. 


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

De Neomarine38 no Circuito Oceânico SC

Semana passada de 08 a 11/02 disputamos o XXVIII Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, tradicional torneio de vela organizado pelo ICSC-Veleiros da Ilha na sua sub-sede de Jurerê. Fizemos parte da tripulação do primeiro Neomarine HS38, do Cmdte. Celso Farias. O Argonauta 4 (não é mais 3) foi para água na sexta feira 09/12/16 véspera da Regata Volta a Ilha de Santa Catarina. Participou de parte da regata, sem medição, na verdade como um shakedown.


Argonauta4 na poita

No circuito disputamos a classe IRC contra o tradicional Jeanneau 50 Performance  "Inaê". Vencemos a regata longa na quarta feira (08/02) e a primeira regata barla sota da quinta feira. Depois perdemos para eles todas as outras 3 regatas barla sota. Largávamos e disputávamos as 4 primeiras pernas junto com a classe ORC. Éramos o menor barco, medição sem nenhum acerto e o com tripulação mais amadora,  vários pela primeira vez no barco e sem treinamento nenhum.


Esperando a largada 

Aperto na ponteira da cruzeta instantes antes da largada 

Argonauta4 (numeral BRA 2614) largando no meio das feras (Foto ICSC)


Neomarine HS38 preparando para subir o gennaker (Foto ICSC)

O casco se mostrou maravilhoso, o veleiro tem bastante velocidade mas faltou velocidade na orça. Concluímos com o construtor Alexandre Meinecke (que velejou 3 dias), o Niels Rump dos mastros Farol (velejou no barco fora de regata), o Leonardo Cal do Kíron (Skipper30 que ganhou uma Ilhabela na Orc Geral) que é o proprietário do quinto barco em construção e velejou os 4 dias, que o barco precisa de mais mastro. Ocorre que a altura do barco em relação a água foi um condicionante colocado para o projetista Hérnan Salerno para que o barco pudesse passar embaixo das pontes de Florianópolis sem restrição de maré. Para compensar este condicionante o projetista usou vela mestra top square, mas a falta de experiência da tripulação em velejar com este tipo de vela e também com a vela assimétrica nos deixaram pouco competitivos, em relação aos barcos da ORC. Outra conclusão foi que precisará de uma vela code zero para as regatas com pouco vento, pois a buja é pequena. Para cruzeiro o veleiro está excelente, aderna pouco, é veloz e segue as tendências atuais da Europa.

No mais, foi uma competição maravilhosa com dias excelentes para o esporte da vela, boa participação de veleiros, muitos velejadores consagrados (André Fonseca, Jorge Zarif Neto, Alexandre Paradeda, Fábio Pilar, Fipa Linhares, etc.) e com uma organização ótima do Veleiros da Ilha.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

TinguaCat Ficou em Fort Pierce

No dia 04/01 deixamos nossa poita em Vero Beach, antes das 7h da manhã, e rumamos mais cerca de 14 mn ao Sul até Fort Pierce, onde deixaremos o TinguaCat. O dia clareou com uma névoa que permaneceu até chegarmos ao destino por volta das 08:20h. Fort Pierce tem uma excelente barra (inlet para eles) de saída para o Atlântico e por isto possui algumas grandes marinas apesar de ser uma cidade menor e menos importante que Vero Beach. Pois foi para o inicio desta barra que nos dirigimos ao chegar. Precisava "deswinterizar" o watermaker, funcioná-lo por um período e "winterizá-lo" novamente e para isto quanto mais limpa a água melhor. Era o que tínhamos naquele ponto a margem direita da barra onde ancoramos, reforçado pela maré enchente. Esta operação consumiu a manhã inteira. Depois de almoçarmos suspendemos âncora e nos dirigimos a um posto de abastecimento náutico situado a cerca de e 1 milha ao lado do pequeno porto de Fort Pierce. Para surpresa o posto estava desativado e o local sendo reformulado para abrigar um novo centro náutico. Ali vendia-se o óleo diesel náutico mais barato que já encontrei na Florida.


