quarta-feira, 29 de junho de 2011

CCV2011 - Quitiquara

A saída da Praia da Estopa sofreu um pequeno atraso pois o cachorro do veleiro Manucaiá (Aladin30) havia desaparecido na ilha, na suposição dos donos atrás de uma cadela no cio. Somos 25 veleiros neste II Cruzeiro Costa Verde, cerca de 60 tripulantes, 2 crianças e 6 cachorros, segundo a última contagem. As 10:30h suspendemos âncora, mesmo sem o retorno do garanhão. A rota até a Praia de Quitiquara, no lado leste da Ilha de Itacuruçá previa 7,7 mn, num caminho mais longo pois contorna quase toda a Ilha de Itacuruçá, passando pelo canal entre a ilha e o continente. Vento praticamente zerado, mas nossa vela grande toda em cima. Não gosto de ver veleiro andando sem velas, só no motor. Parece um pássaro sem asas...Abrindo um parenteses, lembrei que ao largar as amarras do pier na Marina Bracuhy subimos a vela grande e um gaiato qualquer nos gozou do pier dizendo para assoprarmos ou abanarmos as camisetas. Foi só sair da Marina e tivemos bons ventos até a Ilha Grande.

 A flotilha deixando a Praia da estopa

Fizemos uma parada na Praia das Flexeiras, na ilha em frente a cidade de Itacuruçá, para fazer as compras para o churrasco na Praia de Quitiquara. Vários veleiros aproveitaram para compras diversas e encostaram no cais do posto de combustível para abastecer de combustável e água. Como não precisávamos de nada permanecemos no Tinguá, usando uma poita "emprestada" de algum pescador.

Seguimos viagem até Quitiquara agora com uns 7-8 nós de vento pela frente. O Gameio ia rebocando seu bote cheio de cerveja já no gelo. Ancoramos exatamente às 15:00h. E logo mergulhamos. O sol estava quente e a água só se sentia fria na entrada. Antes de sairmos da água tomamos nosso "banho ecológico", como meus filhos Gabriel e Rafael chamam. O tal banho consiste em se ensaboar com shampoo infantil neutro, mergulhar para tirar o shampoo e sair da água e secar rapidamente, não dando tempo para a água evaporar. Deste modo o sal não fica no corpo. Até poderíamos tomar uma duchinha de água doce ao sairmos do mar, temos água suficiente para tanto, mas não é preciso.

Flotilha ancorada em Quitiquara

Depois descemos o botinho e fomos para terra, ou melhor areia, para o churrasco e confraternização com os demais velejadores. Havia uma barraca de praia onde a proprietária preparava deliciosos pastéis e caldo de peixe. Vendeu muito bem, nós tomamos dois caldinhos cada um, até porque com o cair da tarde o frio chegou. Rogério do Gameio pilotou a churrasqueira e vários barcos prepararam acompanhamentos como saladas e farofas. Nós que somos quase zero na cozinha só levamos uma cachacinha mineira. Mais tarde teve até fogueira na praia para esquentar.

 
Conhece canoa de cerveja? No CCV2011 tem bote de cerveja

Veja aqui a localização de Quitiquara.

terça-feira, 28 de junho de 2011

CCV2011 - Praia da Estopa

Saimos do Saco do Céu depois das 10:00h num dia nublado com chuvas fracas esparsas, com a vela grande no primeiro rizo. A medida que íamos deixando a Enseada das Estrelas o vento do quadrante sul ia se mostrando. A princípio mais fraco (8-10 nós) numa orça apertada para nosso rumo 90. A medida que avançamos nas 17 mn até a próxima ancoragem na Praia da Estopa, na Ilha de Jaguanum, já no interior da Baía de Sepetiba, o vento foi rondando para leste e aumentando. Quando já atravessávamos o canal entre a Ilha Grande e o continente estávamos com ele no través com 16-18 nós (máxima chegou a 22,4 nós) e com mar de quase um metro bem picado na aleta de boreste. Foi a maior velejada até agora, desde que saímos de Floripa, chegando a picos de 8,4 nós de velocidade. Ao nos aproximarmos do destino o vento amainou para 12-14 nós e passou para uns 150 a BE.

