quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Por do Sol no Mar

Certamente entre os melhores momentos de uma travessia oceânica está o Por do Sol. Se repete todos os dias, e já foram muitos, mas sempre parecem únicos e tocam-nos de maneira indelével.

Abaixo alguns dos que registrei em minhas velejadas.


Na costa catarinense a caminho de Angra (29/05/12)

Na costa do Suriname a caminho do Caribe (16/12/10)

 Na Baía de Chaguaramas, Tinidad & Tobago (02/01/11)
Deixando o Arquipélago de Abrolhos, no Costa Leste (06/08/08)
 Do topo do Farol de Abrolhos, na Ilha de Santa Bárbara (27/06/13)

 No Campinho, Baía de Camamu (14/08/10)

 Na primeira Regata Alcatrazes por Boreste do Tinguá, Ilhabela (08/07/07)

 Próximo a Ilhabela, numa das muitas travessias desde Floripa (03/07/07)

No Porto de Santo Antônio, Fernando de Noronha (01/10/08)

O famoso da Praia do Jacaré, na Paraíba, a bordo do Kaka-MauMau (02/10/05)

Em terra, da casa do Tinguá, o Veleiros da Ilha (10/08/12)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Watermaker

Nós da vela de cruzeiro sabemos que dois tópicos são críticos ao cruzeirar por períodos maiores de tempo: a água e a energia. Pois bem, na minha recente travessia do Rio a Ilhéus no catamaran Cascalho (veja aqui e ali) mudei meu ponto de vista com relação a questão dos dessalinizadores (ou watermakers) à bordo. Explico. Sempre fui desfavorável a ter este tipo de equipamento em veleiros de médio porte por sua complexidade e alto consumo de energia, além do elevado custo. Pois o Cascalho possui instalado um watermaker da linha Smart da italiana Schenker que me surpreendeu e me vez rever este conceito.

O watermaker do Cascalho é o menor modelo da linha e produz 30 L/h com um consumo de apenas 9 Ah. É simples, pequeno e compacto, com controle eletrônico, alimentado diretamente pelo sistema de baterias. Dividido em duas partes a bomba e o watermaker propriamente dito. Utiliza a moderna tecnologia de membranas com osmose inversa e não usa bomba de alta pressão, o que faz com que tenha baixa necessidade de energia, dispensando a necessidade de gerador.

A bomba e o comando eletrônico instalados separados da unidade de dessanilização

Outro ponto é que os preços destes equipamentos vem caindo gradativamente, ao menos lá fora...

Simples, silenciosos, extremamente compactos e fáceis de instalação os dessalinizadores da Schenker são alimentados directamente do sistema de baterias, a não utilização de bomba de alta pressão faz com que não seja necessária a utilização de gerador, fazendo cair o consumo para níveis - See more at: http://www.cnalges.pt/servicos/watermakers_2706#sthash.kuRG2G2T.dpuf
Simples, silenciosos, extremamente compactos e fáceis de instalação os dessalinizadores da Schenker são alimentados directamente do sistema de baterias, a não utilização de bomba de alta pressão faz com que não seja necessária a utilização de gerador, fazendo cair o consumo para níveis - See more at: http://www.cnalges.pt/servicos/watermakers_2706#sthash.kuRG2G2T.dpuf
Simples, silenciosos, extremamente compactos e fáceis de instalação os dessalinizadores da Schenker são alimentados directamente do sistema de baterias, a não utilização de bomba de alta pressão faz com que não seja necessária a utilização de gerador, fazendo cair o consumo para níveis - See more at: http://www.cnalges.pt/servicos/watermakers_2706#sthash.kuRG2G2T.dpuf
Simples, silenciosos, extremamente compactos e fáceis de instalação os dessalinizadores da Schenker são alimentados directamente do sistema de baterias, a não utilização de bomba de alta pressão faz com que não seja necessária a utilização de gerador, fazendo cair o consumo para níveis - See more at: http://www.cnalges.pt/servicos/watermakers_2706#sthash.kuRG2G2T.dpuf
Simples, silenciosos, extremamente compactos e fáceis de instalação os dessalinizadores da Schenker são alimentados directamente do sistema de baterias, a não utilização de bomba de alta pressão faz com que não seja necessária a utilização de gerador, fazendo cair o consumo para níveis - See more at: http://www.cnalges.pt/servicos/watermakers_2706#sthash.kuRG2G2T.dpuf
Simples, silenciosos, extremamente compactos e fáceis de instalação os dessalinizadores da Schenker são alimentados directamente do sistema de baterias, a não utilização de bomba de alta pressão faz com que não seja necessária a utilização de gerador, fazendo cair o consumo para níveis - See more at: http://www.cnalges.pt/servicos/watermakers_2706#sthash.kuRG2G2T.dpuf
Simples, silenciosos, extremamente compactos e fáceis de instalação os dessalinizadores da Schenker são alimentados directamente do sistema de baterias, a não utilização de bomba de alta pressão faz com que não seja necessária a utilização de gerador, fazendo cair o consumo para níveis - See more at: http://www.cnalges.pt/servicos/watermakers_2706#sthash.kuRG2G2T.dpuf

