sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Preparando o TinguaCat para a Temporada 2017/18

Cheguei  no TinguaCat na St. Augustine Marine Center, na cidade de mesmo nome, no Norte da Florida, no dia 28 de novembro. Três semanas antes da família para prepara-lo para a nossa já tradicional temporada de férias de verão (brasileiro, claro). Muitas atividades me esperavam pois nas duas últimas navegadas do TinguaCat, em abril/maio e julho/agosto, foi feito só o básico para deixar o barco, acumulando várias pequenas manutenções.

Eu já havia solicitado ao boatyard a programação da pintura do fundo (exclusividade deles) e um polimento profissional dos cascos (mais do que necessitado). Mas a “enrolação” foi grande. Eu planejara estar em Miami ou o mais próximo possível até o dia 18/12 quando a esposa e os filhos lá desembarcariam, mas só consegui colocar o TinguaCat na água no dia 21/12. Quando eles prepararam o barco para a pintura do fundo entrou uma forte frente fria, aí era muito frio para pintar, outro dia era muito vento... Com o polimento, feito por terceiros, também foi complicado, só terminando no dia 19.
Enquanto isso, ia me divertindo fazendo manutenções corretivas e preventivas. Tais como repintar as “mascaras” das janelas do salão, consertar chuveirinho do deck, lavar o barco e os cabos, consertar o carrinho do tope da vela mestra, tirar vazamento do toilette do bwc de boreste, envernizar madeiras, reparar fechamentos do bimini e o encosto do banco do posto de pilotagem, trocar anodos, trocar óleo e filtros dos motores e rabeta, etc., etc.

 Preparando para a pintura

 Pintura pronta

 Manutenção preventiva na bomba d'água de refrigeração da geladeira

Preparado para a pintura

Pintado

Nos finais de semana alugava um carro na Enterprise, numa promoção de final de semana (sexta a segunda feira) por 40 dolares. Aproveitava para ir ao comércio comprar materiais e ao mercado. Aos domingos fazia turismo, no primeiro fui conhecer Ponte Vedra uma praia próxima a Jacksonville famosa por aqui, no outro fui conhecer mais de St. Augustine, como o Salt Run e o farol. Nesta época a cidade que já é altamente turística fica lotada pelo clima de Natal com muitas luzes.

 Decoração de Natal com lua cheia

 Final de tarde com clima de Natal em St. Augustine

 Farol de St. Augustine

Este saco é chamado Salt Run, ao fundo à direita a barra do Rio Matanzas,
 que banha a cidade, para o Oceano Atlântico

No último final de semana já fui no sábado para Orlando para passar com meu neto Pedro, a filha Fernanda e o genro Marcelo, que lá estavam. De lá segui para Maimi pegar a família que chegaram na segunda.

 Com Pedro em Orlando

 Disney Springs

 Todos já em St. Augustine

TinguaCat na água


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Tingua2 - A Primeira Regata

No sábado 11 de novembro o Tinguá2 disputou a 16ª edição da Regata Mormaii, válida pela penúltima etapa da Copa Veleiros da Ilha de Veleiros de Oceano 2017 do ICSC - Veleiros da Ilha. Com a única pretensão de testar e conhecer o barco não nos preocupamos com tanques cheios, lazy bag, retirada dos paióis móveis, etc. Disputamos na classe Bico de Proa a qual vencemos, não fazendo mais do que a obrigação diante da disparidade de tamanho e projeto para nossos quatro concorrentes.


Subindo o gennaker pela primeira vez antes da largada (Foto Luciano Pacheco)

Largamos atrasados devido ao pouco vento e até a marca do mangrulho, o percurso foi da Av. Beira Mar Norte a sede Oceânica de Jurerê, quando o vento NE começou a aumentar sofremos um pouco. Mas só fomos andar legal a partir das proximidades das Ilhas de Ratones, já com rajadas na casa dos 20 nós, quando aprendemos a regulagem da vela mestra. Aí deslanchamos nos desgrudando dos barcos da Cruzeiro e ultrapassando os da RGS.