A Praia da Estopa em dia chuvoso (27/06/11)

Ancoramos na pequena baía da Praia da Estopa por volta de uma hora da tarde, com uma chuvinha fina, com 4m de profundidade. A praia abriga uma pequena comunidade de pescadores e uma meia dúzia de casas de veraneio. Tem luz elétrica e um sinal de celular titubeante, edm especial o da TIM, minha operadora. No final da tarde o pessoal conseguiu autorização para utilizar a varanda da maior casa de veraneio (a de janelas amarelas) onde boa parte dos participantes se reuniram para uma happy-hour com música ao vivo a cargo de Suzy, Vitor, Zé Toriba e Eduardo.

O happy-hour em terra

Hoje amhanheceu outro dia, limpo, lindo e ensolarado (compare as fotos) e vamos zarpar logo mais com destino a Praia de Quitiguara, na Ilha de Itacuruçá. Mas a noite foi um pouco balançada, principalmente por umas quatro vezes quando passou alguma embarcação veloz fora e provocando muitas marolas.

A Praia da Estopa em dia ensolarado (28/06/11)

Veja aqui a localização da Praia da Estopa.
Mais fotos em www.picasaweb.google.com/lflbeltrao/costaverde2011.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

CCV2011 - Saco do Céu

Largamos no II Cruzeiro Costa Verde (CCV), promovido pela ABVC, às 11:00h do domingo (26/06), da Marina Bracuhy, na região de Angra dos Reis, num total de 25 veleiros. O CCV é um mini cruzeiro de 7 dias que passa por alguns pontos da costa leste da Ilha Grande e explora a Baía de Sepetiba. Neste ano as paradas serão no Saco do Céu, Abraão e Sitio Forte, na Ilha Grande, e nas Ilhas de Jaguanum (Praia da Estopa), Itacuruçá (Praia de Quitiguara) e Martins, na Baía de Sepetiba.

CCV2011 largando no canal da Marina Bracuhy

Na tripulação estamos Eu e o Beto Larsen, do veleiro Parangolé, que acabou substituindo o Nei Bittencourt que preferiu ficar "lambendo" o novo brinquedo.

Os veleiros do CCV2011 com Bracuhy ao fundo

A primeira perna foi do Bracuhy até o Saco do Céu, na Ilha Grande, distante 18 mn. Muitos dizem que na Baía da Ilha Grande não venta, mas foi o maior trecho velejado até aqui pelo Tinguá. Ventos na casa dos 11-13 nós, desde a Baía da Ribeira (numa orça apertada) até próximo a Enseada das Estrelas (num través, depois orça folgada). Chegamos no protegido Saco do Céu, sem vento, por volta das 14:00h ficando numa ads poitas do Restaurante Coqueiro Verde. O dia que era lindissimo fechou para o final da tarde e entrou um vento pré-frontal a frente fria com rajadões que batiam nos 30 nós. Alguns veleiros foram obrigados a re-ancorarem, procurando a região junto a costa sul do saco. Este vento que desce os morros em rajadas, mesmo em lugares muito protegidos, já havia pego duas vezes no Sitio Forte, nunca no Saco do Céu. A noite toda tivemos pancadas de chuva e períodos com os nossos wililwaws (o vento catabático da Antartida) soprando.

O Saco do Céu com vento

No inicio da noite a maioria dos participantes se reuniu para jantar no Coqueiro Verde.

Veja aqui a localização do Saco do Céu.

sábado, 25 de junho de 2011

Encontro ABVC 2011

Esta subida do Tinguá ao sudeste foi planejada para que pudéssemos participar de três importantes eventos da vela brasileira. A Semana de Vela de Ilhabela, o II Cruzeiro Costa Verde e o IX Encontro Nacional da ABVC.



O Encontro da ABVC acontece todos os anos na Marina Bracuhy no feriadão de Corpus Christi. A ABVC é a Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro. O encontro é uma grande confraternização de velejadores cruzeiristas onde ocorrem palestras, workshops, exposição de fornecedores, discussões e muita conversa, troca de experiências e festas (são três jantares festivos). 


Foi a primeira vez que consegui estar presente num Encontro, e melhor que a bordo do Tinguá, que ficou muito bem atracado no Cais Lars Grael caixa 6. Daqui a pouco teremos o jantar de encerramento. Amanhã iniciamos a participação no outro evento, o Mini Cruzeiro Costa Verde.
  
  Aula de segurança em embarcações para o público infantil

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Encontro ABVC 2011 - Paraty-Bracuhy

Largamos as amarras do pier da Refúgio das Caravelas às 09:20h da manhã para percorrermos as cerca de 24 mn até a Porto Marina Bracuhy, sede do Encontro da ABVC e onde o Tinguá vai ficar, pelo menos até agosto. Agora éramos três veleiros pois o Nei seguia no Dona Rô (Velamar32), seu novo brinquedo. Mais alegre que pinto no lixo.