Watermakers

A nova geração de dessalinizadores já chegou ao mercado, com a sua nova tecnologia são capazes de produzir água pura utilizando apenas uma fracção da energia dos sistemas convencionais.
Simples, silenciosos, extremamente compactos e fáceis de instalação os dessalinizadores da Schenker são alimentados directamente do sistema de baterias, a não utilização de bomba de alta pressão faz com que não seja necessária a utilização de gerador, fazendo cair o consumo
- See more at: http://www.cnalges.pt/servicos/watermakers_2706#sthash.kuRG2G2T.dpuf

Watermakers

A nova geração de dessalinizadores já chegou ao mercado, com a sua nova tecnologia são capazes de produzir água pura utilizando apenas uma fracção da energia dos sistemas convencionais.
Simples, silenciosos, extremamente compactos e fáceis de instalação os dessalinizadores da Schenker são alimentados directamente do sistema de baterias, a não utilização de bomba de alta pressão faz com que não seja necessária a utilização de gerador, fazendo cair o consumo
- See more at: http://www.cnalges.pt/servicos/watermakers_2706#sthash.kuRG2G2T.dpuf

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Tinguá Não Vai Subir

Este ano dificilmente subiremos para o Sudeste do Brasil com o Tinguá como nos anos anteriores. Primeiro tivemos aqui em Floripa o Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro da ABVC, no feriado de Corpus Christi, em que participei da organização. Depois a família marcou férias de julho no Canadá. Argumentei que era a época da Semana de Vela de Ilhabela e do Cruzeiro Costa Verde, mas não havia outra data pois precisava ser no verão do hemisfério norte e nas férias escolares dos filhos. Retornei agora precisando dar um tempo em casa e daqui há pouco já esquenta por aqui. Talvez passe alguns dias navegando na região de Paraty a bordo do Kyriri ete, atendendo os convites do Giovani.

Fui relutante para o Canadá. Mas me surpreendi com o país e gostei muito. São muito organizados, cultos e educados, adoram estar junto da natureza praticando esportes, caminhando, pedalando ou fazendo pic-nics. O país é lindo, muito seguro, com uma qualidade de vida impressionante. Mesmo tendo semelhanças com os Estados Unidos são melhor para o meu gosto, com maior influência européia. O inverno é difícil e rigoroso, mas segundo nossa sobrinha que mora lá eles não ficam parados, mudam as atividades.

