domingo, 8 de janeiro de 2017

Vero Beach

Você não deve conhecer Vero Beach, uma cidade de menos de vinte mil habitantes na Florida Central as margens do Indian River e do Oceano Atlântico. Provavelmente nem nunca ouviu falar dela. Com uma boa renda per capita Vero Beach é uma cidade agradável, organizada e limpa, mesmo para os padrões americanos. Tem praia, vias e trânsito excelentes, muitos parques, bom comércio. Até transporte coletivo de graça tem. O maior dos parques, o Riverside, como o nome diz as margens do Indian River, é espetacular com pistas de caminhada, quiosques, pavilhão para eventos, área para cães, quadras de tênis, parque infantil, rampa para descer barcos, e, numa ilhota do rio ligada por uma ponte-passarela, o lindo memorial aos veteranos de guerra. Ficam nele ainda o Museu de Arte (muito bom, inacreditável para uma cidade deste porte) e um enorme teatro. 

Um centro comercial no downtown 

Loja na praia


Praia

Huminston Park junto a praia com WCs, chuveiros, quiosques,
parque infantil, estacionamento  

Planta do dog park junto ao Riverside Park

Riverside Park

Os esquilos no parque são uma atração a parte.
Eles veem comer na sua mão.

Veteran Memorial, no Riverside Park 

Vero Beach Museum of Art

Além disso, tem a Vero Beach City Marina, uma pequena mas acolhedora marina num braço do Indian River justo ao lado do Riverside Park e a 6 quadras da praia. Se a marina é acanhada em numero de vagas nos pieres (cerca de umas 60) por outro lado possui um imenso campo de poitas. O qual ainda não é suficiente tal o numero de navegantes que por aqui passam e não deixam de parar. Assim é normal termos dois ou três barcos na mesma poita.

A sede da marina

 O campo de poitas da marina, com o TinguaCat em primeiro plano

Pois foi em Vero Beach que resolvemos passar a maior parte desta nossa curta temporada. Ao invés de ficarmos navegando "loucamente" para chegarmos as Bahamas ou a Key West e ainda termos de retornar para guardar o barco. Ficamos uma semana numa poita, que custa $16,05/dia, com as facilidades da marina: dinghy dock, banheiros, lavanderia, água, pump out, combustivel, ônibus de graça para o centro (mercado, loja náutica, etc.) e para a praia (se não quiser dar uma caminhada). A excessão de um dia um pouco mais frio e com pancadas de chuva os outros foram maravilhosos com céu azul limpo, pouco vento e temperaturas entre 25 e 28° C.

O por do sol de todos os dias visto do TinguaCat 

Rafael passeando de dinghy 

Caiacando entre os veleiros e nas reentrâncias do rio

Frescobol na praia


sábado, 7 de janeiro de 2017

Rumo Sul

Deixamos a  River's Edge Marina em St. Augustine na manhã do Dia de Natal pela Intracoastal Waterway (ICW) e fomos pernoitar  junto as Twin Bridges em Daytona Beach, num trajeto de cerca de 45 mn. Pouco vento e sol, mas na última hora fomos acompanhados por uma chuva que parou logo depois da ancoragem. Dia seguinte seguimos cedo rumo Sul e pernoitamos ancorados em frente a Titusville, um trecho de 43 mn. Saímos logo depois das 7:00h com sol e sem vento até próximo ao meio dia, quando entrou vento de até 15 nós mas de proa.

Passando pela Main Street Bridge de Daytona Beach no amanhecer 

Praticando remo no Halifax River de Daytona Beach 

Detalhe nos pilares de uma das muitas pontes de Daytona Beach 

Imediato no comando

Na terça feira (27/12) outro trecho de 31 mn passando por Cocoa e indo ancorar no Dragon Point, em frente a pequena Indian Harbor Beach, que fica na margem oposta a Melbourne. Ancoragem muito boa e cênica próximo a Eau Gallie Bridge que liga as duas margens. Dia ensolarado, com temperatura de mais de 25 graus Celsius e pudemos dar uma velejada com a vela de proa. Chegamos no inicio da tarde, colocamos o dinghy na água e fomos para terra. Deixamos ele na rampa pública na cabeceira da ponte e fomos dar um passeio na cidade. Dia seguinte seguidos cedo para Vero Beach distante cerca de 35 mn.

Pontes sobre a ICW ligando Cocoa a Merrit Island 

Trecho em que o Indian River é bem largo, entre Cocoa e Melbourne  

Ancoragem de Dragon Point na entrada do Banana River  

Cruzando com veleiro entre Melbourne e Vero Beach 

Catamaran velejando na Orchid Island

sábado, 24 de dezembro de 2016

Nova Temporada no TinguaCat

Chegamos em Miami no último dia 18/12 para uma nova e curta temporada no TinguaCat. Infelizmente, compromissos profissionais da esposa, dos filhos adolescentes e meus com o término da construção do nosso Neomarine HS38 em Florianópolis. Não dá para ficar muito tempo longe nesta fase final do barco, pois somos nós que contratamos os serviços e compramos as peças e equipamentos. Viemos a esposa, o filho mais novo Rafael e Eu. Gabriel esta no Canadá no intercâmbio.

Dormimos em Fort Lauderdale onde tínhamos algumas tarefas a fazer e seguimos viagem, by car, para St. Augustine (são 450 km) onde chegamos à noite. Na terça feira (20/12), com o tempo virando completamente para frio, nublado e úmido e com vento norte congelante, fomos cedo para a St. Augustine Marine Center, onde o TinguaCat  ficou mais uma vez, guardado em terra.