O Dona Rô e o Parangolé na saída de Paraty

Ao contrário dos dias anteriores este já amanheceu nublado, com cara de chuva. Nos acompanhou por quase todo o percurso um ventinho de 6 até 9 nós, numa orça apertada, que com a grande ajudava. O mar flat. Paramos na Ilha de Paquetá para almoçarmos a carne com legumes e molho curry do chef  Polaco. Peguei emprestada a poita do bar flutuante Bicho do Mar e o Parangolé e o Dona Rô amadrinharam no Tinguá.

Amadrinhados em Paquetá, depois de almoçar

Chegamos no Bracuhy as 16h e fomos recebidos pelos velejadores-residentes, como o Ceccon, que nos recepcionam e dão apoio na atracação, nos encontros da ABVC. Estamos aqui muito bem instalados  no Cais Lars Grael, na "boca do gol" como se diz. Reencontrando os inúmeros amigos que fizemos em outra velejadas.


O Tinguá, ao lado do Isadora, no Cais Lars Grael, na Marina Bracuhy

O único senão é que estamos sem o carregador inteligente de baterias que está com um curto-circuito desde Paraty, o que nos obriga a ligar o motor diariamente para carregar as baterias.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Encontro ABVC2011 - Ilhabela-Paraty

Soltamos da poita do ICS em Ilhabela as 03:20h da manhã para fazermos as 74 mn até a marina em Paraty. Sempre com a mestra em cima conseguimos uma boa velejada até a saida do Canal de São Sebastião com vento N de 15 nós. Mas foi só. Depois raramente ele passou dos 4-5 nós. Então foi com o "vento de porão" mesmo, sempre "fiel" em toda nossa travessia. Mar baixo, ondas espersas, dia ensolarado, típico de outono. Após dobrarmos a Juatinga almoçamos um delicioso penne preparado pelo Polaco, que com a sopinha do domingo à noite em Ilhabela vem mostrando seus dotes culinários, para deleite do Nei e Meu que somos quase zero neste quesito.

 
A Ponta da Juatinga em dia de mar calmo

Chegamos na Marina Farol de Paraty exatamente as 15:20h, depois de 12 horas de travessia. Lá o Nei passou um monte de tralha para seu novo barco, o Dona Rô (e aí, Dona Rô e Alberto como vão vocês? já encontraram um barco novo?). Em seguida rumanos para a Marina Refúgio das Caravelas onde ficamos, sempre com o Parangolé. Encontramos muitos amigos como o Zé Toriba e esposa, Alfred do Tuareg, Cris e o Janjão que nos presenteou com deliciosos pãezinhos, ainda quentes, no café da manhã.

As marinas de Paraty, na Praia da Boa Vista

Na terça (21/06) enquanto o Nei tomava posse do seu novo brinquedo fomos, mais o Giovani tripulante do Paramgolé, numa caminhada até o centro de Paraty fazermos turismo. Os dois não conheciam e Eu da última vez que estive aqui foi em 2001. Por falar em Paraty é com "y" mesmo, depois de muita discussão oficializaram a grafia "Paraty". Almoçamos num lugar muito legal o Paraty 33 na rua da Lapa. A noite voltamos todos, menos o Beto, para tomar chopp e lanchar no Coupé, em frente a praça da Igreja Nossa Sra. dos Remédios. Foi muito agradável rever Paraty.

  Uma das charmosas ruas do Centro Histórico de Paraty

 O Bar e Restaurante Paraty 33

Daqui há pouco estamos zarpando para o Bracuhy.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Encontro ABVC2011 - Floripa-Ilhabela

Mesmo com o NE na casa dos 16-18 nós saímos às 10:05h de sexta-feira (17/06) do Veleiros da Ilha rumo a Ilhabela, nossa primeira etapa da travessia para o Bracuhy, em Angra dos Reis, onde se realizará o IX Encontro Nacional da ABVC. As previsões nos diziam que o NE iria morrer até o início da noite e haveria um período de pouco vento até o domingo. Após, o NE no sul e o ENE mais acima voltariam com bastante intensidade. No sábado entraria uma frente sul em Floripa mas muito fraca, antes da volta do NE. Junto conosco partiu o Parangolé (Van der Stadt 29).