Largada (Fotos ICSC)

Jorge, Eu e Rafael (Foto Marco A.D. Rodrigues)

Na tripulação o sócio Jorge Calliari, meu filho Rafael e amigos de longa data: Luiz Carlos Poyer, Marco Antonio Duarte Rodrigues, Leone Carlos Martins Jr., Dionísio Durieux, Carlos Augusto Kindlein e, seu pai, Wilson Kindlein.

O Tinguá2 esta à venda. Veja detalhes em www.vendoveleironeomarine38.blogspot.com

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Vendo Neomarine 38

Oportunidade de comprar um veleiro moderno, flexível, rápido, seguro e confortável. O nosso novíssimo veleiro Neomarine HS38 encontra-se à venda. Veja todos os detalhes em 










domingo, 8 de outubro de 2017

Tingua2 nos Ajustes Finais

O Tinguá2 foi lançado à água no último dia 06 de setembro (veja aqui) mas isto não significou que estava totalmente pronto. Na verdade um veleiro nunca está totalmente pronto, quem é velejador sabe que sempre estamos consertando, reformulando, acrescentando algo. Bem, o Tinguá2 foi pronto para a água sim, no sentido em que estava em totais condições de navegar e velejar, mas agora vem os ajustes finais: lazy jack, pintura anti-incrustante do fundo, dog house, regulagens, bolsas para cabo aqui, sistema de trava no mastro para os carrinhos da vela ali, configuração dos instrumentos, mais regulagens, etc., etc. Parece que não acaba mesmo.




Neste meio tempo fizemos uma velejada de test drive (a vinda do estaleiro para o Veleiros da Ilha foi, digamos assim, um shakedown), no domingo dia 01/10 com respeitável nordestão (acima de 20 nós). O barco se comportou muito bem, mostrando-se rápido e seguro. Daí tiramos mais algumas tarefas, como o ajuste da fixação do punho da buja no tambor do enrolador que é embutido.




Infelizmente, o atraso em algumas tarefas (incluída a  vistoria do seguro) e uma boa dose de cautela nos fizeram desistir da participação na Regata Marejada, neste último sábado,

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ajude a Resgatar o Catamaran Cascalho

Conheci o casal Mauriane e Luiz do catamaran Cascalho no Veleiros da Ilha, em Florianópolis, creio que em Fevereiro de 2013, e a empatia entre nós foi imediata de modo que nos tornamos eles e a minha família muito amigos. Velejei no Cascalho do Rio a Ilhéus e depois de Fortaleza a São Luiz naquele mesmo ano. Em Dezembro, com minha esposa e os dois filhos, fomos os primeiros clientes de charter no Cascalho, em Grenada e nas Grenadines. Foram vários outros encontros como no Encontro da ABVC daquele ano em que deram uma palestra contando sua linda história, quando eles retornavam ao Brasil para visitar os familiares, na Florida em 2015 quando lá estavam com o Cascalho e até em Nassau, Janeiro de 2016, quando retornávamos no TinguaCat de Exumas e eles retornavam ao Caribe.

Cascalho em Salt Wistle Bay, nas Grenadines

Como muitos de vocês sabem no último dia 06 de Setembro quando da passagem do furacão Irma, que devastou as Ilhas Virgens Britânicas, eles perderam seu amado catamaran Cascalho, como bem conta este artigo do site Almanáutica (http://almanautica.com.br/2017/09/10/furacao-casal-perde-catamara/). Amigos seus tem tentado minimizar o impacto emocional e financeiro desta perda de várias formas. Doando o que for possível diretamente na sua conta bancária (Luiz Fernando da Silva, CPF 075.284.038-06, Banco do Brasil, Agencia 3257-3, Conta 11226-7) ou através de uma "vaquinha" (crownfunding) no site Arrekade neste link   http://www.arrekade.com.br/resgatedobarcocascalhodestruidopelofuracaoirma. Ajude a resgatar o Cascalho e sua história com uma pequena contribuição e divulgando o máximo possível. Se muitos ajudarem o objetivo será alcançado.



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Tingua2 (Neomarine HS38) lançado ao Mar

Ontem (06/09/2017) precisamente às 13:50h o Tingua2 foi lançado à água. Depois de 37 meses e 9 dias do inicio da construção dos cinco Neomarine HS38, lá no dia 28 de Julho de 2014, o segundo veleiro está pronto. Semana que vem vai o terceiro e os outros dois provavelmente até o verão.