Fort Pierce com as localizações citadas 

Ao chegarmos a primeira ponte em Fort Pierce a névoa ainda estava assim


O watermaker do TingaCat, um Spectra Cape Horn de 15 gph

Na quinta feira (05/01) cedo chegamos a Harbortown Marina Fort Pierce onde já havíamos reservado lugar para o TinguaCat para ao menos os próximos 3 meses. Trata-se de uma marina com boa estrutura e organização, com cerca de 500 vagas molhadas e ampla área para armazenagem no seco, além de um boatyard anexo com serviços necessários para manutenção de embarcações, inclusive catamarans como o TinguaCat. Aliás, neste aspecto, Fort Pierce esta bem servida. Na outra margem do Taylor Creek (afluente do Indian River) onde fica a Harbortown tem outro boatyard com estrutura para reparação e manutenção da grande maioria dos barcos de recreio e lazer. Além da facilidade de saída para o Oceano Atlântico o que atrai os donos de barcos para Fort Pierce são os preços bem mais em conta que o Sul da Florida (regiões de Miami, Fort Lauderdale e Palm Beach).


Panorâmica da marina 

Os barcos na marina ao amanhecer

Lindos sunsets no Taylor Creek vistos do cockpit

No sábado próximo ao meio dia fui a locadora Enterprise pegar o carro reservado para conhecermos a região e irmos para Miami pegar nosso vôo na segunda feira. Cheguei uns 10 minutos antes de fechar e ao invés do compacto que reservara só havia uma enorme pick-up cabine dupla Dodge Ram 2500. Não seria uma má experiência, mas ela não tinha cobertura na caçamba e tínhamos várias malas. Sem outra opção já com a chave e o contrato assinado me dirigia a ela com o Rafael quando vi encostar um Ford Fusion branco com jeito de que estava retornando de locação. Voltei e consegui trocar para o Fusion, muito novo e ainda modelo Hybrid. Não deixou de ser uma nova experiência...e, claro, pelo preço do compacto.


O Ford Fusion Hybrid

No dia da chegada e no seguinte foi de trabalho preparando o barco para um período parado de vários meses. Não tem escapatória quando se deixa um veleiro "guardado" por vários meses. São, no mínimo, 2 a 3 dias de preparado tanto na chegada quanto na saída. Sábado e domingo passeamos por Fort Pierce e região, fomos até Vero Beach conhecer o outlet (a esposa adora) e jantar no Olive Garden, dando uma folga para a cozinha de bordo. Sendo que no final da tarde de sábado chegou uma frente fria com ventos ao redor de 20 nós e frio que perdurou até o domingo à noite. Na segunda feira no inicio da tarde seguimos para Miami para nosso vôo noturno de retorno ao Brasil.


O TinguaCat na sua vaga na marina 

Domingo amanheceu gelado 

A marina municipal grande mas sem boatyard 

A barra de Fort Pierce é muito boa, aqui com mais de 30 nós de vento Norte

Kitesurf na proteção do molhe em mar aberto, em frente ao Jetty Park

domingo, 8 de janeiro de 2017

Vero Beach

Você não deve conhecer Vero Beach, uma cidade de menos de vinte mil habitantes na Florida Central as margens do Indian River e do Oceano Atlântico. Provavelmente nem nunca ouviu falar dela. Com uma boa renda per capita Vero Beach é uma cidade agradável, organizada e limpa, mesmo para os padrões americanos. Tem praia, vias e trânsito excelentes, muitos parques, bom comércio. Até transporte coletivo de graça tem. O maior dos parques, o Riverside, como o nome diz as margens do Indian River, é espetacular com pistas de caminhada, quiosques, pavilhão para eventos, área para cães, quadras de tênis, parque infantil, rampa para descer barcos, e, numa ilhota do rio ligada por uma ponte-passarela, o lindo memorial aos veteranos de guerra. Ficam nele ainda o Museu de Arte (muito bom, inacreditável para uma cidade deste porte) e um enorme teatro. 