O mar do primeiro dia e o Parangolé sempre nos seguindo
 
Não podemos nos queixar da travessia. É verdade que tivemos o NE na cara (chegou a picos de 21 nós) até o final do primeiro dia, mar baixo mas picado até pela meia noite, ventos fracos e inconstantes durante todo o resto do percurso, que permitiram alguma velejada ou uma ajudinha, pois a mestra estava sempre em cima, mas o motor não foi desligado nunca. Por outro lado pegamos lua cheia, tempo bom com temperatura mais quente do que a dos dias anteriores e mar baixo. Até foi a travessia Floripa - Ilhabela mais rápida do Tinguá, completamos as 300 mn em exatas 49:10h.

O primeiro amanhecer no mar (O Polaco não deve esquecer...)

Chegamos em Ilhabela direto no posto de combustiveis do Pier dos Pescadores para completar o tanque com Diesel Verana e depois pegamos uma poita na sub-sede do Iate Clube de Santos onde, como sempre, fomos muito bem recebidos pelo gerente Guto e seus auxiliares.

 O Tinguá na poita do ICS em Ilhabela

 Uma foto turística no pier da Vila, em Ilhabela

Depois de um bom e relaxante banho fomos para o programa básico de uma parada em Ilhabela: almoço no Cheiro Verde, sorvete no Rocha (sabor Macaco Louco) e um café na Ponto das Letras. Descansamos cedo para sairmos por volta das três da manhã para Paraty.



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estamos Saindo Hoje

Estamos saindo logo mais por volta de 09:00 horas na nossa travessia até a Marina Bracuhy, em Angra dos Reis. Vamos no Tinguá além de mim o Nei Bittencourt (recente comoprador do Velamar 32 Dona Rô) e o Luiz Carlos Poyer (o Polaco). Seguiremos direto para Ilhabela para aproveitar a pequena janela que temos com mar bom e ventos não favoráveis mas, ao menos,  mais fracos. segue junto conosco o Parangolé (antigo Guga Buy) do Beto Larsen, acompanhado do Giovani Dal'Grande.

Estes últimos dias foram de intensas atividades para deixar tudo pronto. Ainda ontem a tarde quando encostei o Tinguá na bomba de combustível do ICSC-VI tive problemas com o comando do motor. Bem, trocamos os cabos do comando pois os antigos não estavam 100%.

Acompanhe-nos pelo spot com mensagens no twitter do Tinguá (@veleirotingua).

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Em Salvador, mas sem barco

Neste final de semana estivemos em Salvador para as comemorações do casamento e aniversário do meu cunhado, que mora lá. Vi uma interessante exposição de fotos de saveiros, de autoria do fotógrafo Nilton Souza. Fotos muito bonitas.


Não consegui comer um acarajé, pois qando fui fazê-lo no Acarajé da Chica, na Pituba, não tinha ninguém, isto num final de sábado. Mas tomei sorvete e comi esquimó na Sorveteria da Ribeira.

Ernesto, meu cunhado "baiúcho", é festeiro e adora receber, então foi festa sexta, sábado e domingo. Mas deu para passar na Bahia Marina e na saída vi o outdoor abaixo, que a Bahia Marina fez para o Dia do Meio Ambiente. Muito criativo.

 

sábado, 11 de junho de 2011

Preparando o Tinguá para Subir a Costa

Esta semana foi de dedicação ao Tinguá para deixá-lo em dia para passar uma temporada na Baía da Ilha Grande. Mesmo sem nenhum conserto significativo a fazer, a preparação dele consumiu boas horas. Os mais importantes foram a manutenção do motor e a pintura do fundo com anti-incrustante. No motor troquei o óleo lubrificante e o da rabeta, mais os filtros de óleo, de combustível e o Rakor. Além do líquido de refrigeração. Passamos pela primeira vez "envenenada" no Tinguá. Optamos por um produto mais econômico (InterClene da Internacional) pois a intenção é retirá-la ao retornar de Angra, já que aqui o Tinguá é guardado no seco.

 

Inúmeras outras atividades foram feitas como engraxar o hélice, substituir a fechadura do paiol do gás, carregar o segundo bujão de gás, carga inteligente nas baterias, substituição das lâmpadas de luminárias internas por fitas de leds, etc., etc. Creio que estamos prontos para a travessia. 