 Uma das marinas, nas pequenas ilhas em frente a Toronto, no Lago Ontário

Não fui em nenhum lugar com mar e mesmo assim vi mais veleiros que no Brasil inteiro e eles são só 34 milhões. Tudo que é rio de maior tamanho ou lago tem marinas e iates clube.

domingo, 7 de julho de 2013

Subindo a Costa do Brasil no Cascalho 2

Deixamos Abrolhos, às 13:20h de sexta-feira (28/06), com mar de azeite e ventos fracos de Leste, 6-8 nós, o que nos obrigou a motorar para poder chegar no estofo da maré cheia na barra do rio em Santo André. E assim foi durante toda a travessia com por do sol e aurora espetaculares e noite de lua e estrelas. Chegamos a Barra do Rio João de Tiba junto com o Vagabund, que havia saído duas horas antes e fez uma rota um pouco diferente, na hora certa para adentrarmos (08:15h).

 Mar de azeite (Foto: Mauriane Conte)

 Por do Sol

Amanhecer


Entramos sem maiores problemas seguindo a rota recomendada da carta náutica digital CCDGold, mostrando o caminho para o Vagabund, ancorando em frente ao Restaurante Gaivota. Descemos logo para uma volta de reconhecimento em terra, servindo de guia para o Luiz e a Mauriane. Encerramos a manhã com uma caipirinha e uma moqueca de peixe e camarão no Gaivota. Depois do almoço enquanto organizava as fotos eles aproveitaram a maré baixa e foram jogar Frescobol num banco de areia do rio.


 Cascalho entrando no rio, em Santo André

Ancorado no Rio João de Tiba, em Santo André

No domingo (30/06) caminhamos os 2,5 km até a balsa, juntamente com Zack e Magda do Vagabund, e fomos passear em Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro. Retornamos à tarde fazendo a caminhada entre a balsa e a vila pela areia da beira do mangue, descoberta pela maré baixa.


Traineiras de pesca em Cabrália
  
O garçon do Restaurante Gaivota tinha nos falado que ia ter televisão para a decisão Brasil x Espanha, da Copa das Confederações de Futebol. Quando chegamos o restaurante estava fechado, mas Ana, a proprietária, com sua habitual cortesia, providenciou a instalação da TV de sua casa e nos deixou à vontade para assistir o jogo, com o Luiz atuando como garçon na busca das cervejas. Com a alma alegre pela excelente vitória brasileira, fomos para "casa" dormir.


No Restaurante Gaivota torcendo pelo Brasil

Segunda (01/07) cedo fomos, Luiz e Eu, no mercadinho comprar pão e encomendar duas bambonas de água, enquanto Mauriane preparava seu sempre gostoso café da manhã. Em seguida fomos de botinho até Cabrália pegar 40l de diesel. Antes de irmos almoçar no Gaivota Luiz cumpriu a promessa de mostrar o Cascalho para os meninos Francis, Katleen, Júlia e a Laura (filha da Ana). Ainda deu tempo de conhecermos o equipadissimo Maverick440, dos nossos novos amigos sul africanos.

Luiz trazendo Francis e Katleen para conhecer o Cascalho

Suspendemos âncora às 13:45h com a maré já vazando e seguimos rumo a Ilhéus. Como não tínhamos mais que chegar em uma maré determinada ou antes de um vento contrário fomos velejando. No inicio numa orça apertada com vento Leste de 6-8 nós, que ao anoitecer rondou para ESE de 10-12 nós, o que somado ao nosso novo ângulo de rumo nos permitiu velejar em orça folgada e mais tarde de través, aumentando bastante nosso rendimento. No final da madrugada haviam várias trovoadas armadas. Uma delas nos pegou com ventos de até 20 nós de NW e um rápido aguaceiro, o primeiro até então, que "adoçou" o Cascalho. Pela manhã ainda pegaríamos uma boa hora de chuva e ventos mais fracos de popa. Que diferença velejar de popa num catamaran!

Já nas proximidades de Ilhéus na região dos parcéis, próximo ao Parcel das Sororocas, finalmente fisgamos o único peixe de toda a viagem. Uma Sororoca de pouco mais de 1 kg, que foi preparada para o almoço já numa poita do Ilhéus Iate Clube, onde chegamos às 13:15h. Foram 105mn em 23:30h, com no máximo uma hora de motor.