Até o final da manhã de sexta feira (23/12) foi só trabalho. Mil e uma tarefas que só quem deixa seu veleiro parado por meses sabe bem. O TinguaCat desceu para a água na quinta pela manhã, já com o Sol aquecendo novamente. Como não havia vaga nos piers da SAMC, pois o pier maior esta quebrado desde o Furacão Matthew em Outubro passado, fomos para a River's Edge Marina cerca de 1,5 mn San Sebastian River acima. Marina simples mas muito agradável e organizada onde estamos muito bem instalados, perto do centro histórico e ao lado da US-1 onde estão os principais comércios. Preço honesto e ainda 25% de desconto para sócios da BoatUS. Recomendamos fortemente.

No final da quarta o sol voltou e tivemos o último por em terra 

TinguaCat voltando para seu habitat

Na River's Edge Marina

Vista da English Landing com a River's Edge ao fundo, no San Sebastian River

St. Augustine como já dito em outros posts tem um Historic District muito bonito, pois foi fundada pelos espanhóis em 1565 (é a cidade mais velha dos EUA), e muitas atrações turísticas com intenso movimento de turistas. Nesta época de Natal está especialmente enfeitada com muitas luzes, o que eles chamam de Nights of Lights. Então resolvemos passar nosso Christmas Eve aqui. depois seguiremos rumo Sul.



Charrete uma das muitas maneiras de conhecer a cidade 


A antiga St. George a rua do comércio turístico, com muitas
lojas inusitadas e bares 



Boas Festas

Lembrando as palavras de John Lennon em Merry Xmas desejamos a todos os amigos e leitores deste blog um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo!

video


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Primeiro Neomarine38 na Água

Na manhã da última sexta feira (09/12) colocamos na água o primeiro veleiro Neomarine HS38, o Argonauta3. Esta primeira unidade pertence ao Cmdte. Celso Muller de Farias. Celso que junto com o construtor Alexandre Meinecke foram os idealizadores deste empreendimento que iniciou há mais de 3 anos com a contratação do projeto junto ao escritório argentino HS Design, do projetista Hernán Salerno. A fabricação iniciou no dia 28/07/2014, portanto foram 28 meses de trabalho até o Estaleiro Neomarine confeccionar as formas e finalizar a primeira unidade.


 Lançamento na Praia de Fora, em Palhoça, na Grande Florianópolis

Trata-se de um cruiser-racer moderno muito bem construído por processo de infusão com várias soluções técnicas atuais e inovadoras como o sistema de leme e o de acionamento da quilha, que permite um calado entre 1,0 - 2,4 m. Oportunamente trataremos das características do barco em um post específico. Brevemente, teremos outras 4 unidades na água.


Neomarine HS38 no pier do Veleiros da Ilha

No sábado o Argonauta3 já disputou a 48ª Regata Volta à Ilha de Santa Catarina, última etapa da Copa Veleiros da Ilha de Veleiros de Oceano, mesmo sem tempo para treino ou ajustes e sem medição. Neste primeiro teste o veleiro se comportou muito bem e mostrou seu potencial, mas acabaram desistindo depois de um longo tempo sem vento.



Imagens na disputa da Regata Volta à Ilha

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Furacão em Florianópolis?

Bem, não foi um furacão mas chegou perto. Tecnicamente um ciclone sub-tropical ou uma tempestade sub-tropical. O fato é que na madrugada do último domingo (04/12) a região de Florianópolis foi atingida por ventos com rajadas de até 118 km/h, seguidos de muita chuva. Foram inúmeras ocorrências com muitas árvores quebradas ou arrancadas do solo, destelhamentos, placas publicitárias derrubadas ou entortadas, rede elétrica com muitos postes derrubados e fios partidos de modo que foram 260 mil unidades consumidoras sem energia elétrica. Em alguns locais a energia elétrica não retornou ainda.





Havia previsão da entrada de uma frente fria com ventos fortes e muita chuva. O que ocorreu no entanto foi que o tal ciclone sub-tropical que estava em alto mar mudou de direção, na noite de sábado, tocando a costa. Nossos recursos técnicos ainda são insuficientes para prever tais movimentos com a antecedência desejada e não temos sistemas eficientes de aviso a população (como os alertas em todos os celulares dos EUA). Some-se também uma certa incredulidade pelo fato de serem ocorrências atípicas para a região. 

Mas o que queria tratar aqui era das consequências ao mundo náutico. Foram muitos problemas no ICSC-Veleiros da Ilha com barcos se chocando nos trapiches, algumas lanchas danificando suas plataformas de popa contra os mesmos, velas rasgadas. Um veleiro de 41 pés soltou-se de uma das poitas ao arrebentar seu cabo de amarração a poita e foi encalhar a poucos passos das pedras, levando junto uma traineira. Felizmente com danos de pequena monta.





Já no campo de poitas da Marina Santo Antônio, em Santo Antônio de Lisboa, os estragos foram muito maiores. Dez veleiros foram dar na praia, de encontro a pedras ou encalharam próximo as margens. São 2 ou 3 perdas totais e inúmeros outros prejuízos. A principal causa foi a abertura das genoas enroladas de alguns destes veleiros que provocaram o rompimento de cabos ou arrasto de poitas levando outros pelo caminho, como um strike no boliche.






O Arthegas, ex-Guga Buy, e o Free Flap

Dentre os barcos destruídos esta o Arthegas, um Van de Stadt 29, que já foi o Parangolé do Cmdte. Beto Larsen, e antes o Guga Buy, o primeiro, do Cmdte. José André Zanella e seu filho Eduardo Zanella. Muitas milhas fiz como tripulante deste valente barco. Foram travessias, regatas, uma subida da costa do Brasil no Cruzeiro Costa Leste de 2008, a Regata Recife - Fernando de Noronha, a regata de volta a Natal...Não merecia este fim. 

Guga Buy entre Santo André e Ilhéus, no Cruzeiro Costa Leste 2008