Vamos participar do IX Encontro Nacional da ABVC de 23 a 25/06 e do II Mini Cruzeiro da Costa Verde de 26/06 a 02/07. Ainda vou fazer a Semana de Vela de Ilhabela como tripulante do Revanche (Fast345) do Cmte. Celso Farias.

sábado, 28 de maio de 2011

Boa Tripulação na Regata Tripulação

Desta vez, para fazer a Regata Tripulação última etapa da Copa Flotilha organizada pelo Veleiros da Ilha e FCVO, foi até fácil de montar a tripulação. Na quarta-feira já estava completa com proeiro e tudo: Marcel D`Almeida, Daniel Pastorino, Carlos Kindlein, Rodrigo Evangelista, Jorge e Eu.


Fomos para a largada na Baía Sul em frente a sede do Veleiros num dia bonito com vento fraco de Sul, diferente das previsões de ventos entre 15 e 20 nós. Mas minutos antes da largada as previsões se confirmaram  e fizemos as duas primeiras pernas, em través folgado, com 18 nós de SSE, passando de 20 em algumas rajadas. Os dois First 40.7 abriram e íamos no bolo com Revanche, Moleque, Força 12 e o novo Wind34. Na primeira perna de contra vento, ainda com ventos fortes e marolas, erramos o último bordo e fomos ultrapassados pelo Força 12 enquanto o Revanche, Moleque e o Alisios (Wind34) abriram. A partir do primeiro popa, e dai até o final, o vento variou entre 11-15 nós, com algumas rajadas mais fortes. Completamos a regata sem conseguir alcançar os barcos à frente e bem a frente dos demais.



Apesar de nunca termos velejado juntos (o Marcel e o Rodrigo eram a primeira vez no Tinguá) fizemos uma boa regata com os "novos" tripulantes mostrando competência, sem erros, sem gritos, sem quebrar nada apesar do vento forte.

Clip da regata, do www.esportesdomar.com.br

Veja fotos, clip e sumula em www.esportesdomar.com.br

domingo, 22 de maio de 2011

Mutley Vence em Solitário

Está uma dureza encontrar proeiro para as regatas de minioceano com o Mutley (Bruma19). O "oficial" Daniel Zohar está fazendo fiisoterapia para consertar um problema no ombro e braço. Os vários outros contatados durante a semana alegaram compromissos. Restou meu filho Gabriel,  que acabou "roendo a corda"  pela manhã, ao saber que haveria ventos mais fortes. Preferiu ir para o aniversário de um amigo. A solução foi fazer a 3ª etapa do Ranking de Minioceano da Avelisc em solitário.

 
Muito vento para pouca escora (Foto Kriz Sanz)

O vento de NEE andou na casa dos 12 até os 16 nós. Saí com a genoa 3 e a mestra normal, pois seu único rizo é quase um segundo rizo. Ficou muito "pano" para uma escora só. Mesmo com algumas manobras não muito boas e as dificuldades de um barco que não está preparado para ser velejado em solitário o resultado foi positivo. Vencemos bem já que nosso único concorrente direto apesar do bom barco (o Imagine que nos bateu em 2010) ainda é inexperiente no Bruma.

Mais imagens e informações em www.esportesdomar.com.br.

sábado, 21 de maio de 2011

Cruzeiro Costa Sul 2011 em Floripa

Os participantes do 3º Cruzeiro Costa Sul (o CCS2011) organizado pela ABVC, que partiu do Bracuhy, em Angra dos Reis, no último dia 22/04 encerrou ontem aqui em Florianópolis. Os veleiros chegaram na quinta-feira (19/05) procedentes de Porto Belo e estão divididos. Quatro barcos estão na sede oceânica do Veleiros da Ilha, em Jurerê (dentre eles os três 45 pés que não passam nas pontes de concreto) e os demais na sede centro. Também na quinta à noite chegaram o presidente da ABVC Maurício Napoleão e o diretor de comunicação Ricardo Amatucci.

Ontem uma turma de cruzeiristas alugaou uma van para um tour pela ilha e me convidaram. Legal subir ao Morro da Cruz, o que não fazia há muitos anos. Depois de visitar alguns dos pontos turísticos de nossa cidade almoçamos no Ribeirão da Ilha, onde a pedida principal foram as ostras, cultivadas na frente do restaurante.

À noite aconteceu o encerramento do CCS2011, na sede centro do ICSC-VI, com palestra do Ricardo Amatucci, ostras, paella, cerveja, som de sax e muita confraternização. A partir de hoje alguns já iniciam a volta. De avião ou por terra, pois de veleiro só na segunda ou terça-feiras, pois depois de pegarem ventos de sul por quase todo o cruzeiro entrou o NE.