 Sob a proteção de Netuno, em Ilhéus

Quarta feira (03/07) fizemos um passeio pelo Centro Histórico de Ilhéus e à tarde embarquei de volta para Floripa. Uma boa dica para almoçar em Ilhéus é o tradicional Bataclan, com uma boa comida a quilo num ambiente muito legal.

 Luiz e Mauriane experimentando Rambutan

Pena que não tinha disponibilidade para seguir até Salvador. Foram dias maravilhosos que não vou esquecer, na companhia de um casal especial que me receberam muito bem. Muito obrigado de coração, Luiz e Mauriane.

E o Lagoon380? Alguém deve estar perguntando. Muito bom. Confortável e funcional com boa performance e bem construido. Confirmou e superou minhas espectativas. Agora é correr em busca do sonho de ter um destes...


Mais imagens aqui.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Subindo a Costa do Brasil no Cascalho 1

Meu sonho é um catamaran Lagoon380 para sair com a família por aí. E não é que por causa deste sonho e o gosto pelos cruzeiros à vela conheci o casal Luiz Fernando da Silva e Mauriane Conte, dos quais já falei aqui. Eles compraram seu Lagoon380 e foram viver a bordo ou viver à vela, como eles preferem. Luiz e Mauriane, que tem uma linda história, depois de virem de Roma com seu catamaran até Santa Catarina, onde moram seus familiares, estão subindo a costa brasileira rumo ao Caribe e me convidaram para fazer um trecho a bordo do Cascalho.

O cascalho, um Lagoon380S2
 
 Assim embarquei no Cascalho no último dia 21/06 (sexta-feira) no ICRJ onde eles chegaram nesta mesma tarde vindos da Ilha Grande. Estudamos as previsões e resolvemos sair no domingo pela manhã direto a Abrolhos, numa travessia de cerca de 440 mn, pulando Vitória onde havia previsão de pegarmos alguns dias de ventos NE. Aproveitamos o sábado para fazer mercado e após completarmos os dois tanques (120l cada) de diesel zarpamos às 08:35h da manhã de domingo (23/06).


Subindo as velas na saída do Rio

Saímos com mar de até 2m com ondas de Sul e ventos fracos de SE. Com pouca ajuda do vento motoramos até passar o Cabo Frio, às 19 horas, quando tivemos melhor ângulo e o vento foi crescendo até os 13-15 nós, nos permitindo 16 horas só nas velas, mantendo uma média de pouco mais de 6 mn/hora.


Pesqueiro em alto mar

Amanhecer, sempre lindos

Na terça-feira (25/06) passamos pelo través de Vitória, 40 milhas mar a dentro, pelas 7 horas da manhã. No través do Rio Doce fomos visitados pelos primeiros Golfinhos. O vento diminuiu e tivemos que ajudar no motor. Luiz utiliza um motor de cada vez e assim perde apenas cerca de um nó de velocidade final, mas economiza combustível e os motores. Os dois motores só são usados na entrada e saída dos portos e em manobras.


Golfinhos em seu balé na proa do Cascalho

Na madrugada do último dia, quarta-feira (26/06), o vento foi mais fraco do que as duas noites anteriores, entre 5-8 nós, mas a lua ainda cheia continuava a nos acompanhar nas noites com muitas estrelas. Pela manhã, já próximos do Arquipélago de Abrolhos, começamos a avistar muitas baleias Jubarte dando seus belos saltos. Infelizmente nenhuma chegou tão próximo que rendesse uma boa foto. Ancoramos no fundeadouro Sul da Ilha de Santa Bárbara por volta das 08:15h, tendo feito uma média de 6,1 nós. Tratamos logo de dar um mergulho naquelas águas transparentes.


