quinta-feira, 30 de outubro de 2014

De Volta a Água

Após 3 meses parado em sua carreta no seco, no último domingo (26/10) colocamos o Tinguá na água para uma velejada. O dia estava bom com ventos Leste de uns 10 nós. Mas a bomba d'água de refrigeração do motor travou. Provavelmente os selos venceram (difícil saber quando isto acontece) e deixaram passar água para os rolamentos, que com o tempo parado oxidaram.

Bomba d'água recuperada, na terça feira a tarde, mesmo com um Nordestão de mais de 20 nós (marcou 26,6 nós de Vmax), demos uma velejada rápida nas imediações do Veleiros da Ilha, Jorge, seu filho Leonardo e Eu. O Tinguá adorou molhar o lombo, adernar, ranger, sentir o vento...



A pedido da produção deixamos Ele numa vaga do trapiche central para figurar nas locações do filme Pequeno Segredo, baseado na vida de Kat Schurmann, que seu irmão e cineasta David esta rodando.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Neomarine38 - Forma em Construção

Estamos completando três meses do inicio da construção dos primeiros 5 Neomarine HS38 (veja aqui o inicio) e estamos com nosso cronograma adiantado, graças a dedicação do construtor e um dos proprietários Alexandre Meinecke e sua equipe. Nas nove semanas que fiquei fora pude acompanhar a evolução dos trabalhos através da câmera ao vivo.

Atualmente estamos no processo de construção dos moldes para o casco e esperamos em até 30 dias infundir o primeiro casco. Abaixo algumas fotos da evolução da construção, até a última sexta feira (24/10):








Mais imagens aqui.

Melbourne, Florida

Melbourne, onde está o TinguaCat, é uma pequena cidade de 77.500 habitantes situada na região chamada de Space Coast, nas proximidades do Atlântico, na Florida Central. É centro de uma região balneária com várias pequenas cidades (town), a maioria praianas como Indian Harbor Beach, Melbourne Beach, Palm Bay, Indialantic, Satellite Beach. As margens do Indian River, que corre paralelamente ao Atlântico e tem cerca de 3 km de largura, possui duas grandes pontes que a ligam as praias.


Para se ter uma ideia da localização

Equidistante de Miami e Jacksonville, cerca de 170 milhas, é plana (como toda a Florida), planejada, com pouquíssimos prédios, vias largas, parques e muito espaço entre as construções. O que por outro lado torna o carro praticamente indispensável. É um local com muitos aposentados que migraram para lá de outros estados americanos para ali viverem ou  passarem a temporada de inverno. Por isto a região tem muitos condomínios de casas. Economicamente tem uma universidade de primeira linha e um parque tecnológico avançado, além de muitas clínicas médicas.


Campo de golfe "pague-jogue" na principal via de comércio da cidade

O padrão financeiro da população é alto com um muito bem estruturado aeroporto internacional, um bom comércio com todas as grandes redes americanas, galerias de arte, museus, grandes revendas de BMWs e Mercedes, muitos aviões de lazer nos hangares do aeroporto, barcos e motos.


 Praia em Indian Harbor Beach

  Gleason Park

São dois iates clubes e seis boas marinas, fora os barcos que ficam nos piers à beira do rio. Mesmo tendo mais lanchas do que veleiros, o número de veleiros é maior do que toda Santa Catarina com muita sobra. E não há grandes lugares para velejar.


 Barcos no Indian River no dia do show aéreo

 Eau Gallie Yacht Club, no Banana River, afluente do Indian

Melbourne Yacht Club, na entrada de outro afluente do Indian River

O Melbourne Historic Downtown é onde a cidade nasceu, umas 10-12 quadras com construções baixas e mais juntas, mais parecido com nossas pequenas cidades, onde se concentram lojas pequenas diferenciadas, restaurantes e bares. É ali que toda segunda sexta feira do mês acontece a Friday Fest, entre 6 e 10 horas da tarde. As primeiras 4 ou 5 quadras tem a rua ocupada por barraquinhas de artesanato, arte, comida, entidades assistenciais, produtos diferenciados (em geral por serem produzidos de maneira artesanal), bandas tocando na rua, caminhão de cerveja. Todo muito vai, de bebês a velhinhos. O astral é ótimo, ninguém se preocupa de como o outro é. Tem cada tipo, em todas as faixas etárias, que daria para fazer um interessante livro de fotos...