Ricardo palestrando no inicio do evento de encerramento do CCS2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

Copa Flotilha do Veleiros da Ilha

Já há vários anos, todo outono, o ICSC-Veleiros da Ilha e a FCVO (Flotilha Catarinense de Veleiros de Oceano) organizam um pequeno e rápido campeonato de vela oceânica chamado Copa Flotilha, composto de três etapas, para as classes ORC e RGS. A competição aproveita a época de ventos fracos e em três regatas expõe os comandantes a situações diferentes do comum. Assim a primeira regata o comandante veleja sozinho, na Regata Solitário. Na segunda em dupla com um tripulante de outro sexo, a Regata Ele & Ela. Já na terceira volta a ter a companhia de sua tripulação completa, na Regata Tripulação.

Neste ano todas as etapas estão sendo disputadas no mês de maio. A Regata Solitário ocorreu no sábado 7/05 e foi vencida pelo Marcelo Gusmão, no seu Moleque (Fast360) com apenas 1s no tempo corrigido de vantagem para o Thiago Farias, no Revanche (Fast345). Neste sábado (14/05) ocorreu a Regata Ele & Ela vencida com folga pelo Tarcísio Mattos e a Luzia, no Zephyrus (Velamar29). O encerramento da copa com a Regata Tripulação acontecerá em 28/05. Até  agora não houve  participação de nenhum barco na classe ORC e a Ele & Ela teve apenas 7 participantes. Desde que frequento o clube nunca tinha visto uma regata com tão poucos participantes.

Tinguá na Ele & Ela de 2008, em disputa com o Zephyrus (Foto Kriz Sanz)

Gosto muito deste campeonato mas não participei da solitário por estar com o leme do Tinguá em manutenção e na Ele & Ela por estar sem "ela", já que minha esposa está em recuperação de uma cirurgia recente. Ano passado não participamos por que era Eu quem estava em recuperação. 

Sábado não deu para participar da Ele & Ela mas velejamos, também na Baía Norte, com o Jorge e mais o amigo Joel. Tarde nublada com ventos SSE em torno dos 9-11 nós.

Mais informações no site do ICSC. No canal Zephyrus29 do YouTube vídeos interessantes das duas regatas e de outras velejadas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Cruzeiro Costa Sul 2011 esta em Santa Catarina


A ABVC - Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro - existe desde meados de 2003 e, dentre outras atividades e eventos, é a responsável pela organização dos Cruzeiros Costa Leste e Costa Sul. O primeiro nos anos pares sobe a costa brasileira a partir do Rio de Janeiro até Fernando de Noronha. O segundo segue em direção ao sul até Florianópolis, nos anos ímpares. Já fiz duas edições do Costa Leste, em 2008 e 2010, sempre a bordo do Guga Buy, do Cmte. José Zanella. E em 2009 o Costa Sul com o Tinguá, na companhia do amigo Cmte. Jorge Silveira.

 
Golfinho acompanhando o Tinguá na edição de 2009 do CCS

No momento está em andamento a terceira edição do Cruzeiro Costa Sul (CCS). Desta vez partiram 14 veleiros da Marina Porto Bracuhy, em Angra dos Reis - RJ, com destino a Florianópolis, no último dia 22 de abril, num percurso de cerca de 480 mn. Com paradas programadas para a Ilha da Cotia (Paraty), Ilhabela, Santos, Cananéia, Paranaguá, São Francisco do Sul, Joinville, Itajaí e Florianópolis. Os veleiros com calado até 1,75m fizeram o trecho Cananéia - Paranaguá pelos canais de Ararapira e Varadouro.


 
Flotilha no Canal de Ararapira no CCS2009

Atualmente o cruzeiro está em Joinville e podemos acompanhar o deslocamento da flotilha pelo localizador satelital em http://share.findmespot.com/shared/faces/viewspots.jsp?glId=0gCt1uS1kNm4N3A3ODyxmLvLnIfNSMGnS . Para ver notícias e fotos de como esta sendo o cruzeiro acesse o blog da ABVC. A flotilha deve chegar a sede oceânica de Jurerê, do Veleiros da Ilha, por volta do dia 18/05, dependendo das condições meteorológicas.


Ancoragem no Saco da Fazenda em Itajaí, em 2009.