Cascalho ancorado em frente a Ilha de Santa Bárbara

Os dias em Abrolhos foram maravilhosos. Fomos muito bem recebidos tanto pelo Guarda Parque Edson Alves (Edinho) do ICMBio (responsável pelo Parque Nacional Marinho dos Abrolhos) como pela guarnição da Marinha do Brasil (responsável pelo farol), comandada pelo Sarg. Paulo César. Já na primeira tarde Edinho nos levou para assistir Brasil x Uruguai em sua casa. Na manhã seguinte (27/06) deixamos de ser os únicos com a chegada do catamaran Sul Africano Vagabund, do Zack e da Magda. E fomos levados pelo Edinho para uma visita a Ilha Siriba, criadouro natural de Atobás brancos e marrons e de Grazinas. À tarde foi dedicada ao snorkel nas proximidades das Ilhas de Santa Bárbara e Siriba.


Filhote de Atobá Branco, na Ilha Siriba

  
 Grazina chocando seus ovos

 
 Peixe Frade

No final desta tarde, gentilmente ciceroneados pela Cabo Enfermeira Geane, tivemos a honra, as duas tripulações, de acompanhar o acendimento do farol. Inaugurado em 1861 o Farol de Abrolhos, com 35 mn de alcance, é o segundo mais antigo em atividade no mundo. Voltamos para o Cascalho maravilhados para saborear uma picanha com um bom vinho tinto, já que não pegamos um único peixe em toda a travessia.
 


A lâmpada do farol



 O farol recém acesso

 Abrolhos vista do farol

Na sexta (28/06) não sem antes fazermos mais snorkel, zarpamos às 13:20h rumo a Santo André, no litoral Sul da Bahia, distante 109 mn, com muita pena de deixar aquele paraíso. Dias ensolarados de céu azul, águas transparentes e calmas, noites de lua com muitas estrelas, recepção calorosa dos brasileiros que lá servem.

O lado norte da Ilha de Santa Bárbara

Mais imagens aqui.

sábado, 15 de junho de 2013

Reforma Capa de Vela

A capa da vela mestra do Tinguá era colocada por cima da vela na retranca e presa por engates rápidos por baixo, com recortes com velcro para os cabos do Lazy Jack. Pois bem, reformamos transformando-a numa batten full tradicional. Para tanto costuramos os recortes laterais após retirados os velcros, colocamos um macarrão na parte superior para fixá-la no sulco da retranca, as duas talas em tubo de alumínio e o ziper para fechamento. Só foi preciso tecido extra para confeccionar a sobre capa junto ao mastro. Nas fotos como ficou.



A capa como era

O resultado final

terça-feira, 11 de junho de 2013

Homenagem ao Comte. Lydio Callado

Esta foto retrata bem o espírito do amigo Lydio Martinho Callado Jr. que nos deixou repentinamente na segunda-feira (03/06). Continue assim por onde navegas agora, Nica.


domingo, 9 de junho de 2013

Visual na Chegada

Olha aí na foto embaixo o visual quando retornávamos ao Veleiros da Ilha de uma gostosa velejada pela Baía Norte no Tinguá. Éramos Jorge, Eu e o Leoni Martins um novo amigo velejador que está adquirindo seu primeiro veleiro de oceano. O vento era Sul de 14-16 nós com rajadas de até 20.

 (Foto com iPhone4S)


domingo, 2 de junho de 2013

Encontro Nacional de Velejadores 2013

Neste feriadão de Corpus Christi, nos dias 30 e 31/05 e 01/06, realizamos o 11º Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro, organizado pela ABVC, nas instalações do ICSC-Veleiros da Ilha, em Jurerê. O tempo ajudou e tivemos um bom evento com palestras, workshops e integração entre os velejadores que participaram.


