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sábado, 6 de outubro de 2012

Navegando com Tablet

Nesta última semana um dos assuntos dominantes no grupo de discussão da ABVC, no Yahoo, foi a utilização de cartas náuticas digitais em smartphones e tablets. Já existe a disposição, tanto para a plataforma iOS (Apple) como Android vários aplicativos para navegação digital, bem como encontramos à venda uma infinidade de acessórios para facilitar a sua utilização, tais como suportes, capas a prova d'água, carregadores 12V e muito mais. Assim como aconteceu com os localizadores por satélite pessoais tempos atrás agora os navegadores estão descobrindo as possibilidades de uso dos seus smartphones e tablets para a navegação náutica. Vou contar minha experiência.

A exemplo dos localizadores por satélite pessoais, como o SPOT, sem dúvida o mais popular entre nós, em contra ponto aos sistemas de localização Epirb, a navegação com smartphones e tablets versus chartplotters tem alguns aspectos muito interessantes. Com o desenvolvimento e popularização destes equipamentos, notadamente em suas capacidades de processamento e inclusão de GPS puros - isto é que utilizam diretamente o sinal do sistema GPS sem depender de outro tipo de sinal como wifi ou celular - o seu uso na navegação náutica passou a se difundir. Tenho um tablet iPad2 (o da maçã mordida) e optei pelo aplicativo da Navionics por ser uma empresa tradicional no segmento, desenvolvedora de cartas náuticas digitais compatíveis com equipamentos da Furuno, Lowrance, Hummerbird e outros. Meu GPS primário de navegação no Tinguá é um Garmin 76CSx com cartas digitais CCD Gold. Então não optei pelo uso no smartphone pois manteria a principal desvantagem do meu Garmin que é o tamanho reduzido da tela. 

Para não me alongar muito, vou logo dizendo que estou gostando muito. Por US$ 49,99 (a versão com as cartas do Caribe e Amécia do Sul, lado do Atlântico) a mais que o custo do meu tablete (que não foi adquirido pensando neste uso) tenho um chartplotter com tela de 10 polegadas touch screen, contra milhares de dólares dos equipamentos tradicionais (no Brasil mais de dezena de milhares de reais). Calma! Sei que os equipamentos tradicionais oferecem mais como maior numero de informações, adequação ao uso náutico, integração, robustez, confiabilidade, etc. Mas, para o uso da maioria de nós em travessias e cruzeiros costeiros e relativamente curtos, atende muito bem, com uma excelente relação custo x benefício. Tenho uma visão excelente da carta com os recursos de navegação (zoom, deslocamento) nativos dos tablets, traço e edito uma rota rapidamente com toques na tela, se tiver sinal de wifi ou celular tenho informações meteorológicas e de marés on line, flexibilidade podendo usá-lo no cockpit ou na cabine, na mão ou num suporte.

 
 Navionics no iPad

Outro ponto forte é o rápido desenvolvimento destes aplicativos. Tenho o meu  há 7 meses e a evolução vem sendo muito rápida. Novos acessórios também vem sendo desenvolvidos como, por exemplo, um hardware para comunicação wifi - NMEA, que permite a integração com outros equipamentos, como o piloto automático.

 Com o novo módulo de navegação (á direita na tela) que ainda não testei no mar

Naturalmente o utilizo como um complemento a navegação, nunca deixando de lado meu GPS náutico, bússola e as cartas em papel. Por outro lado a carta da Navionics não possui, no caso da América do Sul, o nivel de informação da CCD Gold ou da GPSMapas, que implementam muitas informações adicionais, atualizações checadas por navegadores, rotas recomendadas para a entrada em barras e portos, que nos auxiliam muito na navegação. Resta torcermos para que estes últimos também desenvolvam seus sistemas para os smartphones e tablets.

Um detalhe para quem for comprar o iPad. Para funcionar o GPS puro precisar ser de um dos modelos com wifi + chip de celular (parece uma contradição, não).

Alguns exemplos de capas a prova d'água e outros acessórios aqui e acolá.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ponto Negativo para o SPOT

Usamos o localizador via satélite SPOT, no Tinguá, há três anos sem nenhum problema e tínhamos total confiança no sistema. Durante minha recente estada no Caribe tive um problema em que precisei de atendimento e o mesmo foi demorado e inadequado.

Tudo começou quando estava editando uma profile, ainda em Chaguaramas, Trinidad e Tobago, quando o sinal de internet caiu. Na manhã seguinte ao tentar acessar nossa conta SPOT novamente a senha não foi aceita. Nem a resposta a pergunta de segurança do esqueci a senha. Até que bloqueou a conta. Naturalmente sabia muito bem a senha, bem como a resposta a pergunta. Abri um case no site e recebi de imediato um destes emails resposta automatizados com o número do case, informando que um atendente responderia assim que possível e informando que poderia contactar a Central de Atendimento por tal endereço de email ou por um número 0800 do Brasil. Como não conseguiria uma ligação para 0800 do exterior enviei um email informando da situação, do case aberto e da minha impossibilidade em usar o 0800. Bem como informei meus dados, número do aparelho, etc.

Para resumir, só resolvi a situação ao retornar ao Brasil, no início de fevereiro, no tal número 0800. Fiquei durante o resto da viagem no Caribe impossibilitado de usar o equipamento, pois eles tentaram me contactar, somente vários dias depois, pelo celular e meu telefone residencial no Brasil. Mesmo tendo explicado no email que não estava usando celular e estava fora do país. A justificativa é que são procedimentos para a minha segurança. A burocracia supera o real objetivo do aparelho. Então, se você tiver problema no seu SPOT e não tiver sinal de telefone pode jogá-lo na água pois não vai servir para mais nada...

sábado, 25 de outubro de 2008

Chove Chuva..

Já fazem quase 20 dias que Eu e o Saul desembarcamos do Guga Buy, em Natal, e retornamos à Floripa. E ainda não consegui dar uma voltinha sequer com o Tinguá. E só chuva e uma seqüencia que não acaba mais de frentes frias. Nos primeiros dias, apesar de frios, amanhecia bonito com sol mas durante o dia tudo mudava. Agora, se não é chuva direto são dias nublados, carregados de nuvens escuras, sem sol.

Hoje aconteceu a prova final do Campeonato Estadual e da Copa Casan/AVELISC de Mini-Oceano, com poucos e rondados ventos e muita chuva. Mas foi gostoso, junto com o amigo Polaco (Luiz Carlos Poyer), vencer a regata depois de muita disputa com o Andaluz, ganhando o bicampeonato estadual e carimbando a faixa na Copa Casan, onde o Mutley já era campeão antecipado da categoria Bruma19.

No mais é acompanhar a Volvo Ocean Race e a descida da costa brasileira dos Zanellas, pai e filho, no Guga Buy. Hoje pela manhã eles chegaram a Maceió. O Guga Buy está utilizando o localizar pessoal por satélite Spot (testado na ed. 242 da Náutica). Recebo emails enviados pelo Cmdte. Zanella com um link para o GoogleMaps com a sua localização plotada. Vários colegas velejadores aqui do ICSC já utilizam o Spot, que é muito eficiente, de simples operação, com um custo baixo e já comercializado no país.


(Foto da regata de Kriz Sanz do www.esportesdomar.com.br)