 Para ver a participação do Tinguá na edição passada digite ccs2009 em Pesquisar Posts, na barra a direita.

domingo, 8 de maio de 2011

Navegada a Angra dos Reis

Estou com planos de subir a costa até Angra dos Reis com o Tinguá no final de maio ou antes do Encontro da ABVC, no Bracuhy, que ocorrerá no feriadão de Corpus Christi. Existem outros amigos interessados e vamos tentar organizar uma mini flotilha nos próximos dias. A idéia é irmos para Angra para participarmos do Encontro Nacional dos Velejadores Cruzeiristas da ABVC, em seguida do Mini Cruzeiro Costa Verde, também organizado pela ABVC, que ocorre em seguida ao Encontro, e aí seguir para Ilhabela para a Semana de Vela.

Tingua na Lagoa Azul (Ilha Grande) no verão de 2009

O IX Encontro Nacional da ABVC ocorrerá na Porto Marina Bracuhy, no período de 23 a 26/06/11. E o Mini Cruzeiro Costa Verde inicia logo após devendo durar em torno de uma semana e passando por parte da Ilha Grande e pelas ilhas da Baía de Sepetiba. Nos próximos dias a ABVC estará lançando a programação e condições de inscrição.

Vamos nessa! Interessou? Me contate.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rio Boat Show 2011

Após alguns anos ausente fui ao Rio Boat Show na última segunda-feira (02/05). Mesmo sendo mais um motor boat show. E como tinha motor boats. Mas a edição do Rio sempre tem alguns veleiros na água, principalmente importados. E tem o clima náutico, bem como encontramos muitos amigos do meio. Enfim mesmo não entrando em nenhuma lancha preenchi o tempo todo "ao natural".

Para nós velejadores a grande sensação é o preço dos veleiros franceses. Com o dólar baixo um Beneteau Oceanis 43' bem equipado (ar, gerador, etc.) custa 690 mil reais "emplacado" no Brasil. Não se faz um Delta36 com estes equipamentos por este preço...

Adorei o Dufour 375GL. O veleiro que é colocado em sua versão básica por 499 mil reais no Brasil tem três cabines, é lindo, acabamento primoroso, com inúmeras soluções muito engenhosas, um sonho que esta ficando quase possível.

Uma das engenhosas sacadas do Dufour 375

Outra agradável surpresa foi o CatFlash35 um catamaran de 35' que a fabricante dos pequenos veleiros Flash está construindo no interior de São Paulo. É um projeto maravilhoso de Roger Hill que colocou três cabines de casal, sendo uma suite, mais um enorme BWC em 35 pés e optou por "canoas" mais estreitas para obter melhor performance. O acabamento é bom, mas longe do padrão dos franceses, como o Lagoon 400, também exposto no salão. Custo de 530 mil reais sem velas e instrumentos, mas incluidos os dois Yanmar de 21 hp.

O primeiro CatFlash35 no Rio Boat show

Mas quem vende no Brasil são as lanchas. A catarinense Schaefer Yachts lançou sua Phantom 600 de 60' e até aquele dia já tinha vendido 4 unidades ao custo básico de 5 milhões de reais, mais 8 unidades de 50'. Vendas confirmadas. Nem perguntei dos modelos menores. O pessoal estava realmente surpreso com o comportamento do mercado, super positivo para eles.

domingo, 1 de maio de 2011

Passeio do Veleiros da Ilha

Neste fim de semana aconteceu o 1º Passeio Náutico do ICSC-VI. Trata-se de uma promoção da Diretoria de Cruzeiro, ligada a Vice-Comodoria de Eventos, visando incentivar os associados a utilizarem mais seus barcos e aumentar a integração e congraçamento. Neste primeiro evento saímos no sábado pela manhã da sede centro e nos dirigimos a Praia do Tinguá, onde ocorreu um churrasco na praia e onde deveríamos pernoitar. Participaram 18 veleiros e duas lanchas.

Os veleiros ancorados na Praia do Tinguá

Disse deveríamos dormir no Tinguá porque ao final do dia o marinheiro do clube Dalmo, que estava dando apoio ao evento, espalhou a notícia que estava chegando uma frente fria com ventos fortes de sul, o que contrariava todas as previsões. Foi uma debandada geral para a sede oceânica de Jurerê a 4,7 mn dali. Eu que não "enxerguei" nenhuma frente chegando, junto com o Beto do Parangolé e o Roberto do Deseado ficamos e tivemos uma noite tranquilissima. Já o pessoal que dormiu nas poitas em Jurerê deve ter xingado muito a mãe do Dalmo...