O local das palestras

Tivemos palestras muito boas, mesclando uma volta ao mundo de jovens surfistas, com Flávio Jardim do Projeto Destino Azul; as expedições da Família Schurmann, com Vilfredo Schurmann falando por duas horas; a epopéia do casal Luiz e Mauriane, do catamaran Cascalho, que trabalhou na Itália por cinco anos para realizar seu sonho; os conhecimentos de meteorologia do velejador e meteorologista Clóvis Levien Côrrea do Ciram/Epagri; as férias na Antártica das filhas do Amyr Klink; a beleza das hidrovias do interior paulista com Paulo Fax e os conhecimentos de Eduardo Moura

Vilfredo Schurmann na sua palestra

Como organizador local tinha duas preocupações: a capacidade limitada das instalações que dispunhamos e a qualidade da alimentação no restaurante da sub-sede. Não houve problemas. Tivemos um número de participações adequado, 90 participantes na média, e a cozinha do restaurante, pelo depoimento de muitos, melhorou e satisfez.

O wokshop Comidas Embarcadas

Na minha avaliação foi um bom evento, principalmente pela qualidade das palestras, mas se fosse começar a organizá-lo agora melhoria uma série de detalhes. Meu agradecimento aos palestrantes Flávio Jardim, Luiz Fernando Silva e Mauriane Conte e Clóvis Levien Côrrea que prontamente atenderam meu convite, aos funcionários do Veleiros da Ilha da  Sede Jurerê e da Gerência de Eventos (Lucas e Fogaça) e a loja náutica Armazém Naval.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Encontro Chegando

Estamos há poucos dias do inicio do nosso Encontro Nacional de Velejadores de Cruzeiro, organizado pela nossa ABVC, na sede oceânica do Veleiros da Ilha, em Jurerê. A coisa começa a apertar e as atividades vão aumentando. Sou o representante da Associação aqui em Floripa e os demais diretores chegam só na quinta-feira, inicio do evento. Então é comigo.

Teremos muitas atividades e palestras interessantes, que podem ser conferidas no site. Ainda dá tempo de participar, bora lá?


Para quem vem de fora, a localização dos principais comércios nas imediações do ICSC

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Firulete Saiu de St. Maarten Rumo a Açores

O Firulete, um Fast345 dos amigos e irmãos Norberto e Evoy Zaniboni, zarpou do Veleiros da Ilha em julho de 2012 com o Comandante Norberto e mais dois tripulantes para a realização do Projeto Volta Atlântico, um sonho do Norberto a ser concretizado no período de 1,5 a 2 anos. Dos irmãos conheci primeiro o Evoy, professor e pesquisador da UFSC, colega na preparação para o exame de Capitão Amador em 2007. O Norberto, arquiteto de sucesso em Criciúma, conheci na Semana de Vela de Ilhabela de 2007, quando mal havíamos sido apresentados e se dispôs a fazer a travessia de volta a Floripa comigo no Tinguá, pois estava sem tripulante, conforme narrei aqui.


O Firulete ancorado na costa da Ilha Virgem Gorda, nas BVIs


O Firulete, sempre tocado pelo Norberto na companhia de tripulantes (familiares e amigos), que vão variando nas diversas etapas, subiu a costa leste brasileira, foi a Fernando de Noronha na Refeno2012, retornou a Natal e dali fez a travessia para o Caribe. O valente Firulete foi direto a Ilha de Tobago, onde chegou em novembro  passado após 17 dias de mar, com uma rápida escala nas Iles de Salut. Após zanzar de ilha em ilha (Grenada, Trinidad, Santa Lúcia, Martinica, Guadeloupe, St. Barths, BVIs, e muitas outras) conhecendo as belezas do Caribe o Firulete aportou em St. Maarten/S. Martin para se preparar para a etapa mais longa, a travessia até o Arquipélago dos Açores.

Pois segunda feira, dia 06/05, o Firulete deixou St. Maarten com destino aos Açores, com Norberto e César, seu irmão mais novo. Vale a pena acompanhar esta aventura no blog www.veleirofirulete.blogspot.com e a travessia pelo Spot aqui

Bons mares e ventos ao Firulete e seus tripulantes!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Encontro da ABVC Será em Floripa

O Encontro Nacional dos Velejadores de Cruzeiro que tradicionalmente a ABVC realiza no feriado de Corpus Christi na Marina Bracuhy, em Angra dos Reis, neste ano acontecerá em Jurerê, Florianópolis, na sede oceânica do Veleiros da Ilha. Atendendo assim uma política de maior descentralização da associação.