O lançamento ocorreu no local da construção na Praia de Fora, em Palhoça, na Grande Florianópolis. De lá numa ótima navegada testando o motor e já usando a vela de proa trouxemos o Tingua até o Veleiros da Ilha, sua nova casa e onde receberá os ajustes finais.



Parabéns ao construtor Alexandre Meinecke pela sua dedicação, entusiasmo e competência, aos companheiros de consórcio Celso, Jair, Mílvio e Alexandre pela ousadia de assumir esta empreitada, pela parceria, o tempo dedicado e a persistência, ao Jorge meu sócio no barco e grande amigo, aos colaboradores Sandro, Lucas e Augusto pelo profissionalismo e a todos aqueles que de uma forma ou de outra nos ajudaram. A "máquina" ficou linda!







domingo, 27 de agosto de 2017

De Novo em Ábaco

No dia 20/07 último retornei a Florida para mais uma navegada até a região de Ábaco, nas Bahamas, como no final de abril passado (veja aqui e aqui). Desta vez com um pouco mais de tempo e na companhia dos amigos Marco Antonio Duarte Rodrigues, Luciano Luiz Pacheco e Leone Carlos Martins Jr. Por que Ábaco? Porque a região é muito linda e disputa com as Exumas o título de melhor destino para navegantes nas Bahamas, além de ser mais perto da marina em Fort Pierce onde estava o TinguaCat.

Jantando em Vero Beach na véspera da partida

Saímos da Harbortown Marina às 08:30h do Domingo (22/07) com vento de 4-6 nós de proa e mar baixo. Até a entrada do Little Bahamas Bank, cerca de umas 65 mn de travessia foi assim. Á noite entrou vento de até 20 nós em um ângulo de 30-40° o que nos permitiu velejar com a ajuda de um dos motores em baixa rotação, pois a corrente ainda era contra. Ao amanhecer o vento caiu para 7-10 nós mas ainda com algum ângulo para usar vela. Já conhecendo Ábaco desta vez fui direto a Green Turtle Cay, numa travessia um pouco maior de 168 mn, que é uma das melhores paradas e a primeira com boa estrutura (custons, telefônica, mercados, etc.). Ancoramos em frente a New Plymount às 13:45h de segunda feira, 28h15' depois da saída. Com ventos Leste e Sudeste (que são os dominantes) pela proa a ida não rende muito bem. Desta vez só pescamos um Atum pequeno e perdemos várias iscas. Chegamos a conclusão que o problema eram os empates muito fracos que eram rompidos na mordida dos peixes. Mas, ao menos salvamos o sashimi da viagem.




Depois de almoçarmos descemos o dingue e fomos para a vila fazer custons e comprar crédito de celular. Atendidos por uma simpática e prestativa oficial desta vez só os três novos tripulantes pagaram 20 dólares cada. Eu e o TinguaCat não precisamos pagar nada pois ainda estávamos dentro dos 90 dias da última entrada no país. Mas não escapei de preencher os 4 ou 5 formulários, onde você repete várias vezes todos os dados, inclusive os nomes, nacionalidade, data de nascimento e passaportes de todos a bordo. A telefônica BTC estava sem expediente até a quinta feira então compramos créditos no simpático Plymount Rock Liquors & Café, pois o chip da última vez ainda estava ativo.

Plymount Rock



Dia seguinte alugamos um Go Kart e percorremos toda a bonita ilha. O ponto alto foi a parada na praia de águas transparentes da Coco Bay com direito a alimentar tartarugas e até a presença de um arisco Tubarão Lixa (Nurse Shark). Antes do final do dia rumamos para Great Guana Cay, distante 15 mn, onde não paramos na outra vez, ancorando em Fisher's Bay.