Um centro comercial no downtown 

Loja na praia


Praia

Huminston Park junto a praia com WCs, chuveiros, quiosques,
parque infantil, estacionamento  

Planta do dog park junto ao Riverside Park

Riverside Park

Os esquilos no parque são uma atração a parte.
Eles veem comer na sua mão.

Veteran Memorial, no Riverside Park 

Vero Beach Museum of Art

Além disso, tem a Vero Beach City Marina, uma pequena mas acolhedora marina num braço do Indian River justo ao lado do Riverside Park e a 6 quadras da praia. Se a marina é acanhada em numero de vagas nos pieres (cerca de umas 60) por outro lado possui um imenso campo de poitas. O qual ainda não é suficiente tal o numero de navegantes que por aqui passam e não deixam de parar. Assim é normal termos dois ou três barcos na mesma poita.

A sede da marina

 O campo de poitas da marina, com o TinguaCat em primeiro plano

Pois foi em Vero Beach que resolvemos passar a maior parte desta nossa curta temporada. Ao invés de ficarmos navegando "loucamente" para chegarmos as Bahamas ou a Key West e ainda termos de retornar para guardar o barco. Ficamos uma semana numa poita, que custa $16,05/dia, com as facilidades da marina: dinghy dock, banheiros, lavanderia, água, pump out, combustivel, ônibus de graça para o centro (mercado, loja náutica, etc.) e para a praia (se não quiser dar uma caminhada). A excessão de um dia um pouco mais frio e com pancadas de chuva os outros foram maravilhosos com céu azul limpo, pouco vento e temperaturas entre 25 e 28° C.

O por do sol de todos os dias visto do TinguaCat 

Rafael passeando de dinghy 

Caiacando entre os veleiros e nas reentrâncias do rio

Frescobol na praia


sábado, 7 de janeiro de 2017

Rumo Sul

Deixamos a  River's Edge Marina em St. Augustine na manhã do Dia de Natal pela Intracoastal Waterway (ICW) e fomos pernoitar  junto as Twin Bridges em Daytona Beach, num trajeto de cerca de 45 mn. Pouco vento e sol, mas na última hora fomos acompanhados por uma chuva que parou logo depois da ancoragem. Dia seguinte seguimos cedo rumo Sul e pernoitamos ancorados em frente a Titusville, um trecho de 43 mn. Saímos logo depois das 7:00h com sol e sem vento até próximo ao meio dia, quando entrou vento de até 15 nós mas de proa.

Passando pela Main Street Bridge de Daytona Beach no amanhecer 

Praticando remo no Halifax River de Daytona Beach 

Detalhe nos pilares de uma das muitas pontes de Daytona Beach 

Imediato no comando

Na terça feira (27/12) outro trecho de 31 mn passando por Cocoa e indo ancorar no Dragon Point, em frente a pequena Indian Harbor Beach, que fica na margem oposta a Melbourne. Ancoragem muito boa e cênica próximo a Eau Gallie Bridge que liga as duas margens. Dia ensolarado, com temperatura de mais de 25 graus Celsius e pudemos dar uma velejada com a vela de proa. Chegamos no inicio da tarde, colocamos o dinghy na água e fomos para terra. Deixamos ele na rampa pública na cabeceira da ponte e fomos dar um passeio na cidade. Dia seguinte seguidos cedo para Vero Beach distante cerca de 35 mn.

Pontes sobre a ICW ligando Cocoa a Merrit Island 

Trecho em que o Indian River é bem largo, entre Cocoa e Melbourne  

Ancoragem de Dragon Point na entrada do Banana River  

Cruzando com veleiro entre Melbourne e Vero Beach 

Catamaran velejando na Orchid Island