sexta-feira, 6 de junho de 2014

O Próximo Tinguá Será um Catamaran

Quando publiquei o post (veja aqui) da venda do Tinguá disse que estávamos partindo para um barco maior e haviam duas opções em andamento. Pois bem, uma delas é a compra de um catamaran usado no exterior. Por que catamaran? Por que no exterior?

Nosso objetivo é viver à bordo por temporadas (meses) até que nossos filhos, hoje com 14 e 12 anos, se encaminhem na vida. Além disso, em 2016 com a aposentadoria de minha esposa queremos passar um ano completo, a família toda, morando à bordo. Morar a bordo indo de lugar em lugar, em geral, significa pelo menos 80-90% do tempo parado, quer seja ancorado, amarrado a uma poita ou no pier de uma marina. E o catamaran nos proporciona muito mais conforto e espaço, quer seja para desfrutar ou de armazenamento, que um monocasco equivalente em tamanho. Além disso, catamarans não adernam ao velejar, item fundamental para ter a companheira a bordo sempre. Poderia citar aqui várias outras vantagens e abrir uma discussão, pois também há desvantagens, mas nossa opção está tomada e estamos certos dela.


Não é por acaso que cada vez tem mais catamarans nas ancoragens mundo afora

Desde algum tempo viemos amadurecendo esta decisão. Estive em Paraty-Angra e na Bahia atrás de catamarans usados que atendessem nosso perfil. Visitei os estaleiros que constroem catamarans no Maranhão, objeto de vários posts aqui. Avaliei a possibilidade de encomendar a construção de um projeto específico. Conheci em detalhes o excelente CatFlash35, fabricado pela Flash Veleiros (Craftec). Fiz quase mil milhas na costa brasileira como tripulante do catamaran Cascalho, também relatado aqui. Estivemos por duas vezes em charters no Caribe, uma fez de monocasco e na outra de catamaran.

E por que no exterior? Em primeiro lugar porque o custo do barco é bem melhor e há inúmeras opções de compra. Depois porque queremos conhecer novos lugares, povos, culturas, linguas, enfim viajar. Mais ainda porque, por incrível que pareça,  sai mais em conta do que no Brasil, a infra-estrutura náutica é muito superior e a segurança, problema que começa a preocupar por aqui, é maior.

O Lagoon380 "Cascalho", nosso modelo preferido.

Elegemos alguns modelos, consagrados no mercado, de 36 a 40 pés. Dentre outros o Lagoon 380, Leopard 38, 39 e 40, os Fontaine Pajot Mahé, Athena e Lavezzi. No momento estamos bem adiantados nas negociações com um Lagoon380, nosso preferido, que está na Flórida. Quem sabe em breve tenhamos novidades.

7 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns pelo post, é impressionante como os sonhos são parecidos só mudam de endereço... gostaria de conversar contigo, temos um projeto muito muito parecido para nossa família, seria um prazer poder conversar contigo.

Peter,
Ponta das Canas Fpolis

LFBeltrao disse...

Obrigado. Será um prazer.

Zanella disse...

Beltrão, na minha visão, vc está no caminho certo. Boa sorte! Com certeza, passarão momentos felizes.

LFBeltrao disse...

Acredito que sim, meu Comandante.Espero em breve nos encontrarmos em alguma linda ancoragem com nossos cats....

wellington duarte disse...

Bom dia, amigão. Também estou a procura de um Catamarã Logoon 38 usado e com preço em conta. Minhas pesquisas mostram que comprar no exterior é mais econômico. Porém, gostaria de tirar uma dúvida, como permanecer com a embarcação no Brasil por mais de 02 anos? Tem uma forma de nacionalizar a embarcação usada? Desde já agradeço a resposta!

wellington duarte disse...

Bom dia, amigão. Também estou a procura de uma embarcação como esta a preço em conta e pelas minhas pesquisas a melhor opção é a compra de um usado no exterior. Acontece que como permanecer com a embarcação no Brasil por mais de 02 anos ou nacionaliza o barco? Se puder me tirar essa dúvida, desde já agradeço! Abraços e bons ventos!

LFBeltrao disse...

Wellington, no Brasil é proibida a importação de barcos usados. Portanto, não tem como nacionaliza-lo. Como brasileiro você só consegue permanecer com ele, mesmo com a bandeira estrangeira, por 6 meses. Mesmo assim há interpretações diferentes dependendo da onde/quem te atenda na chegada. Pois sei de caso em que só foi permitido os 6 meses porque os proprietários tinham residência fora do Brasil (devidamente registrada no imposto de Renda). se você residir por 10 anos ou mais fora do país a lei permite que ao retornar traga seus pertences, neste caso então poderia se trazer o barco, sem pagar impostos de importação.
Então, meu conselho é, se comprar fora, não pense em trazer para o Brasil.

Abraço