O inicio do churrasco na praia

Quando estávamos churrasqueando na praia chegou o Vicente velejando numa linda jangada desde a Praia da Daniela. Vicente adquiriu a jangada na Paraíba e disse ter vindo de Santos a Floripa nela, que tem até rádio VHF.

A jangada (Foto Jo Guerra)

A ida para a Praia do Tinguá foi com vento N rondando pra NE, no inicio abaixo dos 10 nós e dos Ratones em diante com 12-13 nós. Fui com a mestra e motor numa orça apertadissima. Voltei no domingo pela manhã pois tinha compromissos familiares, com ventos rondados de NW a NE até os Ratones que depois firmou num NNE de uns 12-14 nós.

Mais fotos do passeio no site do ICSC, clicando aqui.

domingo, 24 de abril de 2011

De Novo: Um dia sim, um dia não

Depois de dias bons e bonitos nas duas últimas semanas, este Feriadão de páscoa foi um dia sim, um dia não. Isto é um dia de tempo ruim e o seguinte de tempo bom. A quinta-feira amanheceu com chuva e cara de inverno, mas a tarde estiou e aproveitei para levar o Tinguá para a sede Jurerê do Veleiros da Ilha, em solitário. Vento fraco norte, portanto na cara. Pela altura da Ponta de Jurerê virou NE e chegou aos 12-13 nós permitindo utilizar as velas no último trecho.

Ilha do Arvoredo na proa

A sexta-feira, conforme as previsões, amanheceu maravilhosa. Saímos cedo para a Ilha do Arvoredo. A família toda mais nossa sobrinha Nelci, que daqui há duas semanas se muda em definitivo para Montreal. A ida foi uma motorada, a princípio com uma leve brisa e depois com um NE de 8-10 nós. Além dos barcos das operadoras de mergulho encontramos três veleirões, creio que do Iate Clube de Porto Belo, dois Beneteau 50' e um Jeanneau 39i'. Mais tarde chegaram o Aysso e muitas lanchas.

Veleiros ancorados no Arvoredo

Fui fazer snorkel com meu filho Gabriel, mesmo a água não estando muito clara, mas retornamos em pouco tempo pois começamos a sentir coceiras pelo pescoço e rosto. Provavelmente causadas por uma espécie de água viva, que vista do barco parece um pequeno pedaço de sacola plástica boiando.

O Aysso iniciando seu retorno

No final da tarde retornamos numa velejada gostosa até a Praia do Tinguá, onde pernoitamos. Lá estavam o Revanche, Vento Solar, Longitude e Quintanares do clube, mais o Terral da Marina de Santo Antônio e um veleirão de nome Bellamore e inscrição de Itajaí. Fomos acompanhados por cerca de oito lanchas. Elas estão aprendendo a pernoitar também...

O tempo fechou novamente, tivemos algumas chuvas esparsas à noite, amanheceu fechado e carregado com nuvens de chuva, com a frente fria entrando antecipadamente. Tomamos o café da manhã e resolvemos antecipar nosso retorno. Deixei a esposa e sobrinha na sede de Jurerê para pegarem o carro e rumei para a sede centro com os filhos Gabriel e Rafael. Para não ser diferente com vento na cara muito fraco até as Ilhas Ratones onde cresceu até os 13 nós, estabilizando depois em 10-11 nós.

sábado, 16 de abril de 2011

Cadê os Bruma19?

A previsão era de ventos fracos de 3-4 nós, mas a 2ª etapa do Ranking de Minioceano 2011 da Avelisc, na Lagoa da Conceição, largou com NE de 8 nós. No inicio da segunda perna o NE caiu e rapidamente entrou um sul já com 8-9 nós, que permaneceu variando entre 8-12 nós.

Infelizmente na Bruma19 somente o Mutley foi para água. Há oito Bruma19 dentre os associados da Avelisc, mas infelizmente só o Mutley compareceu nesta etapa. Uma pena. Corro na classe desde 2006 e ela sempre foi das mais numerosas e sempre com o título disputado até a última etapa. Cadê vocês Imagine, Beagle, Koan, Maneiros, Endorfina, Teimoso, Kiwi...


Meu filho Gabriel (11 anos) que não gosta muito de disputar regatas foi meu companheiro nesta etapa e se saiu bem no comando da genoa. A minha maior satisfação foi, na volta a marina, ouvi-lo dizer que adorou.