Coco Bay em Green Turtle Cay 



Nos dias seguintes estivemos novamente em Man-o-War Cay, a ilha onde é proibida a bebida alcóolica, e na bonita e simpática Hope Town, em Elbow Cay, onde ficamos mais tempo desta vez e em Marsh Harbour, a capital de Ábaco, onde abastecemos de diesel e água. Só aí depois de termos comprado duas rodadas de 6 GB a $25 que descobri que por $35 poderíamos ter internet ilimitada por 30 dias. O consumo de internet desta vez foi bem maior pois o Leone é um devorador de bytes, ou melhor gigabytes. Saímos desta última no dia 28/07 e fomos direto ancorar em Fowl Cay, já na direção da Florida, que é um parque de preservação. Neste dia tivemos várias pancadas de chuva com prenúncio de mudança do tempo. No dia seguinte sairia o tradicional vento E/SE e entraria vento Sul. 





Praias lado de fora (Norte) de Hope Town 

Sunset no porto de Hope Town, visto do deck do Cap's Jack

No sábado (29/07) pela manhã, já com vento Sul que trás algumas ondas para a até então tranquila baía de Ábaco rumamos para Nunjack Cay, uma ilha pouco habitada e de ótimas praias de águas transparentes próxima de Green Turtle na direção dos EUA, uma dica do pessoal do Plymount Rock. Como o vento era S evitamos as Coconut Tree e Nunjack Beachs e pela carta náutica escolhemos ancorar numa linda e protegida (pelas Nunjack Rocks) baía a W da ilha com uma ótima praia.

Fowl Cay 

Estava com fome 

Baía com praia no lado W de Nunjack Cay 


Último sunset em Nunjack Cay

Estava aguardando por uma vaga em seco para o TinguaCat na Riverside Marina em Fort Pierce e planejava voltar para lá na segunda feira. Na sexta à tarde soube que a vaga não se confirmou e a opção então era rumar para St. Augustine numa travessia para NW de quase 300 mn. Com a previsão da passagem da tempestade tropical Emily por Ábaco vinda da Florida na segunda feira zarpamos às 07:05h da manhã de Domingo (30/07).

Foi uma travessia muito desconfortável com mar de 1-2 m mas muito mexido e ventos que variaram de 16 até 24 nós de SW indo cada vez mais para W o que nos deixou numa orça menos folgada. Tivemos vários temporais curtos quando o vento chegava a passar dos 30 nós. Rizamos a vela grande para o segundo rizo e no início da noite de terça feira já a umas 60 mn do destino o vento mudou para Norte, sempre em torno de 20 nós, e o mar ficou ainda mais desencontrado. Aa pedido de parte da tripulação baixei toda a mestra. Ficamos sem vela pois a orça agora era bem apertada. Deveríamos chegar por volta das 3h da madrugada mas naquelas condições não iria entrar na barra do Rio Matanzas no escuro. Não tem porto em St. Augustine então a barra não é das melhores, sem molhes de proteção e com bancos de areia dos dois lados. O jeito foi diminuir o ritmo e esperar o amanhecer. Depois de zanzar por uma hora nas proximidades da barra entramos com a primeira luz do dia às 06:45h da manhã.



Estávamos exaustos mas como a marina tinha disponibilidade de fazer o haul out do TinguaCat naquela manhã, rumamos para lá passando pela Bridge of Lions de abrir, no centro da cidade e enchendo os tanques de diesel na Marina Municipal. O TinguaCat ficou, pela terceira vez, na St. Augustine Marine Center, no Sebastian River um afluente do Matanzas. Neste dia mesmo e no final da quarta trabalhamos para deixar o barco. Na quarta de manhã tivemos que ir a Jacksonville, a 50 km, para fazer a entrada nos Estados Unidos pois o escritório do Custons and Border Protection no Aeroporto de St. Augustine fechou.



Na quinta feira 03/08 rumamos para Fort Lauderdale, nossa base até domingo, para os tripulantes irem as compras. No domingo cedo eu e Luciano deixamos o Marco e o Leone no Aeroporto de Miami para retornarem ao Brasil e rumamos de carro para New Orleans, pela Gulf Coast, fazendo 1.900 km em três dias. Mas esta é outra aventura.

Já refeitos da travessia jantando em St. Augustine 

A cerveja mais consumida na viagem 

Final de tarde de sábado em Lauderdale by The Sea