 O "marco zero" da cidade, início do Historic Downtown

 A Friday Fest

Banda (muito boa) tocando na Friday Fest



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Estudando Inglês nos EUA

Eu havia contratado um curso de inglês em Vancouver, no Canadá. Com a aquisição do TinguaCat consegui mudar este curso para a Florida, onde optei pela cidade de Melbourne, por estar as margens da Intracoastal Waterway e apenas 70 mn de onde estava o barco, poder morar a bordo e,  também, por ser uma cidade média com pouca influência latina. 

Esta unidade da rede de escolas ELS fica "dentro" do Florida Institute of Technology (FIT ou Florida Tech), uma importante universidade criada na década de 50, para servir de apoio tecnológico ao programa espacial americano. Melbourne fica a cerca de 25 milhas de Cabo Canaveral e possui um parque tecnológico, administrado e suportado pela Florida Tech, com importantes empresas de tecnologia aeroespacial.





Trata-se de uma universidade no padrão dos filmes americanos. Um bonito, espaçoso e arborizado campus. Os estudantes em geral moram no próprio campus. Os automóveis ficam em bolsões de estacionamento nas bordas do campus, de modo que a circulação pelo campus é feita a pé, de bicicleta ou skates. Tem também bondinhos que circulam pelas bordas e alguns pontos de maior concentração de pessoas.

 Grissom Hall, prédio onde funciona a ELS Language Center

A escola de inglês esta voltada a atender estudantes estrangeiros que vem fazer cursos ou estágios na universidade. Apenas uns 10% dos cerca de 150 alunos eram como eu, os outros 90% estavam fazendo seu nivelamento de inglês para poderem cursarem na universidade, que exige para tanto que o pretendente complete os 10 níveis da escola. Em função disto os cursos são bastante exigentes, com provas finais com 100 questões e aparato de prova de vestibular. E o pessoal reprova mesmo. Eu, após a prova de avaliação inicial cursei os níveis 4 e 5 e, modéstia a parte,  passei com média acima de 90 no primeiro e acima de 80 no segundo. Muito bem em gramática e vocabulário, mas ainda com dificuldades no listening e speaking. Ah! E dos 90% um terço é de chineses, outro de árabes (principalmente sauditas) e o terceiro de brasileiros. Sim, mais de 40 brasileiros. Universitários do Programa Ciências Sem Fronteiras, que se passarem pelo nivelamento do inglês cursarão o ano de 2015 na Florida Tech.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Kyriri-ete Fazendo Fama

O multichine Kyrriri-ete, do nosso grande amigo Cmte. Giovani Dal Grande, com quem o Tinguá já fez algumas travessias Floripa - Angra e de quem já fui "hóspede" várias vezes, inclusive no último Encontro Nacional da ABVC. Pois bem,  foi objeto de artigo recente no site da Yacht Design, do seu projetista Roberto "Cabinho" Barros, veja neste link No momento ele está na Bahia, depois de ter feito o Cruzeiro Costa Leste 2014.

Kyriri-ete na Ilha Anchieta, durante travessia Floripa-Angra em 2012.

domingo, 12 de outubro de 2014

Água Potável no Barco

Quando fazemos cruzeiros longos a água potável é sempre um dos maiores problemas. Precisamos carregar e armazenar uma grande quantidade de garrafões plásticos, bombonas, que precisam serem comprados e transportados até o barco. Para evitar estes problemas adotei três etapas de purificação da água e passei a usar a água dos próprios tanques do TinguaCat.

A primeira etapa é a utilização  de um filtro de passagem adaptado à mangueira, com retenção de partículas e carvão ativado. No tanque coloco cloro como bactericida, no formato de comprimidos para desinfecção de caixas d'águas. Como terceira etapa utilizo um filtro-container da marca Pur. Ele tem um filtro especial de carvão que retira cloro, metais pesados e outros elementos, além de tirar gosto e odor estranhos à água. Tem ainda a vantagem de ter uma torneira que facilita servir-se de água.

 Filtro na mangueira

 
Filtro container com capacidade para 1 + 1 galões

O TinguaCat tem ainda um watermaker (dessalinizador) Spectra Cabe Horn Xtreme que produz água potável a partir da água do mar, com capacidade para 15 gl/hora. Controlo a qualidade com um medidor eletrônico. Abaixo de 750 ppm a água é considerada potável, mas estou conseguido perto de 100 ppm. Falta ainda a captação de água da chuva. Vou copiar o sistema que um navegador francês fez em seu Lagoon380 (veja aqui), captando a chuva que escorre do teto do salão do barco.

 
Medidor de qualidade d'água

O watermaker instalado no locker de boreste na proa