 Sede Oceânica do Veleiros da Ilha, em Jurerê

Estive ontem (18/04) em São Paulo em reunião da diretoria da nossa entidade em que foram definidos os últimos detalhes, incluindo o fechamento da grade de palestras. Então o 11º Encontro ocorrerá de 30/05 a 01/06 (feriado de Corpus Christi) em Florianópolis. Teremos palestras sobre a nova Expedição Oriente da Família Schurmann, sobre o projeto Destino Azul em que dois amigos deram a volta ao mundo num catamaran, também num catamaran a viagem de Roma a Santa Catarina do casal Luiz Fernando e Mauriane que foi trabalhar na Itália até poder comprá-lo e agora mora a bordo e várias outras. Confira toda a programação e detalhes aqui.

Além das palestras e workshops é uma oportunidade rara de conviver, trocar experiências e confraternizar com cruzeiristas do Brasil todo.  O encontro é aberto a todos os navegadores, sócios ou não da ABVC. Clique aqui para se inscrever, no site da associação. E se você vier de barco o ICSC-VI disponibilizará poitas para sua embarcação.

domingo, 7 de abril de 2013

Visitando Luiz e Mauriane no Cascalho

O final de semana está sendo maravilhoso, aqueles de outono com mar calmo, vento leve, sol e céu azul quase sem nuvens. Mas a passagem sobre as Pontes Colombo Salles e Pedro Ivo continua obstruida para o Tinguá e todos os veleiros com mais de 14 m de "calado aéreo" (altura da linha d'água ao topo do mastro). E se não berrarmos vai continuar um bom tempo, pois são apenas os veleiros que não conseguem passar.

Na sexta-feira fui visitar o Luiz Fernando e a Mauriane, no catamaran Cascalho, que estão ancorados em Santo Antônio de Lisboa. Eles tem uma bela história de amor e realização. Trabalharam 5 anos na Itália, compraram um lindo Lagoon380S2 e velejaram de Roma até Santa Catarina, para visitar seus parentes e cidades. Já vivendo a bordo em breve ganharão o mundo. Saiba mais sobre eles nesta reportagem ou no blog deles o www.viveravela.blogspot.com.

O Cascalho ancorado na Enseada de Santo Antônio de Lisboa

A recepção do Luiz e da Mauriane foi tão boa que voltei no sábado para apresentar a esposa e para que ela conhecesse o Lagoon380, meu sonho de consumo. O barco que elegi como ideal para daqui há 3 anos quando ela se aposentar sair por aí sem destino. Espero conseguir, a exemplo do Luiz e da Mauriane.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cruzeiro Costa Sul 2013 Terminou

O CCS2013 (Cruzeiro Costa Sul), da ABVC,  encerrou em Florianópolis com um almoço de confraternização na sede oceânica do Veleiros da Ilha, em Jurerê, no domingo 24 de março. No final do mesmo dia o último veleiro zarpou rumo a Santos, o Kilimandjaro com o Cmte. e Comodoro do CCS Phillipe Goufon e a esposa Frederique.

Os 11 veleiros remanescentes pertencentes a flotilha do Crucero de La Amistad 2012, a qual se integrou o veleiro brasileiro AmarSemFim, com o Cmte. Ricardo e família, permaneu nas poitas do Veleiros da Ilha a espera da janela de tempo adequada para demandarem a Rio Grande, a cerca de 360 mn.

Flotilha do Crucero de La Amistad em Jurerê

Somente no último sábado a flotilha conseguiu zarpar, cerca de 09:30h da manhã, e neste momento o Spot do veleiro Gipsy Wind, do Comodoro Carlos Salvochea, mostra a flotilha no través da localidade de Tavares a cerca de 80 mn da barra de Rio Grande.